MATERİYAL VE METOD 3.1 HASTALAR
4.1. Subaortik stenozlu hastaların genel özellikler
textos que esclareciam as primeiras ideias sobre essa abordagem, produzidos por Hillier e Leaman. Nessa época, Hillier cunhou a expressão “Sintaxe Espacial”, até hoje adotada, para identificar esse instrumento de análise urbana. Na década de 1980, com a publicação do livro - The Social Logic of Space12, de Hillier e Hanson, essa teoria foi trabalhada
epistemologicamente, com a definição de conceitos e a criação de categorias analíticas das várias feições dos elementos do espaço urbano (HOLANDA, 2002).
Um dos métodos da sintaxe parte da análise axial do espaço, no qual se avalia trechos do espaço urbano, como ruas e praças através das sequências ordenadas ao longo de linhas retas, que são definidas pelo menor número possível das linhas mais longas que cobrem um espaço aberto e formam uma matriz viária. Cada linha tem uma profundidade mínima, que não é definida em função do seu tamanho, mas da relação com todas as outras linhas da malha urbana, identificando-se em cada uma delas, propriedades espaciais relacionadas com a possibilidade de movimento, sendo elas: integração global e local, conectividade, inteligibilidade, dentre outras.
A Integração Global, também conhecida por Raio-n ou Rn, é uma variável da sintaxe espacial que analisa o quão profunda é uma linha com relação a todas as outras linhas da malha urbana; essa propriedade é o melhor indicador da escala maior de movimento, principalmente veicular, ou de como a cidade é apreendida com relação ao todo de sua malha urbana. (HILLIER, 2007)
A Integração Local, ou variável R3, difere da Integração Global, com relação ao nível de profundidade de análise de cada linha, que é calculado a partir de três passos. Esta variável, segundo Hillier (2007:101), é o melhor indicador da menor escala de movimento,
ou seja, a escala dos pedestres, pois estes tendem a percorrer caminhos mais curtos, observando a malha de uma forma mais localizada.
A Conectividade é uma medida de acessibilidade que indica o número de conexões por linha axial; já a inteligibilidade é a relação entre o numero de conexões (conectividade) pela propriedade espacial de integração, ou seja, quanto mais bem conectado e integrado for às linhas axiais de um malha urbana, mais inteligível é o sistema (Hillier, 2007).
Através desses mapas, estabeleceram-se padrões de relações entre as barreiras e a permeabilidade dos diversos tipos de espaços; identificou-se a existência de propriedades urbanas que se correlacionavam entre si, e, atualmente, essa técnica de análise abrange uma infinidade de grupos de pesquisas que trabalham com análises não só sobre o ambiente urbano, mas sobre a própria composição dos espaços edilícios (TURNER, 2004).
De acordo com Chiaradia, Hillier e Scwander (2009), a maioria das pesquisas de sintaxe e crime enfoca as condições espaciais do desenho urbano, da micro para a macro- escala; algumas delas foram utilizadas como referência para o desenvolvimento desse trabalho. Tais pesquisas indicam os vários pontos de vista pelos quais os padrões espaciais podem ser analisados: o ambiente construído, a diferenciação espaço-tempo, e a relação das distribuições de atividades e risco de vítimas. As figuras ilustram um processo de análise sintática espacial da rede viária, de um bairro em Londres, nas quais se identificam os pontos de roubo residencial na figura 1.19, e roubos a pessoas na figura 1.20. Identifica- se, neste estudo, que o roubo residencial tende a acontecer com maior frequência em vias menos acessíveis, já o roubo a pessoas é mais linear, ocorre nas vias mais integradas, destacadas nas linhas em vermelho e laranja. Esse estudo proporcionou explorar como o crime se comporta com relação às linhas de movimento do objeto de estudo, identificando as especificidades de crime, entre roubo a pessoas e roubo a residências.
Figura 1.19 - Análise Sintática Espacial da rede viária, de um bairro em Londres, x roubo residencial Figura 1.20 - Análise Sintática Espacial da rede viária, de um bairro em Londres, x roubo a pessoa
Existem pesquisas que analisam as relações espaciais da rua em termos de espaços públicos e privados, identificando como a configuração espacial afeta as pessoas, além de enfocar aspectos ligados à criminalidade e como a condição espacial da escala macro e micro afeta o roubo a residências (AKKELIES VAN NES, 2005; LÓPEZ e AKKELIES VAN NES, 2007); outras demonstram interesse na relação entre o ambiente construído e o crime, especificamente o roubo, destacando como diferentes aspectos do espaço afetam as diferentes maneiras de roubo (SAHBAZ E HILLIER, 2007). Tais trabalhos enfocam a acessibilidade como fator relevante para a investigação de ações antissociais.
