Türkeistämmige Wissenschaftler zwischen den Stühlen?
2. Türkeistämmige Wissenschaftler/‐innen in Istanbul – empirische Fallbeispiele
O mercado brasileiro de Serviços de Informação movimentou em 2007, aproximadamente, R$ 197,7 milhões em termos de receita bruta na prestação de serviços, um crescimento real5 de 102,6% em comparação ao montante de 2002. Destaque para as Atividades de Informática, que cresceram 142,7% no período, percentual que ultrapassou a já bastante expressiva taxa alcançada pelo setor consolidado.
A contribuição média dos Serviços de Informação para o valor adicionado bruto da economia entre 2002 e 2007 foi de 3,8%, superior à taxa de setores tradicionais, como as indústrias automobilística, têxtil e alimentícia que, no mesmo período, atingiram 0,2%; 0,7%; 2,6% respectivamente. Dessa média geral, as Telecomunicações foram o segmento mais expressivo, sua participação no período variou entre 64% e 57%, seguido pelas Atividades de Informática, cujo intervalo de variação situou-se entre 25% e 30%. Segundo sugere IBGE (2009), essa queda das Telecomunicações pode ser atribuída ao ambiente concorrencial no qual atua essa atividade, conduzindo a uma
queda expressiva no preço dos serviços. A evolução do PIB brasileiro e setorial pode ser acompanhada no Gráfico 1. 1,60% 7,40% 1,10% 6,10% 4,40% 4,00% 5,50% 4,00% 3,20% 5,70% 2003 2004 2005 2006 2007
Serviços de Informação Brasil
Gráfico 1- Variação Anual do PIB do Brasil e do PIB de Serviços de Informação6
Fonte: Teleco. Elaboração Própria.
Segundo a OCDE (2008), o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) tem acompanhado o desempenho macroeconômico, mas, particularmente, o segmento de serviços tem apresentado um dinamismo contínuo, impulsionado pela terceirização e pelo desenvolvimento de novos serviços.
Em âmbito regional, se é nítida a concentração de tais atividades na Região Sudeste, no que se refere à taxa de crescimento, sua predominância é sobrepujada pela evolução das regiões Norte e Centro-Oeste, com respectivamente, 8% e 7%, taxas que inclusive ultrapassam o crescimento nacional, de apenas 4%. Nessas regiões, destaque para os Estados de Acre, Tocantins, Amapá e Mato Grosso do Sul, onde o crescimento mínimo foi de 11%.
O número total de empresas em operação saltou de 39.162 para 69.806 unidades. Após um crescimento expressivo entre 2002 e 2003, na ordem de 26%, a taxa estabilizou-se em 7% nos três anos seguintes, voltando a subir entre os anos de 2006 e 2007, quando atingiu 14%. Ressalte-se que os números citados englobam empresas de pequeno à grande porte, uma vez que restringindo a análise para empresas que empregam 20 ou mais pessoas, essa grandeza é bem mais modesta, partindo de 2013 unidades em 2002, alcançou apenas 3.467 em 2007. Desse último resultado, ao menos 75% das empresas estavam dedicadas às Atividades de Informática, atuando, principalmente, no desenvolvimento de softwares.
Em termos de pessoal ocupado, há concentração nas empresas de médio e grande porte, estratificações em que se aplicam 68% da mão-de-obra. Mais uma vez, é nas Atividades de Informática que o contingente é mais representativo, com média de 174 mil empregados no período, seguida pelos serviços de Telecomunicações que empregaram algo próximo a 79 mil pessoas.
