• Sonuç bulunamadı

5. SOFT ÖRTÜ TABANLI ROUGH KÜMELER VE TIP ALANINDA BİR

5.2. Soft Örtü Tabanlı Rough Kümeler

Para analisarmos estatisticamente, com testes paramétricos, os tempos de reação na pergunta de fim de frase, foi necessário fazer a transformação dos dados para logaritmos de base 10. Após tal transformação, os dados já apresentaram resultados satisfatórios nos testes dos pressupostos estatísticos, não sendo necessário proceder à normalização por z-score, como foi necessário na análise dos TRs no fragmento crítico. Vejamos, a título de ilustração, os gráficos de distribuição na curva normal dos TRs de resposta do grupo de frases na versão EC, condição Prosódia de reanálise, antes e depois da transformação em Log10:

Gráfico 16: Distribuição dos dados na curva normal, antes e depois da transformação por Log10. TR resposta frases EC, no PE, condição prosódia de reanálise.

As tabelas a seguir mostram os resultados dos testes dos pressupostos estatísticos com os TRs na resposta transformados por Log10, para os 4 grupos de frases na versão EC (T1ECGP, T1ECRe, T2ECGP e T2ECRe):

Kolmogorov-Smirnova

Frases EC - PE

Log_EC_tr5 Statistic df Sig.

T1ECGP ,087 94 ,077

T2ECGP ,078 82 ,200*

T1ECRe ,061 108 ,200*

T2ECRe ,064 114 ,200*

Tabela 29: Resultados do teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov com correção de Lilliefors dos TRs na resposta transformados em log10, frases da versão EC, no PE.

EC-PE

Log_EC_tr5 Levene Statistic df1 df2 Sig.

Based on Mean

6,636 3 394 ,072

Tabela 30: Resultado do Teste de Levene para o TR na resposta transformado em Log10, frases da versão EC, no PE.

Em geral, os tempos de reação foram maiores para responder às perguntas feitas após os itens de prosódia GP do que após os itens de prosódia de reanálise, para as frases na versão EC. Para os dados de respostas de fim de frase houve uma perda maior nos grupos, pois foi necessário excluir da análise as respostas erradas e as respostas aos pares de frases 111x112 e 1211x1212, por apresentarem uma taxa de erro muito elevada (acima de 60%). Tivemos uma perda de 19,2% para as frases do tipo sintático 1 e de 18,3% para as frases de tipo sintático 2.

Vejamos abaixo as frases excluídas e suas opções de escolha na pergunta de fim de frase:

111/112 À medida que João escrevia as mensagens foram lidas por todos da plateia.

*a) a plateia lia as mensagens b) João escrevia as mensagens

1211/1212 Enquanto o Gil caçava os coelhos correram pelo bosque com medo.

a) O Gil caçava os coelhos *b) Os coelhos fugiam de Gil

As opções marcadas com * são aquelas estimadas como corretas para o teste. No entanto, podemos observar que a opção considerada “errada” também é possível de ser inferida, ou mesmo intuída, dentro do contexto das sentenças. Analisando tais sentenças isoladamente e considerando a elevada

taxa de erro (justificável pela “ambiguidade” encontrada nas opções de interpretação), optamos por excluí-las da análise de TR na resposta para que estas não causassem um efeito de item e alterassem o padrão de respostas e de TRs encontrados nos demais itens dos grupos.

A média de tempo de reação na resposta para as frases na condição de prosódia GP foi de 3014ms enquanto a média de TR para as frases na condição de prosódia de reanálise foi de 2389ms. Na anova fatorial 2x2, o efeito principal da prosódia foi significante para a diferença entre as médias tanto na análise por sujeitos como na analise por itens como fatores de randomização: F1(1,59)=26,246 p<0,001; F2(3,46)=23,35 p<0,001. O efeito do tipo sintático também foi significante em ambas as análises: F1(1,59)=18,842 p<0,001; F2(3,46)=12,870 p=0,001. A interação prosódia e tipo sintático foi significante em ambas as análises: F1(1,59)=18,649 p<0,001; F2(3,46)=12,537 p=0,001. Vejamos o gráfico do intervalo de confiança:

Gráfico 17: Intervalo de confiança do TR na resposta, com transformação por Log10, para as frases na versão EC, do PE.

O TR na resposta das frases do tipo sintático 2 (coordenadas) na condição de prosódia GP foi significativamente maior do que os tempos de reação nas demais condições. É interessante observarmos que este resultado é a reprodução do resultado dos tempos de reação ao fragmento crítico para as frases na versão EC. No gráfico 10, na seção 6.4.1, vimos que as frases do tipo sintático 2 se mostraram mais ambíguas para os ouvintes quando na condição

de prosódia GP. Essa maior dificuldade de compreensão sentida pelos ouvintes gerou reflexos no tempo de reação na resposta de fim de frase, promovendo um atraso nas respostas significativamente maior do que nas demais condições.

O teste post hoc de Scheffe confirma nossa análise. A diferença entre os TRs para o tipo sintático 1 nas condições de prosódia GP e prosódia de reanálise não apresentou significância estatística: F(3, 394)=16,628 (T1ECGP vs. T1ECRe p=0,918). Somente a diferença entre as médias de TR das frases de tipo sintático 2 nas condições Prosódia GP e prosódia de reanálise foi estatisticamente significante: F(3, 394)=16,628 (T2ECGP vs. T2ECRe p<0,001).

A estruturação prosódica que contraria a boa estruturação sintática das frases na condição EC foi percebida pelos ouvintes que participaram do experimento e pode ser vista pelo registro dos tempos de reação na resposta de fim de frase. Apesar dessa tarefa ter sido incluída no teste como um artefato para manter a atenção dos informantes e para que eles buscassem a compreensão do que estavam ouvindo, acabamos por encontrar, também nestes dados, resultados que corroboram a influência da prosódia na interpretação. A interação entre a condição prosódica GP e o tipo sintático 2 gerou uma média de TR estatisticamente maior para as frases na condição EC, mostrando-nos que a prosódia incongruente com a estrutura sintática dificulta a tarefa de processamento mental das frases e pode atrasar a compreensão.