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Stanislavski, ‘sistem’ ve Fiziksel Eylem Metodu

1. GÜNDELİK-DIŞI OYUNCULUK TEKNİĞİNİN GELİŞİMİ

1.1. Stanislavski, ‘sistem’ ve Fiziksel Eylem Metodu

Não há uma unanimidade quanto ao surgimento das lagoas de estabilização. Nascimento e Ferreira (2007) afirmam que sua origem, de forma acidental, data de 1924 na Califórnia; já SILVA e MARA (1979 apud SILVEIRA, 2011). afirmam que as lagoas de estabilização de esgotos foram descobertas em 1901, após a construção de uma lagoa de armazenamento de esgotos em San Antônio, Texas, EUA (lago Mitchel) na qual se verificou que os efluentes possuíam melhor qualidade que os afluentes, também de forma acidental.

Fato é que desde então a capacidade de tratamento de efluentes das lagoas de estabilização vem sendo continuamente estudada, explorada e aperfeiçoada, buscando equilíbrio entre a eficiência e a economia no tratamento. De acordo com Von Sperling (1996), os sistemas de lagoas de estabilização constituem-

se na forma mais simples de tratamento dos esgotos e, uma vez atendidos os pré- requisitos básicos de área, fatores como operação simplificada, baixa ou nenhuma necessidade de equipamentos e ganhos de eficiência em regiões de temperatura e insolação elevadas estão associados a uma significativa adoção desta tecnologia, sobretudo em países de clima quente como o Brasil.

Tal como elucida Dos Santos (2007), o principal objetivo do tratamento é a estabilização do material carbonáceo, fundamentalmente envolvendo a atividade metabólica de algas e bactérias:

“As algas, através da fotossíntese, produxem oxigênio, utilizando o CO2

pelas bactérias. Estas usam o oxigênio formado para oxidar o material orgânico biodegradável, liberando mais oxigênio, dando continuidade ao processo. De forma complementar, na ausência de oxigênio, microorganismos anaeróbios podem transformar o material orgânico em biogás, por meio de processo de digestão anaeróbia.” (DOS SANTOS, 2007)

O processo de estabilização da materia orgânica demanda elevados tempos de detenção hidráulica (TDH) – inclusive em países de clima quente, da ordem de 20 a 30 dias – de sorte que o liquido permanece no sistema temposuficiente para que haja uma completa remoção de ovos de helmintos e eficiência elevada de remoção de coliformes fecais (VON SPERLING, 1999 apud CHERNICARO, 2001). Assim, estes sistemas podem alcançar uma boa qualidade microbiológica, desde que respeitado os valores estimados de TDH, exigindo grande volumes e áreas.

A otimização construtiva de um sistema de lagoas de estabilização – que tenda a diminuir TDH sem comprometer a eficiência desejada – está associada a disposição de diferentes tipos de lagoas em série. Os principais tipos de lagoas de estabilização pertinentes a este trabalho – por terem sido identificadas durante o estudo de caso – são (MARA, 1975; VON SPERLING, 1996; DOS SANTOS, 2007; JORDÃO; PESSOA, 1995):

a) lagoa anaeróbia: recebe o esgoto bruto proveniente da etapa preliminar – podendo suportar cargas de DBO acima de 400 kg DBO5,20/ha.dia – e geralmente apresenta profundidade superior a 3 metros, característica

esta que permite o crescimento dos microorganismos anaeróbios. A remoção de DBO esperada é de 50 a 70%, com valores de TDH relativamente baixos, 3 a 5 dias, de modo que a lagoa anaeróbia gera uma significativa redução de volume e área total para o tratamento, caso não fosse adotada na série de lagoas. Entretanto, é pertinente ressaltar que o uso da lagoa anaeróbia na série não é obrigatório, sobretudo quando se busca evitar a emanação de maus odores;

b) lagoa facultativa: apresenta profundidades de 1,5 a 2,5 metros, permitindo a existência de um ambiente aeróbio na parte superior – onde ocorre oxidação da DBO solúvel – e um anaeróbio na região inferior – com estabilização da matéria biodegradável por digestão anaeróbia. Apresenta valores de TDH que podem exceder 20 dias e eficiência de remoção de DBO esperada de 70 a 90%, onde as cargas de DBO que devem ser inferiores a 300 kg DBO5,20/ha.dia;

c) lagoa de maturação: apresenta ambiente predominantemente anaeróbio, com profundidade da ordem de 1,0 metro e tem como principal objetivo a eliminação de microorganismos patogênicos pela incidência da radiação solar ultravioleta, conjuntamente com valores elevados de pH e oxigênio dissolvido. São usualmente projetadas como uma série de lagoas, ou como uma lagoa única com divisões por chicanas, apresentando TDH entre 5 e 15 dias e capacidade de receber cargas de DBO inferiores a 150 kg DBO5,20/ha.dia.

As diferentes configurações que um sistema de lagoas de estabilização pode assumir devem ser avaliadas não somente sob a ótica de critérios clássicos de dimensionamento – como as taxas esperadas de remoção de contaminantes, vazão e THD – mas também incluir fatores como área disponível, proximidade de populações, custos de implantação e manutenção, etc. O Quadro 3 apresenta uma série de vantagens e desvantagens na utilização de cada um dos tipos de lagoas de estabilização anteriormente apresentados, que ajudam a compreender melhor no que incorre a aplicação de cada modalidade.

Quadro 3 – Vantagens e desvantagens na utilização de lagoas de estabilização

Tipo Vantagens Desvantagens

Lagoa facultativa

- Eficiência na remoção de DBO e patogênicos;

- Construção, operação e manutenção simples;

- Reduzidos custos de implantação e operação;

- Ausência de equipamentos mecânicos; - Requisitos energéticos praticamente

nulos;

- Satisfatória resistência a variações de carga;

- Remoção de lodo necessário apenas após períodos superiores a 20 anos.

- Elevados requisitos de área;

- Dificuldade em satisfazer padrões de lançamento bem restritivos;

- A simplicidade operacional pode trazer o descaso da manutenção (crescimento de vegetação);

- Possível necessidade de remoção de algas do efluente para o cumprimento de padrões rigorosos; - Performance variável com as

condições climáticas (temperatura e insolação);

- Possibilidade do crescimento de insetos.

Lagoa anaeróbia

- Idem lagoas facultativas;

- Requisitos de área inferiores aos das lagoas facultativas únicas

- Idem lagoas facultativas - Possibilidade de maus odores; - Necessidade de um afastamento

razoável às residências circunvizinhas;

- Necessidade de remoção contínua ou periódica (intervalo de alguns anos) do lodo na lagoa anaeróbia Lagoa de

Maturação

- Idem à lagoa precedente;

- Razoável eficiência na remoção de nutrientes

- Idem à lagoa precedente Fonte:Von Sperling (1996 apud NASCIMENTO; FERREIRA, 2007)