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Seyahat Acentalarında Satış Geliştirme Faaliyetlerinin Planlanması

ARACILAR SATIŞ GÜCÜ

2.2.8. Seyahat Acentalarında Satış Geliştirme Faaliyetlerinin Planlanması

Na discussão a respeito do conceito de “assunto” buscou-se restringir ao debate conceitual do termo. No entanto, quando falamos sobre a Catalogação de Assunto e as questões inerentes a ela, uma dificuldade permanece em evidência: como saber em um determinado documento qual é o seu assunto? Ou, como escolher em um documento o assunto ou assuntos que melhor possam representá-lo?

Vale ressaltar que essa dificuldade é existente em todas as propostas de tratamento temático, pois nenhuma conseguiu ser suficientemente clara a esse respeito e dessa forma, mesmo que a vertente da Catalogação de Assunto traga o termo em sua própria nomenclatura, essa

indefinição permeia toda a área da Ciência da Informação e é comum também a outros campos de conhecimento como as Letras, Linguística e Análise do Discurso entre outras.

No entanto, para a nossa área essa é uma dificuldade crucial, pois como afirma Hutchins (1977) o ponto nuclear da Ciência da Informação é justamente determinar “do que trata o documento?”, conforme já apontamos anteriormente.

Diante da dificuldade de lidar com uma definição do conceito de assunto e sua utilidade operacional, tem havido tentativas de sanar essa questão sendo uma delas, o surgimento do conceito de aboutness que tem tomado corpo como uma área significativa de investigações.

Uma dessas investigações foi realizada por Joudrey (2005). Para o autor, a distinção entre assunto e aboutness ocorre a partir do momento em que prefere usar o termo assunto para uma abordagem mais filosófica e interpretativa do conteúdo dos documentos, os quais podem ocasionar diferentes significados.

Já o termo aboutness, é então definido pelo autor como relacionado a uma abordagem pragmática, ou seja, para o processo ou resultado da determinação dos assuntos de um documento.

Essa distinção, embora não consensual, é para Joudrey (2005), apenas puramente conceitual, mas tem sua utilidade já que segundo o autor, a área não tem trabalhado para essa distinção, sendo que na verdade, o foco foi voltado às abordagens pragmáticas de determinação dos conceitos de um documento, enquanto ocorrem escassas tentativas de exploração filosófica da complexa natureza do conceito de assunto.

O trabalho de Beghtol (1986) destaca-se como uma das investigações preocupadas com esse processo de determinação dos conceitos ocorrido durante a análise textual.

A autora realiza um levantamento histórico do desenvolvimento do conceito de aboutness, e aborda a Lingüística Textual e o processamento cognitivo na leitura de documentos através da obra de Van Dijk.

Ressalta Beghtol (1986) a distinção entre o aboutness e os meanings em contraponto às outras propostas sugeridas. Como Boyce que atribui: “topicalidade” e “informativo”. Fairthorne que rotula o aboutness como “extensional” (quando é intrínseco ao documento) e “intensional” (referente ao sentido que lhe é aplicado).

Por sua vez, para Van Dijk seria a “atribuição normal de relevância” quando o tema é intrínseco ao documento e “atribuição diferenciada de relevância” quando se atribui sentidos ao documento.

Hutchins (1977) buscou o aporte da Lingüística Textual para a exploração temática de documentos. E em seu trabalho é importante destacar a noção de tema e rema, cujo tema é aquilo que é enunciado em determinada sentença (segmento comunicativo estático) e o rema é o que se agrega de informação a esse elemento (segmento comunicativo dinâmico).

Embora em termos de nomenclatura o conceito “aboutness” possa ser relativamente novo, o problema por ele expressado é enraizado na história da área. A questão da determinação temática tem sido um alvo de preocupação que acabou sendo explorado por diversos prismas, e assim foi tratado por tema, tópico, ou simplesmente assunto (que por sua vez já possui uma discussão na área).

De qualquer forma, em português o termo “aboutness” não apresentou um consenso quanto á sua tradução e foi tratado como: temacidade, atinência, tematicidade, sobrecidade. Essa diversidade na literatura nacional foi explorada no trabalho de Guedes (2009) no qual foi realizado o levantamento desses termos nos principais periódicos da área.

