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Türk Bankacılık Sistemi Yönetim ve Risk İzleme Alanındaki Değişiklikler

4. TÜRK BANKACILIK SİSTEMİ VE TÜRK BANKACILIK SİSTEMİNİN İÇ

5.3 Türk Bankacılık Sistemi Yönetim ve Risk İzleme Alanındaki Değişiklikler

No trabalho com os casais, nosso foco foi a conjugalidade. Assim, o sonho relatado e trabalhado no setting foi direcionado e colocado a serviço da dinâmica do casal.

Utilizamos o termo “sonho na terapia de casal” para nos referir ao trabalho com o sonho, pois, para nós, a presença do sonho por si só na terapia pode ser apenas um dado entre outros, mas entendemos ser o trabalho com o sonho que o torna uma ferramenta terapêutica.

Os sonhos relatados pelos casais foram trabalhados de modo a tornar suas imagens e conteúdos eficazes para a compreensão da situação atual do casal e do processo terapêutico como um todo. Como se tratou de uma proposta de psicoterapia breve, os sonhos foram vistos em relação ao conflito que o casal estava vivenciando naquele momento e, a partir daí, buscamos observar como eles sinalizavam, delineavam e elucidavam o conflito.

O trabalho com os sonhos foi realizado de forma flexível e adaptável às especificidades de cada casal, ao seu momento presente, ao estilo e à criatividade do terapeuta e ao vínculo estabelecido com cada um. Procuramos estabelecer uma postura de interação entre analista e analisando e, no decorrer do processo, a tríade terapeuta-marido-mulher construiu junto uma maneira de apreender as mensagens oníricas e encontrar seus significados.

Nossa postura como terapeuta foi participativa e diretiva, na medida em que funcionou como sinalizadora, atentando o casal para voltar para o sonho quando este tendia a usar o relato de fatos para se desviar do contexto onírico, para tecer conclusões precipitadas ligadas à problemática do casal, ou mesmo direcionando acusações ao parceiro. Outras intervenções de nossa parte foram realizadas, como solicitar ao parceiro “ouvinte” que se dispusesse a ouvir mais atentamente o sonho relatado e que participasse da apreciação de cada sonho escolhido no sentido de abordá-lo de forma mais completa possível.

Todos os sonhos apresentados foram ouvidos e posteriormente, o casal elegeu o sonho que seria trabalhado. Houve sessões em que os sonhos não foram trabalhados. O tempo de trabalho com cada sonho variou: alguns foram trabalhados em uma única sessão e outros demandaram mais tempo. Procuramos dar espaço suficiente para as associações, as amplificações e para os insights do casal. De

acordo com o assunto surgido nas sessões, os sonhos já trabalhados foram evocados tanto pelos parceiros quanto pela terapeuta e serviram como referencial para as discussões e reflexões do assunto em pauta.

A seguir, descreveremos como trabalhamos cada sonho com as casais nas sessões.

Após o casal definir o sonho a ser trabalhado, pedimos ao parceiro sonhador que relatasse o sonho duas vezes em voz alta e no tempo presente. Consideramos que o relato no tempo presente poderia facilitar a aproximação de sentimentos e emoções e permitir o acompanhamento da narrativa, das ações e dos sentimentos tanto das personagens quanto do ego onírico, assim como o relato em voz alta poderia ajudar o sonhador a ouvir o sonho que ele, no momento, está compartilhando com o parceiro.

Enquanto o parceiro sonhador narra o sonho e o outro o ouve, ambos podem se concentrar nas emoções que sentem e, assim, entrar em contato como casal no contexto da experiência onírica. Então, o sonho passa a ser visto como algo diferenciado que está a serviço da relação, como o “sonho do casal”.

Ao parceiro, foi solicitado que ouvisse o relato do sonho “como se fosse seu”. Com essa instrução, objetivamos propiciar aos parceiros uma vivência de empatia, atitude, a nosso ver, muito importante na terapia de casal.

