4. TÜRK BANKACILIK SİSTEMİ VE TÜRK BANKACILIK SİSTEMİNİN İÇ
4.1 Türk Bankacılık Sisteminin Tarihi Gelişimi
4.1.1 Cumhuriyet Öncesi Dönemde Bankacılığın Gelişimi
Sob a ótica junguiana, os sonhos são imparciais e não estão sujeitos ao julgamento da consciência. Eles são aptos para nos ajudar a resgatar uma atitude condizente com a natureza humana, quando nossa consciência se afastou por demais de seus fundamentos (JUNG, 2000b).
Em toda sua obra, Jung abordou vários aspectos dos sonhos, entre os quais, os grandes sonhos, os sonhos iniciais, os proféticos, a série de sonhos, os sonhos que estão a serviço do sonhador e de seus relacionamentos interpessoais e os sonhos que marcam as fases importantes da vida. Mais tarde, outros pesquisadores junguianos desenvolveram importantes trabalhos sobre esses temas, contribuindo, assim, para aumentar a compreensão do fenômeno onírico e de sua função terapêutica.
1.3.1 Sonhos iniciais na análise
Sonhos significativos ocorrem em momentos de transição, quando precisamos enfrentar mudanças em nossas vidas. Freitas (1991), analista junguiana,
desenvolveu um trabalho sobre os sonhos iniciais e sobre o seu papel no processo psicoterápico. Para a autora, os conteúdos oníricos estão vinculados às manifestações do inconsciente no momento do início da análise, quando o analisando entra em contato com o terapeuta e consigo mesmo. A autora tece interessantes considerações em seu trabalho sobre a psicoterapia e o rito de iniciação. Para ela, os sonhos iniciais são também iniciáticos, pois apontam para o ego novos símbolos de transformação.
Para Kast (2010), os sonhos iniciais sinalizam uma estagnação psíquica e podem colocar a psique em movimento, mostrando possíveis caminhos. Assim, eles podem modificar nossas disposições afetivas e nossas atitudes conscientes frente às demandas do Self. Herrmann (1992), psicanalista, define a função diagnóstica do sonho quando escreve que “o sonho é um momento diagnóstico por excelência”, pois ele identifica a situação do sonhador e seus sentimentos em relação ao início do processo terapêutico e, portanto, deve ser aproveitado.
Segundo Jung (1986), os sonhos que surgem no início da análise são importantes, pois retratam a situação do paciente de forma resumida e servem como guia para o analista, quanto ao diagnóstico e prognóstico do processo terapêutico. Os primeiros sonhos podem revelar questões transferenciais, como julgamentos e avaliações sobre a personalidade do analista e a possibilidade de construir um relacionamento adequado com o terapeuta (JUNG, 1986, 2007).
1.3.2 Sonhos antecipatórios
Para Jung (2007), a maioria das situações críticas que o indivíduo enfrenta tem um tempo de incubação que a consciência não percebe, pois esta ocorre na esfera do inconsciente. Desse modo, os sonhos antecipatórios não são meros pressentimentos e podem ser compreendidos cientificamente à luz da teoria dos arquétipos e do fenômeno da sincronicidade.
De acordo com Jung (2007), o analista deve considerar os aspectos dos sonhos que anunciam ou previnem determinadas situações. Cabe a ele sinalizar tais fatores ao analisando como que preparando o sonhador para enfrentá-las. O inconsciente pode enviar mensagens de alerta via sonhos para o consciente, cujas incumbências podem ser mudar algo em sua vida, capacitá-lo a lidar da melhor
maneira possível com aspectos críticos de sua vida, ou mesmo, prevenir que uma situação mais grave ocorra. Por meio do sonho, o inconsciente age de forma a chamar a atenção do ego para fatos que, por estar ocupado demais com outros aspectos do seu cotidiano, o sonhador pode deixar de atentar em seu processo de individuação.
1.3.3 Séries de sonhos
A importância do trabalho com uma série de sonhos é enfatizada por Jung, quando comparado com o trabalho com um sonho isolado. Em Analytical
Psychology: notes of the Seminar Given in 1925 (JUNG, 1991c), ele alerta seus
ouvintes para relacionar um sonho presente ao sonho anterior.
De acordo com Bosnak (2006), os sonhos se agrupam em temas específicos e se manifestam no tempo. Para o autor, este fenômeno ocorre naturalmente, cabendo a nós estudarmos a série de sonhos, observando a transformação das imagens oníricas. Isso faz sentido quando pensamos na dinâmica da psique como algo que se encontra em constante movimento e ligado a uma grande rede de arquétipos. De acordo com o autor, na série de sonhos, os símbolos pessoais e arquetípicos podem ser observados quanto ao desenvolvimento, mudanças e interação entre eles.
Desse modo, é importante observar se a temática de um sonho está inserida numa série de sonhos e acompanhar como se desenvolve, para que ambos, analista e analisando, possam atentar tanto para os limites como para as possibilidades de desenvolvimento dos processos criativos.
A respeito disso, Jung (2007) propõe estabelecermos conexões entre os sonhos para levantarmos hipóteses sobre a dinâmica da psique. Os pressupostos teóricos sobre o trabalho com a sequência de sonhos são descritos por ele no trecho abaixo:
A continuidade é inerente à estrutura psíquica e não há razões de supormos o contrário, assim como não podemos imaginar que haja lacunas no processo da natureza. A natureza é um contínuo, e muito provavelmente a nossa psique também o é. Tal sonho é apenas um relance ou uma observação da continuidade psíquica, que se torna visível em um determinado momento. Como continuidade, [o sonho presente] está ligado aos sonhos anteriores. (JUNG, 2007, p. 100).
Segundo Hall (1998), o trabalho com uma série de sonhos pode fornecer imagens semelhantes, que trazem à tona aspectos diferentes do mesmo complexo, mostra o processo terapêutico de um padrão neurótico, ilustra importantes pontos na interpretação clínica dos sonhos, além de ampliar a compreensão das imagens oníricas. Outro aspecto é a possibilidade de acompanharmos as ações do ego onírico e vígil e suas identificações com certos padrões psíquicos presentes na dinâmica do indivíduo.
1.3.4 Sonhos recorrentes
Segundo Jung (2007), os sonhos recorrentes merecem nossa atenção, pois em geral podem sinalizar uma tentativa de compensação para algum desequilíbrio na atitude do sonhador, ou uma adaptação necessária em relação a alguma situação de sua vida, expressar uma experiência vivida como trauma ou mesmo prenunciar algum acontecimento importante. Jung cita um motivo onírico que se repetiu por um longo período de tempo em sua vida. Sonhou várias vezes que descobria em sua casa uma ala que ainda não conhecia. No último sonho, ele se depara com livros contendo figuras simbólicas, descobre seu interesse pela alquimia e, na mesma época, recebe um livro antigo de um amigo sobre o tema. Desde então, dedica-se ao estudo da alquimia e seus sonhos cessam.
Este relato de Jung reforça a ideia de que os sonhos estão a serviço do processo de desenvolvimento humano, pois eles buscam processarem experiências, das quais, por muitas razões, temos dificuldades em nos aproximarmos. Assim, por exemplo, por meio dos sonhos recorrentes, o inconsciente pode conectar o sonhador com seus próprios recursos, buscando compensar uma unilateralidade psíquica na qual se encontra, muitas vezes, sem se dar conta.