4.8 Suistimal Önleme ve Belirleme
4.8.1. İç Denetçilerin Suistimal Önleme ve Belirleme Alanındaki Görevleri
4.8.1.3. Suistimal Belirleme
No geral, a troca de informações entre membros da equipe da UFV é feita através de reuniões, e-mails, telefonemas e conversas informais. As reuniões geralmente feitas para discussão de um projeto em particular não acontecem com a frequência que deveria ocorrer nem é rotineiro registrá-las em ata. O argumento mais comum é a dificuldade de se coincidir a agenda de todos os envolvidos. Observou-se também que normalmente os projetos prioritários e de maior impacto no orçamento é que recebem maior atenção. Mas não existe um procedimento sistematizado de discussão dos problemas inerentes aos projetos e obras. As discussões informais são fartas de manifestações, e nada é registrado.
[...] {a reunião} não é como deveria ser não. Precisamos reunir mais, conversar mais sobre os projetos, conversar sobre as soluções... não temos feito isso não. Até porque faz 3 anos que entramos nas salas, sentamos nas pranchetas e não temos tempo de reunir nem para um cafezinho. É aquela correria. [entrevista 14,com um profissional de arquitetura e urbanismo]
Durante a pesquisa de campo, nas entrevistas, também foi detectada a falta de uma reunião precedendo o início das obras. Um dos arquitetos comentou que normalmente sabe da existência do fiscal da obra depois que a obra já foi iniciada, e não sabe que dia se iniciou e sequer qual empresa está executando-a. Só é tomado conhecimento dos fatos quando ocorre um problema mais sério. Em termos de GP, isso denota a inexistência de plano de gerenciamento de projetos e de obras, assim como falhas na gestão de comunicações.
A troca de informações entre os próprios engenheiros é relatada como média, principalmente pelo fato de todos os profissionais trabalharem em um mesmo local. As conversas informais e as trocas de informações a respeito de projetos são frequentes. Os engenheiros que necessitam produzir algum tipo particular de projeto procuram engenheiros que já realizaram o mesmo tipo de serviço para trocar informações e na maioria das vezes obtêm uma resposta rápida.
Com relação à equipe de arquitetura, alguns engenheiros relataram não ter problemas, mas outros disseram sentir certa dificuldade na comunicação durante a fiscalização.
O que eu sinto mais é {falta} dessa interação mesmo, entre os autores do projeto e o dia-a-dia da engenharia [...] Mas a gente não tem esse acesso fácil aos autores do projeto. Se um projeto arquitetônico dá errado, até a gente conseguir falar com o arquiteto de repente não é daqui, é de fora...
O tempo de resposta é muito longo. Então, às vezes, para não parar a obra a gente tem que tomar alguma decisão rápida. A nosso ver é a decisão correta, mas ao ver do autor do projeto não é. Então para evitar essa paralisação, às vezes que ficaria dois, três meses parado, a gente é obrigado a tomar {decisão} para não parar. [entrevista 1, com um profissional de engenharia]
Outro aspecto a se destacar a partir das entrevistas com profissionais da área de engenharia refere-se à dificuldade de compatibilização dos projetos de arquitetura e urbanismo com os projetos de engenharia: um ponto crucial e que gera muitos problemas durante a execução da obra. Um engenheiro salientou a importância da figura do gerente de projetos com a função de ajudar nessa compatibilização. Um dos arquitetos igualmente afirmou sentir falta da interação entre arquitetos e engenheiros, mas justificou o fato pelo grande volume de trabalho e a falta de tempo.
A troca interna de informações não segue um procedimento padrão. É muito pela demanda e deixa muito a desejar. Não existe uma compatibilização de projetos formalizada e ela é feita a critério dos envolvidos, obviamente seguindo normas (sic) [...] Mas não existe um procedimento padrão, não tem um cheklist, e não tem software. Os pedidos são feitos, muitos individualmente, e às vezes, na maioria dos casos, os pedidos são feitos de maneira informal. Na verdade, não só sinto falta dessa pessoa {o gerente de projetos}, como eu acho que o sistema não funciona muito bem sem essa interligação. Como as pessoas estão muito envolvidas com seus trabalhos individualmente, o fechamento desses projetos dificilmente acontece em nível desejado, de qualidade desejada no final. Os meus projetos, por exemplo, muitas vezes eles não são compatibilizados antes do projeto executivo final, eles não são compatibilizados como deveriam. [entrevista 15, com um profissional de engenharia]
É oportuno destacar que, pela primeira vez, com as obras do REUNI, fez-se um esforço para compatibilização de projetos mediante reuniões regulares entre os membros da UFV com a empresa contratada para o desenvolvimento dos projetos executivos. A troca de informações entre a UFV e empresas contratadas é feita através de e-mail, telefonemas, reuniões, conversas informais durante as visitas às obras e por meiodo diário de obras. Engenheiros relataram que no geral as informações fluem facilmente; uma empresa ou outra é um pouco lenta para responder ao contato.
O diário de obra é um documento obrigatório em todas as obras, sendo usado para registrar informações importantes sobre cada dia de atividade na construção: serviços feitos, equipamentos utilizados, condições do clima e ocorrências de problemas na execução de algum serviço. Qualquer solicitação ou comunicados de ambas as partes é registrado também no diário de obras. Por exemplo, quando um engenheiro da UFV
constata algum serviço que não está conforme o especificado, ele comunica à empresa contratada e registra no diário de obras. O mesmo é feito em caso de atrasos, mas a descrição da ocorrência é bem sucinta, sem detalhamento, do tipo “a obra está atrasada”. Problemas maiores que envolvem grandes alterações, termos aditivos e recursos, são registrados também no processo.