SYBDÖ II puan ortalaması
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6. SONUÇ VE ÖNERİLER
Para a análise de acumulação das capacidades tecnológicas inovadoras, foi utilizada uma estrutura inspirada em Lall (1992), Figueiredo (2001) e Urzúa (2013). Lall (1992) criou um modelo no qual as capacidades tecnológicas de uma empresa são
categorizadas por funções e sugere que a acumulação é processada a partir das categorias mais simples para as mais complexas. Posteriormente, Figueiredo (2001) adaptou empiricamente o modelo proposto por Lall e outros autores para melhor explicitar as diferenças entre empresas da indústria siderúrgica, em termos da maneira e taxa (tempo) de acumulação de capacidades tecnológicas. Urzúa (2013), por sua vez, criou uma taxonomia específica para a indústria de conhecimento intensivo em serviços de mineração (KIMS), que devido à proximidade entre este setor e a indústria de mineração, serviu de inspiração para a taxonomia aqui desenvolvida, pois muitas atividades desenvolvidas por fornecedores muitas vezes são realizadas dentro das empresas mineradoras pelas próprias mineradoras.
O Quadro 1 apresenta a escala de mensuração de capacidades tecnológicas na indústria de mineração com exemplos ilustrativos das atividades que expressam as funções (áreas tecnológicas), os níveis e tipos de capacidade tecnológica, este último diferenciado em capacidade de produção e capacidade de inovação. A primeira refere-se à capacidade para usar e operar tecnologias existentes, a última refere-se à capacidade para gerar e gerenciar a mudança técnica (Ariffin, 2000).
As funções ou áreas tecnológicas da mineração para esta proposta de pesquisa são: (i) pesquisa e prospecção, que inclui atividades que conduzem à descoberta de recursos e de estudos de depósitos minerais; (ii) lavra, que consiste nas atividades de remoção do mineral de interesse da rocha hospedeira ou matriz; e (iii) processamento mineral, que envolve separar o mineral dos resíduos, removendo as impurezas para posterior refinamento.
Já os níveis de capacidades tecnológicas estão associados com o grau de novidade e complexidade das atividades tecnológicas que as empresas podem desempenhar. Baseando-se em Figueiredo (2001), Bell and Figueiredo (2012) e Urzúa (2013) os níveis são:
Nível 1 – Produção básica: Capacidade para usar tecnologias existentes com grau de
eficiência e qualidade local.
Nível 2 – Produção avançada: Capacidade para usar tecnologias existentes com base
Nível 3 – Inovação básica: Capacidade para implementar atividades tecnológicas a
base de pequenas adaptações e melhorias de tecnologias existentes.
Nível 4 – Inovação intermediária: Capacidade para implementar atividades
inovadoras de natureza incremental a partir de mudanças complexas geralmente baseada em engenharia e de estratégia tecnológica de seguidor.
Nível 5 – Inovação avançada: Capacidade para implementar atividades inovadoras de
natureza similar aos líderes globais em inovação dentro de uma trajetória tecnológica existente.
Nível 6 – Inovação de liderança mundial: Capacidade de implementar atividades
inovadoras em tecnologias com grau de novidade mundial e que provocam impacto disruptivo no modelo de negócio, ambiente competitivo ou abrem oportunidades para entrada em novos negócios e/ou abrem novos segmentos na fronteira tecnológica internacional de inovação (novas trajetórias).
Cabe ressaltar que a escala do Quadro 1 foi adaptada dos modelos originais à indústria
de mineração por meio de evidências fornecidas por empresas do setor, professores e pesquisadores da área mineral, além de materiais técnicos sobre a indústria de mineração. Para a validação final da métrica foram realizadas adaptações a partir de: (i) discussão junto a professores da área de mineração; (ii) discussão junto a colaboradores e ex-colaboradores de empresas mineradoras como: VALE, Votorantim Metais, BHP Billiton (subsidiária do Chile) e Rio Tinto e profissionais de empresas fornecedoras, como a HP e a 3M; e (iii) das evidências coletadas e do conhecimento adquirido pelo pesquisador após a realização final das atividades de campo e de levantamento de dados secundários.
