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2.2. Konut Formuna Etki Eden Faktörler

2.2.2 Sosyal Faktörler

Avaliando-se o resultado simplificado da etapa anterior, descrito conjuntamente no quadro 36, pode-se perceber que 7 dos 8 entrevistados analisados apresentaram explicação satisfatória (> 60% da variância total) das demais variáveis (construtos) consideradas, com apenas dois fatores. Para o entrevistado da Empresa E foram necessários três fatores.

QUADRO 37 - Resultado consolidado dos fatores privilegiados pelos estrategistas

Empresa Fator 1 Fator 2 %

Variância

Empresa B Comando individual – outras pessoas *Estudo com Análise da prática atual – tendências *Avaliação das 74,95%

Empresa C *Pesquisas de informações externas – *Análise da operação interna financeirosRecursos humanos – *Recursos 62,68%

Empresa D

Relacionado com a produção interna atual – *Relativo às tendências de mercado

Conhecimento dos Sócios –

*Treinamentos dos funcionários 72,86%

Empresa E

Acompanhamento das ações internas –

*Análise dos resultados das ações externas

Análise futura por terceiros – *Análise

individual do presente 54,45%

Empresa F

Baseado em dados históricos da empresa – *Análise dos riscos financeiros de investimentos pelos sócios

Conversas com pessoas – *Resultados do

mercado 73,78%

Empresa G Buscar no mercado – da empresa *Analisar dentro individualmente *Preciso de informações – Faço 72,36%

Empresa H *Recursos internos controláveisResultados de mercado não controláveis

Restrito aos dirigentes da empresa –

*Divulgada para todos os empregados da empresa

65,40%

Empresa I

Análise da equipe com empregados –

*Análise do investimento com representantes

Exigência do mercado (representantes) –

*Definição dos sócios e fornecedores 68,24%

* Representam os pólos preferidos pelos estrategistas entrevistados nas análises individuais.

Fonte: Elaboração do autor

Ao defrontarem-se com uma situação que exige uma decisão que poderá modificar o rumo de sua empresa ou quando se propõem a construir a estratégia de suas organizações, os dirigentes utilizam alguns parâmetros que os norteiam a buscar a informação necessária para auxiliá-los em sua decisão. Uma análise do conteúdo do quadro 36 permite a identificar de algumas escalas de raciocínio (construtos) dos entrevistados, as quais, devido ao critério de saturação (análise qualitativa), podem ser estendidas para os demais dirigentes estrategistas do pólo calçadista de Nova Serrana.

Esses parâmetros são abstraídos do agrupamento dos construtos que se repetem ou se apresentam bastantes semelhantes nas análises individuais. Pode-se notar pelo quadro 36 a consideração das seguintes escalas de raciocínio: a) Envolver outras pessoas da empresa ou fazer individualmente; b) Analisar as informações internas à organização (operação) ou externas à empresa (mercado); c) Avaliar as tendências de mercado ou analisar a prática atual; e d) Basear-se em dados financeiros ou nos recursos humanos da organização.

Ao avaliar os pólos de preferência dos entrevistados quanto à primeira escala de raciocínio, pode-se observar uma preferência dos estrategistas entrevistados em envolver mais

os empregados e outras pessoas (internas ou externas) no fornecimento de informações para a tomada de decisão estratégica em detrimento da confiança somente no conhecimento individual e dos próprios sócios. Esse resultado é bastante surpreendente, tendo em vista a caracterização das PMEs como empresas nas quais os dirigentes, em sua grande maioria, definem a forma de condução e personalizam sua gestão (BERNARDES, 2006). Entretanto, não contraria a literatura existente, pois não afirma uma decisão participativa; apenas aponta para uma preferência em consultar outras pessoas antes da escolha.

O segundo agrupamento de construtos já demonstra um equilíbrio da preferência dos distintos respondentes quanto a voltar-se para dentro da empresa ou buscar informações externas à organização. O mesmo ocorre no terceiro grupo, o qual retrata entrevistados que preferem avaliar as tendências do mercado, enquanto que outros privilegiam a análise dos resultados atuais.

QUADRO 38 - Resultado da análise lingüística para os fatores privilegiados pelos estrategistas

Pólo de Preferência Pólo de Contraste Empresa

* Divulgada para todos os empregados da

empresa. Restrito aos dirigentes da empresa Empresa H

* Estudo com outras pessoas. Comando individual Empresa B

* Treinamentos dos funcionários. Conhecimento dos sócios Empresa D

* Preciso de informações. Faço individualmente Empresa G

* Pesquisas de informações externas. Análise da operação interna Empresa C

* Análise dos resultados das ações externas. Acompanhamento das ações internas Empresa E * Recursos internos controláveis. Resultados de mercado não controláveis Empresa H

* Analisar dentro da empresa. Buscar no mercado Empresa G

* Definição dos sócios e fornecedores. Exigência do mercado Empresa I

* Resultados do mercado. Conversas com pessoas Empresa F

* Relativo às tendências de mercado. Relacionado com a produção interna atual Empresa D

* Avaliação das tendências. Análise da prática atual Empresa B

* Análise individual do presente. Análise futura por terceiros Empresa E

* Análise dos riscos financeiros de

investimentos pelos sócios. Baseado em dados históricos da empresa Empresa I * Análise do investimento com representantes. Análise da equipe com empregados Empresa F

* Recursos financeiros. Recursos humanos Empresa C

* Representam os pólos preferidos pelos entrevistados nas análises individuais. Alguns pólos foram invertidos, de forma a deixar todos aqueles que são privilegiados no lado esquerdo do quadro, para facilitar a análise.

Fonte: Elaboração do autor

Por fim, os últimos construtos demonstram uma preferência dos entrevistados pela avaliação de recursos financeiros em detrimento da análise das pessoas que compõem a equipes, quando vão tomar uma decisão estratégica em suas organizações. Isso se justifica pela ausência de técnicas mais apuradas e de conhecimento para avaliar os recursos humanos

internos à organização, como pode ser constatado com a avaliação da condução atual dos elementos “Alinhamento à cultura da empresa” e “Análise das competências da empresa”, os quais se situam em posição inferior à “Análise dos resultados operacionais e financeiros da organização” (tabela 3).

Ressalta-se que os pólos de preferência são característicos das empresas entrevistadas. No entanto, as escalas de raciocínio constituem formas comuns de pensamento dos estrategistas das empresas do pólo calçadista de Nova Serrana, permitindo sua extensão a outras empresas do mesmo Arranjo Produtivo Local que não fizeram parte dessa pesquisa.