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4. TÜRK BANKACILIK SİSTEMİ VE TÜRK BANKACILIK SİSTEMİNİN İÇ

4.3 Türk Bankacılık Sektöründe İç Denetim Sistemi

De um modo geral, quando um casal procura terapia, ele está em busca de uma solução para algum conflito que esteja refletindo em sua vida, mesmo que este conflito não esteja diretamente ligado ao casal, mas apenas a um dos cônjuges, a família de origem, aos filhos, etc. Assim, numa primeira etapa, procuramos focar na possibilidade de ampliar a visão do conflito vivido na relação, observar o seu significado na dinâmica do casal, olhando-o como o símbolo que além de denunciar uma disfunção na dinâmica conjugal, também aponta para alguma direção. Essa maneira de olhar o conflito é uma forma de “soltar” a energia que se encontra ligada

a ele e que impede o casal de sair da situação fechada e caracterizada por uma comunicação ineficiente.

A situação conflituosa do casamento pode apresentar-se tensa e fusionada, repleta de conteúdos psíquicos projetados um no outro devido ao estado emocional dos parceiros. Sentimentos hostis como raiva, mágoas e ressentimentos podem predominar na relação conjugal. Assim, neste momento, é importante que o terapeuta perceba os sentimentos que permeiam a relação, de modo a abrir espaço para que ambos possam observar a relação de certa distância para, então, perceber como ela se apresenta.

Segundo Young-Eisendrath (1995), no primeiro estágio da terapia, a maioria dos casais está envolvida na questão de dominação-submissão que prepondera sobre o reconhecimento da interdependência como base para um relacionamento íntimo. A queda do encantamento original da paixão dá lugar aos problemas do poder, ou seja, do domínio de uma pessoa por outra, fato que afeta a saúde do casamento, constituindo o impasse no processo de individuação deste. De um modo geral, o relacionamento baseado na desigualdade leva cada parceiro a se colocar como aquele que tem razão e que está “sozinho” tentando manter ou salvar o casamento.

Cada parceiro, ao sentir sua individualidade ameaçada pela dinâmica conjugal, pode ser tomado por temores associados à baixa autoestima, o que tende a produzir um sentimento de desamparo. A ansiedade ocupa um lugar de destaque na relação, que, somada às defesas consteladas, impede cada parceiro de se abrir verdadeiramente no setting, falando e respondendo com espontaneidade.

Os casais que procuram pela terapia têm dificuldade em falar do significado de ser casal. Neste momento, é mais fácil falar do relacionamento como um objeto adquirido que não atendeu às suas expectativas. Por isso, é importante que se crie junto ao casal uma atmosfera sem acusações, encorajando-os a falar de si mesmo e da relação que eles construíram.

Nessa primeira fase, analisamos a capacidade e a disposição do casal de resolver conflitos e estabelecer e experimentar um senso de igualdade entre si. Observamos o seu estado emocional e quais as defesas ativadas para lidar com a situação conflituosa. É importante que o terapeuta tenha alguns esclarecimentos sobre a dinâmica do casal, para que ele saiba com quem irá trabalhar e que postura deverá tomar. Porém, o diagnóstico não é exclusivo dessa fase, mas se constrói ao

longo do processo, visto que devido à grande ansiedade e às fantasias quanto ao que a terapia pode revelar, tanto a persona de cada parceiro quanto a do casal como uma unidade, apresentam-se rígidas e a confiança na figura do terapeuta ainda não está fortalecida, o que pode dificultar o conhecimento da dinâmica conjugal.

Assim, é relevante observar a qualidade do vínculo do casal, o acordo que eles mantêm entre si e sob qual padrão de relacionamento funcionam. Por exemplo, se o casal tem um acordo, explicito ou não, sobre o que é ou não aceitável na relação, quanto um desvio à essa regra pode ser tolerado sem reações com hostilidade e enrijecimento ou quais são seus recursos disponíveis para as mudanças necessárias.

Alguns aspectos da sombra projetada no parceiro podem ser examinados quando perguntarmos ao cônjuge o que mais chamou sua atenção em sua(seu) companheira(o) quando se conheceram. Aquela característica, que na fase da paixão era tida como qualidade, agora é nomeada como defeito. É o caso de parceiro que no início do namoro via a esposa como ativa e segura, no entanto, posteriormente, passa a vê-la como controladora e mandona. É muito provável que, nesse exemplo, o esposo deposite na esposa características dele que precisam ser integradas e desenvolvidas em sua própria personalidade (ZWEIG; ABRAMS, 2000). Nessa etapa, e durante todo o processo, o terapeuta pode levantar algumas questões, tais como: Qual é a capacidade do casal para se relacionar num dinamismo de alteridade? O que está mantendo este casal? Qual o papel da complementaridade na vida deles? Quão dispostos estão para fazer o sacrifício necessário para alcançar uma verdadeira transformação em suas vidas e na vida conjugal? Os parceiros acreditam na possibilidade de separação? Quais as expectativas de cada um em relação ao casamento e às próprias mudanças do cônjuge? O que eles esperam da terapia?

Os sonhos e outras técnicas terapêuticas são úteis em todas as etapas, mas nesta fase especificamente, eles podem ajudar a elucidar o conflito, indicar a direção do processo terapêutico e apontar o prognóstico. As técnicas terapêuticas também podem ajudar os parceiros a diminuir a rigidez e o receio de expor suas ideias e sentimentos.

Numa primeira sessão, o terapeuta já tem ideia da possibilidade de trabalhar ou não com o casal, assim como o casal em relação ao terapeuta. O

contrato terapêutico, então, pode ser feito e não precisa ser necessariamente esgotado em uma sessão. É frequente ter que retomá-lo junto ao casal. Além do enquadre sobre horário, honorário, frequência e sigilo, na terapia de casal é preciso deixar claro que o objetivo desta não é mostrar quem tem razão, nem mesmo fazer com que os parceiros permaneçam casados, mas sim, restaurar a comunicação entre eles e ajudá-los a encontrar a melhor forma de convívio.

Alguns pontos importantes também precisam ser discutidos nesta etapa como a questão do segredo que pode impedir um trabalho profundo e verdadeiro; as possibilidades de se depararem com surpresas boas e ruins no decorrer da terapia; e a responsabilidade de cada um no processo terapêutico, tanto a parte que cabe ao casal quanto àquela do terapeuta.

O terapeuta deve procurar garantir um espaço terapêutico no qual aquele que fala é ouvido e compreendido e aquele que ouve possa entender a mensagem, tecendo sua resposta ou comentário a partir dela. Esse trabalho estrutura a base da próxima etapa que envolve a elaboração do conflito.