Além disso, o fato da métrica de mensuração apresentar níveis ou estágios de acumulação de capacidades tecnológicas, não se assume que todas as organizações construam suas capacidades tecnológicas de forma linear ou sequenciada. A métrica de mensuração de capacidades tecnológicas provê a base para descrever duas trajetórias de desenvolvimento tecnológico: a primeira relacionada a capacidade de produção e a segunda relacionada a capacidade de inovação. Com vista a calibrar os níveis de capacidade tecnológica o Quadro 2 apresenta uma equivalência entre a métrica de mensuração de capacidades tecnológicas desta pesquisa e da pesquisa de Urzúa (2013).
Quadro 1. Escala para mensuração das capacidades tecnológicas Tipos e Níveis de Capacidades
Tecnológicas
Áreas tecnológicas e atividades relacionadas
Prospecção e Pesquisa Mineral Lavra Processamento mineral
C a p a ci d a d e d e In o v a çã o C ap ac id ad e p ar a g er ar e g er en ci ar a m u d an ça t ec n o ló g ic a Nível 6 – Capacidade de Inovação de Liderança Mundial Capacidade para realizar atividades inovadoras e/ou
criar tecnologias de ponta (cutting-edge innovation)
novas para o mundo
Capacidade para realizar atividades inovadoras e/ou criar novas tecnologias em prospecção e pesquisa mineral à base de P&D básico e aplicado realizado internamente ou em parceria com grau de novidade mundial e que provocam impacto disruptivo no modelo de negócio, ambiente competitivo ou abrem oportunidades para entrada em novos negócios, como por exemplo: Pesquisa básica relacionada a sistemas de interpretação geológica; P&D básico em inversão 3D para a exploração mineral.
Capacidade para realizar atividades inovadoras e/ou criar novas tecnologias em lavra à base de P&D básico e aplicado realizado internamente ou em parceria com grau de novidade mundial e que provocam impacto disruptivo no modelo de negócio, ambiente competitivo ou abrem oportunidades para entrada em novos negócios, como por exemplo: Pesquisa básica para novos sistemas de perfuração de rochas; P&D básico em sistema a laser para perfuração de rochas; P&D básico em lixiviação in situ; P&D básico em tecnologias de automação.
Capacidade para realizar atividades inovadoras e/ou criar novas tecnologias em processamento mineral à base de P&D básico e aplicado realizado internamente ou em parceria com grau de novidade mundial e que provocam impacto disruptivo no modelo de negócio, ambiente competitivo ou abrem oportunidades para entrada em novos negócios, como por exemplo: P&D básico em nanotecnologia; P&D básico em modelagem e simulação do comportamento de partículas durante o processo de flotação; P&D básico em biolixiviação.
Nível 5 – Capacidade de
inovação avançada Capacidade para realizar atividades inovadoras de natureza similar aos líderes
globais
Capacidade para realizar modificações complexas e/ou criar novas tecnologias à base de P&D aplicado realizado internamente ou em parceria em tecnologias de prospecção e pesquisa mineral, como por exemplo: P&D aplicado para geração de modelos prospectivos; P&D aplicado em metodologias de exploração mineral.
Capacidade para realizar modificações complexas e/ou criar novas tecnologias à base de P&D aplicado realizado internamente ou em parceria em tecnologias de lavra, como por exemplo: P&D aplicado em fragmentação de rochas; P&D aplicado em implementação de equipamentos autônomos.
Capacidade para realizar modificações complexas e/ou criar novas tecnologias à base de P&D aplicado realizado
internamente ou em parceria em tecnologias de
processamento mineral, como por exemplo: P&D aplicado para desenvolvimento de novos tipos de pelotas; P&D aplicado em técnicas de caracterização mineral.
