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Türkçe Eğitiminde Kullanılan Başlıca Edebi Tür Olarak ‘Şiir’

Entrevista com Ator e diretor Augusto Pinto

1. Qual o significado do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o seu ofício do Ator?

No início o teatro pra mim era minha diversão, brincadeira, depois a forma que encontrei de me engajar ativamente na luta contra a ditadura, pela anistia e pelos direitos sociais. Com a montagem da Arvore eu considero que ali no exercício de montagem e na longa temporada da Arvore, deixamos de brincar de teatro para exercer o oficio. Daquele momento em diante vieram os primeiros cachês, e o reconhecimento da família e da comunidade do nosso talento quanto artistas, e do teatro como trabalho e atividade provedora.

2. Como e onde eram realizados os ensaios do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Os ensaios eram realizados nas praças. A praça da capela Santa Terezinha foi a mais utilizada.

3. Quais as melhores lembranças que você tem do Espetáculo “A Árvore dos

Mamulengos”.

Minha melhores lembranças estão ligadas as viagem pelo interior do estado e a nossa viagem a São Paulo, no memorial da América Latina tive a impressão de que existe uma pressuposta nação nordestina.

4. Qual era a história contada pelo espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Cabedelo é o lugar onde acontece a ação. O Cabo Fincão é apaixonado pela Marquesinha que gosta de João Redondo. João Redondo por sua vez também gosta da Marquesinha, mas acha seu amor impossível porque o pai da sua amada por interesses em dinheiro e posição social que a todo custo casar a filha com o Cabo.

5. Como você classificava o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”? (de acordo

com os gêneros teatrais)

A Árvore dos Mamulengos é uma comedia.

6. Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas pela Companhia Escarcéu durante

a Montagem do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Na época tínhamos que confeccionar tudo praticamente, não existia na cidade figurinistas e nem aderecistas especializados, também não tínhamos muita técnica pra

trabalhar na rua. Mas, a maior dificuldade acho que era as nossas famílias que insistiam pra gente arranjar algo de futuro pra fazer.

7. A música utilizada pelo espetáculo ajudava ou atrapalhava o entendimento do

público?

A música cumpria bem o papel de narrar o espetáculo, de aquecer a cena e vincular o espetáculo as manifestações espetaculares do povo nordestino que era nossa proposta naquele momento.

9. As pessoas (o público) entendiam o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Claro que sim. Mas cada um a sua maneira, dentro de suas perspectivas e visão de mundo.

10. O que significou o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o teatro

mossoroense dos anos 1980?

Numa época em que não existia nenhum espaço aberto na cidade aberto para as artes cênicas, ocupar a rua significava manter acesa a chama do teatro. Pela própria composição e origem do elenco Arvore significava a própria democratização do teatro. Éramos nós os filhos do povo fazendo teatro para o povo e na praça do povo.

11. Considerando o aspecto estético. Você acha que o texto de Vital Santos perdeu ou

ganhou com montagem de Rua da Cia Escarcéu?

Na minha opinião ganhou, a Árvore da Escarcéu era ágio, dinâmica, alegre, colorida, sobretudo popular e abordava temas prementes como, inflação, autoritarismo, machismo e colonialismo de forma alegórica e sem o ranço dos espetáculos politicamente engajados.

12. Qual era o personagem que você interpretava no espetáculo “A Árvore dos

Mamulengos”?

Eu interpretava o Cabo Fincão.

13. Como foi o processo de construção do seu personagem?

Na época havíamos lido um texto de Augusto Boal que falava de como devíamos em vez das mascaras psicológicas buscar as "máscaras sociais de comportamento". Na mesma entrevista Boal ainda afirmava espectador é o elemento fundamental da comunicação através do teatro. Podemos utilizar técnicas, métodos e sugestões de qualquer pessoa: Stanislawsky, Brecht, velhos atores de circo, etc. E assim nasceu o Cabo Fincão cumprindo com os rituais de uma classe e categoria social e ao mesmo tempo sonhava em ser padre sentir o cheiro do incenso, ouvir o coro cantando... O Cabo Fincão era a representava o poder da época e ao mesmo tempo encarnava o Soldado Catôta a transgressão desse poder. Estou aqui (na farda), por necessidade...

