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BÖLÜM II: ARAŞTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESİ VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.1. ARAŞTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESİ 1. Bilgi

2.1.6. Siber zorbalık

2.1.6.5. Siber zorbalığı önleme ve müdahale eğitimi

É importante reconhecer as diferenças conceituais e estruturais referentes ao porte das organizações, pois o tamanho das empresas condiciona diferenças de concepção dos RH por parte da sociedade, do governo e do empresariado. Assim, a seguir, é apresentada uma observação referente ao tamanho organizacional, especificamente, às pequenas empresas.

Critérios de classificação por porte das empresas são importantes, pois permitem seu enquadramento dentro dos limites estabelecidos, e com isso o conhecimento dos benefícios e incentivos previstos nas legislações que dispõem, no caso das micro e pequenas, sobre o tratamento diferenciado ao segmento. Alguns incentivos buscam alcançar, por exemplo, prioridades quanto às políticas públicas, o aumento das exportações, a geração de emprego e renda, a diminuição da informalidade dos pequenos negócios, entre outros.

Critérios quantitativos e qualitativos são usados para a conceituação dos diferentes estratos empresariais. Como exemplo de critério quantitativo podemos citar a classificação de tamanho das empresas que considera o número de funcionários, definindo-as, então, pelo porte: pequena, média ou grande. Este é um critério amplamente usado em setores governamentais, universidades e órgãos de pesquisa.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresenta dois critérios de classificação para as empresas de micro e pequeno porte. Um deles é baseado em dados da

receita anual bruta e outro em dados de número de pessoas ocupadas na empresa 1. Os limites atuais de classificação por receita são os seguintes:

- Microempresa: receita bruta anual igual ou inferior a R$ 433.755,14 (quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e quatorze centavos);

- Empresa de Pequeno Porte: receita bruta anual superior a R$ 433.755,14 e igual ou inferior a R$ 2.133.222,00 (dois milhões, cento e trinta e três mil, duzentos e vinte e dois reais).

Atualmente, os critérios acima vêm sendo adotados em diversos programas de crédito do governo federal em apoio às MPE (Micro e Pequenas Empresas) 2. Já os estados,

têm uma gama variada de regulamentos para os pequenos negócios, com uma grande heterogeneidade de conceitos, definidos de acordo com a sua situação econômica e fiscal própria3.

O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) utiliza o conceito de pessoas ocupadas nas empresas, principalmente nos estudos e levantamentos sobre a presença da micro e pequena empresa na economia brasileira, conforme os seguintes números:

- Microempresa: na indústria e construção: até 19 pessoas ocupadas; no comércio e serviços, até 09 pessoas ocupadas;

- Pequena empresa: na indústria e construção: de 20 a 99 pessoas ocupadas; no comércio e serviços, de 10 a 49 pessoas ocupadas.

Nos levantamentos dos censos e pesquisas sócio-econômicas, anuais e mensais, o IBGE também classifica as firmas segundo as faixas de pessoal ocupado total 4.

1 No Estatuto de 1999, o critério adotado para conceituar micro e pequena empresa é a receita bruta anual, cujos

valores foram atualizados pelo Decreto nº 5.028/2004, de 31 de março de 2004, que corrigiu os limites originalmente estabelecidos (R$ 244.000,00 e R$ 1.200.000,00, respectivamente).

2 Importante ressaltar que o regime simplificado de tributação SIMPLES, que é uma lei de cunho estritamente

tributário, adota um critério diferente para enquadrar pequena empresa. Os limites (conforme disposto na Medida Provisória 275/05) são:

- Microempresa: receita bruta anual igual ou inferior a R$ 240.000,00(duzentos e quarenta mil reais);

- Empresa de Pequeno Porte: receita bruta anual superior a R$ 240.000,00(duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais)

3 Os maiores limites de enquadramento são definidos por SP, RS, PR e BA, que adotaram R$ 2.400.000,00 de

receita bruta anual. Os municípios carecem de leis nesse sentido, sendo muito poucos aqueles que contemplam o segmento da MPE com legislações próprias de fomento.