Neste nosso trabalho adotamos o termo tematicidade seguindo a linha da própria orientadora, que exprime o problema fundamental dessa questão (FUJITA, 2003, p.78):

A tematicidade é pertinente à análise de assunto porque estamos tratando de seu objetivo principal que é a identificação do assunto ou tema mediante análise conceitual composta de identificação e seleção de conceitos. Podemos dizer que o assunto ou tematicidade do documento é o cerne principal e mais carente de esclarecimentos dentro dos estudos em análise documentária.

Na pesquisa de Guedes (2009), as definições de assunto são analisadas em paralelo com o conceito de aboutness, a partir do qual percebe-se uma considerável confusão na literatura entre os dois conceitos e a sua utilização de forma ambígua na literatura nacional.

Vale destacar que embora o tipo de documento mais explorado pela área sejam os técnico- científicos, também há a preocupação com textos literários narrativos como apontam os estudos desenvolvidos por Moraes e Guimarães (2006; 2008), Moraes (2008) e Moraes e Damazo (2008).

Nesses estudos os autores propõem bases epistemológicas e perspectivas metodológicas para identificação do aboutness a partir do percurso gerativo de sentido. Tendo em vista que este

tipo de literatura apresenta uma estrutura tipológica com características distintas de textos técnico-científicos.

Enquanto a distinção clara entre assunto e aboutness não encontrou resultados ainda conclusivos, devido à profusão de definições e opiniões. Os processos relativos à investigação do processo de determinação do assunto, ou determinação do aboutness, indicam o aprofundamento da pesquisa na área cognitiva. Conforme ressaltam os trabalhos de Saurpel (2002); Fujita (2003); Fujita (2009), Fujita, Rubi e Boccato (2009).

Estes estudos tiveram por objetivo analisar o contexto sociocognitivo do profissional catalogador durante o processo de análise de assunto, com o propósito de identificar condutas teórico práticas em bibliotecas universitárias. Os resultados obtidos apontam inexistência de sistematização de metodologias ou condutas profissionais uniformes para a Catalogação de Assunto.

3.4 Síntese dos resultados

Nesse capítulo apresentamos questões inerentes às dificuldades de conceituação do termo assunto. Problemática presente em diferentes áreas do saber, mas que afeta principalmente a área de Organização da Informação, responsável pela identificação e representação do assunto em vocabulário controlado.

A partir desse estudo pudemos perceber os seguintes aspectos:

x Compreender os conceitos da área são imprescindíveis, pois possibilita uma ruptura epistemológica com o senso comum, ou seja, é um dos caminhos possíveis para a construção de uma ciência;

x O conceito de assunto permaneceu alguns anos em um “sono mágico” entre a comunidade da Ciência da Informação;

x A preocupação com a significância do termo assunto também tem sido abordado nos discursos menos pragmáticos da filosofia e da literatura;

x No discurso pragmático da Ciência da Informação o conceito de assunto é relativamente frágil, devido a carência de estudos;

x As possibilidades de variação para assunto são bastante abrangentes a partir do senso comum;

x No percurso histórico o termo assunto assumiu diferentes significados; x O termo assunto engloba implicações desde a sua utilização singular;

x O problema com relação ao assunto se intensifica no processo intelectual de identificação do assunto;

x Para Foskett a divisão inicial do assunto ocorre em duas categorias: compostos e simples;

x A definição conceitual pode refletir nos processos de representação de assunto. x Para Ranganathan o assunto é na verdade definição de idéias;

x Para Metcalfe o termo “assunto” não é um termo satisfatório para ocupar a posição de um termo técnico em recuperação da informação devido a sua grande ambigüidade; x Segundo Joudrey a diferença entre assunto e aboutness ocorre a partir do momento

em que prefere usar o termo assunto para uma abordagem mais filosófica e interpretativa do conteúdo dos documentos, os quais podem ocasionar diferentes significados;

x Já o termo aboutness, é então definido pelo autor como relacionado a uma abordagem pragmática, ou seja, para o processo ou resultado da determinação dos assuntos de um documento;

x O conceito aboutness apresenta distintas traduções: tematicidade, temacidade, atinência e sobrecidade;

x Para efetividade do processo de identificação de assunto é importante buscar compreender o que o assunto representa.

