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Soft Örtü Tabanlı Rough Kümelerin Tıp Alanında Bir Uygulaması

5. SOFT ÖRTÜ TABANLI ROUGH KÜMELER VE TIP ALANINDA BİR

5.3. Soft Örtü Tabanlı Rough Kümelerin Tıp Alanında Bir Uygulaması

Para fins comparativos, procedemos a análise acústica dos 252 itens experimentais criados para a aplicação do teste de self-paced listening em PB. Mantivemos os mesmos parâmetros de análise utilizados nas tarefas de produção (capítulo 4) e na análise acústica dos itens experimentais em PE (seção 6.3) que foram: a divisão da sentença em constituintes prosódicos hierárquicos; a marcação entoacional e os efeitos de duração associados às fronteiras de sintagmas entoacionais.

57 No anexo 5, pode ser visto um cabeçalho de script com os comandos de montagem do testes de self-paced listening utilizando o programa DMDX.

Os itens do PB, assim como os do PE, foram divididos em dois sintagmas entoacionais, com duas posições de fronteira diferentes: nas sentenças de condição prosódica GP, a fronteira de I acontece após o SN ambíguo, i.e., no fragmento 2; nas sentenças de condição prosódica Re, a fronteira acontece no fragmento 1 que termina com um verbo para as frases do tipo sintático 1 e com um nome, na função de OD, nas frases do tipo sintático 2. Para os itens na versão LC, a prosódia “errada” tem um fronteira de I após o verbo, no fragmento 1 e na prosódia “correta” a fronteira de I acontece no SN em posição ambígua, i.e., no fragmento 2.

A marcação entoacional do PB ficou dividida entre dois tipos de acentos tonais: 51% dos itens apresentaram acento tonal do tipo L+H* (129 ocorrências), os outros 49% apresentaram acento tonal H+L* (123 ocorrências). No tom fronteira, tivemos uma prevalência do tom baixo (L%), com 94% das ocorrências (237 itens) e apenas 6% (15 itens) de ocorrência de tom alto (H%). A combinação destes 4 elementos resultou em 4 conjuntos tonais, assim distribuídos: H+L* L% (120 ocorrências); H+L* H% (3 ocorrências); L+H* L% (117 ocorrências) e L+H* H% (12 ocorrências). A variação entre os dois acentos tonais se deu igualmente nas duas condições prosódicas, não havendo a prevalência de um deles em nenhuma das duas condições. Vejamos, abaixo, os exemplos de ocorrências dos acentos tonais:

Time (s) 0 0.7782 P it c h ( m e l) 0 500 L+ H* L% os a- lu- nos Time (s) 0 0.5913 P it c h ( m e l) 0 500 L+ H* L%

co- rre- ram

Ilustração 12: Acento tonal L+H*, seguido de tom fronteira L% na condição prosódia GP (esquerda, frase 121) e na condição prosódia Re (direita, frase 4122), no PB.59

59 Frase 121: À medida que João escrevia os alunos discutiam na mesa do professor. Frase 4122: Depois que os atletas correram as camisas ficaram ensopadas de suor.

Time (s) 0 1.089 P it c h ( m e l) 0 500 L+ H* H% as mú- si- cas Time (s) 0 0.9625 P it c h ( m e l) 0 500 L+ H* H% a- plau- di- a

Ilustração 13: Acento tonal L+H*, seguido de tom fronteira H% na condição prosódia GP (esquerda, frase 711) e na condição prosódia Re (direita, frase 1422), no PB.60

Time (s) 0 0.6286 P it ch ( m el ) 0 500 H+ L* L% e a me- sa Time (s) 0 0.6895 P it c h ( m e l) 0 500 H+ L* L% Gus- ta- vo

Ilustração 14: Acento tonal H+L*, seguido de tom fronteira L% na condição prosódia GP (esquerda, frase 2721) e na condição prosódia Re (direita, frase 2722), no PB.61

Time (s) 0 0.8251 P it c h ( m el ) 0 500 H+ L* H%

cos- tu- ra- va

Ilustração 15: Acento tonal H+L*, seguido de tom fronteira H% na condição prosódia Re, frase 1122, no PB.62

60 Frase 711: Por mais que João tentasse ouvir as músicas pareciam distantes para ele. Frase 1422: À medida que a plateia aplaudia a cortina fechava lentamente o palco. 61 Frase 2721: A professora ajudou o Gustavo e a mesa ficou cheia de livros para consulta. Frase 2722: A professora ajudou o Gustavo e a mesa ficou cheia de livros para consulta. 62 Frase: 1122: Enquanto Maria costurava a novela era apresentada na TV.

O conjunto tonal H+L* H% (ver ilustração 15) foi a exceção na distribuição entre as condições prosódicas, ocorrendo somente na condição prosódia Re, em 3 itens.

