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YATIRIM KONUSU BEDEL ($)

4.4. Savunma Sanayinin Entegrasyonunda Türkiye’deki Çalışmalar

4.4.1. SSB 2017-2021 Stratejik Planının İncelenmes

No referencial teórico é apresentada a evolução e as transformações pelas quais a família vem passando ao longo de sua história no contexto brasileiro, em que essa instituição foi chamada a ser co-participante das políticas públicas. Dessa forma, acredita-se que na família a criança encontra o apoio que necessita para a sua formação como indivíduo, pois ela é o primeiro contato físico e emocional que a criança tem desde o seu nascimento. De acordo com Araújo (2008), o apoio familiar constitui-se em elemento fundamental, pois produz no indivíduo a intenção de não repetir os erros que o levaram à separação de sua família.

Conceituar a família na atualidade se torna extremamente difícil, pois corre-se o risco de excluir formas diferenciadas e inéditas de organização. O termo “família” deriva do latim famulus, que significa o conjunto de servos e dependentes de um chefe ou senhor (PINHEIRO, 2008, p. 21).

Segundo Giraldi (2007), família é uma instituição historicamente construída, não se podendo falar em família como algo único, e sim em modelos distintos. Assim, a família não se limita ao modelo nuclear, existindo diversas formas de estrutura e funcionamento familiar. A instituição familiar está sempre em constante modificação, não sendo, então, estática e inquestionável, o que justifica as mudanças que ela vivencia na modernidade.

Assim, a família é pensada sempre dentro de uma perspectiva de mudança constante, descartando-se a ideia dos modelos cristalizados propostos e aceitos continuamente. Dessa forma, historicamente, a família nuclear tem coexistido com diversas outras formas de organizações familiares – famílias monoparentais, chefiadas pela mulher ou pelo homem, descasadas, recasadas, com membros de diferentes gerações, casais homossexuais, entre outros (SZYMANSKI, 2004).

Portanto, a família deve ser compreendida como uma instituição historicamente condicionada e dialeticamente articulada com a sociedade na qual está inserida, pois, ao analisar a família no contexto das fronteiras entre público e privado, Prost (1992), com base na sociedade francesa do pós-guerra até a atualidade, aponta para a historicidade com os quais esses espaços foram sendo construídos. Para esse autor, as mudanças no mundo do trabalho, juntamente com a dissociação entre família e empresa, foram fundamentais para a constituição do modelo familiar conhecido atualmente, cujas

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relações se alteram significativamente. Ou seja, cada vez mais na elaboração de suas políticas, a família passaria a ser tida como uma importante referência para a eficácia das ações públicas.

A família muda de sentido a partir do século XX. Deixa de ser uma unidade econômica e tende a tornar-se um lugar de refúgio, de afetividade, onde se estabelecem relações de sentimento entre o casal e os filhos. Por outro lado, enquanto grupo, a família separa-se mais nitidamente do que antes do espaço público (BRUSCHINI, 1997).

Para Szymanski (2004, p. 23), família é uma associação de pessoas que escolhem conviver por razões afetivas e assume um compromisso de cuidado.

De acordo com o Ferreira (1993), afeto é:

Afeição por alguém; inclinação, simpatia, amizade, amor. Objeto de afeição. O elemento básico da afetividade. Estado emocional ligado à realização de uma pulsão que, reprimida, transforma-se em angústia ou leva a manifestação neurótica (FERREIRA, 1993, p.14).

Esse conceito faz com que se remeta às diversas possibilidades de organização da vida familiar e a trabalhar com os grupos dentro desse novo foco para contribuir com a construção de convivência harmônica. Portanto, a partir das intervenções que se construirá no percurso da pesquisa, o termo “afeição” terá um significado mais amplo, levando-o ao patamar da convivência familiar e social.

De acordo com Mioto (1997), os problemas relacionados com a família são tanto de suas demandas internas quanto do seu meio social. Desse modo, quando ela não consegue solucioná-los, eles se expressam por meio de: dificuldades de relacionamento, membros-problemas e doenças.

Para Carvalho (2007) e Souza (2000), o Estado e a família desempenham papéis similares em seus respectivos âmbitos de atuação: regulam, normatizam e impõem direitos de propriedade, poder e deveres de proteção e assistência. Assim, tanto família quanto Estado funcionam de modo similar, como filtros redistributivos de bem-estar, trabalho e recursos. A família, de acordo com Valente (1995), gradativamente, começa a distanciar-se da sociedade e fecha-se em espaços limitados, voltando-se para uma vida mais restrita e particular (GIRALDI, 2007).

Essas definições apontam para uma ampliação da compreensão dos vínculos familiares. De acordo com Venosa (2004, p. 22), sob a perspectiva sociológica, família

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é uma instituição permanente integrada por pessoas cujos vínculos derivam da união de pessoas de sexos diversos.

Àries (1978) afirma que o fato de a família do século XV não ter vivido o vínculo entre pais e filhos de maneira semelhante à atual não quer dizer que não tenha existido amor dos genitores pelos seus filhos; essa relação pautava-se muito mais na contribuição que as crianças poderiam trazer para a família e para o bem comum do que no apego ao infante (GIRALDI, 2007).

