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1.2.4.3.3.1 ANTİOKSİDANLAR

5. SONUÇ VE ÖNERİLER

Nos primeiros meses de vida acadêmica passei por vários momentos de indecisão quanto à escolha do Curso e sua conclusão. Mas, à medida que me aprofundava nas leituras, foi crescendo o gosto por algumas teorias, principalmente a Antropologia que me identifiquei demais. Diante dessa paixão passei a cursar disciplinas tanto no turno matutino quanto no noturno. Após sete semestres, conclui no primeiro semestre de 1994, sendo a aluna laureada da turma.

No segundo semestre de 1994, para não ficar desligada da sala de aula na UFRN, concorri a uma vaga como aluna especial no mestrado em Ciências Sociais e passei a freqüentar as aulas um dia por semana. Em 1995.1 reingressei matriculada no Bacharelado do Curso de Ciências Sociais. Essa volta se deu por ter percebido, durante a condição de aluno especial da pós-graduação, que ainda me faltavam conhecimentos básicos necessários para compreender leituras e discussões naquele nível de estudo.

Logo que iniciei meus estudos no bacharelado, fiquei ciente da exigência de elaborar uma monografia como parte dos requisitos da conclusão do curso. Daí minha preocupação foi tomar a decisão de selecionar as duas habilitações que iria optar dentro das possibilidades de escolha. Não optei por Política e decidi escolher Antropologia e Sociologia. Então passei a buscar, dentro dessas duas áreas, um tema para desenvolver meu trabalho. No início, pensei em fazer uma ligação com a atividade profissional que eu desenvolvia junto à Cooperativa de Pesca do Estado do Rio Grande do Norte. Lá, aplicava atividades educativas de alfabetização e profissionalização para pescadores e seus familiares, em conjunto com o Sine/RN, Secretaria de Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente-IBAMA, com

recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. Procurei orientação de bibliografia e disponibilidade de algum professor que pudesse me orientar sobre a temática. Passei a ler a obra: “Lagoa do Piató: fragmentos de uma história”, sugerida por uma das autoras a Professora Maria da Conceição Almeida que no momento pertencia ao quadro do Departamento de Ciências Sociais. Mas, apesar dos subsídios encontrados para realizar um bom trabalho, não me senti seduzida.

Em busca de um novo objeto de estudo, a realização de algumas leituras e a participação em um seminário na cidade de Mossoró que abordava a temática do “Cangaço”, pensei desenvolver meu estudo envolvendo esse tema. Havia adquirido no citado seminário uma farta bibliografia no assunto e já tinha elaborado um trabalho no final de uma disciplina enquanto aluna especial da pós-graduação que tinha como título “Os Milagres de Jararaca” o qual apresentei na IV Semana de Humanidades, em setembro de 1995, no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes-CCHLA. Mas, à medida que me aprofundava nas leituras que relatavam as atrocidades cometidas por Virgulino Ferreira, mais conhecido como “Lampião” e todo seu bando, fui voltando no tempo e chegando às lembranças da minha infância no Bairro do Bom Pastor, nas brigas e assassinatos dos finais de semana na “comunidade da Coréia” e adjacências, nos anúncios de falecimentos na difusora, nos velórios e enterros. Então, me surpreendi! Estava aqui o objeto tão procurado! Eu o havia encontrado!

A presença do “elo perdido” me fez buscar um referencial teórico necessário à construção de um trabalho acadêmico. Primeiro consultei os arquivos da Biblioteca Central “Zila Mamede”, na UFRN. Em seguida, procurei os professores de Antropologia, tanto para pedir bibliografia quanto para solicitar orientação, requisito obrigatório na academia. Recebi sugestões de leitura imediatamente, mas conseguir um orientador foi um longo processo. Todos alegavam não trabalhar com a temática envolvendo a morte e me sugeriam outros temas com os quais já vinham estudando e orientando outros alunos. A minha resistência em relação ao tema me fez adiar, por um semestre, a conclusão do Curso.