A plateia gostava adorava ver a figura do cabo ser ridicularizada pelas artimanhas da Marquesinha e do João Redondo, talvez por representar naquele momento de certa forma o autoritarismo do regime militar.

15. Como era a relação ator/grupo e grupo/espectador?

Naquela época talvez pela necessidade de entender a rua enquanto lugar teatral havia constantes reuniões dos atores para avaliação, e discussão de estratégias de abordagem da plateia em algumas oportunidades algumas cenas que iam ser apresentadas eram definidas e textos a serem inseridos mediante situação local, eram mudadas minutos antes das apresentações

16. Qual era o papel do público no espetáculo?

O público tinha um papel relativamente ativo na função, participando das danças e em algumas oportunidades interagindo com os atores.

17. Em sua opinião o que mais chamava a atenção do espectador durante as

representações do espetáculo?

Considero que as roupas coloridas eram de grande atração pra plateia, o boi, a burrinha também tinham papel fundamental em cativar o público, mais acho que quando a Rosita entrava em cena vestida de Carmem Miranda surrando o Porrote vestido de tio Sam era o momento de maior empatia.

Entrevista com Atriz Lenilda Sousa

1. Qual o significado do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o seu ofício do Ator/Atriz?

Significa a minha vida no mundo da arte e a possibilidade de estar construído uma história de vida pautada nos caminhos da cultura teatral.

2. Como e onde eram realizados os ensaios do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Na praça da igreja perpétuo do socorro e no auditório epílogo de campo, e leituras nas casas dos componentes da Companhia.

3. Como você compreende o Trabalho do ator/Atriz no Teatro de Rua?

Como possibilidades de conquistar e construir novos espaços e novas linguagens.

3. Quais as melhores lembranças que você tem do Espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

5. Qual era a história contada pelo espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

A história de uma moça que não queria casar com o homem que o pai dela estava obrigando a casar-se, pois a mesma estava apaixonada por outro homem jovem e bastante esperto.

6. Como você classificava o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” (de acordo com os gêneros teatrais)?

Cômico.

7. Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas pela Companhia Escarcéu durante a Montagem do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

De início faltou recurso financeiro, depois dificuldade de relacionamento, imaturidade do elenco, bem como políticas públicas municipais que pudessem garantir a efetivação da produção teatral.

8. Pensando nos adereços, figurinos e maquiagem usados na encenação, você acha que estes elementos ajudavam ou atrapalhavam na compreensão do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”? Justifique sua resposta.

Ajudava porque havia feedback do público. O espetáculo prendia o espectador.

9. A música utilizada pelo espetáculo ajudava ou atrapalhava o entendimento do público?

Tinha um significado muito especial na condução da história.

10. As pessoas (o público) entendiam o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Acredito que sim, porque as pessoas vinham conversar conosco como se nós não soubéssemos o que tínhamos feito, elas queriam nos contar a história e ao mesmo tempo absorver outros detalhes.

11. O que significou o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o teatro mossoroense dos anos 1980?

Quebrar de rupturas e audácia frente aos costumes tradicionalistas impostos pela elite cultural da cidade.

12. Considerando o aspecto estético, você acha que o texto de Vital Santos perdeu ou ganhou com montagem de Rua da Cia Escarcéu?

Ganhou porque a rua amplia, então os códigos utilizados no teatro ganham outros acepções.

13. Qual era o personagem que você interpretava no espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Marquesinha.

14. Como foi o processo de construção do seu personagem?

Discussão em grupo acerca do estereótipo da personagem, construção psicológica da personagem e leitura do texto.

15. Como a plateia reagia ao seu personagem?

Com boa aceitação.