De acordo com o Ferreira (1993, p. 568), vínculo é tudo o que ata, liga ou aperta. O que liga uma coisa ou pessoa a outra. Ligação moral. Os vínculos familiares, nessa dimensão, são vínculos associados aos papéis desempenhados pelos integrantes da família – pai, mãe, filho, filha etc. –, suas representações e suas relações. Ter vínculos é ter um lugar, uma função, um papel, ser reconhecido e pensado em um conjunto de relações. É poder contar com expectativas sobre o comportamento do outro com quem se faz par e ter de responder a expectativas conforme a sua posição no conjunto de relações (BRASIL, 2007).

Para Enrique Pichón-Riviere (1988, p. 3), o vínculo é a maneira particular pela qual cada indivíduo se relaciona com outro ou outros, criando uma estrutura particular a cada caso e a cada momento.

Para Venosa (2004):

Vínculos jurídicos familiares são de duas ordens: vínculo conjugal, que une a pessoa com quem se casou, e vínculo de parentesco, que a une com as pessoas de quem descende (parentesco de linha reta), com as que descendem de um ancestral comum (parentesco colateral), com os parentes do outro cônjuge (parentesco por afinidade), além de com o parentesco adotivo. Desse estado de família decorrem deveres e direitos disciplinados pelo direito de família com reflexos em todos os campos jurídicos (processual, penal, tributário, previdenciário etc.) (VENOSA, 2004, p. 33).

Dessa forma, o parentesco é o vínculo que une duas ou mais pessoas, em decorrência de uma delas descender da outra ou de ambos procederem de um genitor comum (VENOSA, 2004, p. 267).

Ao se trabalhar a temática família, alguns aspectos devem ser ressaltados. Assim, como sugere Goldani (2002), o que representam e o que fazem as famílias só pode ser compreendido no contexto amplo das interações entre as forças sociais, culturais, econômicas e políticas, em um dado momento.

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Essa concepção proporciona pensar a família sempre dentro de uma perspectiva de mudança constante, descartando a ideia dos modelos cristalizados propostos e aceitos continuamente. A família é apontada como elemento-chave não apenas para a “sobrevivência” dos indivíduos, mas também para a proteção e a socialização de seus componentes, transmissão do capital cultural, do capital econômico e da propriedade do grupo, bem como das relações de gênero e de solidariedade entre gerações (CARVALHO; ALMEIDA, 2003).

Nesse sentido, como destaca Mioto (1997), a família deve ser está entendida como uma instituição social historicamente condicionada e dialeticamente articulada com a estrutura social na qual está inserida.

Com respeito ao processo de institucionalização, Centenaro (2008), ressalta a importância da participação da família uma vez que a criança se sentirá apoiada e segura para dar continuidade à sua vida social após a reinserção em seu ambiente familiar. Ou seja, a participação da família é muito importante no processo de institucionalização, pois a criança que tiver o apoio familiar no período em que se encontrar em Casas de Acolhimento terá os vínculos familiares preservados.

Em se tratando da criança, é muito importante o apoio da família para que se possa ter êxito no processo de reinserção pois, segundo o Sistema Único de Assistência Social – SUAS (2006), a família constitui:

a instância mais básica na qual o sentimento de pertencimento e identidade social é desenvolvido e mantido e em que são transmitidos os valores e as práticas culturais. Pois as ações com famílias envolvem o reconhecimento da organização do cotidiano, o exercício dos papeis e funções na família, as relações de geração e de gênero, de autoridade e afeto; os valores, as representações e práticas de cuidado e socialização de seus membros; e, ainda, a convivência, a participação e a ação na comunidade (SUAS, 2006, p. 33).

Posteriormente, outras relações sociais colaboram para o desenvolvimento das crianças e adolescentes, porém é a relação com os pais que constitui a base referencial de todas as outras, por serem os responsáveis em transmitir as primeiras informações e interpretações sobre o mundo (PINHEIRO, 2008).

Para Pinheiro (2008), ao focalizar a criança, é necessário considerar as suas formas de apreender os primeiros estímulos do meio físico e social, o seu nível operatório de pensamento, os modelos de representação cultural que interferem no seu processo de socialização, as suas condições motivacionais, afetivo-sociais e

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psicomotoras. Assim, as justificativas que as crianças oferecem às respostas que dão têm um valor inestimável para a compreensão de seu desenvolvimento.

Ressalta-se até mesmo que a família não tem o monopólio dessa função, uma vez que a escola, atividades de lazer, grupos de amigos, dentre outros, desempenham funções semelhantes ou próximas a essa lógica. Contudo, a presença da “família” na vida da criança ou do adulto é estratégica, isto é, a ausência da transmissão de valores via “família” corta a possibilidade de lembranças da origem ou de enraizamento, mesmo imaginário, noutros lugares (NUNES, 2003).

Acredita-se que, independentemente do modelo de família existente na qual se inclui uma criança em desenvolvimento, a relação entre os seus membros de maneira ativa e compartilhada permitirá estruturar alicerces mais consistentes para as experiências futuras que surgirem ao longo dessa convivência, entendendo-se em condições mais seguras para o enfrentamento de dificuldades.

Assim, para se propor uma política de atendimento à família é preciso considerar alguns pontos, como o rompimento com a ideia de família idealizada e passando a considerar a família real como alvo. Para isso, são necessários trabalhos desenvolvidos diretamente com as famílias das crianças.