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B. Bireysel Tercihler

2. Sosyal Onay

Em 2010, a OCDE apresentava uma composição de 31 países-membros, a saber: fundadores que assinaram convenção em 1961: Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia; países que fizeram adesões posteriores à convenção de 1961: Japão (1964), Finlândia (1969), Austrália (1971), Nova Zelândia (1973), México (1994), República Tcheca (1995), Hungria (1996), Polônia (1996), Coreia (1996) e Eslováquia (2000). (OCDE, 2001, p. 2); e em 11 de janeiro de 2010, foi assinado o acordo de adesão do Chile à OCDE29, e este país passou a ser o 31º país- membro da OCDE, valendo ressaltar que é o primeiro na América Latina com raios de ação, agora, oficiais da OCDE.

Pode-se perceber, no website da OCDE, a satisfação da organização com a entrada do Chile, como registra o discurso30 do então secretário-geral, Angel Gurria: “A ‘via chilena’ e sua experiência irão enriquecer a OCDE sobre questões políticas importantes [...]” (OCDE, 2010a).

Percebe-se que a OCDE vem estreitando laços com a América Latina, pois já tem como países-membros o México, desde 1994, e o Chile, em 2010, e, estrategicamente, vem ganhando espaço, no Brasil, uma vez que este muito tem se aproximado da referida organização, participando de vários comitês, o que tem permitido ao nosso país ganhar terreno econômico e político para potencializar sua futura adesão.

Antes de falar sobre as relações estabelecidas entre a OCDE e o Brasil, faz-se necessário conhecer um pouco da estrutura desta organização. A seguir, é apresentado um

29 O acordo de adesão do Chile está disponível no website: <http://www.oecd.org/document/26/0,3343,en_

21571361_44315115_44365210_1_1_1_1,00.html>

30 O discurso do Secretário Geral da OCDE sobre a adesão do Chile à referida organização está disponível no website: <http://www.oecd.org/document/26/0,3343,en_21571361_44315115_44365210_1_1_1_1,00.html>.

esquema de organograma, traduzido e adaptado por nós do organograma oficial da OCDE31, disponível no website da organização e, também, anexado a esta tese, em sua forma e língua (francês) originais (Anexo 1).

Figura 1 - Organograma da OCDE

Fonte: http://www.oecd.org/dataoecd/37/14/2348907.pdf. Acesso em: jan 2010

A estrutura da OCDE compreende secretariado (geral e adjunto), diretorias (entre elas, está a de Educação – a ser apresentada no terceiro capítulo da tese), agências, centros de pesquisas (entre os quais está o Centro para Pesquisa e Inovação no Ensino (CERI), o qual será detalhado também, posteriormente), comitês especializados em temas diversos como

31 No que ser refere ao organograma da OCDE, Pinto (2000) afirma que houve, nos últimos anos, um aumento

de reuniões conjuntas de comitês, ou mesmo grupo de trabalhos mistos. “Foi a resposta da organização à necessidade de enfocar, sob diferentes ângulos, problemas cada vez mais interdependentes. Esse quadro tem levado a organização a priorizar enfoque multidisciplinar, por meio de uma crescente coordenação horizontal. Já foram criados, nos últimos anos, grupos interdependentes ad doc para tratar de temas como desenvolvimento sustentado, reforma regulatória, política de emprego, tecnologias de informação e comunicação, luta contra o suborno e a corrupção” (p. 44).

economia internacional, desenvolvimento, educação e outros. A organização tem aproximadamente 200 órgãos.

Conforme a convenção da organização (Anexo 2, resultante de tradução de responsabilidade da autora), no artigo 10, os secretários gerais e adjuntos são nomeados pelo conselho para um mandato de cinco anos32. A OCDE teve cinco Secretários Gerais, tendo sido os três primeiros mandatos ocupados por europeus; a partir de 1996, começou-se a diversificar a ocupação dos cargos, como podemos ver, a seguir, na listagem dos secretários- gerais da organização:

Nome do secretário geral Nacionalidade Período de mandato (mês e ano) Thorkil KRISTENSEN Dinamarca 09.1961 - 09.1969

Emile VAN LENNEP Países Baixos 10.1969 - 09.1984

Jean-Claude PAYE França 10.1984 - 05.1996

Donald j. JOHNSTON Canadá 06.1996 - 06.2006

Ángel GURRÍA México Desde 06.2006

Quadro 2 - Secretários gerais da OCDE - 1961 a 2011

FONTE: Liste des Secrétaires généraux et Secrétaires généraux adjoints de l'OCDE depuis 1961

[Lista de Secretários Gerais e Secretários Gerais Adjuntos, desde 1961]. Disponível em: <http://www.oecd.org/home/0,3305,fr_2649_201185_1_1_1_1_1,00.html>. Acesso em: jan 2010

O papel do secretário geral (SG) é presidir o Conselho da OCDE, buscando estabelecer elo entre as delegações nacionais e o secretariado o qual ele deve se direcionar. O SG é auxiliado por três secretários gerais adjuntos, indicados pelo conselho.

O conselho da OCDE é o órgão decisório da organização33. É composto por um representante de cada país-membro, mais um representante da União Europeia. Reúne, a cada dois meses, os representantes permanentes, e uma vez ao ano, o conjunto dos ministros para discutir as grandes questões atuais e definir as prioridades para o trabalho da organização. Segundo Pinto (2000), as reuniões anuais do conselho da OCDE ocorrem, geralmente, no final do mês de maio, um pouco antes da reunião anual do Grupo dos Sete (G7)34.