16. Como era a relação ator/grupo e grupo/espectador?

Divertíamo-nos muito com o espetáculo e acredito que o público também.

17. Qual era o papel do público no espetáculo?

Desejo de fazer parte da encenação.

18. Em sua opinião, o que mais chamava a atenção do espectador durante as representações do espetáculo?

Os momentos de conflitos.

19. O que você não gostava no espetáculo?

Quando parecia que os atores estavam competindo entre si e perdiam o foco da ação na cena.

20. Você se considera um profissional de teatro? Qual a relação entre a sua profissionalização e o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Sim, “A árvore dos Mamulengos”, como já havia citado antes, foi a propulsora de uma caminhada direcionada para o teatro.

Entrevista com ator Júnior Félix.

1. Qual o significado do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o seu ofício de

Ator/Atriz?

R. Foi importante para o trabalho de rua, visto que foi minha primeira experiência nesta área.

2. Como e onde eram realizados os ensaios do espetáculo “A Árvore dos

Mamulengos”?

R. Em vários pontos, mas concentrávamos mais na Praça da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

R. De suma importância para o crescimento do ator/atriz. Na rua temos uma comunicação direta com o público, o que nos possibilita uma ampliação melhor da nossa personagem. O Ator não está acima do público e sim, debatendo com ele.

4. Quais as melhores lembranças que você tem do Espetáculo “A Árvore dos

Mamulengos”.

R. Do contato direto e das reações com o público. De crianças a idosos, de evangélicos a bêbados. Situações diversas que também nos divertiam.

5. Qual era a história contada pelo espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

R. Conta a história de Marquesinha, obrigada pelo pai a se casar com o cabo Fincão. Mas, apaixonada por João Redondo, um manipulador de bonecos, a moça usa de artimanhas para viver seu amor. As denúncias em relação ao poder leva o público a refletir ao mesmo tempo que diverte.

6. Como você classificava o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”? (de acordo com

os gêneros teatrais)

R. Comédia.

7. Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas pela Companhia Escarcéu durante

a Montagem do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

R. Não lembro bem de tudo, mas como acontece ainda hoje, foi difícil conseguir patrocínios para a montagem. Também quanto aos ensaios, houve caso em que chamaram a policia porque estávamos na praça ensaiando.

8. Pensando nos adereços, figurinos e maquiagem usados na encenação, Você acha

que estes elementos ajudavam ou atrapalhavam na compreensão do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”? Justifique sua resposta.

R. Na minha modesta opinião ajudavam na compreensão, pois eram alegres e de fácil entendimento. Tudo tinha uma harmonia.

9. A música utilizada pelo espetáculo ajudava ou atrapalhava o entendimento do

público?

R. Ajudava. Eram alegres e fáceis, o que fazia com que o público cantasse com o elenco.

10. As pessoas (o público) entendiam o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

R. Facilmente.

11. O que significou o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o teatro

mossoroense dos anos 1980?

R. Foi mais uma alavanca para o crescimento cultural da cidade.

12.Considerando o aspecto estético. Você acha que o texto de Vital Santos perdeu ou ganhou com montagem de Rua da Cia Escarcéu?

R. Ganhou. Era simples mas mantinha a proposta do autor.

13. Qual era o personagem que você interpretava no espetáculo “A Árvore dos

Mamulengos”?

14. Como foi o processo de construção do seu personagem?

R. Como não tinha experiência de rua, tive um pouco de dificuldade na construção da personagem, mas me baseei em outras figuras que já havia visto de Vital Farias e também, em pessoas marcantes que observava nas ruas da cidade.

15. Como a plateia reagia ao seu personagem?

R. Era sempre um momento de riso, principalmente pelas cenas de conflito.

16. Como era a relação ator/grupo e grupo/espectador?

R. Muito boa.

17. Qual era o papel do público no espetáculo?

R. Espectador. Porem havia momentos em que a interação acontecia.

18. Em sua opinião o que mais chamava a atenção do espectador durante as

representações do espetáculo?

