2. ARAÇLARI ANLAMAK
2.2 BiliĢsel ÇalıĢmalar
2.2.3 Semantik yapılarda ölçek, istifleme, hiyerarĢi
Os indicadores funcionam como sinalizadores numéricos usados para medir o desempenho de uma empresa ou instituição.
De acordo com a cartilha de orientação da ANTAQ( 2003), para uma instalação portuária os indicadores compõem o sistema de avaliação da gestão. Eles funcionam como instrumentos de acompanhamento de desempenho de operadores portuários, de arrendatários de instalações e para medir resultados de investimentos e de ações gerenciais e operacionais.
No porto de Suape, os indicadores servem para avaliar a performance do porto, mas também servem de alerta para o desempenho econômico da área de abrangência do porto. Podem-se citar como principais indicadores conforme informado em entrevista pelo diretor de gestão portuária os seguintes: movimentação total de cargas, tempo médio de espera para atracação, capacidade média de carga e descarga, inbalance, entre outros.
No ranking nacional, em termos de movimentação total de cargas, considerando a movimentação até 2013 o porto de Suape estava em oitavo lugar, e no ano de 2014 ele subiu no ranking passando para o sexto lugar, de acordo com o Anuário estatístico da ANTAQ ( 2015).
Observa-se que dos portos do Nordeste, apenas o porto de Itaqui no Maranhão (com 18,02 milhões de toneladas, um dos cinco portos mais importantes do país) fica acima do porto de Suape (com 15 milhões de toneladas). Os demais portos do Nordeste estão em posição inferior, não aparecendo no ranking dos dez maiores em relação ao indicador de movimentação total de cargas. Configura-se assim o grau de importância de Suape para o Nordeste do país. Conforme mostrado no gráfico 1 a seguir.
Gráfico 1 - Evolução da movimentação de carga nos principais portos no período de 2010 a 2013.
No gráfico 2 mostra o ranking dos dez maiores portos do Brasil em movimentação de carga, e detalha a posição do porto de Suape, com relação aos portos públicos, representando 4,4% de toda a movimentação de carga do país ( incluindo os portos e as TUPs).
Gráfico 2 - Ranking dos portos públicos do Brasil com relação ao volume movimentado em 2014
Fonte: Anuário estatístico portuário ANTAQ (2015)
No ano de 2014, o porto de Suape teve um aumento na movimentação de cargas de 21.61 % em relação ao ano de 2013, conforme apresentado na tabela 1 e no gráfico 3, a seguir que mostram a evolução da movimentação entre os anos de 2012 e 2014.
Tabela 1 - Evolução da movimentação do total de carga bruta em Suape
Fonte: Sistema de informações Gerenciais ANTAQ ( 2015).
Indicador Ano
2012 2013 2014
Movimentação Total da carga bruta
Gráfico 3 - Evolução da movimentação de carga total em Suape - 5,00 10,00 15,00 20,00
Somatório da Carga Bruta ( em milhões de toneladas) 11,13 12,96 15,76 2012 2013 2014
Fonte: Sistema de informações Gerenciais ANTAQ ( 2015). Elaborado pela autora.
Com relação os tipos de cargas movimentadas verifica-se que a maior variação percentual no aumento do volume movimentado, entre os anos de 2013 e 2014, ocorreu nos granéis líquidos com um aumento de 32,59% do volume; seguido dos granéis sólidos com 32,48% superior ao ano de 2013. No entanto, na carga geral solta ocorreu uma redução de 5,69% em relação ao ano anterior e a carga contêinerizada teve um crescimento de apenas 4,51% do volume em toneladas movimentadas. Evidencia-se assim que os granéis líquidos e sólidos são os principais responsáveis pelo aumento geral em percentual da movimentação do porto em 2014 em relação 2013. Essas informações estão descritas na tabela e gráfico 2 abaixo:
Tabela 2 - Evolução da movimentação por natureza de carga em Suape
Indicador (em milhões de tons.) Ano ∆ %
2012 2013 2014 ∆ 2013 -2014 Movimentação
Total de granéis líquidos 5,67 7,33 9,72 32,59% Movimentação total de granéis sólidos 0,62 0,67 0,89 32,48% Movimentação total de carga geral solta 0,18 0,28 0,269 -5,69% Movimentação total de carga em
contêiner em peso bruto em toneladas 4,66 4,68 4,889 4,51%
Total 11,13 12,96 15,77 21,61%
Já no que se refere ao volume total movimentado em toneladas no ano 2014 (gráfico 4), 15, 77 milhões de toneladas, verifica-se que o maior volume concentra-se nos granéis líquidos (61,64%), seguido das cargas em contêiner (31%), na sequência pelos granéis sólidos (5,64%) e por último a carga geral solta (1,71%). Contata-se nesta análise a tendência do porto de Suape em ser um porto voltado para a movimentação de granéis líquidos, que constitui as principais cargas movimentadas no porto (SUAPE, 2015). Este indicador faz parte do grupo dos indicadores do ambiente externo. Segue abaixo o gráfico que expressa o percentual do volume por natureza da carga.
