2. ARAÇLARI ANLAMAK
2.2 BiliĢsel ÇalıĢmalar
2.2.1 DüĢünme araçları, biliĢsel mekanizmalar
A infraestrutura aquaviária é composta pelo acesso marítimo e pelos cinco caís do porto interno e pelos píeres do porto externo, descritos abaixo.
Acesso marítimo: A entrada do Porto de Suape ocorre entre o farol da ponta do molhe de proteção e a boia de balizamento nos arrecifes. Há uma orientação para o tráfego marítimo, representada por uma linha reta, na direção nordeste/sudoeste, passando pela extremidade do molhe. O canal de acesso ao Porto Externo tem 5.000 m de extensão, 300 m de largura, profundidade mínima de 16,5 m e o calado máximo permitido é de 14,5m na preamar. O acesso ao Porto Interno é feito por uma abertura nos arrecifes com 300 m de largura (ANTAQ, 2014).
Porto interno: é constituído por 1600 m de cais, compostos por cinco berços para atracação dos navios, todos, em média, com 15,5 metros de profundidade.
Cais 1 – É público, possui 275 m de extensão e movimenta carga geral, predominando a operação de minério de ferro, coque, escória e clínquer.
Cais 2 e 3 – Berços Privados, que concentram a movimentação de contêineres, arrendados à empresa Tecon Suape em 2001. Formando um total de 660 m de cais com capacidade para movimentação de 600 mil contêineres/ ano.
Cais 4 – Inaugurado em 2007, é público e possui 330 metros de extensão. Atualmente, movimenta carga geral e grãos. A perspectiva do porto é iniciar, em breve, o desembarque de veículos por meio desse terminal. (SUAPE, 2015).
Cais 5 – Inaugurado em setembro de 2009, com 335 metros de extensão, o novo berço deverá movimentar nos primeiros anos de operação, cargas gerais e açúcar a granel (SUAPE, 2015).
Porto Externo: é composto por um molhe de pedras de proteção em “L”, com 3.050m de extensão e bacia de evolução com 20 m de profundidade. Abriga quatro píeres de granéis líquidos (PGL1, PGL2, PGL3 – A e PGL3 – B), um cais de múltiplos usos e uma tancagem flutuante de GLP (ANTAQ, 2015).
Píer de Granéis Líquidos 1 – PGL 1, compreende 2 berços para navios de 190 metros de comprimento, com 14m de profundidade para atracação de navios de 45 mil TPB5 (Toneladas de Porte Bruto). A plataforma central conta com 84m comprimento e 25m de largura, com extensão total de 330 m, e possui 4 dolfins6 laterais e ponte de acesso a tubulações de transporte de granéis líquidos ( ANTAQ, 2015; SUAPE, 2015).
5
TPB (Toneladas de Porte Bruto): É o peso que um navio pode embarcar, consideradas não apenas a carga comercial e a tripulação, mas tudo o que é necessário à sua locomoção (combustível, água, etc.) e à sua tripulação (víveres, roupas, etc.). Fonte : Cepa USP – Transporte . Disponível em:
<http://cepa.if.usp.br/energia/energia1999/Grupo1A/transporte2.html> . Acesso em 03 de mar. 2015.
6 Os dolfins de atracação e amarração dos navios são blocos de concreto sobre estacas. Fonte: Braskem – Terminal marítimo. Disponível em:
<http://www.braskem.com.br/Portal/Principal/Arquivos/Download/Upload/Terminal%20Mar%C3%ADtimo%2 0BRASKEM%20-%20Rio%20de%20Janeiro-RJ%20Rev%201_113.pdf> acesso em 03. Mar. 2015.
Píer de Granéis líquidos – PGL 2, possui 386m de extensão, tem 2 berços para navios de 270m e 14,5m de profundidade para atracação de navios de 90 mil TPB. Possui plataforma de operações com 10 dolfins para atracação e amarração. Ambos os píeres são operados por empresas habilitadas pela Agência Nacional de Petróleo, à ANP, e pré-qualificadas pelo Porto de Suape ( ANTAQ, 2015; SUAPE, 2015).
