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D) KÂRLILIK ORANLAR
III. TÜRKĠYE’DE 2001 KRĠZĠNĠN ĠġLETMELERĠN FĠNANSAL YAPISINA ETKĠSĠNĠN GENEL DEĞERLENDĠRMESĠ
O Gráfico 6 apresenta a proporção individualizada das categorias nas diferentes séries do currículo paulista.
O Gráfico 7 ilustra a distribuição proporcional das ocorrências com a temática ambiental agora no conjunto das diferente séries do currículo analisado.
35,2% 22,3% 25,4% 13,6% 22,2% 28,7% 24,6% 25,0% 42,6% 49,0% 50,0% 61,4% 0,0% 25,0% 50,0% 75,0%
5ª série 6ª série 7ª série 8ª série
GRÁFICO 6 - Percentual relativo às categorias temáticas
encontrado nos Cadernos do Professor das diferentes séries do Ciclo II do Ensino Fundamental no currículo do Estado de São
Paulo em 2009
sociedade e natureza
sociedade e natureza/problemas ambientais natureza (sem foco na ação humana)
A leitura destas informações permite algumas compreensões iniciais. A primeira delas é sobre o grande número encontrado da categoria natureza (sem foco na ação humana), fato este verificado no currículo como um todo e, também, individualmente nas diferentes séries analisadas. Percebe-se que a ocorrência dessa categoria tende a crescer de série para série, sendo a 8ª a seriação em que fora identificado o maior número de ocorrências desta categoria em específico.
Embora na referida categoria considerássemos o homem como parte integrante e indissociável do meio natural, foi possível perceber que, aparentemente, a ênfase do currículo proposto pela SEE/SP é dada nos aspectos naturais do ambiente e não nos determinantes e produtos dessa relação.
Refletindo sobre este ocorrido, compreendemos que se perde aí a oportunidade de algum tipo de junção que relacione efetivamente os aspectos do meio natural ao universo humano, bem como suas consequências. Por exemplo, o Caderno de Ciências da 8ª série fala sobre a pele e a melanina humana no 2º bimestre ao tratar de anatomia, fisiologia e saúde humana. Aí se perdeu uma boa chance de ao menos fazer referência ao buraco da camada de
24,8%
25,0%
50,2%
GRÁFICO 7 - Percentual relativo a cada categoria temática encontrado nos Cadernos do Professor do Ciclo II do Ensino
Fundamental no currículo do Estado de São Paulo em 2009
sociedade e natureza
sociedade e natureza/ problemas ambientais natureza (sem foco na ação humana)
ozônio e as possíveis causas antrópicas sobre ele, assim como os problemas de câncer de pele que isso pode causar.
Acreditamos que, dada uma situação de crise ambiental desencadeada pela humanidade na contemporaneidade, torna-se imprescindível que o currículo escolar aborde os aspectos da relação entre o homem e o restante da natureza sob a ótica da EA crítica ao se trabalhar a questão ambiental. Ao menosprezar tal possibilidade incorre-se na constituição de um currículo mais empobrecido e que trata a temática ambiental de maneira mais superficial, posição essa condizente com concepções da linha tradicional, cujos resultados não levam à formação de sujeitos críticos e emancipados como vislumbramos.
Na categoria que trata especificamente dessa relação, sociedade e natureza, foram registradas 102 das ocorrências (ou 24,8% do total registrado conforme Gráfico 7), sendo a 8ª a série a que menos abordou a temática ambiental em suas múltiplas relações com os seres humanos. O que confirma o referido viés naturalista desse currículo, não considerando com isso – ou o fazendo de forma reduzida – as múltiplas relações do homem com o restante da natureza. Verificou-se, inclusive, que a ocorrência desta categoria tende a diminuir ao longo das séries no currículo do Ensino Fundamental paulista.
Outra compreensão surgida diz respeito aos aspectos da problemática ambiental resultantes da relação entre seres humanos e o meio natural. Aparentemente o foco nos problemas ambientais frutos de tal relação (representados na categoria sociedade e
natureza/problemas ambientais) aparece de forma aparentemente equilibrada e constante nas
quatro séries analisadas, o que acreditamos ser um ponto positivo já que todas as séries abordam de maneira mais ou menos equitativa este tema.
Porém, o foco nos problemas ambientais não pode ser dado somente nos “efeitos” em si mesmos – o que costuma ser bastante comum em práticas distantes daquilo que se propõe a
EA crítica. Para tanto, consideramos fundamental a análise das causas desses problemas, bem
como o conhecimento da dinâmica da natureza a eles associada, levando os alunos a refletirem sobre a problemática e as possíveis influências antrópicas sobre elas.
Assim pode acontecer uma EA realmente “crítica”, fundamentada nas dimensões essenciais do trabalho educativo em EA, conforme Carvalho, (1999, 2006). Nesses casos os “consensos” desaparecem, pois nos efeitos todos concordam, mas as causas são motivos de grandes divergências de entendimentos (por exemplo, se estão relacionadas ou não com o atual modelo econômico em hegemonia no planeta).
Consideramos, por fim, que as diferentes categorias temáticas deveriam aparecer de forma menos discrepante no currículo analisado a fim de não enviesar a abordagem do tema
ambiental. Nesse sentido, é necessário homogeneizar a distribuição das categorias que mostram a relação entre homem e natureza (sociedade e natureza e sociedade e
natureza/problemas ambientais) ao longo de todas as séries e bimestres do Ensino
Fundamental paulista. Como já destacado, isso não ocorreu baixo número de ocorrências de tais categorias. Em tal perspectiva, chamou nossa atenção, porém, que a 5ª série é a etapa escolar no currículo paulista em que as categorias apresentam-se de maneira menos destoante entre as séries analisadas, enquanto na 8ª série aparece a maior discrepância entre as categorias de análise.
Por acreditar que a temática ambiental deve ser apresentada no currículo formal de forma ampla, integrando temas, disciplinas, bem como as diferentes séries para uma ação significativa da EA no universo escolar, consideramos imprescindível a ocorrência de
abordagens integradas em torno da questão ambiental. Esta será a discussão tratada no tópico
a seguir.