Gráfico 4 - Movimentação por natureza da carga em Suape no ano 2014
61,64% 5,64% 1,71% 31% Granéis Líquidos Granéis sólidos
Carga geral Solta
Carga em contêiner ( peso bruto em toneladas)
Fonte: Sistema de informações Gerenciais ANTAQ ( 2015). Elaborado pela autora.
Na tabela 3 a seguir, pode-se visualizar a relação dos volumes em toneladas e em percentual e contata-se que de granéis líquidos foram movimentados 9,72 milhões de toneladas, praticamente o dobro do segundo maior volume que é a movimentação em contêineres que foi de 4,89 milhões de toneladas.
Tabela 3 - Movimentação por natureza de carga em Suape no ano 2014
Natureza da carga Volume
(em milhões de tons.) Percentual Volume (%)
9,72 61,64
Granéis sólidos 0,89 5,64
Carga geral Solta 0,27 1,71
Carga em contêiner ( peso bruto em toneladas)
4,89 31,00
Total 15,77 100
Fonte: Sistema de informações Gerenciais ANTAQ ( 2015). Elaborado pela autora.
Na avaliação das cargas contêinerizadas, um dos indicadores usados é a relação entre contêineres cheios e vazios. Esta relação é medida em TEU e em percentagem e serve para indicar a quantidade útil de unidades movimentadas no porto (ANTAQ, 2003). Segue abaixo a tabela 4 com a evolução de 2012 a 2014.
Tabela 4 - Indicador de relação contêineres cheios x vazios
Ano Quantidade de:
Proporção de: Contêineres (u) Contêineres Cheios (u) Contêineres Vazios (u) Contêineres Cheios(%) Contêineres Vazios(%) 2012 267.419 183.950 83.469 68,79 31,21 2013 267.589 183.081 84.508 68,42 31,58 2014 273.379 194.002 79.377 70,96 29,04
Fonte: Sistema de informações Gerenciais ANTAQ ( 2015). Elaborado pela autora.
Observa-se que nos últimos três anos, o volume de contêineres cheios movimentados foi maior que o de vazios. Isto indica que o porto está recebendo e embarcando mais contêineres cheios, otimizando a utilização do equipamento. Em consequência desta demanda para retorno do contêiner cheio, tende a ocorrer uma redução do frete devido à otimização (frete retorno) do equipamento.
No âmbito dos indicadores do ambiente externo, ainda se pode citar a movimentação em quantidade de navios que atracam no porto, identificando-se os tipos de navios que operam no
porto e sua distribuição pelos berços e píeres (ANTAQ, 2003). O que mostra-se na tabela 5 a seguir.
Tabela 5 - Evolução da movimentação de navios por atracação para movimentação de carga no porto de Suape Indicador ( unidade de navio) Ano ∆ % ∆ % 2012 2013 2014 2012-2014 2013-2014 Quantidade de atracações para todo o porto. 1278 1358 1566 22,54% 15,32% Quantidade de atracações no TECON 490 439 558 13,88% 27.11% Quantidade de atracações
nos cais e píeres públicos 788 919 1008 27,92% 9,68% Fonte: Sistema de informações Gerenciais ANTAQ ( 2015). Elaborado pela autora.