No primeiro semestre do ano 2000, consegui que o professor Dr. Luiz Carvalho de Assunção, que estava voltando ao Departamento, advindo do doutorado, aceitasse ser meu orientador e assim prossegui meus estudos e a elaboração da monografia na

citada temática, investigando ritos e rituais fúnebres na cidade de Natal (RN), numa perspectiva antropológica. Prossegui minhas investigações indo a um centro de velório. Lá realizei observação participante e entrevistei quarenta e seis pessoas responsáveis pelo velório do falecido, durante a realização daquele ritual fúnebre.

Essa pesquisa etnográfica com o título “Ritos e Rituais Fúnebres: memória e tradição na cidade de Natal” teve o propósito de registrar ritos e rituais de morte na contemporaneidade. Por fim, inferi que, “apesar dos rituais fúnebres apresentarem mudanças em suas práticas, costume cultural da tradição popular, ainda se faz presente na crença e na prática da população, demonstrando que, quando se trata de práticas culturais, o velho e o novo, a tradição e a modernidade não se excluem, mas compartilham se entrelaçam no universo e nas concepções do viver cultural” (MELO, 2000, p.15). Isso reflete os estudos de Ariès (2003), sinalizando que a morte interdita não se sobrepôs à domada, não a excluiu. Essa pesquisa, então, serviu como referência para outros estudos, sobre a morte, realizados no âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, contribuindo não apenas com o estudo etnográfico, mas também com o levantamento bibliográfico em torno da temática.

Essa proximidade com eventos fúnebres e a realização de leituras referentes a esse assunto contribuíram para o prosseguimento de estudos sobre o tema. Em 2001.1 matriculei-me como aluna especial do mestrado em Ciências Sociais. No segundo semestre do mesmo ano, ingressei no Curso de Especialização em Antropologia na Cidade: Teoria, Trabalho de Campo e Método, ministrado sob a responsabilidade do Departamento de Antropologia e do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN, no período de 01/07/2001 a 28/10/2002 tendo como título da monografia final, “Labuta Após a Morte: Realidade, Milagre ou Imaginação”.

O referido trabalho bibliográfico teve a intenção de fazer o registro de inúmeros relatos de atividades profissionais executadas por pessoas já falecidas, utilizando os vivos para se materializar. O foco central aponta para as narrativas que circulam em instituições onde o trabalho noturno é uma constante, como: quartéis, repartições civis e, principalmente na área de saúde onde a morte ocultamente, costuma observar os serviços de atendimento emergenciais que são sempre bem movimentados. Um desses locais é a Maternidade Escola “Januário Cicco”, pertencente à Universidade Federal do

Rio Grande do Norte, a qual serve de palco a várias narrativas do gênero, cuja ação mais notável é a que seu fundador, o médico Januário Cicco, alguns anos após a sua morte, teria ajudado a uma parturiente em complicado trabalho de parto, a “dar à luz” a uma saudável criança, em uma noite de plantão bastante movimentada.

Ainda cursando a citada especialização, decidi fazer uma nova graduação e concorri a uma vaga no Curso de Pedagogia do Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Obtendo êxito, reingressei no primeiro semestre de 2002, cursando graduação e pós-graduação simultaneamente. Com o final da especialização, em outubro, foi possível total dedicação à nova graduação, a qual me atraía, cotidianamente, me fazendo buscar mais e mais informações em livros e periódicos quanto aos conteúdos abordados em sala de aula. Foi numa dessas buscas que me deparei com uma matéria na revista Nova Escola, exemplar de Junho/Julho de 2003, na coluna S.O.S. sala de aula, que tinha como título: “como lidar com a morte”. Tratava da indecisão de uma professora perante a sua turma e especialmente, a um aluno que acabara de perder o pai e a mesma não sabia se devia, ou não, comentar sobre o ocorrido na sala de aula. As inquietações dessa educadora me despertaram para as dificuldades que a escola encontra em abordar um tema tão complexo e ainda tabu na sociedade cristã ocidental, como é a morte.

