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2016 2015 İlișkili taraflardan elde edilen / ilișkili taraflara ilișkin faiz gelirleri / (giderleri) (net)

39. TÜREV ARAÇLAR

Erro é a falsa percepção da realidade (pensa que sabe, mas não sabe). É o engano, a idéia equivocada sobre o sentido e alcance das leis tributárias. Não se confunde com a ignorância, que é a falta de percepção da realidade (não sabe). Mostra-se muito comum em matéria tributária, em decorrência da complexa interpretação das normas que conformam este ramo do direito.

Todos os tipos são modelos de conduta, compostos por elementos. É possível que se engane com relação aos elementos do fato típico, como no caso do comerciante que emite, por engano, nota fiscal do tipo A, quando deveria emitir nota fiscal do tipo B ou adota código de operação diferente para o negócio concretizado, 512 para devolução, quando deveria adotar 530.

No erro de tipo, o dolo sempre é excluído. O dolo é a vontade de praticar o fato típico. Quem age em erro não quer praticar o fato típico; por isso, não há o dolo (que deve ser abrangente, cobrindo todos os elementos do fato típico). O dolo é excluído, mas a culpa permanece.

O erro quanto a algum elemento do fato típico pode ser escusável ou inescusável. Se o erro for escusável (desculpável, que outro também cometeria), o dolo e a culpa são excluídos. Assim, não há infração, uma vez que o erro escusável elimina o dolo e a culpa. Erro inescusável é o que o homem médio não cometeria.

Erro de proibição é o erro que se dá quanto à ilicitude do fato. Tem- se uma falsa percepção do ilícito. Enquanto no erro de tipo não se quer preencher o tipo, mas acaba por preencher (exclui o dolo), no erro de proibição o dolo está presente, mas o agente desconhece a proibição.

O erro de proibição depende do dever de informação, o que no direito é presumido, visto que a ninguém é dada a alegação do desconhecimento da lei. A única maneira de provar que não conhecia o ilícito é provando que não teve acesso à informação.

É princípio basilar de direito que a norma se torna conhecida pela população com a mera publicação no diário oficial e que ninguém pode alegar o seu desconhecimento como forma de esquivar do cumprimento de uma obrigação legal. A presunção de conhecimento da lei é um requisito de validade e segurança do sistema jurídico; permitir a alegação de sua ignorância desestabilizaria todo o ordenamento jurídico.

No entanto, deve o fisco tomar medidas idôneas para permitir o total e rápido conhecimento das medidas legislativas e administrativas vigentes em matéria tributária, com particular atenção às medidas de textos consolidados, colocando os mesmos à disposição dos contribuintes. Para isto, deve utilizar-se de todos os meios de comunicações, inclusive o eletrônico, permitindo, assim, atualizações em tempo real, sem quaisquer ônus para o contribuinte.

O Código Tributário Nacional, no artigo 212, dispõe que “os Poderes Executivos Federal, Estaduais e Municipais expedirão, por decreto, dentro de 90 (noventa) dias da entrada em vigor desta Lei, a consolidação, em texto único, da legislação vigente, relativa a cada um dos tributos, repetindo-se esta providência até 31 de janeiro de cada ano”. Consolidação é a reunião, em documento único, de toda legislação vigente sobre um determinado assunto. Visa facilitar o conhecimento e a aplicação das normas jurídicas sobre uma determinada matéria de direito.

O atendimento do dispositivo legal, na prática, é pouco observado pelas pessoas políticas, salvo com relação a alguns tributos; como Imposto de Renda (IR), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), os Impostos de Importação e Exportação, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Serviços de Transportes Interestaduais e Intermunicipais e o Serviço de Comunicação e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, mesmo assim, sem a observância da periodicidade exigida.

A não edição anual de Regulamento atualizado sobre determinado tributo não pode ser utilizado pelo contribuinte como escusa pelo descumprimento da norma tributária ou a sua inobservância de forma precisa, uma vez que respectivo Regulamento não cria direito novo, simplesmente consolida legislação já existente, visando facilitar o

conhecimento de todas as normas disciplinadoras de determinada espécie de tributo e a sua aplicação pelos operadores do direito.

O erro de proibição também é dividido em erro escusável e inescusável. Erro escusável é o que incide sobre o desconhecimento do ilícito ou sobre um mau entendimento do ilícito. Ex: (i) não sabia do ilícito; (ii) tem noção do ilícito, mas não conhece a norma. Sendo escusável, não se aplica a sanção.

Erro inescusável é o desconhecimento da existência de uma norma infracional ou de sua entrada em vigor. É diferente do erro direto (escusável), que é o desconhecimento do ilícito. É o erro que as pessoas cometem normalmente por má informação (porque a pessoa não procurou a informação que estava acessível). Segundo o Direito Italiano “l’igonoranza della legge tributaria non rileva se non si tratta di ignoranza inevitabile” (art. 6º, § 4º, do Decreto Legislativo n. 472/97).

Sacha Calmon Navarro COELHO não aceita a aplicação dessa excludente no Direito Tributário, uma vez que “a teoria do erro extra- infracional, enquanto sucedâneo do erro extrapenal no campo específico do Direito Tributário, fortalece, ajuda e incentiva o desconhecimento da Lei Fiscal na medida em que a ignorância e o erro de interpretação podem ser argüidos pelo sujeito passivo para eximir-se da responsabilidade pelas infrações de seus dispositivos. E preciso ver que a sanção, em Direito Tributário, cumpre relevante papel educativo. Noutras palavras provoca na comunidade dos obrigados a necessidade de inteirar-se dos deveres e direito defluentes da lei fiscal, certo que o erro ou a ignorância possuem total desvalia como excludente de responsabilidade, embora possam servir para atenuar o impacto punitivo conforme sejam as características e peculiaridades de cada caso concreto (caso a caso)”330.

O artigo 736 do Regulamento Aduaneiro dispõe que o Ministro de Estado da Fazenda, em despacho fundamentado, poderá relevar penalidades relativas a infrações de que não tenha resultado falta ou insuficiência de recolhimento de tributos federais, atendendo a erro ou a

ignorância escusável do infrator, quanto à matéria de fato (art. 4º do DL no

1.042/69)331.

330 Teoria e prática das multas tributárias, pág. 30/31.

331 O mesmo sentido, o artigo 715 estabelece uma multa de R$ 200,00 (duzentos reais), pela apresentação de fatura comercial em desacordo com as exigências legais, no entanto, dispõe no seu § 1º, que “simples enganos ou omissões na emissão da fatura comercial, corrigidos ou corretamente supridos na declaração de importação, não acarretarão a aplicação da penalidade referida no caput”. Também, o artigo 723 estabelece que “quando ocorrerem, na exportação, erros ou omissões que não caracterizem intenção de fraude e que possam ser de imediatos corrigidos, a autoridade aduaneira alertará o exportador e o orientará sobre a maneira correta de proceder” (art. 65 da Lei no 5.025/66).

Deve ser ressaltado que erro da administração não desobriga o contribuinte do pagamento do imposto, no entanto, não pode ser imputado ao sujeito passivo a título de infração332. "O preenchimento incorreto dos documentos relacionados ao trânsito aduaneiro foi ocasionado por ato de terceiro, a comissária aduaneira, sem qualquer participação ou responsabilidade da impetrante. O erro deu-se de boa-fé, e sem o intuito de burlar a fiscalização"333.