A tabela 5 acima apresenta um aumento de 15,32% no ano de 2014 em relação a 2013 e de 22,54% em relação a 2012, confirmando o aumento das operações de atracação no porto. Observa-se também que nos cais e píeres públicos se concentra a grande maioria das atracações de navios, ou seja, o granel líquido é o maior volume de carga do porto e os navios deste tipo de carga operam nos píeres públicos.
Os indicadores de tempos médios avaliam a qualidade no atendimento, seja no recebimento das mercadorias para embarque ou na atracação e operação dos navios. Para os navios de contêineres são analisados os indicadores de tempo de espera para atracação, tempo de operação e tempo médio de estadia como sendo os principais. Segue abaixo a evolução destes indicadores no período de 2012 a 2014 (tabela 6).
Tabela 6 - Indicadores de tempo para navios contêineres.
Indicador Ano ∆ % ∆ %
2012 2013 2014 2012-2014 2013-2014
Tempo Médio de Espera p/ Atracação (h)
9,2 5 6 -34,78 % 20%
Tempo Médio de Operação (h)
9,4 9,6 9,8 4,26% 2,08%
Tempo Médio de Estadia (h)
21,9 16,5 16,7 -23,74% 1,21%
Na análise da tabela 6 acima pode-se verificar que ocorreu um aumento nos tempos médios de 2014 em relação a 2013. No entanto, comparando com os resultados de 2012, os resultados são melhores, pois mesmo havendo aumento (4,26%) no tempo médio de operação, nos tempo médio de espera para atracação (- 34,78%) e no tempo médio de estadia(-23,74%) ocorreram uma reduções significativas, representando uma melhora no nível de serviço.
Como indicadores de desempenho operacional tem-se o indicador de prancha média, que avalia a produtividade média do conjunto de cais ou píeres, medida em relação às unidades movimentadas de contêineres por hora na operação do navio, ou em toneladas por hora, ou por navio para granéis sólidos, líquidos e carga geral ( ANTAQ, 2003). Segue abaixo a movimentação nos últimos três anos (tabela 7).
Tabela 7 - Indicadores de desempenho operacional- prancha média por natureza da carga.
Indicador Ano ∆ % ∆ %
2012 2013 2014 2012-
2014
2013- 2014 Prancha média de contêiner
(Mov. uni/hora ) 27,15 31,65 30,78 13,37 % -2,75% Prancha média carga geral t /
hora 47 62 56 19,15% -9,68%
Prancha média granéis sólidos t / hora
228 182 226 -0,88% 24,18%
Prancha média granéis líquidos t /
353 405 301 -14,73% -25,68%
Fonte: Sistema de informações Gerenciais ANTAQ ( 2015). Elaborado pela autora
Na analise da tabela 7 acima verifica-se que ocorreu uma queda no desempenho operacional do ano de 2013 para o de 2014. Uma vez que ocorreu uma redução na movimentação toneladas / hora de granéis líquidos em(- 25,67 %), constata-se que este o tipo de carga de maior volume do porto, ocorre um grande impacto negativo na produtividade. Além disso, também ocorreu redução na movimentação de unidades de contêineres / hora de( -2,74%) e de igual modo na carga geral movimentada em toneladas / hora ocorreu uma redução de (- 9,67%). Assim apenas os granéis sólidos tiveram um aumento da produtividade de 24,67%.
Para os indicadores de preço como o porto de Suape se enquadra na categoria de porto organizado, este tem suas tarifas de preços publicadas no site. No entanto, nos terminais
concedidos à operação da iniciativa privada, estas tarifas podem ser negociadas entre os armadores e os operadores portuários. Como o porto de tem os cais 2 e 3 arrendados à empresa TECON Suape S/A, existem duas tarifas, a pública e a do TECON. (Ver no anexo E as tarifas públicas de Suape).
Analisando as duas tarifas observa-se que as tarifas do TECON Suape tem seus valores maiores que a tarifa pública. Essa divergência ocorre devido ao fato de o terminal oferecer um serviço especializado na operação de contêineres.
Com isso finaliza-se a descrição do porto de Suape em seus aspectos administrativos, operacionais e de desempenho, com base na coleta e análise de dados secundários obtidos no Sistema de informações Gerenciais ANTAQ, no plano mestre do porto de Suape, também realizado pela ANTAQ e na entrevista pessoal realizada com o diretor de Gestão portuária em 2014.