Píer de Granéis Líquidos – PGL 3, é dividido nos píeres petroleiros A e B. Navios petroleiros de até 170 mil TPB já podem atracar em Suape. Este píer possui 19 m de profundidade e bacia de evolução com 20 m de profundidade (ANTAQ, 2015).
Cais de Múltiplos Usos (CMU), constituído por um Terminal Marítimo com 320m de comprimento por 39m de largura, 15,5 m de profundidade e dois berços de atracação. O berço leste tem capacidade de receber navios de até 260m de comprimento e o oeste recebe navios de até 150m. Possui ponte de acesso com 20m de extensão e 15m de largura, 18 cabeços de amarração no berço leste e 14 cabeços no berço oeste, e um terminal roll-on-off, com rampa de 30m de comprimento e 20m de largura( ANTAQ, 2015; SUAPE, 2015).
Tancagem Flutuante de GLP: Realizada por navio de gás refrigerado de 45 mil TPB e 75 mil m³ de capacidade, que atende a contrabordo, a navios de igual porte. Atualmente, a tancagem está atracada no berço oeste do PGL-1. (ANTAQ, 2015; SUAPE, 2015).
Com a revisão do plano diretor do Porto em 2010, o novo Plano de Zoneamento e Desenvolvimento- PDZ foi projetada a expansão do porto com a construção de mais quatros cais no porto interno e um cais na ilha de Cocaia, visando atender às novas demandas do porto. No porto interno, os novos cais 6 e 7, serão destinados para a instalação de um segundo terminal de contêineres; os cais 8 e 9 serão destinados à construção de um terminal de apoio à Ferrovia Transnordestina; e o cais da ilha de Cocaia destinado para atender granéis sólidos. Estas obras de expansão já estão em processo de licitação, sob análise da ANTAQ e SEP (SUAPE, 2015).
Conforme entrevista realizada com o diretor de gestão Portuária Suape está realizando alguns projetos estruturadores para atender às futuras demandas da seguinte forma:
‘’Do ponto de vista de infraestrutura temos a instalação de um novo terminal de contêineres, um novo terminal de granéis sólidos para movimentar além de minério de ferro o coque de petróleo da refinaria, um novo terminal de veículos de 15 hectares para atender a movimentação da FIAT, [...] mas a partir da MP 595∕2012 que se transformou na Lei 12.815, as licitações dos terminais foram concentradas em Brasília, ou seja, fez dois anos e Brasília não conseguiu licitar nenhum terminal no Brasil, e isto de fato atrapalhou muito os projetos estruturadores. Suape é um porto planejado desde 1978, já nasceu com um plano diretor para 30 anos e hoje temos um plano diretor que vai até 2030[...] Para a refinaria já temos dois píeres prontos (PLG3 A e B), para a carga a sólida, que é o coque de petróleo, a gente dependia do terminal de granéis sólidos que não foi licitado e leva mais ou menos dois anos para licitar. Então no começo desde ano percebemos que mesmo que fosse licitado rapidamente pela SEP não daria tempo de ter o terminal operando ao mesmo tempo da refinaria. Então a gente pegou o Cais de Múltiplo Uso e fizemos uma adaptação nele para movimentar o coque de petróleo, em relação aos contêineres o TECON está fazendo uma expansão atrás do Cais 1 e pretendemos incluir o este cais dentro do arrendamento dele. Para os veículos, como é um terminal mais barato, nós estamos construindo este pátio com um investimento de 42 milhões de reais e vamos operá-lo como pátio público até que se faça o arrendamento. Do ponto de vista de infraestrutura, mesmo sofrendo com a perda de autonomia, agimos de forma previdente e conseguimos nos organizar de uma maneira que nos próximos anos conseguiremos suportar esse novo volume de carga sem maiores gargalos. ’’
Desta forma pode-se observar que, mesmo com os entreves da nova legislação, Suape buscou uma forma de adaptar sua infraestrutura para atender as novas demandas.
No entanto, estas medidas são paliativas e se torna necessário que os processos de licitação que estão sob a responsabilidade da ANTAQ e SEP sejam executados o mais rápido possível. Pois quando todos os empreendimentos estiverem em funcionamento em sua capacidade plena, a infraestrutura atual provavelmente não suportará a demanda excedente e o porto trabalhará acima da sua capacidade e poderá fazer cair o seu desempenho operacional.