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YATIRIM KONUSU BEDEL ($)

4.4. Savunma Sanayinin Entegrasyonunda Türkiye’deki Çalışmalar

4.4.2. SSB’nin Diğer Plan ve Dokümanlarının İncelenmes

A convivência familiar e comunitária é uma das necessidades a serem garantidas pela política pública de assistência social, que tem como objetivo realizar de forma integrada as políticas setoriais, considerando as desigualdades socioterritoriais, visando ao seu enfrentamento, à garantia dos mínimos sociais, ao provimento de condições para atender contingências sociais e à universalização dos direitos sociais (BRASIL, 2004).

Para atender a esse público, conta-se com a proteção social básica, a proteção social especial, a proteção especial de média complexidade e a proteção especial de alta complexidade. De acordo com a PNAS, a proteção social básica tem como finalidade prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Destina-se à população que vive em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza privação (ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, entre outros) e, ou, fragilização de vínculos afetivo-relacionais e de pertencimento social

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(discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, entre outros) Conforme Brasil (2004).

O serviço de proteção social básica é executado nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). Trata-se, de acordo com a PNAS de, uma unidade pública estatal de base territorial localizada em áreas de vulnerabilidade social que atua com famílias e indivíduos em seu contexto comunitário, visando à orientação e ao convívio sociofamiliar e comunitário (BRASIL, 2004).

São considerados serviços de média complexidade aqueles que oferecem atendimentos às famílias e indivíduos com seus direitos violados, mas cujos vínculos familiares e comunitário não foram rompidos. Nesse sentido, requer maior estruturação técnico-operacional e atenção especializada e mais individualizada e, ou, acompanhamento sistemático e monitorado.

A proteção especial de média complexidade envolve o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) e visa à orientação e ao convívio sociofamiliar e comunitário. Difere, conforme expressa a PNAS, da proteção básica por se tratar de um atendimento dirigido às situações de violação de direitos (BRASIL, 2004).

Os serviços de proteção social especial de alta complexidade são aqueles que garantem proteção integral, moradia, alimentação, higienização e trabalho protegido para famílias e indivíduos que se encontram sem referência e, ou, em situação de ameaça, necessitando ser retirados de seu núcleo familiar e, ou, comunitário. São eles:

 Atendimento Integral Institucional – são programas de abrigos que atendem crianças e adolescentes que se encontram sob medida protetiva de abrigo, aplicada nas situações dispostas no artigo 98 do ECA. Segundo o artigo 101, parágrafo único, o abrigo é medida provisória e excepcional, não implicando privação de liberdade. O acolhimento institucional para crianças e adolescentes pode ser oferecido em diferentes modalidades, como: abrigo institucional para pequenos grupos, Casa Lar8 e Casa de Passagem9. Independentemente da

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O Serviço de Acolhimento provisório é oferecido em unidades residenciais, nas quais pelo menos uma pessoa ou casal trabalha como educador/cuidador residente – em uma casa que não é a sua – prestando cuidados a um grupo de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva de abrigo (ECA, art. 101), em função de abandono ou cujas famílias ou responsáveis encontrem- se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, até que seja viabilizado o retorno ao convívio com a família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para família substituta.

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nomenclatura, todas essas modalidades de acolhimento constituem “programas de abrigo” e estão previstas no ECA.

 Família Acolhedora – caracteriza-se como um serviço que organiza o acolhimento na residência de famílias acolhedoras, de crianças e adolescentes afastados da família de origem mediante medida protetiva. Representa uma modalidade de atendimento que visa oferecer proteção integral às crianças e adolescentes até que seja possível a reintegração familiar.

 República – é um serviço de acolhimento que oferece apoio e moradia subsidiada a grupos de jovens em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social; com vínculos familiares rompidos ou extremamente fragilizados; em processo de desligamento de instituições de acolhimento, que não tenham possibilidade de retorno à família de origem ou de colocação em família substituta e que não possuam meios para autossustentação. A república oferece atendimento durante o processo de construção de autonomia pessoal e possibilita o desenvolvimento de autogestão, autossustentação e independência. Possui tempo de permanência limitado, podendo ser reavaliado e prorrogado em função do projeto individual formulado em conjunto com o profissional de referência.  Medidas socioeducativas restritivas e privativas de liberdade (semiliberdade,

internação provisória e sentenciada).

O direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária depende, portanto, da garantia de uma série de condições na família, no Estado e na sociedade. Para promover a efetivação da política e atendimento, o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) ordenou a criação de órgãos específicos pelo governo e pela sociedade civil organizada capazes de atender às diretrizes expostas, como os Conselhos

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Casa de Passagem é o serviço que organiza o acolhimento, em residências de famílias acolhedoras cadastradas, de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva (ECA, art. 101), em função de abandono ou cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, até que seja viabilizado o retorno ao convívio com a família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para adoção. Propicia o atendimento em ambiente familiar, garantindo atenção individualizada e convivência comunitária, permitindo a continuidade da socialização da criança/adolescente. Trata-se de um serviço de acolhimento provisório, até que seja viabilizada uma solução de caráter permanente para a criança ou adolescente – reintegração familiar ou, excepcionalmente, adoção. É uma modalidade de acolhimento diferenciada, que não se enquadra no conceito de abrigo em entidade, nem no de colocação em família substituta, no sentido estrito, porém podendo ser entendido como regime de colocação familiar preconizado no artigo 90 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária e Grupo de Trabalho Nacional Pró Convivência Familiar e Comunitária. Fazendo valer um Direito. Caderno 3 - Famílias Acolhedoras, 2007.

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de Direito da Criança e do Adolescente, os Conselhos Tutelares, as Delegacias Especializadas, as Delegacias Públicas, as Varas e Promotorias Especializadas da Infância e da Juventude e os Centros de Defesa da Criança e do Adolescente. O conjunto desses órgãos é a concretização do próprio Sistema de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente.

De acordo com a PNAS (2004), os espaços e as instituições sociais são, assim, mediadores das relações que as crianças e os adolescentes estabelecem, contribuindo para a construção das relações afetivas e de suas identidades individual e coletiva. Nessa direção, se o afastamento do convívio familiar for necessário, as crianças e adolescentes devem, na medida do possível, permanecer no contexto social que lhes é familiar. Além de muito importante para o desenvolvimento pessoal, a convivência comunitária favorável contribui para o fortalecimento dos vínculos familiares e a inserção social da família.

Nesse sentido, Takashima (2004) destaca que algumas estratégias da comunidade contribuem para a proteção da criança e do adolescente, constituindo formas de apoio coletivo entre famílias em situação de vulnerabilidade social:

- redes espontâneas de solidariedade entre vizinhos: a família recebe apoio em situações de crise, como morte, incêndio, doenças;

- práticas informais organizadas: a comunidade compartilha com os pais ou responsáveis a função de cuidado com a criança e com o adolescente, bem como denuncia situações de violação de direitos, entre outras; e

- práticas formalmente organizadas: a comunidade organiza projetos e cooperativas para a geração de emprego e rendas, por exemplo.

Conforme destacado por Faleiros (2004), os vínculos familiares e comunitários possuem uma dimensão política, uma vez que tanto a construção quanto o fortalecimento destes dependem também, entre outros fatores, de investimento do Estado em políticas públicas voltadas à família, à comunidade e ao espaço coletivo. Os aspectos aqui abordados evidenciam finalmente que a efetivação da promoção, proteção e defesa do direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes requer um conjunto articulado de ações que envolvem a corresponsabilidade do Estado, da família e da sociedade, conforme disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Constituição Federal de 1988.

O direito fundamental à convivência familiar está consagrado nas normas e instrumentos legislativos. No entanto, a plena efetivação desse direito coloca problemas

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de ordem prática a serem enfrentados por todos os integrantes do “Sistema de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente”, que, mais do que nunca, precisam unir esforços e articular ações na busca das mais variadas soluções, por intermédio da implementação de políticas públicas que venham a garantir o adequado exercício desse direito em suas diversas formas, sem jamais perder de vista as regras e princípios que norteiam a matéria, conforme destaca a PNAS (2004).

O direito à convivência familiar e comunitária é abordado, assim, desde a proteção à família de origem até a necessidade de proteção à criança e ao adolescente, cujos vínculos foram ameaçados ou rompidos, exigindo ações de restauração dos laços familiares ou de criação de novos vínculos, que garantam a esse sujeito em desenvolvimento um dos seus direitos mais fundamentais: viver em família (PNAS, 2004).

A importância da convivência famíliar e comunitária para criança e o adolescente está reconhecida na Constituição Federal de 1988 e no ECA, bem como em outras legislações e normativas nacionais e internacionais. Segundo a PNAS (2004), o subjacente a esse reconhecimento está a ideia de que a convivência familiar e comunitária é fundamental para o desenvolvimento da criança e do adolescente, os quais não podem ser concebidos de modo dissociado de sua família, do contexto sociocultural e de todo o seu contexto de vida.

Diante do exposto, é necessário a realização de pesquisas específicas nessa área de conhecimento, para contribuir com o conhecimento mais profundo sobre quais são e como evoluem as representações que os sujeitos constroem para dar sentido à sua realidade social.

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