4 O conceito abrange não somente os empregados, mas inclui também os proprietários das empresas, como

forma de se dispor de informações sobre o expressivo número de micro unidades empresariais que não empregam trabalhadores, mas funcionam como importante fator de geração de renda para seus proprietários.

O papel das pequenas empresas vem assumindo crescente importância na economia mundial. No Brasil, respondem pela maior parte dos empregos existentes no país. São responsáveis por 21% do PIB nacional, e estão presentes em diversas cadeias produtivas, desde o fornecimento para grandes empresas de bens intermediários e finais, até a produção de bens de consumo final, tanto para o mercado interno quanto para o externo (KRUGLIANSKAS, 1996).

De acordo com dados do SIMPI (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo) no Brasil, no período entre 1995 e 2000, de cada 100 novos empregos, 96 foram criados nas micro e pequenas empresas, como mostram os dados extraídos do Relatório Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho 5

.

Tabela 4.1 - Empregos em Indústrias no Brasil – 1995/2000.

INDÚSTRIA/ EMPREGO 1995 2000 +/- % Micro – até 4 188.507 216.813 + 28.306 + 15,0 Micro: 5 a 19 591.437 745.096 + 153.659 + 26,0 Pequena: 20 a 99 1.082.581 1.246.082 + 163.506 + 15,1 MICRO E PEQUENA 1.862.525 2.207.991 + 345.456 + 18,5 Média: 100 a 499 1.510.758 1.426.418 (- 84.340) (- 5,6) Grande: mais de 500 1.533.261 1.183.609 (- 349.652) (- 22,8) TOTAL 4.906.524 4.818.018 (- 88.506) (- 1,8) Fonte: SIMPI

Como indicado na tabela 4.1, apenas as micro e pequenas, com até 99 empregados, geraram novos empregos no período considerado na pesquisa. De acordo com a pesquisa, “as demissões nas grandes e médias indústrias estão associadas à incorporação de modernas máquinas para a automação do trabalho, devido à terceirização e em virtude de métodos gerenciais que enxugam a mão-de-obra necessária à produção”(SIMPI). A pesquisa indica ainda que a maior geração de empregos por parte da micro e pequenas empresas é uma tendência histórica que tende a continuar e mesmo se ampliar, no Brasil e no mundo.

5 Note-se que, aqui, não se considera o trabalho informal, que reúne os 56% da População Economicamente

Considerando esta realidade estrutural e continuada, de acordo com a pesquisa, melhores condições de sobrevivência para as micro e pequenas empresas poderiam resultar em uma diminuição das “condições geradoras da miséria que podem ser superadas em prazos relativamente curtos”. E mais, o “emprego gerado pelas pequenas empresas seria uma razão suficiente para que elas estivessem mais bem assistidas em termos de financiamentos e redução de custos tributários e burocráticos”(SIMPI).

A pesquisa mostra ainda que a classificação por tamanho das empresas poderia passar por uma análise crítica, que garantiria informações relevantes quanto aos recursos liberados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) às micro e pequenas empresas e que gerariam a criação de novos postos de trabalho. Veja a tabela 4.2.

Tabela 4.2 - Classificação de empresas conforme Receita Operacional Anual Bruta – R$ mil

Simples Estatuto Exportação BNDES

Micro Até 120 Até 244 Até 720 Até 1.200

Pequena 120 a 1.200 244 a 1.200 720 a 6.300 1.200 a 10.500 Fonte: SIMPI

As médias empresas vão de R$ 10.500 a R$ 60 milhões e as grandes são as que superam a receita de R$ 60 milhões6.

Conforme dados extraídos de um estudo do BNDES comparando as exportações dos Estados Unidos e da Itália, com as do Brasil, existe uma grande diferença em termos percentuais nas exportações das empresas com até 99 empregados. Veja a tabela 4.3:

6 Os cálculos do BNDES para a geração de empregos informam que “(...) os R$ 6.907 milhões, 21% do total,

liberados em 2002 para micro e pequenos criaram 612.000 empregos. Significa um investimento de R$ 11 mil por posto de trabalho, valor muito baixo quando considerados os investimentos necessários a indústrias modernas e competitivas. Se nas pequenas o montante pode ser de R$ 30 mil, por exemplo, por posto de trabalho, nas empresas maiores o valor gira entre R$ 200 mil e R$ 1,5 milhão, sempre dependendo da tecnologia e do ramo de atividade (...)” (Fonte: Portal SIMPI – acesso em 05/07/2006).