Se compararmos a marcação entoacional dos itens criados para o self- paced listening (SPL) com os itens lidos espontaneamente na tarefa de produção, veremos que o mesmo padrão de acento tonal é seguido, com uma maior ocorrência do acento tonal L+H*, embora em proporções diferentes. A grande diferença fica por conta da ocorrência do tom fronteira que prevaleceu como alto (H%) na tarefa de produção e como baixo (L%) nos itens criados para o SPL. Essa diferença pode ser explicada pelo caráter enfático da marcação tonal feita na leitura das frases criadas para o teste de self-paced listening. O tom fronteira L% é um marcador típico de fronteira de I em posição de final de enunciado tanto no PB, como no PE e, por isso, tem maior força de “ruptura” do que o tom fronteira H%, que é típico de fronteiras de Is intermediários.

Com relação aos efeitos de duração de alongamento final, das sílabas tônica e pós-tônica em posição de fronteira de I, encontramos diferença significativa entre as médias de duração (em proporção ao trecho considerado, como na análise do PE) tanto da tônica como da pós-tônica em posição de fronteira de I, quando comparadas à posição de não-fronteira. Para esta análise, assim como fizemos para o PE, excluímos os itens que possuíam uma palavra oxítona na posição de fronteira de I avaliada (ex.: girassol, professor, irmã, mãe, avô etc). O total de itens excluídos foi de 26, restando para análise 226 itens.

As sílabas tônicas na posição não-fronteira apresentaram média de duração de 192ms, representando 8,72% do trecho medido. Na posição de fronteira, as tônicas tiveram média de duração de 265ms, o equivalente a 12,26% do trecho medido. No teste T das médias essa diferença foi estatisticamente significante: t(226)=11,911 p<0,001 (pressupostos estatísticos: KST_front=0,073 p=0,193; KST_nãofront =0,040 p=0,200; Levene F(1,226)=0,014 p=0,906). No gráfico abaixo podemos conferir o intervalo de confiança das médias (percentuais) da sílaba tônica em posição de fronteira e não fronteira:

Gráfico 19: Intervalo de confiança das médias percentuais de duração da sílaba tônica, em PB.

As sílabas pós-tônicas na posição de não-fronteira de I apresentaram média de duração de 143ms, 6,18% do trecho medido. Na posição de fronteira de I, a duração média das pós-tônicas subiu para 245ms, equivalendo a 11,21% do trecho medido. Tal diferença foi estatisticamente significante no teste T das médias percentuais de duração: t(226)=14,35 p<0,001 (pressupostos estatísticos: KSposT_front=0,09 p=0,084; KSposT_nãofront=0,063 p=0,200; Levene F(1,226)=0,701 p=0,403). Vejamos o gráfico dos intervalos de confiança das médias:

Gráfico 20: Intervalo de confiança das médias percentuais de duração da sílaba pós-tônica, em PB.

Os achados na análise das durações dos elementos finais de I só corroboram o alongamento duracional como uma característica marcante da fronteira dos sintagmas entoacionais e comprovam a robustez do alongamento

final do elemento pós-tônico na fronteira de I como marca prosódica deste constituinte, mesmo na ausência de pausas silenciosas pós fronteiras.

Com relação ao reforço inicial que investigamos, encontramos resultados divergentes dos achados em Português Europeu. No PB o elemento clítico na margem esquerda de I apresentou um reforço duracional significativamente maior quando comparado ao mesmo elemento na posição de não margem. A duração média do conjunto clítico em margem esquerda de I foi de 153ms, representando 7% do trecho medido; já o mesmo conjunto clítico na posição de não margem obteve média de duração de 119ms, equivalendo a 5,45% do trecho medido. A diferença percentual das durações nas duas posições foi estatisticamente significante no teste T de Student: t(252)=5,869 p<0,001 (pressupostos estatísticos: KSclit_margem=0,065 p=0,200; KSclit_nãomargem=0,049 p=0,200; Levene F(1,252)=0,008 p=0,930).

Gráfico 21: Intervalo de confiança das médias percentuais de duração do conjunto clítico, em PB.

Os resultados aqui encontrados são semelhantes aos achados na análise das sentenças produzidas espontaneamente na tarefa de produção em PE e em PB (em ambos houve reforço duracional signiticativo no conjunto clítico em posição de margem esquerda de I), mas diverge dos resultados dos itens criados para o SPL em PE. Diante de tais resultados, não podemos concluir que o reforço duracional inicial seja uma característica dos sintagmas entoacionais, em geral. Podemos apenas afirmar que sua ocorrência foi registrada na maioria dos dados analisados neste estudo e que uma pesquisa mais aprofundada, com maior controle dos elementos em posição de margem,

por exemplo, precisa ser realizada para chegarmos a resultados mais conclusivos.