R. A forma alegre de chegarmos no espaço e “força simples” de representar, com alma e vontade.

19. O que você não gostava no espetáculo?

R. Quando acabava.

20. Você se considera um profissional de teatro? Qual a relação entre a sua

profissionalização e o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

R. Me considero experiente. Cada espetáculo que faço pra mim é um novo recomeço, tenho que aprender tudo de novo, muito embora use sempre a experiência do que já vivi. A “Árvore dos Mamulengos” foi importante em relação à experiência de teatro de rua, que abriu novas portas para os trabalhos que realizo.

Entrevista com atriz Viviana Mesquita

1. Qual o significado do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o seu ofício de Ator/Atriz?

A experiência de participar do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” trouxe um significado diretamente ligado a construção da minha própria vivencia e descoberta do fazer teatral. Participar desse espetáculo foi descobrir as diversas formas do fazer teatro, e sentir a diversidade das inúmeras „nuances da arte‟ proporcionada pela prática do teatro de rua, do teatro popular.

2. Como e onde eram realizados os ensaios do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Durante a minha participação no espetáculo, lembro-me que os ensaios se davam em duas principais praças do centro da cidade de Mossoró, na praça central em frente à igreja catedral de Santa Luzia e na praça onde fica a igreja Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, em frente ao prédio da universidade do Estado do Rio Grande do Norte chamado „Epilogo de Campos‟. Normalmente nos encontrávamos durante a semana no período da noite e em alguns raros sábados à tarde. O fato de quase todos os membros do grupo trabalhar durante o dia, a noite era o que nos restava para os ensaios. Durante a noite os ensaios chamavam atenção dos moradores próximos à praça do

„epilogo de campos‟ algumas pessoas admirava e apoiava o trabalho do grupo, a outras, no entanto, os ensaios à noite com barulho de música e expressões vocais agudas e estridentes próprias dos ensaios provocam incômodos, chegando ao caso especifico da policia ser acionada pelos moradores e impedir a continuação do nosso ensaio alegando que o barulho incomodava os residentes, fato isolado mais bem marcante.

3. Como compreende o Trabalho do ator/Atriz no Teatro de Rua?

O trabalho do ator/atriz de rua é um trabalho que envolve sacerdócio, mais fundamentalmente disciplina e traquejo pra lidar com o se despir-se totalmente ao espectador. Entendo o trabalho do ator/atriz de rua como o que mais se aproxima do significado espetacular e essencial do fazer teatral, que é expor-se ao ridículo, se mostrar por completo, desenvolver várias técnicas ao mesmo tempo e muitas das vezes desenvolver sensibilidade que não se apreende em nenhuma outra forma do fazer teatral, é preciso ter „sangue no olho‟. O ator/atriz de rua é um/a privilegiado/a pela miscelânea de técnicas que precisa e ao longo do tempo desenvolve pela própria prática que exige essa forma de fazer teatro. Penso que sem a experiência do teatro de rua o ator ou a atriz não pode ser completamente sensível.

4. Quais as melhores lembranças que você tem do Espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”

Encontro Estadual de Teatro de Rua do Rio Grande do Norte realizado na cidade de Serra do Mel – RN. Esse encontro reuniu boa parte dos artistas de teatro de rua do estado, houve momentos de formação, bem como apontamentos e reflexões acerca do teatro do Rio Grande do Norte. Para minha experiência enquanto atriz foi fundamental participar do encontro e atuar em “A Árvore dos Mamulengos”, pois foi como uma espécie de afirmação do meu trabalho e da minha atuação no cenário do teatro local além de ter proporcionado uma articulação com muitos artistas de todo estado.

5. Qual era a história contada pelo espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Uma fabula nordestina, a saga de João Redondo pelo nordeste brasileiro, com suas astucias e criatividade na tentativa de conquistar a Marquezinha, fazendo milhares de manobraras. Um estrangeiro que consegue trapacear todas as autoridades do lugar usando todas as formas enganar o povo do local.

