C- Bilişim sistemlerinde arama, kopyalama ve el koyma işleminin şartları
2. Somut delillere dayanan kuvvetli şüphe sebeplerinin varlığı
A Teoria Institucional possui uma natureza primordialmente sociológica, como indicado, e muitos conceitos usados na análise organizacional, conseqüentemente, receberam essa influência como legado. Instituição e institucionalização são exemplos claros desse fato.
Estes são dois construtos entrelaçados, um implicado no outro. Enquanto o primeiro remete à idéia de um estado ou resultado, o outro consiste em uma dinâmica ou um processo. No entanto, seria ingênuo e limitante classificá-los dessa forma sem maior aprofundamento. Jepperson (1991) indica que eles têm sido usados de forma vaga e indiscriminada e, por esse motivo, “instituição”, por exemplo, apresenta diversos significados nas abordagens dos estudiosos. Cada autor pode dar o sentido mais ajustado dentro dos pressupostos assumidos.
Em geral, para Jepperson (1991), instituições devem ser interpretadas como uma ordem ou padrão social, mas não devem ser categorizadas como efeito ambiental ou tampouco associada a elementos culturais. A Institucionalização seria o processo pelo qual as instituições são construídas, com vistas a alcançar um estado ou propriedade desejados.
Russo (2001) trata instituições exclusivamente sob o enfoque normativo e regulatório, em que regras formais e informais existem para prescrever e regular o comportamento social. Johnson (1973) complementa que algumas regras são mais importantes do que outras para viabilizar as
interações sociais e, ainda, que normas sociais que operam em um grupo podem não funcionar em outro.
Assim, instituições podem operar como disciplina, quando regras – tácitas ou expressas – restringem ou regulam a ação humana. Todavia, como observa Jepperson (1991), também pode funcionar como elemento orientador da ação humana, pois essas mesmas regras oferecem uma referência de comportamento a um grupo social. O indivíduo pode não só agir em conformidade com essas regras, mas também esperar algumas reações supostamente previsíveis de uma outra pessoa, o que produz uma sensação de conforto e segurança. Conseqüentemente, essas referências fornecem um sentido de identidade ao grupo que as adota, produzindo, ainda, coesão grupal.
Jepperson (1991) salienta que na sociologia o termo apresenta o mesmo entendimento de “regras do jogo”, denunciando a face política das instituições. As pessoas envolvidas estão mobilizadas para atender a seus interesses, e as instituições serviriam para delimitar as possibilidades de um indivíduo em relação ao outro nessa busca. Instituições, nesse sentido, viabilizariam o laço social. North (1994 , p. 2) sintetiza esse pensamento em sua definição de instituições: “constrangimentos imaginários humanos que estruturam a interação humana”.
Em artigo mais recente, Zilber (2002) explora o conceito de instituição e institucionalização sob uma perspectiva cognitiva:
“Instituições são procedimentos e práticas, acompanhados por seus significados compartilhados, acionados ou percebidos, pelos membros de uma organização. Instituições resultam da interação social entre atores, mas elas adquirem o status de realidade e sua origem social é esquecida” (ZILBER, 2002, p. 234).
Numa sociedade ou grupo social tido como institucionalizado, as instituições adquirem o status de incontestáveis, o que lhes dá poder suficiente para controlar o comportamento sem
necessidade de usar mecanismos explícitos de coerção ou convencimento. Uma vez institucionalizadas, as instituições são reproduzidas e reforçadas por seus atores, que automaticamente as percebem e reconhecem como válidas e legítimas. A troca social, nesse sentido, sustenta as instituições, uma vez que os indivíduos necessitam a aceitação do grupo. Os discursos tendem a ser mais uniformes num grupo fortemente institucionalizado. E é nesse sentido de Zilber (2002) que a instituição é usada nesta tese.
2.2.1.1 O processo de institucionalização
Scott (1987) apresenta a institucionalização como um processo de adaptação a valores que são infundidos pela interação social. Scott (1987) atenta para o fato de que a proposta de Selznick (1957) contém a idéia de permanência da organização ao longo do tempo. Após a institucionalização dos valores, as práticas organizacionais assumem um sentido maior que os interesses utilitários, imprimindo uma diferenciação na organização.
