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Türkçe Eğitiminde Göz Önünde Bulundurulması Gereken Ġlkeler

5. BULGULAR VE YORUM

5.5. Eserin Türkçe Öğretim Ġlke, Yöntem ve Teknikleri Açısından Durumu ve

5.5.1. Türkçe Eğitiminde Göz Önünde Bulundurulması Gereken Ġlkeler

O artigo 4o-B da Lei n. 9.613/98 traz uma medida de planejamento de inves- tigação e efetivação das medidas assecuratórias no âmbito da Lavagem de Capitais, também conhecida como ação controlada. Não se trata de medida inovadora, sendo apenas relocada, pois com as alterações produzidas pela Lei n. 12.683/12, houve a necessidade de se estabelecer uma sequência lógica no procedimento das medidas assecuratórias.

A ação controlada é uma medida criada pela Lei n. 9.034/95, que preconiza a suspensão do cumprimento das medidas cautelares (prisão e medidas assecurató- rias), visando o trabalho de acompanhamento, vigilância e investigação. Consiste no atraso ou retardamento do cumprimento do mandado de prisão ou da ordem de me- didas assecuratórias quando o cumprimento das medidas possa comprometer a in- vestigação, a colheita de provas e a prisão de outros membros da organização cri- minosa.

Todavia, a divergência da disposição contida na Lei de Lavagem de Capitais daquelas contidas na Lei n. 9.034/95 é que a Lei de Lavagem de Capitais não permi- te o retardamento da prisão em flagrante, pois resta claro no artigo que somente se autoriza a suspensão da ordem de prisão, ou seja, havendo a oportunidade de fla- grante, este deverá ser lavrado.

Neste caso, como preceitua MARCO ANTONIO DE BARROS312, independe a suspensão da ordem de prisão ou do cumprimento das medidas assecuratórias de ordem judicial prévia, ficando ao alvitre da autoridade policial. Todavia, o investiga- dor incumbido da operação comunicará da necessidade da suspensão à autoridade policial, que por sua vez, deverá informar o Ministério público e o Juízo que expediu a medida. Assim comunicado, será ouvido o Ministério Público, que deve se mani- festar sobre a conveniência da ação controlada, decidindo o Juiz pela concordância do retardamento ou se necessário o cumprimento imediato.

Neste cerne, GUSTAVO HENRIQUE BADARÓ e PIERPAOLO CRUZ BOT-

312 BARROS, Marco Antonio de. Lavagem de capitais e obrigações civis correlatas 3. ed. revista, atualizada e ampliada. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013, p. 248;

TINI313 defendem a desnecessidade da medida, pois se há a possibilidade de retar- damento da medida, também há a possibilidade de somente decretá-la em momento oportuno. Assinalam que:

O melhor é esperar o momento adequado do ponto de vista da eficiência da investigação e, só então, requerer a medida. Certamente se argumentará que, com a obtenção prévia da medida e a suspensão de sua eficácia, ga- nha-se tempo e, chegado o momento oportuno, a autoridade policial pode cumprir a medida já previamente deferida, sem se preocupar em, só então, ter que primeiro requerê-las, aguardar seu deferimento e, só depois, dar-lhe eficácia. O argumento pode ser válido do ponto de vista da eficácia, mas equivocado juridicamente. A relação de tempo, entendido como urgência, e as medidas cautelares é indissociável. Decreta-se uma medida cautelar pa- ra assegurar um estado de coisas que não se quer ver alterado ou para evi- tar um dano potencial que poderá se consumar em razão da demora natural para a prestação jurisdicional definitiva e satisfativa [...] Ora, se a situação a ser acautelada ainda não surgiu, para que requerer a medida? Não há ne- cessidade de um provimento célere. Mais do que isso, no momento futuro, pode ser que o estado de fato seja outro, que aquilo que se afigurava um dano potencial não ostente mais perigo algum, ou de que haja outra medida cautelar que, diante da nova situação, seja igualmente eficaz, mas menos gravosa para o investigado. Tudo isso deixa de ser considerado quando se admite uma cautelar com eficácia diferida.