6. Como você classificava o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”? (de acordo com os gêneros teatrais)?

Comedia (dialética).

7. Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas pela Companhia Escarcéu durante a Montagem do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

As maiores dificuldades eram estruturais, espaço adequado para ensaiar, capital de giro para manutenção e adequação de figurino, adereços e cenários, mais também apoio moral da sociedade institucional da época (prefeitura, universidade, estado).

8. Pensando nos adereços, figurinos e maquiagem usados na encenação, Você acha que estes elementos ajudavam ou atrapalhavam na compreensão do espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”? Justifique sua resposta.

Ajudavam, pois pensando do ponto de vista do espetáculo ser também uma sátira, uma critica as forma da cultura nordestina e brasileira de receber a cultura do estrangeirismo, os figurinos deixava bem claro a tentativa de dominação do estrangeiro para com o povo brasileiro e nordestino e explicitava bem os estereótipos nos figurinos do cabo fincão, da marquesinha, da cigana e etc.

9. A música utilizada pelo espetáculo ajudava ou atrapalhava o entendimento do público?

Acho que ajudava, quando eram muito didáticas, embora com tom de regionalismo, mais bem didáticas, quando na sua maioria apontava para a cena seguinte ou concluía o entendimento da cena passada.

10. As pessoas (o público) entendiam o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Acredito que sim, por ser uma comedia, atraia bem o público, havia pessoas que viam o espetáculo várias vezes e sempre voltava a ver.

11. O que significou o espetáculo “A Árvore dos Mamulengos” para o teatro mossoroense dos anos 1980?

Penso que “A Árvore dos mamulengos” inaugurou uma forma própria de fazer teatro de rua na cidade, não só nos anos 80, mais de uma forma ampla instaurou uma marca do teatro de Rua em Mossoró, um jeito de fazer que fixou símbolos sempre usados pelos grupos de teatro de rua posteriores, um exemplo disso, penso que se estabelece na relação ator/atriz versos espectador. A companhia escarcéu quando encenou a Arvore dos Mamulengos durante muitos anos na cidade criou e desenvolveu uma relação com seu público que perdura ate hoje, penso que o teatro de Rua em Mossoró dado através da „árvore„ entendendo seu contexto de visibilidade geográfica voltada para a centralidade da cidade foi o precursor do teatro de Rua em Mossoró, por isso, deve ser registrado como fato histórico de um fazer teatro que se construiu a partir das experiências e criatividades dos artistas que fizeram parte desse espetáculo. Penso que quem quiser entender a historia do teatro de Rua de Mossoró, se não partir desse contexto, mais não pode esquecê-lo em nenhuma hipótese.

12. Considerando o aspecto estético. Você acha que o texto de Vital Santos perdeu ou ganhou com montagem de Rua da Cia Escarcéu?

Definitivamente ganhou. A Companhia Escarcéu não só construiu historia com a montagem do espetáculo, como agregou muitas nuance e impressões que talvez o próprio Vital Santos não tenha sequer imaginado quando escreveu a obra. Os elementos e símbolos agregados pela criatividade de quem não tinha apoio estrutural para montagem do espetáculo em sua maioria só valorizou a obra.

13. Qual era o personagem que você interpretava no espetáculo “A Árvore dos Mamulengos”?

Rosita Rabo Quente

14. Como foi o processo de construção do seu personagem?

„Entrei de gaiata no navio‟ (risos), minha participação no espetáculo foi em sua ultima versão, das muitas que a escarcéu montou com um variado elenco. Isso significa dizer que peguei o barco andando, muitos dos personagens como, cabo fincão, marquesinha, João redondo e outros eram encenados por atores e atrizes que já participavam do espetáculo há algum tempo, significando que seus personagens passaram por

construções em níveis de tempo desiguais. Lembro-me que Nonato Santos me ajudou