Jeotermal Enerji SemineriKule Donanım Halatı
4. SONDAJ AKIŞKANLARI
4.3. Sondaj Akışkanlarının Temel Özellikleri
Os fatores que influenciam a escolha, a compra e o consumo de determinados alimentos são muito variados e podem compor um processo extremamente complexo. Além das características sócio-demográficas (gênero, idade, renda, por exemplo), tradicionalmente utilizadas em pesquisa para justificar as diferenças percebidas entre indivíduos, o conhecimento, as atitudes, as preocupações e as crenças têm explicado grande parte das variações no processo de compra de alimentos. Assim, o consumo de alimentos parece ser permeado não apenas por aspectos fisiológicos (e ancestrais), mas também por influências culturais e psicossomáticas (BARCELLOS, 2002).
As características do consumidor, atitudes, comportamentos, necessidades e desejos, são analisadas através do estudo de como as pessoas ou grupos de pessoas selecionam, compram e usam produtos para satisfazer suas necessidades e desejos. No processo de compra, cada indivíduo dos diferentes núcleos familiares assume papéis de compra distintos, assim, tem-se: o iniciador que sente a falta do produto e sugere sua compra; o influenciador que tem pontos de vista e influencia a compra; o “decisor” que decide se deve comprar; o que deve comprar, o quanto, quando e onde comprar, o comprador que realiza a compra e o usuário que consome o produto (KOTLER, 1998 apud GARCIA, 2003).
Segundo Motta (2004) atitude do consumidor pode ser entendida como um processo psicológico que determina uma predisposição, favorável ou não, a algum objeto, e que, em boa parte dos casos, antecede o comportamento.
Segundo ENGEL, BLACKWELL e MINIARD (2000) são três os componentes da atitude, ou seja: o cognitivo que expressa crenças, o afetivo que está ligado aos sentimentos e os conativos que são as intenções comportamentais, e segundo estes mesmos autores, existe interações, positivas ou negativas, entre estes componentes.
SHETH, MITTAL e NEWMAN (2001), afirmam que os três componentes da atitude influenciam uns aos outros de forma hierarquizada, sendo três formas possíveis de hierarquização, ou seja, a do aprendizado, no qual o indivíduo, primeiramente, aprende sobre o objeto, pensa a respeito dele, para depois desenvolver algum sentimento, e por fim, age; a
emocional, em que o indivíduo, em primeiro plano desenvolve afeto (sentimento) em relação a um objeto, comporta-se em relação a ele, para, só então, agregar informações apreendidas à sua estrutura cognitiva; e a de baixo envolvimento, na qual o indivíduo age, desenvolve afeto e, em última instância, pensa a respeito do objeto, que inicialmente foi alvo de comportamento.
Souki et al. (2003), elaboraram um modelo teórico de análise do processo de decisão de compra dos consumidores de carne bovina. Assim, o processo de decisão de compra dos consumidores de carne bovina passa pelo reconhecimento da necessidade de compra, busca de informações, análise das alternativas que antecedem a compra, decisão de compra, compra e avaliação pós-compra. Tal processo é influenciado por fatores sociais, pessoais, culturais e psicológicos, além de diversos atributos da carne bovina.
Portanto, dentre os fatores pessoais, no modelo proposto, destacam-se as influências do sexo, do estado civil, da idade, da renda, do nível de escolaridade dos consumidores e do tempo diário dedicado ao trabalho. Finalmente, no que tange aos atributos da carne bovina, foram analisadas a higiene, a aparência, o frescor, a maciez, a suculência, o odor, a cor, o sabor, a porcentagem de gordura, o nível de colesterol, a camada de gordura na superfície, o marmoreio, qualidade nutricional, o rendimento, a versatilidade, a embalagem, a facilidade de armazenamento e preparo e ausência de resíduos - antibióticos, anabolizantes, corantes, etc. (SOUKI et al., 2003).
Figueiredo e Csillag (2010) levantaram o conjunto de atributos da carne bovina valorizados pelo consumidor (Quadro 2). Após um exercício analítico, em que tomam como referência o conjunto de alimentos funcionais e hedônicos, estes autores concluem que a carne bovina pode ser classificada como um bem de crença (credence good), quando avaliada pelo prisma funcional ou um bem de busca (search good) ou de experiência (experience good) quando avaliada pelo prisma hedônico, ou seja, pelos atributos intrínsecos.
Atributo Definição
Ausência de gordura Ausência de partes visíveis de gordura (capa) no corte da carne Baixo preço Menor expressão monetária do valor de uma dada quantidade de carne.
Bem-estar animal Garantia de que o processo produtivo, antes do abate, não engloba procedimentos que causam restrições das condições naturais de desenvolvimento do animal e dor excessiva.
Conveniência Disponibilidade do produto em cortes caracterizados pela facilidade de preparação, aliado à capacidade de ser rapidamente consumido após o preparo doméstico realizado pelo consumidor.
Cor Impressão que as diferentes variedades de luz, após contato com a carne, irão produzir nos órgãos visuais.
Maciez Suavidade do alimento durante a mastigação.
Marmoreio Gordura entremeada no músculo, evidenciada no corte do produto. Odor Sensação produzida no sentido do olfato pela carne.
País de origem Identificação do país onde ocorreu a primeira etapa de manufatura do alimento. Preocupação ambiental O processo produtivo necessário para a produção da carne não apresenta riscos ao
meio ambiente, e nem às gerações futuras.
Rotulagem Toda inscrição, legenda ou imagem ou, toda matéria descritiva ou gráfica, que esteja escrita, impressa, estampada, gravada ou colocada sobre a embalagem do alimento, contendo informações nutricionais e outras informações complementares.
Sabor Sensação produzida pela carne nas papilas gustativas.
Saúde Ausência de elementos que podem ser inadequados ao organismo humano, quando consumidos em grandes quantidades e frequentemente, tais como gordura e ácidos graxos insaturados.
Segurança Ausência de elementos que podem ser tóxicos ao organismo humano, mesmo em pequenas quantidades, tais como zoonoses e antibióticos.
Suculência Abundância líquida de proteínas, que garantam a suculência e palatabilidade da carne. Quadro 2. Conjunto de atributos da carne bovina valorizados pelo consumidor.
Fonte: Figueiredo e Csillag, 2010.