Em que pese o posicionamento firmado, somos obrigados a discordar por questão de um ponto específico.

A ação controlada é uma medida necessariamente policial, de controle e de- senvolvimento da investigação e do acompanhamento de atividades ilícitas, até o momento mais oportuno para a deflagração da medida314. Muito embora o argumen- to da possibilidade de se requerer em momento mais oportuno, entendemos que tal argumento cai por terra na medida em que o requerimento e determinação das me- didas assecuratórias ou da medida cautelar pessoal pode ser realizado diretamente pelo Ministério Público, e no caso das medidas assecuratórias, poderá ser efetuado pelo ofendido ou pessoa interessada, sendo certo que nem sempre condiz com o momento da investigação. Contudo, nesta hipótese, decretada a medida assecurató- ria, a Autoridade Policial lança o alerta ao Ministério Público sobre a possibilidade do comprometimento das investigações, que se manifestará sobre a plausibilidade da suspensão da medida, sendo autorizado, portanto, pelo Juiz diante do caso concre- to.

313 BADARÓ, Gustavo Henrique; BOTINI, Pierpaolo Cruz. Lavagem de dinheiro: aspectos penais e processuais penais. Co- mentários à lei 9.613/98 com as alterações da Lei 12.683/12. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 341;

314 GOMES, Rodrigo Carneiro. O crime organizado na visão da Convenção de Palermo. 2. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2009, p. 204;

Anote-se, por fim, que a medida também visa eximir o agente policial de e- ventual responsabilidade pelo retardamento da medida cautelar, nos casos onde a medida se verifica essencial para o bom desenvolvimento da investigação policial.

CONCLUSÕES

O presente tópico vem para resgatar de maneira analítica as principais idei- as expostas no conteúdo desta dissertação, e, desta forma, sedimentar o ideal pro- posto pela Lei de Lavagem de Capitais e seus efeitos no mundo jurídico:

1o Para fins de delimitação do conteúdo proposto, o Processo Penal não mais admite a interpretação de tratar-se apenas de instrumento acessório ao Direito Material, assumindo uma vertente mais dinâmica, reveladora de que o Processo Pe- nal constitui um instrumento de solução de conflitos, de balizador das relações hu- manas e de contentor do Direito de punir estatal, preservando os Direitos e Garanti- as Fundamentais e assegurando a paridade de armas entre acusação e defesa, as- segurando um resultado justo e coerente com a dignidade da pessoa humana e o Estado Democrático de Direito.

2o A dignidade da pessoa humana constitui um valor intrínseco e inerente ao homem, que positivado, toma a forma de um supraprincípio, reitor de todos os de- mais Direitos e Garantias Fundamentais, individuais e coletivos, que constituem o Estado Democrático de Direito. Por se tratar de um supraprincípio, deve ser conside- rada como um núcleo de prerrogativas do homem e do cidadão, às quais o Estado não pode deixar de reconhecer, ignorar, flexibilizar ou vergar ao seu modo, delimi- tando assim o poder estatal. O Estado Democrático de Direito institui meios de con- trole social, estabelecendo regras para evitar comportamentos mais graves e atenta- tórios à ordem social. Porém, institui normas de condução e instrumentalização do direito de punir do Estado, gerando instrumentos de defesa do cidadão, que limitam o poder do Estado. É uma forma em que a dignidade humana impõe para a forma- ção das regras do jogo da punição e defesa, equilibrando-se a relação Estado- jurisdicionado.

3o Entre os diversos basilares constitucionais que orientam o Direito Penal e o Processo Penal, ganha relevo na análise do nosso objeto de estudo os corolários da igualdade e sua vertente da paridade de armas, legalidade, intervenção mínima, proibição de excesso, culpabilidade, devido processo legal e seus corolários do con- traditório e amplitude de defesa, presunção de inocência, prestação jurisdicional jus-

Benzer Belgeler