BARA, SMITH E TOKER (2007), utilizaram o método de geoprocessamento juntamente com space syntax; no qual analisaram as ocorrências de eventos criminais e a configuração espacial, confirmando a visão de Jacobs, que observa serem a circulação de pessoas e a valorização dos espaços públicos elementos cruciais para a vitalidade urbana e a vigilância natural; SHU (2009) analisa dois estudos de caso em Taiwan e compara com cidades inglesas, enfocando três elementos principais: os tipos de vias, o grau de acessibilidade e como se caracterizam as imediações de cada habitação com relação a incidentes criminais; AWATUCH (2009) trabalhou com dois estudos de caso localizados na Polônia - um é considerado o mais seguro da cidade de Gdansk, enquanto o outro, com características similares, era considerado o mais inseguro, trabalharam diretamente com a relação espacial forma e função.
MONTEIRO E IANNICELLI (2009) realizaram uma pesquisa no Brasil, na cidade do Recife, Pernambuco, abordando como estudo de caso um dos bairros mais miscigenados da cidade - Boa Viagem -, com uma variância de população extremamente rica à extremamente pobre. Analisou-se que os crimes urbanos mais comuns dessa região, furto e roubo, estão associados respectivamente com aspectos espaciais: global e local; também foram identificadas a hora mais propícia ao crime e qual a relação da proximidade do crime com as favelas do bairro. As figuras 1.21, 1.22 ilustram os dias e as horas das ocorrências de roubo e furto, respectivamente, no bairro de Boa Viagem. Identifica-se que o roubo é mais frequente na sexta-feira à noite, enquanto que o furto é mais comum no sábado à tarde.
Figura 1.21 - MUGGING : Ocorrências de roubos por dia da semana Figura 1.22 - THEFT: Ocorrências de furtos por dia da semana
(FONTE: MONTEIRO E IANNICELLI, 2009.)
Também se identificou nessa pesquisa que os lugares perigosos não ficam imediatamente próximo das favelas, mas está relacionado a um conjunto de fatores como a existência de “equipamentos que atraem um grande volume de público em horários específicos e as questões ambientais” (MONTEIRO E IANNICELLI, 2009). Tal processo foi identificado pela medida sintática de profundidade, que compreende o número de passos a partir de cada via para se chegar a outra via. Na figura 1.20, identifica-se um dos exemplos desse trabalho, observa-se que na Av. Visconde de Jequitinhonha o crime aumenta a partir do segundo e terceiro nível de profundidade a partir da favela do Veloso, onde se encontram bancos, mercados, comércio e hotéis. Enquanto que na Av. Fernando Simões Barbosa, apresenta-se uma grande quantidade de crimes no primeiro nível de profundidade, que aumenta no segundo, e se reduz do terceiro para o quarto nível, fato este identificado pela existência de alguns restaurantes e bares próximo a esta favela.
Figura 1.23 – Profundidade x crime. (FONTE: MONTEIRO E IANNICELLI, 2009.)
NETTO e JELVEZ (2009) trazem questionamentos a respeito do papel passivo do espaço nos estudos de criminalidade e espaço urbano. Destacam o recurso do geoprocessamento para mapear as incidências criminais e o consideram uma ferramenta
importante para identificar, policiar e intervir, como nos hot-spots (pontos com maior ocorrência criminal), porém, tal recurso traz algumas ressalvas com relação à forma de representação, pois desconsidera a diferenciação entre espaço público, espaço privado e espaço edificado, não identificando as características morfológicas e usuais do espaço, sendo este tratado apenas como pano de fundo. As figuras 1.24 e 1.25 mostram dois mapas de hot-spot, nos quais se pode identificar, pelas cores mais quentes, onde ocorre maior incidência criminal, porém, torna-se difícil especificar como tais crimes se comportam morfologicamente com relação à distribuição de atividades e usos destes espaços.
Figura 1.24 - Hot-spots de roubos de automóveis em Los Angeles Figura 1.25 - Padrões de atividade criminosa.
(FONTE: http://www.ipam.ucla.edu/programs/chs2007/ apud Netto e Jelvez, 2009.)
Os autores, então, passaram a discutir a necessidade de se utilizar instrumentos complementares ao geoprocessamento, levando em consideração o papel ativo do espaço urbano, utilizando ferramentas que definem as características configuracionais das cidades, como a sintaxe espacial de Hillier, a distribuição do uso e ocupação do solo, a identificação da distribuição de densidades e centralidades urbanas, além de trabalhar, também, com variáveis sociológicas.
Pesquisas sobre a criminalidade tornaram-se recorrentes ao longo dos últimos cinquenta anos. Estudiosos e pesquisadores partiram de análises sociais, chegando a identificar, através de ferramentas georreferenciadas, ocorrências de criminalidade pontuadas em mapas urbanos, associadas com características urbanas, sendo possível identificar como o espaço urbano favorece a incidência criminal. As propostas atuais procuram ir mais além, antevendo futuras distribuições de crimes e orientando a comunidade através de guias e cartilhas de prevenção.
Este trabalho traz um recorte da cidade de João Pessoa, num bairro específico de classe média e alta; desse espaço foram analisados alguns elementos morfológicos, para identificar as correlações entre o crime e a estrutura urbana considerada, desta enfocamos: a rua, a densidade edilícia, os padrões e a diversidade do uso do solo. Neste estudo busca- se adotar as abordagens e instrumentos de análises descritos neste capítulo.