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7.1. KİŞİSEL BİLGİLERE AİT BULGULAR

7.1.3. Türk Edebiyatı Öğretmenlerinin Eğitim Durumlarının Ders Kitabını

A formação da indústria de petróleo conforme é conhecida atualmente, apesar de o petróleo já ter sido conhecido na Antiguidade e na Idade Média, tem a sua origem no estado americano de Pensilvânia, quando o Edwin Drake descobriu um poço na cidade de Tuttisville.

A principal diferença entre a antiga e a moderna conformação da indústria de petróleo se fundamenta no fato de que a partir da descoberta do Drake surgiu à procura de petróleo pelo processo de perfuração, deixando de lado o processo de escavação e coleta (BERNSTERIN RESEARCH, 2006).

Inicialmente as atividades de Exploração e Perfuração (E&P) eram absolutamente artesanais, e o mercado livre e desorganizado, sendo a perfuração feita na base da observação visual do petróleo com baixíssimas taxas de sucesso. Foi John Rockefeller, ao fundar a

Standart Oil, quem organizou o setor do petróleo como indústria de grande porte, tendo na

sua gênese um viés internacionalizado. Nesse momento, nos Estados Unidos já existiam refinarias e companhias dedicadas à exploração e perfuração (YERGIN, 2010).

Grande parte das refinarias até então independentes foi comprada pela Standart Oil, que, a partir daquele momento, passou a atuar como um grande monopólio, acrescentando a seu negócio o controle da distribuição de derivados.

Posteriormente, Standart Oil foi ocupando as outras fases da indústria do petróleo, que iam desde a exploração e perfuração até a revenda, convertendo-se num quase monopólio e, dessa maneira, ela se tornou uma das primeiras empresas privadas monopólicas do final dó século XIX, foi considerada uma fiel representante do capitalismo moderno daquela época (BERSNTEIN RESEARCH, 2006; YERGIN, 2010; CANELAS, 2007).

Em 1911, tendo como base jurídica o Sherman Act, primeiro instrumento legal de defesa da concorrência, a Corte Suprema Americana obrigou a Standart Oil a desmembrar-se, porém, naquele momento seu poder monopólico já tinha sido reduzido pela entrada de concorrentes de grande porte, tal como a Shell, Texaco, Sun e Gulf (BERSNTEIN RESEARCH, 2006).

A partir daí, a indústria de petróleo passou a ser conformada por grandes empresas internacionalizadas e com elevado grau de integração vertical, chamadas de majors e as de menor porte, especializadas em alguns setores, conhecidas como independents.

Inicialmente, na esfera internacional a indústria do petróleo se desenvolveu a partir de das grandes empresas internacionais e posteriormente, fundamentalmente após a década de 60, quando surgiram empresas de origem estatal, criadas como tais ou fruto da estatização de antigas empresas privadas. Exemplos desse fenômeno podem ser encontrados no Brasil, México, República Bolivariana da Venezuela, Nigéria e países do Meio Oriente (YERGIN , 2010).

O processo de internacionalização das grandes corporações americanas se iniciou na década de 20, sendo objeto de conquista Indonésia, Índia, Meio Oriente e América Latina. Essa luta feroz pela conquista de novos territórios e, em consequência, o surgimento de novas fontes de abastecimento foi perniciosa para as corporações internacionais, já que em função do excesso de oferta na metade da década de 20, os preços internacionais atingiram o menor valor internacional (YERGIN, 2010).

Essa guerra de preços levou as empresas a se reunir na cidade escocesa de Achnacarry. O resultado mais importante foi a formação de um cartel que permitiu que as corporações dividissem o mundo e assim implantou-se no mercado internacional o modelo monopólico semelhante ao praticado pela Standart Oil no mercado interno americano.

Em 1950, de acordo com Alveal (2001), as corporações detinham 48 % das jazidas mundiais, 70 % das instalações de refino e 66 % dos navios petroleiros e dois dos oleodutos mais importantes e para acentuar ainda mais o aspecto monopólico do mercado internacional, os contratos de concessão entre as corporações e os países hospedeiros eram largamente favoráveis às primeiras.

Após a Segunda Guerra Mundial, em função dos processos de reconstrução e modernização mundial, o petróleo se tornou uma matéria prima vital para a economia mundial e paises como Japão, Alemanha e França passam a ser importadores de grandes quantidades de petróleo, primeiro e posteriormente, de gás.

Só após os dois choques de petróleo, ocorridos em 1973 e 1979, o petróleo perdeu parte da sua supremacia para fins energéticos, sendo substituído por outras fontes, como o carvão mineral, energia nuclear, gás natural, eólica, hídrica e solar.

No entanto, o mesmo não sucedeu em outros setores econômicos, pois, o petróleo ainda continua a ser insumo fundamental para a indústria automobilística e petroquímica, entre outras (ALVEAL; PINTO JÚNIOR, 1997).

O caráter geopolítico da indústria do petróleo se acentua após a Segunda Guerra Mundial e isso conduz à conformação da indústria de petróleo contemporânea, aonde coexistem a Organização de Países Exportadores de Petróleo9 (OPEP), onde estão representados os principais países exportadores do Meio Oriente, grandes corporações

Venezuela S.A., Petróleos de México S.A., Saudi Aramco e Petronas (YERGIN, 2010).

Os dois choques de petróleo ocorridos em 1973 e 1979, além de terem provocado a elevação da inflação e estagnação do crescimento econômico, resultaram numa alteração no mercado mundial. Após esses eventos, os países integrantes da OPEP passaram a deter uma fatia maior do mercado mundial em detrimento das majors (YERGIN, 2010; YERGIN; STANISLAW, 2002; FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL, 2000).