Um segundo significado da institucionalização está baseado no trabalho de Berger & Luckmann (1976), em que a premissa central é a realidade social sendo uma contínua construção do homem. A ordem social seria resultado não só da ação individual, mas da interpretação conjunta e compartilhada dessa ação.
A institucionalização é definida, conforme essa visão, como um processo de repetição de ações cujos significados sejam semelhantes perante um grupo de atores sociais. Evidencia-se que essa produção vai depender do grupo do qual está se considerando, uma vez que cada um possui pressupostos específicos. Nesse sentido, a história de cada grupo faz parte dessa construção social.
A institucionalização apresenta três momentos, segundo Berger & Luckmann (1976): a externalização, a objetivação e a internalização. A primeira fase se refere a uma ação que é externalizada pelo grupo, ou seja, é produzida por ele. Na interação estão subentendidas expectativas, obrigações, projeções de resultados, interesses.
A dimensão relacional também seria responsável pelo processo de objetivação, segunda fase da institucionalização. A objetivação diz respeito à interpretação dessa ação como externa à realidade individual: é quando os atores se dão conta de que a ação não pertence apenas ao universo do indivíduo, mas ao grupo.
Para Berger & Luckmann (1976), graças ao hábito não há necessidade de redefinições dos significados na ação social. Estes já estão embutidos na ação habitual, construída num processo histórico de significações. No entanto, se focarmos apenas o hábito, o conceito parece estar congelado. Rituais e rotinas sem significados não podem receber o nome de instituição. A instituição está atravessada por sentidos e significados para o grupo que a constitui. E por isso tem o poder de constituir o sujeito e ser constituída por eles. A institucionalização faz parte do processo de construção de uma identidade do grupo e para com o grupo.
A última fase do processo de institucionalização ocorre quando a realidade objetificada é incorporada pelo grupo, passando a fazer parte das estruturas de significação.
Alves (2002) observa que no início de um novo conjunto de práticas não existe a legitimidade. Gerada uma inovação e formalizadas as conseqüentes novas práticas, é que se partiria para a disseminação no ambiente. As organizações que vão adotando tais práticas, ao mesmo tempo em que as validam, elas o fazem porque (seus membros) as percebem como válidas e como detentoras do poder de legitimar quem as adota.
Como se observa, é um fluxo contínuo, que não ocorre em mão única, mas num fluxo que não tem início ou fim. Cabe ressaltar que as trocas sociais não ocorrem de maneira previsível, determinística e contínua. Observam-se, durante a interação social, uma série de “idas e vindas” na interpretação, ainda que não totalmente conscientes, em que os atores avaliam e reavaliam a validade das instituições. Essas revisões atuam como um processo iterativo9, em que as repetições não são ordenadas ou lineares, mas se apresentam aleatoriamente e sem previsibilidade. Nesse contexto instável, o status quo pode ser modificado e instituições serem questionadas e fragilizadas. É interessante destacar, ainda, que no primeiro movimento de mudança, aparentemente, pode-se crer que é a racionalidade instrumental-utilitária que orienta. Depois de institucionalizada é que a racionalidade subjetiva-institucional toma a frente do processo.
Enfatizando também a dimensão cognitiva, está a contribuição de Tolbert & Zucker (1999), em que a institucionalização está associada à conformidade com os aspectos tomados como certos e normais no dia a dia. Atua no sentido de produzir uma compreensão comum sobre o que é apropriado e significativo em termos de pensamento, comportamento, atitude e ação.
A respeito dessa proposta, Lindner & Rittberger (2003) coadunam com a visão cognitiva, ao estudar em separado as fases de criação, interpretação e contestação das instituições. Eles fazem uma análise da institucionalização partindo do pressuposto de que os “executores” ou os que “operam” as instituições são atores diferentes de seus “criadores”. Os autores citados objetivam dar sentido à evolução institucional.
Tomando em conta essa visão bidimensional (cognitiva e social) se entende a institucionalização nesta pesquisa, tendo como pano de fundo a premissa construtivista e
interpretativista-simbólica da realidade. Os processos de institucionalização devem ser entendidos, então, principalmente dentro de um contexto social. A seguir apresentam-se os ambientes constitutivos de um campo institucional, complementando esta idéia.