A preocupação com o conceito assunto está presente na Ciência da Informação entre os termos que buscam maior concisão conceitual, dessa forma ocupa um lugar nos estudos referentes à representação da informação. Porém, foi a partir da obra de Cutter que ganhou maior destaque na comunidade científica.

Contudo, por mais de meio século a preocupação em torno do assunto basicamente consistia em como construir as entradas de assunto no catálogo, poucos foram os estudos

relativos ao complexo processo de delimitação do tema e principalmente com a definição de seu conceito.

De qualquer forma, este conceito tem conquistado um aumento na discussão ao seu redor, e assim sido abordado por eminentes pesquisadores da área, inclusive pela sua relação com o termo aboutness, a qual gera certa confusão pois são muitas vezes considerados como sinônimos, embora haja divergências quanto a isso.

A partir da metade do século XX o foco se ateve ao processo de determinação do assunto efetuado durante a leitura documental, pois profissionais e estudiosos perceberam quão complexo era o processo de “[...] desmontar do conteúdo temático do suporte de informação” (GUIMARÃES, 2003, p.111) que resultava na seleção dos termos mais apropriados à representação. Processo extremamente responsável em possibilitar ou não a busca e recuperação do documento.

A identificação ou determinação do assunto se caracteriza como núcleo central na área de representação da informação e suscita questões relativas a delimitação do que seria exatamente o assunto no documento. Pois a CI, enquanto área em consolidação traz, em sua abrangência, termos e conceitos que necessitam ainda de maior investigação e respaldo quanto ao seu significado e utilização na área, tendo em vista não apenas definir o escopo de cada segmento investigativo, mas também evitar possíveis ambigüidades e imprecisões conceituais, que, sem dúvida, são prejudiciais a qualquer área, mas principalmente à CI, que se propõe dentre muitos objetivos, ao estudo documental/informacional, aproximando-se de outras disciplinas e campos científicos.

4 CUTTER E A CATALOGAÇÃO DE ASSUNTO

Ao resgatar a história da moderna Biblioteconomia podemos considerar Charles Ammi Cutter a partir dos seus trabalhos como um dos principais precursores pela busca de sistematização do funcionamento das bibliotecas e também pela eficiente e padronizada Catalogação das obras, incluindo a ênfase na criação dos catálogos de assuntos.

Dessa forma, a vida e obra de Cutter se caracterizam como um dos principais marcos não apenas para a área de catalogação, mas de todo o universo das bibliotecas e do seu papel social. Assim os objetivos propostos por Cutter, inferem questões relativas ao papel do bibliotecário enquanto mediador da informação.

A abordagem de um personagem tão singular e distante no tempo, na cultura e na geografia quanto Charles Cutter nos impede de alcançar ou mesmo pretender uma “avaliação” ou abordagem definitivas de sua história e obra. Obviamente, não foi esse nosso objetivo.

A importância de Cutter para esse trabalho, se sedimentou na sua própria importância quanto ao desenvolvimento da Biblioteconomia e dos catálogos ao final do século XIX e ao longo do século XX.

No entanto, tal importância foi pouco explorada na literatura nacional, levando em consideração que enquanto permeia como uma figura emblemática as mentes de estudantes e profissionais de Biblioteconomia no país, pouco se divulgou de fato sobre ele no Brasil além das citações de suas Regras para o Catálogo-dicionário (mais especificamente as que tratam dos objetivos dos catálogos) e a “Tabela”, “Código” ou “Número de Cutter”, que pode-se dizer um dos instrumentos dominantes nas nossas bibliotecas.

Pretendemos nessa etapa o esforço em buscar as referências, sintetizar obras de maior interesse e apresentá-las com o intuito principal de proporcionar uma aproximação ao legado de Cutter.

Haja vista a própria ausência de literatura brasileira relacionada e considerando que fomos marcados pela Biblioteconomia norte-americana e esta por sua vez, deve a Cutter grande parte de seu desenvolvimento, importante se faz que busquemos reconhecer esta ramificação de nossa “ascendência genealógica”.