32Um secretário geral deve ser indicado pelo conselho, para um período de cinco anos, e deve ser assistido por

um ou mais secretários adjuntos, também apontados pelo conselho de recomendação da secretaria geral (OCDE. Convenção, art.10).

33“Um conselho composto por todos os membros será o corpo a partir do qual se originam todas as ações da

organização. O conselho pode se reunir em sessões de ministros ou de representantes permanentes (OCDE, 1960, art. 7º).

34 “Na liderança do primeiro mundo encontra-se o Grupo dos Sete – G7, compostos pelos sete países

economicamente mais desenvolvidos do planeta: Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá. Desde 1991, a Rússia participa das reuniões do G7 como membro observador. Esses países controlam 60% do Produto Interno Bruto Mundial. Cerca de 85% das mais poderosas empresas multinacionais tem suas matrizes nos países do Grupo dos Sete. O G7 reúne-se, em media, três vezes por ano, com o objetivo de

Tendo em vista que o Departamento Econômico da OCDE, tradicionalmente, funciona como ‘secretariado’ do Grupo dos Sete, a declaração ministerial anual da Organização é um bom indício dos principais temas que serão posteriormente abordados no comunicado do G-7 (p. 47).

Sobre os Comitês e Grupos de Trabalho da OCDE, Pinto (2000) afirma que estes são órgãos deliberativos da organização, onde se concentra grande parte das atividades por essa desenvolvidas, as quais consistem, basicamente, em troca de informações, a análise econômica e a coordenação de políticas, nas diferentes e respectivas áreas de competência. Existem dois tipos de comitês: os que são eminentemente de debate e de cooperação não normativa e comitês mais propensos à elaboração de normas reguladoras.

No primeiro grupo, se enquadram os seguintes comitês: aqueles vinculados ao Departamento Econômico: aos Diretórios de Cooperação para o Desenvolvimento; de Comércio; de Ciência, Tecnologia e Indústria e de Educação, emprego, Trabalho e Assuntos Sociais e o Serviço de Administração Pública. No segundo grupo, cabe a menção aos comitês vinculados aos Diretórios de Meio Ambiente; Assuntos Financeiros, Fiscais e de Empresas e de Alimentação, Agricultura e Pesca (PINTO, 2000, p. 41. Grifo Nosso).

Uma característica marcante do trabalho dos comitês é congregar técnicos especializados dos vários países para tratar de temas específicos: “os representantes dos países-membros nos comitês são os funcionários encarregados nas capitais de temas específicos” (PINTO, 2000, p. 51), o que contribui na coordenação das políticas e na tomada de decisões a serem encaminhadas. Geralmente, os comitês se reúnem de duas a quatro vezes ao ano, e a maioria deles tem a competência de “[...] instruir procedimentos de consultas e conciliação, com vistas a buscar solucionar eventuais diferenças entre os membros nas suas áreas de atuação” (PINTO, 2000, p. 55).

Sobre as agências afiliadas à OCDE, a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Agência da OCDE para a Energia Nuclear (AEN), segundo Pinto (2000), são as que dispõem de poder normativo; a primeira tem caráter operacional e dispõe de uma enorme autonomia. Segundo o citado autor, “[...] seu Conselho tem competências para tomar decisões, que têm força obrigatória para os países participantes. Dispõe, ademais, de orçamento próprio. Seu pessoal, entretanto, faz parte do Secretariado da OCDE” (p. 43).

Em relação à primeira, a AEN dispõe de menos autonomia, “[...] uma vez que seu controle é exercido pelo Comitê Diretor de Energia Nuclear, diretamente subordinado ao conselho da OCDE” (PINTO, 2000, p. 43); seu funcionamento se dá como o dos comitês da organização. A AEN se ocupa da “cooperação entre países-membros com vistas ao

coordenar ações sobre economia e política internacionais. Além disso, outros temas gerais têm estado presentes, na pauta dessas reuniões: apoio aos sistemas democráticos, combate ao narcotráfico, repressão ao terrorismo” (PIFFER, 2009, p.01 Grifos no original).

desenvolvimento de energia nuclear como fonte segura, rentável e aceitável do ponto de vista ambiental [...]”.

Quanto aos centros, ressalta-se o centro de desenvolvimento (CD) e o Clube do Sahel, os quais, segundo Pinto (2000), são órgãos de reflexão por excelência da organização.

O CD é o órgão da OCDE que mais propicia a participação de países não membros (inclusive o Brasil dele faz parte como membro pleno) e está encarregado das principais temáticas e questões ligadas ao desenvolvimento econômico e social. O referido centro foi criado, em 1962, é dirigido por um presidente nomeado pelo Conselho, possui estatuto especial e é considerado um órgão semiautônomo que desempenha atividade de pesquisa na área do desenvolvimento “[...] com ênfase no intercâmbio de informações e experiência, mantendo contatos regulares com os principais centros de pesquisa de países em desenvolvimento” (PINTO, 2000, p. 43). Neste sentido, o CD ajuda a garantir uma interface entre os países-membros da OCDE e as economias emergentes e em desenvolvimento (OCDE, 2006a).

O Clube do Sahel foi criado, em 1976, e agrupa os países do Comitê Interestatal de Luta contra a Seca no Saara, bem como outras organizações internacionais como Banco Mundial, FMI e UE. Tem como objetivo “pesquisar os obstáculos ao desenvolvimento na região, favorecendo o diálogo entre os governos nacionais e os países doadores, assim como a busca de uma maior coerência entre políticas governamentais e o trabalho das agências em programas de ajuda (PINTO, 2000, p. 44).