Sobre os custos do trabalho, adotando-se o indicador definido pelo IBGE como relação entre os gastos com pessoal e o valor adicionado, a ordenação dos setores reflete tanto a capacidade individual na geração de valor adicionado, como o patamar de qualificação de sua mão-de-obra. Desse modo, os serviços de Telecomunicações ocupam o topo da lista, uma vez que o peso dos salários e encargos sociais suaviza-se com o elevado valor adicionado que possui, ao passo que nas Atividades de Informática, o peso da força laboral especializada torna o custo do trabalho bastante elevado (IBGE, 2009). Em geral, verifica-se que, as maiores reduções em torno da média do período ocorreram nas Agências de Notícias e Serviços de Jornalismo, todavia, entre os dois últimos anos, tais dispêndios apresentaram quedas marginais em todos os segmentos. Todos os indicadores obtidos estão dispostos na Tabela 2.
Tabela 2 - Custos do Trabalho
Setores 2002 2003 2004 2005 2006 2007
Telecomunicações 17,47 14,4 13,78 14,75 15,43 15,12
Atividades de Informática 56,37 52,49 52,97 56,03 60,4 56,14 Serviços Audiovisuais 60,22 53,66 43,94 36,81 44,45 44,3 Agências de Notícias e Serviços de Jornalismo 69,64 88,61 75,95 52,09 51,08 48,95 Fontes: IBGE/Pesquisas Anuais de Serviços (PAS).
No tocante à produtividade do trabalho7 dos segmentos de Serviços de Informação, de acordo com a Tabela 3, observa-se que a produtividade dos Serviços de Telecomunicações encontra-se em um patamar bastante superior às demais atividades, um fator 4,3 vezes maior que a das Agências de Notícias e Serviços de Jornalismo – a segunda melhor posicionada nesse indicador.
Tabela 3 – Produtividade do trabalho nos subsetores de Serviços de Informação
Setores 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Média
Telecomunicações 338,6 460,3 466 437,9 413,9 420,6 422,9
Atividades de Informática 47,9 56 56,7 57 56,6 66,6 56,8
Serviços Audiovisuais 45,9 57,2 76,7 96 85,5 92,4 75,6
Agências de Notícias e Serviços de Jornalismo 86,7 71,9 93,3 104,9 117,4 111,7 97,7
Fonte: SIDRA/IBGE. Elaboração Própria
Finalmente, em termos socioeconômicos, ao longo desses seis anos, verifica-se que a cobertura de telefonia cresceu vertiginosamente, ao passo que a taxa de penetração dos televisores e rádios ficou praticamente estável, ressalte-se, contudo, que todos esses serviços encontram-se muito próximos da universalização. Diversamente, os microcomputadores com ou sem acesso à Internet ainda se expandem timidamente, embora se saiba que seu potencial de crescimento é bastante elevado. Salienta-se que, a queda da taxa de desemprego e o predomínio da classe média apresentados anteriormente no cenário macroeconômico são fatores fortemente atrelados ao bom desempenho desse indicador. O Gráfico 2 apresenta a evolução brasileira.
Gráfico 2 – Domicílios brasileiros (%) com rádio, televisão, telefone e microcomputador
Fonte: Teleco. Elaboração Própria.
A difusão de serviços relacionados à Tecnologia da Informação e Comunicação requer, como nenhum outro tipo de serviço, fatores humanos, econômicos e sociais, quais sejam: educação, renda, idade, sexo, lugar de acesso, entre outros. Isso justificaria a rápida propagação dos celulares quando comparada a dos microcomputadores, uma vez que as habilidades demandas para os primeiros são muito próximas ao uso das tradicionais linhas fixas. A princípio, o uso da Internet de alta velocidade espalhou-se entre os indivíduos jovens, com maior grau de instrução e maior poder aquisitivo (OCDE, 2008).
Todavia, comparado aos padrões internacionais, o percentual de cobertura de acesso à Internet alcançado pelo Brasil em 2007 já havia ultrapassado a taxa média das nações em desenvolvimento, tendo ficado apenas 3 p.p. abaixo dos padrões mundiais, mas ainda distante do grau de penetração alcançado pelas nações desenvolvidas que neste ano foi de 53,7%, segundo dados da ITU World Telecommunications/ICT
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Televisão Rádio Telefone (fixo ou móvel) Microcomputador