Tabela 4.3 - Exportações conforme tamanho das empresas

Tamanho EUA -1992 Itália - 1996 Brasil - 1998

Exportações % % % Micro até 19 11,1 17,4 5,0 Pequenas 20 a 99 8,8 26,2 9,1 Médias 100/499 9,6 25,3 18,3 Grandes – 500+ 70,5 31,2 67,6 Fonte: BNDES

As pequenas empresas enfrentam alguns problemas para exportar. Dentre eles, podem-se destacar as implicações da sua escala de produção, deficiências de capital e dificuldades técnicas e gerenciais, além da grande dificuldade no acesso a informações sobre os mercados externos e suas potencialidades e características. Os custos e organização requeridos para a exportação, que se ampliam se buscados individualmente, muitas vezes tornam-se empecilhos para a entrada das micro e pequenas empresas no mercado externo, ficando o mercado doméstico como a base de escoamento da produção dessas empresas.

Um exemplo de critério qualitativo é apresentado por Dutra e Guagliard (1984, p. 125), quando definem que as empresas pequenas são as que:

• “usam trabalho próprio ou de familiares;

• não possuem administração especializada fora da empresa; • não pertencem a grupos financeiros e econômicos; • não têm produção em escala;

• apresentam condições particulares de atividades reveladoras da exigüidade do negócio;

• têm organizações rudimentares;

• apresentam menos complexidade do equipamento produtivo, causando baixa relação investimento/mão-de-obra;

• são receptoras de mão-de-obra liberada do setor rural;

• são um campo de treinamento de mão-de-obra especializada e da formação de empresários.”

Há também quem defenda a utilização de critérios que contemplem uma combinação de dados quantitativos e qualitativos para a definição do tamanho das empresas. A adoção de determinado critério geralmente reflete a exterioridade que se pretende dar e o objetivo que se pretende alcançar ao estudar uma empresa. O importante é reconhecer que as empresas pequenas, médias e grandes não têm o mesmo comportamento econômico e social.

Drucker (1981, cap. 18), acerca da concepção de tamanho das empresas, afirma que nem sempre o número de funcionários, critério bastante usado para a definição do tamanho das empresas, basta para compreender a estrutura de uma organização. Assim como também não é um pré-requisito que justifica a ação de seus dirigentes, como que a sinalizar as atitudes dos empresários da pequena, média ou grande empresa. As práticas de gestão das empresas passam também por uma análise das questões importantes ao atendimento das necessidades de cada negócio. De forma que, nas palavras do próprio autor, “a estrutura administrativa, especialmente a estrutura da alta administração, é (...) critério de confiança para medirmos o tamanho de uma empresa. Uma empresa é do tamanho da estrutura administrativa que necessita. (p.221)”

Leone (1991, p. 55) afirma que “não existe uma definição universalmente aceita de PME (pequenas e médias empresas), porquanto a noção é ainda puramente relativa (...) É possível que esse denominador comum venha a ser o tamanho do mercado (...) É difícil conceber uma empresa que atenda a um grande mercado, de amplas dimensões econômicas.”

Para melhor compreender as PME, é necessário diferenciá-las das grandes empresas. Algumas variáveis a serem consideradas para tal diferenciação, de acordo com Julien (1997, p. 19-20), passam por questões internas e externas à empresa, como, por exemplo, as funções das PME, geralmente pouco específicas, os elementos de funcionamento das PME (decisões, comportamentos e práticas), e os níveis de decisão (o empreendedor, o meio onde está inserida, e a economia nacional e internacional). Todas essas variáveis estão condicionadas à estratégia de gestão do “proprietário-dirigente”. Apresenta como características das PME: o “tamanho pequeno”, a “centralização da gestão”, a “pouca especialização”, a “estratégia intuitiva e pouco formalizada”, um “sistema de informação interno pouco complexo ou pouco organizado”, e um “sistema de informação externa simples (p.18).”

Benzer Belgeler