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2. Sektörün Dış Piyasalardaki Durumu
O princípio da igualdade ou universalidade é direito fundante em qualquer sistema jurídico cuja Nação seja independente e democrática.
A Constituição Federal Brasileira traz insculpida no teor do art. 5º o seguinte, in verbis:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
Por intermédio deste dispositivo principiológico podemos empreender que situações jurídicas assemelhadas devem ser tratadas de forma igualitária.
No mesmo sentido, conforme supracitado é o magistério de José Rogério Cruz e Tucci34.
Na intenção de que se mantenha a unidade jurídica, sob o ponto de vista da igualdade, a observância às leis oriundas do Poder Legiferante é lugar comum.
Ao juiz cabe aplicar o que determina a lei, agindo assim, ainda que em tese, em conformidade ao princípio da igualdade.
Deixe-se desde já evidenciado que o dever de tratar igualmente os iguais não afasta o idêntico dever de obediência e observância àqueles que se encontram em situação de idêntica desigualdade.
Neste item daremos especial atenção ao princípio da igualdade visto sob a ótica do Poder Judiciário, isto é, não há motivo para excluir do Judiciário o dever de igualdade.
É bom de dizer que, o Poder Judiciário tem o dever de, ao aplicar o direito, através da prolação de suas decisões, fazê-la de maneira com que sua prestação jurisdicional seja a mesma para àqueles que se encontram em situação jurídica idêntica.
No campo jurídico prático nos deparamos com frequentes situações em que os jurisdicionados recebam em situações jurídicas idênticas, decisões diferentes, havendo como única razão para tal a prolação da decisão por juízes diferentes.
Sendo assim, se o direito é dado para um, os demais devem ter assegurado, em idênticas situações, igual direito, a fim de que se faça cumprir o princípio da igualdade.
Noutro prisma, a técnica processual deve assegurar ao jurisdicionado os meios adequados e constitucionais para que seja obtida a igualdade pretendida em qualquer prestação jurisdicional em se paute em situação de identidade.
Sem que haja essa presteza, a segurança jurídica restará, por óbvio, prejudicada e comprometida assim a paz social.
Samuel Meira Brasil Jr, caminha no mesmo sentido quando retrata em sua tese de doutoramento que o princípio da igualdade é fundamental para o atingimento dos anseios sociais referentes à segurança jurídica, segue sua constatação35:
O princípio da igualdade aplicado à prestação jurisdicional através da técnica do precedente vinculante permite a previsibilidade do julgamento nos casos assemelhados e, se conjugado com a estabilização das relações jurídicas (coisa julgada, ato jurídico perfeito e direito adquirido), irá resultar no princípio da segurança jurídica. Um sistema Serpa tão mais seguro quanto maior for a previsibilidade do resultado de uma questão e essa previsibilidade
surge naturalmente com o tratamento idêntico para casos semelhantes (uniformidade) e na estabilização das relações (preservação das situações).
Desta forma, pode-se concluir que a coerência e a unicidade das relações jurídicas são fundamentais e o tratamento igualitário entre os jurisdicionados é fator relevante para a busca da solução judicial pacificadora.
2.5. O Princípio da Economia Processual – Celeridade e Eficiência
A economia processual está intrínseca ao aproveitamento do processo como um todo.
Desta forma, deve tratar-se de obter o maior resultado com o mínimo de emprego de atividade processual.
Fugir a diligências inúteis, desnecessidade de mais provas, quando já se tem o suficiente para a verdade real ou certeza moral parece ser questão de unanimidade.
Apenas com o fito de Ilustrar, já no direito canônico o princípio da economia está vinculado ao princípio da celeridade e eficiência processual, segue o cânon 1599 do Código de direito Canônico36, in verbis:
1599 § 1. Una vez terminado todo lo que se refiere a la presentación de las pruebas, se llega a la conclusión de la causa. “sic”
§ 2. Esta conclusión tiene lugar cuando las partes declaran que no tienen más que aducir, o ha transcurrido el plazo útil establecido por el juez para presentar las pruebas, o el juez manifiesta que la causa está suficientemente instruida. “sic”
§ 3. El juez dictará el decreto de conclusión de la causa, cualquiera que sea el modo en el que ésta se ha producido. “sic”
Como se pode observar, desde sua publicação em 1917, com sua mais recente reforma datada de 1983, o princípio da economia atrelado à celeridade
buscando eficiência no processo está insculpido no Código de Direito Canônico37.
Pode-se, com o exposto concluir que a economia processual visa afastar atos inúteis e desnecessários a fim de que a tutela jurisdicional seja prestada no menor espaço temporal possível, sem contudo, deixar de lado as garantias constitucionais.