Nível 4 – Capacidade de
Inovação Intermediária Capacidade para realizar atividades melhorias e modificações complexas de
natureza incremental
Capacidade para realizar modificações complexas e/ou criar novas tecnologias de prospecção e pesquisa mineral a partir de atividades de desenvolvimento baseado em engenharia e experimentações realizadas internamente ou em parcerias, como por exemplo: adaptação e implementação baseada em engenharia de tecnologia de perfuração; adaptações e experimentações de metodologias de gerenciamento de projetos minerais.
Capacidade para realizar modificações e/ou criar novas tecnologias de lavra a partir de atividades de
desenvolvimento baseado em engenharia e
experimentações realizadas internamente ou em parcerias, como por exemplo: adaptação e implementação baseada em engenharia de equipamentos de transporte de minérios.
Capacidade para realizar modificações e/ou criar novas tecnologias de processamento mineral a partir de atividades
de desenvolvimento baseado em engenharia e
experimentações realizadas internamente ou em parcerias,
como por exemplo: realização de atividades de
dimensionamento de usinas baseadas em engenharia; desenvolvimento e implantação de rota SAG.
Nível 3 – Capacidade de
Inovação Básica Capacidade para implementar
atividades tecnológicas a base de pequenas adaptações
e melhorias em tecnologias dominantes.
Capacidade para realizar pequenas adaptações/melhorias internamente ou em parceria em tecnologias de prospecção e pesquisa mineral, como por exemplo: pequenas adaptações na análise interpretativa de método por escavações, melhoria no conteúdo programático e interpretativo de métodos de prospecção e pesquisa mineral.
Capacidade para realizar pequenas adaptações/melhorias internamente ou em parceria em tecnologias de lavra, como por exemplo: pequenas melhorias nos equipamentos de lavra como escavadeiras e caminhões por meio de atividades de manutenção.
Capacidade para realizar pequenas adaptações/melhorias
internamente ou em parceria em tecnologias de
processamento mineral, como por exemplo: melhorias no balanço metalúrgico; melhorias nas atividades de moagem.
C a p a ci d a d e d e P ro d u çã o C ap ac id ad es p ar a u sar e o p er ar te cn o lo g ia s ex is te n te s Nível 2 – Capacidade de Produção Avançada Capacidade para usar tecnologias existentes com
base em níveis globais de eficiência e qualidade.
Capacidade de executar atividades operacionais de prospecção e pesquisa mineral baseadas em tecnologias dominantes com níveis globais de eficiência e qualidade, como por exemplo: condução da pesquisa mineral a partir da caracterização de ambiente metalogenético tendo como base o contexto geológico, geotectônico, geoquímico e/ou geofísico de uma área.
Capacidade de executar atividades operacionais de lavra baseadas em tecnologias dominantes com níveis globais de eficiência e qualidade, como por exemplo: uso de equipamentos e processos adequados à escala de lavra estabelecida; realização das atividades de lavra atendendo às normas ambientais e de qualidade estabelecidas por certificação.
Capacidade de executar atividades operacionais de
processamento mineral baseadas em tecnologias dominantes com níveis globais de eficiência e qualidade, como por exemplo: realização de atividades de processamento mineral com controle da qualidade do minério e atendimento das especificações dos clientes.
Nível 1 – Capacidade de
Produção Básica Capacidade para usar tecnologias existentes com grau de eficiência e qualidade
local.
Capacidade de realizar atividades operacionais de prospecção e pesquisa mineral baseadas em tecnologias dominantes (não há alcance de níveis de eficiência e qualidade globais), como por exemplo: condução da pesquisa mineral a partir de um forte indício geológico tipo associação litológica ou ocorrências existentes nas proximidades de uma jazida ou mina.