Partindo dessa premissa, e tomando como base, a bibliografia encontrada no final da citada matéria, decidi consultar os Parâmetros Curriculares Nacionais e fazer uma busca na Internet conseguindo referências e outras sugestões de leitura relacionadas com a educação, a criança e a morte. A aquisição desse material, acrescido dos dados obtidos durante os estudos, os quais eu já estava escrevendo sobre o assunto, contribuíram para a tomada de decisão em abordar essa temática na elaboração da monografia de final do Curso de Pedagogia.

Sendo assim, elaborei o Projeto de Monografia que tinha como título: “Aspectos e Concepções de Morte no Cotidiano Escolar”, ao longo da Disciplina: Monografia I. Após ter sido aprovado, saí à procura de um professor orientador. Mais uma vez, esbarrei na questão do tema. Não havia professor no Departamento de Educação da UFRN que orientasse sobre essa temática, segundo a professora da Disciplina na qual apresentei o projeto. A mesma me encaminhou para o Departamento de Psicologia da

mesma instituição e lá fiquei sabendo que também não seria possível pelo mesmo motivo.

Diante de todas essas dificuldades, procurei a Coordenação do Curso de Pedagogia que me colocou em contato com uma aluna que acabava de ingressar no Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação da citada instituição, e que pretendia desenvolver um trabalho também, dentro da temática da morte. Encontramos- nos algumas vezes, trocamos bibliografias, lhe apresentei alguns textos que escrevi sobre o assunto, mas devido a algumas incompatibilidades, a parceria foi desfeita e segui desenvolvendo meu trabalho de forma “solitária”, contando com o apoio de alguns professores e de amigos que me incentivaram a prosseguir neste intuito. Porém, também encontrei quem me tentasse convencer de que não seria de bom tom levar essa temática para o espaço escolar sob o julgo de que causaria danos irreparáveis aos alunos.

Dessa forma, foi possível evidenciar que falar a palavra morte causa pavor até mesmo em indivíduos com formação em nível de pós-graduação, inclusive professores atuantes em cursos de graduação, mestrado e doutorado, que afirmam não se encontrarem preparados para discutirem tal temática. Então, se o professor de uma instituição educacional não se acha preparado para tal discussão, poderíamos questionar como seria a formação de pessoas para lidar com a morte ao longo da sua vida pessoal, acadêmica e profissional? Essa lacuna parece revelar o pouco interesse em se estudar o tema no âmbito de várias áreas do conhecimento, ou em abordá-lo no meio escolar, em comparação ao interesse demonstrado por outros fenômenos sociais. Essa constatação ficou estabelecida durante o curso de Pedagogia, perante várias situações de morte de entes queridos dos alunos da turma como o falecimento do pai de Danielle Medeiros, no dia 7 de junho de 2003, a mãe de Suely no dia 19 do mesmo mês e do mesmo ano, e, mais, a morte brusca da colega de turma, Niara Cristina, em 8 de setembro de 2004. De todos esses acontecimentos apenas a morte da colega foi comentada em sala de aula, no primeiro dia após o enterro, quando os colegas de turma resolveram, de mãos dadas com a professora presente em seu horário de aula, fazer uma oração em homenagem póstuma àquela que diariamente compartilhava daquele ambiente escolar.

Mas, tão logo foi a nossa surpresa, quando, poucos dias após, essa mesma professora que participou da referida homenagem, do velório e da missa de sétimo dia, citou o nome da colega falecida no rol dos alunos que ainda não haviam entregado os trabalhos de sua disciplina. Atitude como esta é explicada por Kovács (1998, p. 38), ao destacar que “a vida nas sociedades modernas trouxe a desumanização da morte.” Isto demonstra o quanto a morte vem sendo escamoteada do imaginário social a ponto de certas regras sociais exigirem que ela seja assunto ausente nas conversas educadas. E isto é o que parece estar ocorrendo no cotidiano escolar. Não só nas escolas de Educação Básica, mas também naquelas de Educação Superior.