No Gráfico 6, a seguir, se apresenta a evolução dos preços internacionais do barril de petróleo.

Gráfico 6 - Preços internacionais do barril de petróleo

Fonte: Fundo Monetário Internacional (2011)

Entenda-se como US$ 2003 a correção do preço do preço do barril em cada um dos anos apresentados no gráfico 6 considerando o valor médio do dólar em 2003 e US$ corrente é o valor médio do barril do petróleo em cada um dos anos do gráfico 06.

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Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) é uma organização internacional criada em 1960. Os países membros são Angola, Argélia, Líbia, Nigéria, República Bolivariana da Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Catar.

Esses mesmos choques levaram ao desenvolvimento de novas tecnologias, especialmente no que diz respeito à exploração offshore em águas profundas, entre 400 e 1000 metros e ultraprofundas, acima dos 1000 metros de profundidade da lâmina d´água.

Também o petróleo passou a ser considerado, além de commodity, num ativo financeiro, o que possibilitou o uso simultâneo de diversos mecanismos financeiros; exemplo o mercado futuro, o mercado a termo e de opções.

Após o segundo choque, novos players entram no mercado mundial, em parte pelo descobrimento de jazidas de petróleo em regiões até então inexploradas, e se cria o mercado

spot.

Em função da nova realidade, a OPEP se viu obrigada a reduzir a oferta para manter os preços do petróleo e dessa maneira não perder receitas. Surge na própria OPEP uma briga entre os grandes e pequenos produtores que eclodem em 1986, quando a Arábia Saudita eleva a oferta, derrubando o preço para US$ 10,00/barril (YERGIN, 2010).

A British Petroleum (2006) informa que entre 1980 e 2004 as reservas mundiais cresceram 78%, o que possibilitara abastecer o mundo por um período de mais quarenta anos. Atualmente e apesar dos esforços realizados para aumentar a produção offshore e para alargar as regiões produtoras, os países integrantes da OPEP possuem a maior quantidade de reservas a preços competitivos (ORGANIZAÇÃO DE PAÍSES EXPORTADORES DE PETRÓLEO, 2011).

O Gráfico 7 , a seguir, ilustram a evolução da quantidade de reservas provadas em milhões de barris de petróleo entre 1960 e 2010.

Gráfico 7 - Reservas provadas de petróleo cru 1960 – 2010

O Gráfico 8, a seguir, apresenta a evolução da quantidade de reservas provadas de gá natural em bilhões m3 entre 1960 e 2010.

Gráfico 8 - Reservas provadas gás natural 1960 – 2010

Fonte: Organização de Países Exportadores de Petróleo (2011, p. 23).

No momento atual existe um desequilíbrio geográfico entre os locais de produção e consumo e isso é acentuado pelo fato de os Estados Unidos consumirem 25% da produção mundial. No entanto, essa situação, nos próximos 20 anos será modificada substancialmente pela entrada da China, como primeiro mercado consumidor de petróleo.

O Gráfico 9, a seguir, apresenta a demanda prevista por petróleo em milhões de barris de petróleo.

Gráfico 9 - Demanda por petróleo – 2009 – 2030 (variação em milhões de bpd)

Outra mudança importante ocorrida na década de 90 foi a abertura de mercados nacionais à concorrência estrangeira, o que possibilitou o ingresso de grandes quantidades de investimento privado na indústria de petróleo e gás de países como China, Brasil, Colômbia, Rússia e Venezuela, sendo que nesse país, após a posse do Presidente Chavez em 2003, o setor foi nacionalizado (CANELAS, 2007).

O futuro prevê, á curto e médio prazos, para a indústria de petróleo dois grandes desafios:a reposição das reservas de petróleo e gás e a manutenção dos picos de produção. A consultora J. P. Morgan (2007) comenta que entre 2006 e 2016 os grandes países produtores de petróleo, fora da OPEP, serão entre outros: Rússia, Canadá e Brasil.

Chakhamakhchev e Rushworth (2010) informam que quase 50% dos contratos assinados em 2010 se referem a projetos de exploração e perfuração em águas profundas e que as principais reservas de petróleo e gás descobertas em 2009 se encontram no mar continental brasileiro.

No Gráfico 10, a seguir, descreve-se a evolução das áreas contratadas em quilômetros quadrados e números de contratos de exploração offshore, assinados de 1990 a 2010.

Gráfico 10 - Quantidade de quilômetros quadrados contratados e número de contratos de exploração offshore 1990 – 2010

A Figura 1, abaixo, indica a localização das novas áreas de exploração de petróleo e gás em 2009.

Figura 1 - Localização de novas áreas de exploração de petróleo e gás em 2009

Fonte: Chakhmakhchev e Rushworth (2010).

No Gráfico 11, a seguir, é apresentada, por tipo de país, a previsão de aumento da produção de petróleo entre 2010 e 2015.

Gráfico 11 - Aumento da capacidade de produção mundial 2010 – 2015

Para dar respostas às pressões dos stakeholders e demonstrar a preocupação dos

majors em relação às acusações de serem grandes poluidores e devastadores do meio

ambiente, a Shell, British Petroleum e Petrobras estão mudando seu marketing institucional. Para isso, estão deixando a condição de empresas somente de petróleo e gás e incorporando ao seu portfolio fontes de energia limpa e renovável tal como a eólica e a produzida a partir dos biocombustíveis (PETROBRAS ,2010).

Essa situação impacta os prestadores de serviço, e ainda mais, aqueles que, como no caso da Pipeway , executam serviços de inspeção e manutenção de tubos, já possibilitam a antecipação ou a quase eliminação de problemas ambientais ao advertir as empresas contratantes que são necessários reparos ou substituições da tubulação inspecionada.

Benzer Belgeler