Capacidade de realizar atividades operacionais de lavra baseadas em tecnologias dominantes (não há alcance de níveis de eficiência e qualidade globais), como por exemplo: realização de atividades de perfuração e desmonte de maneira não padronizada.
Capacidade de realizar atividades operacionais de
processamento mineral baseadas em tecnologias dominantes (não há alcance de níveis de eficiência e qualidade globais), como por exemplo: uso de processo de britagem sem atendimento padronizado das especificações dos clientes. Fonte: Adaptado de Figueiredo (2001) e Urzúa (2013). Elaboração própria baseada em dados da pesquisa.
Quadro 2. Comparação da métrica de mensuração dos níveis de capacidade tecnológica em Urzúa (2013) e nesta pesquisa
Métrica de Mensuração dos Níveis de Capacidades Tecnológicas em Urzúa
(2013)
Métrica de Mensuração dos Níveis de Capacidades Tecnológicas nesta Pesquisa
Nível 1
Operador de tecnologia existente; Gerenciamento rotineiro de produção de
bens / serviços.
Nível 1
Capacidade para usar tecnologias existentes com grau de eficiência e qualidade local.
Nível 2
Usuário avançado de tecnologias existentes;
Gerenciamento e controle de processos, incluindo pequenas melhorias.
Nível 2
Capacidade para usar tecnologias existentes com base em níveis globais de eficiência e qualidade.
Nível 3
Capacidade para implementar atividades tecnológicas a base de pequenas adaptações e melhorias de tecnologias existentes.
Nível 3
Instalação de equipamentos / tecnologias de ponta;
Melhoria incremental da qualidade e pequenas adaptações;
Alteração do estoque existente através de suporte tecnológico e serviços de engenharia;
Desenvolvimento de curto prazo de produto / processo.
Nível 2
Capacidade para usar tecnologias existentes com base em níveis globais de eficiência e qualidade.
Nível 3
Capacidade para implementar atividades tecnológicas a base de pequenas adaptações e melhorias de tecnologias existentes.
Nível 4
Capacidade para implementar atividades tecnológicas a base de pequenas adaptações e melhorias de tecnologias existentes.
Nível 4
Design e engenharia de produto / processo;
Desenvolvimento a médio prazo do produto / processo e protótipos.
Nível 4
Capacidade para implementar atividades tecnológicas a base de pequenas adaptações e melhorias de tecnologias existentes.
Nível 5
Capacidade para implementar atividades inovadoras próximas da fronteira tecnológica internacional dentro de uma trajetória tecnológica existente.
Nível 5
Desenvolvimento de pesquisa de longo prazo;
Pesquisa básica.
Nível 6
Capacidade de implementar atividades inovadoras com base em P&D de classe mundial para empurrar ou abrir novos segmentos na fronteira tecnológica internacional de inovação.
Fonte: Elaborado pela autora com base em Urzúa
Conforme apresentado no Quadro 2, esta pesquisa adapta e expande a métrica de mensuração dos níveis de capacidades tecnológicas de Urzúa (2013) apresentando uma classificação mais ampliada das atividades relacionadas à capacidade de produção (Níveis 1 e 2) e das atividades tecnológicas próximas a fronteira de inovação (Nível 5 e 6). Devido a essa ampliação a métrica de mensuração dos níveis de capacidade
tecnológica aqui proposta apresenta 6 (seis) níveis, enquanto o trabalho de Urzúa (2013) apresenta 5 (cinco) níveis. Além disso, o trabalho de Urzúa utilizou duas funções para análise dos níveis de capacidade tecnológica: (i) processo de produção de produtos / serviços; e (ii) produtos / serviços, enquanto esta pesquisa utilizou 3 (três) áreas tecnológicas: (i) prospecção e pesquisa mineral; (ii) lavra; e (iii) processamento mineral. É importante ressaltar aqui que diferentemente deste trabalho que está focado em empresas de mineração, o trabalho de Urzúa (2013) analisou empresas fornecedoras da mineração.