Num segundo momento, propusemos um exercício com o objetivo de abrir um espaço para o casal exercitar sua capacidade de dialogar e de encontrar uma resolução comum a partir de diferentes opiniões. Nesse sentido, solicitamos ao casal que escolhesse um título para o sonho narrado que sintetizasse as ideias dos dois parceiros sobre a narrativa.

Concedemos o tempo necessário para que pudessem dialogar sobre a percepção de cada um sobre o sonho narrado e então chegassem a um acordo a partir das sugestões de ambos. Nesse momento, permanecemos em silêncio, apenas observando a discussão do casal. Nossa presença como terapeuta comunicou aos parceiros que eles estavam sendo observados e cuidados. Dar um título para o sonho ajudou o casal a observar o relato deste como um todo e se aproximar dele como o “sonho do casal”.

A etapa seguinte envolveu a apreciação detalhada dos elementos do sonho em questão. Esse trabalho caracterizou-se pela apreciação dos aspectos dos elementos dos sonhos. Percebemos que, nesse momento específico, a participação

do parceiro sonhador foi mais proeminente do que a do parceiro ouvinte, pois foi aquele quem trouxe o material onírico. Diante disso, estimulamos o parceiro a ficar atento à análise dos elementos e a contribuir com o trabalho de compreensão da estrutura dramática destes. Para isso, pedimos que falassem de suas impressões, descrevessem as imagens que lhes ocorressem ao ouvir o sonho “como se fosse seu” e dialogassem a respeito das impressões do parceiro sonhador.

Na abordagem do sonho em seu contexto intrínseco, procuramos nos aproximar das imagens oníricas observando os aspectos dos elementos que o compõem. As imagens dos sonhos foram exploradas por meio de descrições detalhadas, o que ajudou o casal a experimentar as emoções ligadas a elas e motivar associações. Logo, utilizamos como referência para a exploração os quatro momentos da narrativa dramática sugeridos por Jung (1984), que são: exposição, intriga, culminação e desfecho ou lise. Estes momentos serviram como um guia para realizarmos uma observação mais completa possível do sonho relatado,

Após a análise contextual do sonho narrado, passamos à terceira fase, a fase final do trabalho com o sonho. O casal foi convidado a se situar na narrativa e nas imagens oníricas, e relacioná-las ao conflito conjugal. A partir das associações pessoais, amplificações e dos insights alcançados, eles puderam falar de seus conflitos tanto no âmbito individual como no âmbito conjugal.

Nesse momento, levantamos com o casal algumas questões para ajudá- los a refletir sobre o relacionamento à luz do sonho trabalhado, tais como: “O que o sonho ilustrou além da situação apresentada?” “Que mensagem o sonho trouxe para o casal e para cada um dos parceiros?”

Para ajudar os casais a olhar os aspectos interpessoais do sonho e refletir por meio dele sobre o conflito conjugal, a terapeuta propôs uma atividade gráfica com um sonho, com cada casal (FURTH, 2006). Com o Casal 1, trabalhamos o sonho “O Sequestro”, na 7a sessão (em 19/11/07) e com o Casal 2, o sonho “Início” na sessão em 27/11/07.

Solicitamos que cada um expressasse graficamente o que cada parceiro havia vivenciado no sonho. Para tanto, foram oferecidos materiais gráficos, como folha de papel sulfite, lápis preto e lápis de cor.

Após a realização da atividade, solicitamos que cada um comentasse seu próprio desenho e, logo em seguida, os parceiros mostraram seus desenhos um para o outro e conversaram sobre a visão de cada um sobre o sonho. Essa atividade

foi realizada com um sonho de cada casal, cujo objetivo foi ampliar um pouco mais sua vivência com as imagens trazidas pelo sonho, aproximá-los da mensagem nele contida e aprofundar sua reflexão sobre o relacionamento e o conflito conjugal.

Ao final dessa terceira fase do trabalho com os sonhos, estimulamos o casal a falar sobre os conflitos presentes na relação, os obstáculos que precisavam ser superados e como cada parceiro poderia contribuir para a construção de um relacionamento mais harmonioso.