Pesquisas recentes sinalizam a necessidade de uma educação para a morte nesse novo milênio e apontam a escola como lugar de reflexão dessa temática. Nesse ambiente, professores e alunos poderão interagir na discussão sobre a morte, manifestando suas dificuldades e questionamentos. Pais e professores, recebendo explicação e orientação de como explorar essa temática, poderão tratá-la com as crianças com naturalidade, facilitando o seu entendimento.

Baseada nesse juízo de compreensão, continuei investindo nos estudos dessa temática, culminando na monografia apresentada no final do Curso de Pedagogia, em 2005.1, com o título de: “A Temática da Morte no Ensino Fundamental: um estudo de concepções de professoras e dos Parâmetros Curriculares Nacionais de 1ª a 4ª séries”. A relevância desse estudo concerne as minhas inquietações e ao posicionamento de professores de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental em torno da temática debatida, bem como às inquietações em torno do tratamento dado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, documento que auxilia as práticas educacionais em nosso país. Para tanto, foram consultadas quatro professoras do referido nível de ensino, do turno matutino, de uma escola pública da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte, situada na Zona Sul de Natal. Além disso, busquei analisar os Parâmetros Curriculares Nacionais referentes às séries de ensino acima citadas, na tentativa de identificar trechos que poderiam contemplar o assunto e orientar o seu tratamento em sala de aula.

A pesquisa, anteriormente citada, se configura na continuidade de uma trajetória pessoal de estudos sobre a morte e na tentativa de fazer o profissional da educação refletir sobre este tema, contribuindo para transformá-la de um tema interdito a objeto

de conhecimento escolar. Os resultados das análises desse trabalho monográfico apontam uma lacuna que se torna um desafio mais urgente na formação pessoal e profissional do ser humano no lidar com a morte, sinalizando necessidades, desinteresses, dificuldades e desconhecimentos principalmente, por parte de educadoras das séries iniciais do Ensino Fundamental, em relação à morte enquanto objeto de escolarização.

Buscando responder uma pergunta que consiste no desafio de saber se existe uma educação para a morte, conclamo com aqueles que a têm como objeto de investigação teórica e empírica e que investem numa sensibilização sobre esse tema. Sabe-se da existência da necessidade de buscar desenvolver conhecimentos, questionamentos e reflexões de preparação do homem para enfrentar a sua finitude e a do outro, enquanto ser vivo e mortal. Foi com esse pensamento e com o tema: A Temática da Morte Enquanto Objeto de Escolarização: proposta sobre a abordagem dos Parâmetros Curriculares Nacionais de 1ª a 4ª séries, que participei, em 2005, da seleção do curso de mestrado, na linha de pesquisa “Práticas Pedagógicas e Currículo”, no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Obtive êxito, e, em 2006, iniciei um novo desafio que busco através da pesquisa intitulada “O conceito de morte: significações de professoras dos anos iniciais do ensino fundamental”, contribuir com a produção de conhecimento em torno da discussão que envolve a morte como objeto de investigação teórica e empírica, no âmbito educacional. Sabe-se da ausência de debates acerca desse tema tão complexo na família e na escola. É necessário instituir um diálogo reconhecendo seus significados históricos, culturais e ideológicos que contribua para amenizar ou superar contradições sobre a morte e a forma pré-conceituosa ou equivocada como esse conceito é abordado nos espaços escolares.

Com base nessas proposições procurei trabalhar com essa temática durante o período de docência assistida. Essa modalidade acadêmica de estudos da pós- graduação, nas categorias de mestrado e doutorado, tem como finalidade básica a formação de pesquisadores e docentes para o ensino universitário, nas suas mais diversas áreas do conhecimento. É um momento de aprofundamento de estudos, de

imersão em pesquisas individuais e coletivas, de divulgação dos resultados obtidos (em eventos locais, nacionais e internacionais), de intercâmbio, de troca de informações com outros pesquisadores iniciantes e experientes.

Dentre as obrigações necessárias para a obtenção do grau de mestre ou doutor, configura-se como uma das mais essenciais e enriquecedoras o estágio de docência assistida, sendo compulsório para os alunos bolsistas. Nesta oportunidade, me deparei com o universo do magistério superior, desenvolvendo atividades junto à disciplina Ensino da Geografia no 1º Grau II, sob a supervisão do Prof. Dr. Francisco Cláudio Soares Júnior. Coube a mim planejar e executar as temáticas necessárias ao andamento da disciplina, recorrendo ao auxílio do professor titular, sempre que necessário, recebendo um acompanhamento deste, tanto para avaliar o meu desempenho, quanto para auxiliar-me no que fosse preciso.

Vivenciei situações reais tipicamente cotidianas de qualquer área profissional que promove o envolvimento sadio entre o saber e o fazer, integrando o aluno num contexto que fará parte futuramente do seu universo de trabalho. Sendo assim, o estágio de docência assistida promoveu uma relação direta entre teoria-prática, representando o elo com a realidade existente.

O estágio, diante dessa perspectiva, me oportunizou desenvolver um trabalho junto à comunidade acadêmica, proporcionando a minha inserção numa realidade concreta, a fim de perceber os desafios e entraves impostos pela carreira escolhida, permitindo refletir sobre o meu trabalho, além de ser um momento essencial para confrontar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, servindo como preparo para o pleno exercício do magistério. Na relação prática-teoria-prática refletida busquei entender a dimensão essencial da problemática da formação do professor. Nessa perspectiva, a prática da reflexão tem me ajudado no estabelecimento e aprofundamento da seleção dialética prática-teoria-prática. É repensando a prática que me faz aprender a pensar e a praticar melhor.

A nossa experiência como estagiária da disciplina “O Ensino da Geografia no 1º Grau II” instituiu-se, a partir da participação no planejamento da terceira unidade da referida disciplina e no processo das observações, quando participamos de atividades que resultaram em discussões dirigidas e seminários de estudos realizados pelos

alunos, mediados pelo professor titular da Disciplina. A nossa efetivação culminou com uma avaliação dos conhecimentos prévios dos alunos quanto ao conceito de: Geografia, Currículo e Morte, havendo, para tanto, a necessidade de um redimensionamento na ordem dos conteúdos programáticos, visando atender a nossa inserção.

Prosseguindo com os procedimentos de estudos, realizamos leitura e discussão de parte do volume V dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que compreende: História e Geografia, buscando compreender como os referidos conceitos são abordados nesse documento e quais as suas implicações na ação educativa, no momento de acolher com carinho e conversar sobre a morte, com o intuito de ajudar os educandos quando estiverem passando por situações de perdas. Os resultados apontaram maior participação, questionamentos e interesse significativo dos alunos pela temática em evidência. Essa prática configurou-se, como um momento ímpar na aquisição de novos conhecimentos que culminaram na adição de outros elementos teóricos para a pesquisa em andamento e para o amadurecimento intelectual necessário ao ingresso de uma carreira acadêmica.

Conforme estabelecido desde o início das atividades junto aos discentes, aquele espaço seria de descobertas, de discussão e de aquisição de novos conhecimentos tanto para eles quanto para a estagiária. Mesmo tendo nos colocado na condição de aprendiz, sentimos a acolhida dos alunos do curso de Pedagogia, que em todas as situações didáticas procuraram participar e levar com seriedade este momento tão importante para os envolvidos.

Reiteramos a relevância desse tema na atividade curricular para os alunos em formação no exercício da pesquisa e docência da Educação Fundamental. É preciso tratá-lo como fato presente na vida humana e transmiti-lo às crianças, através da elaboração de conceitos significativos de vida e de morte, mais coerentes e pertinentes com o real, como sugerem (MATURANO apud SILVA, 2003; KOVÁCS, 2003a; 2003b).

Com esse pensamento, proponho como questões para minha investigação: Em que situações cotidianas na sala de aula, o conceito morte se faz presente e como professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental o abordam em sua prática docente? Como essas professoras se comportam didático-pedagogicamente quando a

Benzer Belgeler