A economia processual com celeridade e eficácia no julgado é anseio antigo, como se verificou.
A busca da decisão de qualidade não é anseio menos antigo. Ocorre que a quantidade de processos dificulta sobremaneira a situação e a economia processual passa a deixar de ser verificada.
Como possível solução, conforme Samuel Meira Brasil Jr, atribuir efeito vinculante aos precedentes judiciais seria uma possível alternativa, conforme passa a expor38:
A atribuição de efeito vinculante às decisões dos Tribunais satisfaz, inquestionavelmente, a economia processual. Qual é o sentido de o mesmo juiz ou tribunal julgar dois mil, cinco mil processos idênticos? Qual a razão que justifica a impossibilidade de se estender os efeitos de uma decisão do Supremo Tribunal federal para todas as situações em que os fatos substanciais da demanda coincidam? Por que obrigar o Supremo Tribunal federal e o Superior Tribunal de Justiça a repetirem o mesmo julgamento por incontáveis vezes?
Conclui-se pois, que, a questão da economia processual está intimamente relacionada à prestação jurisdicional eficiente, célere e equânime e, para tanto, necessário a tomada de algumas medidas que sejam cabais a fim de que se ajuste à quantidade de processos que permeiam o judiciário, sem deixar de lado a real situação de contingente e condições de trabalho dos serventuários.
37Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_constitutions/documents/hf_jp-
ii_apc_25011983_sacrae-disciplinae-leges_po.html>. Acesso em 30.01.2012.
2.6. A Garantia da Razoável Duração do Processo como Direito Fundamental
A patente busca pelo aumento da qualidade dos serviços prestados pelo judiciário e, por conseguinte, o almejado equilíbrio entre tempo e processo, motivou o Poder Legislativo a promover uma reforma que originou na edição da Emenda Constitucional nº 45/04 que, no art. 5º, em seu inciso LXXVIII, passou a dispor como garantia ao jurisdicionado a razoabilidade temporal da duração do processo, in verbis:
Art. 5° ... LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
Diante de tal situação pode-se notar a necessidade do jurisdicionado diante à realidade sócio-jurídica.
De fato, o judiciário tem como escopo o importante trabalho de atuar, oferecendo ao jurisdicionado a efetiva realização de direitos.
Neste patamar, os textos constitucionais, seja em qualquer sociedade que objetive valores como a vida humana deve, por óbvio, consagrar em seu bojo, a defesa dos Direito Humanos.
Com isso, direitos fundamentais como o da garantia da razoável duração do processo, dentre outros, transforma-se num direito garantido pelo ordenamento jurídico positivo, assumindo relevância constitucional almejando-se uma tutela reforçada, haja vista, como se disse, sua importância no mundo contemporâneo.
Trata-se ainda de uma exigência social que repercute na garantia da dignidade e liberdade do ser humano, daí sua característica fundamental.
fundamenta serem os direitos fundamentais pilares para a sociedade39:
Os direitos fundamentais são alicerces de uma comunidade organizada política e juridicamente através de uma Constituição, fazendo parte da Constituição formal e material, demonstrando a importância subjetiva e objetiva para a estruturação da ordenança coletiva.
Neste sentido, é do Estado a responsabilidade de proteger o cidadão e fazer cumprir sua finalidade.
Os direitos fundamentais, conforme o princípio da aplicabilidade imediata, requerem dos poderes públicos os meios e instrumentos cabais e indispensáveis para que alcancem a maior eficácia possível, concedendo-lhes efeitos reforçados em relação às demais normas constitucionais.
Tal comando é um dos pilares da fundamentalidade formal dos referidos direitos no âmbito Constitucional.
Assim, os direitos fundamentais são dotados, em relação às demais normas constitucionais, de maior aplicabilidade e eficácia, embora isso não signifique que não existam distinções quanto à graduação dessa aplicabilidade e eficácia, conforme a forma de positivação, do objeto e da função desempenhada por cada comando.
Garantir somente o acesso ao Judiciário não nos parece, data venia, ser o bastante, é necessário garantir a plena efetivação de direitos reconhecidos em tempo razoável.
Imprescindível se faz visualizar a sistemática processual sob a perspectiva constitucional das garantias e liberdades fundamentais do indivíduo.
39 Direito Fundamental como oposição política – Discordar, fiscalizar e promover alternância
Nesta toada surgem alguns questionamentos: O que de real tem sido feito pelo Poder Judiciário para garantir dos direitos fundamentais dos homens? O Poder Judiciário tem, de fato, que garantir ao jurisdicionado os direitos fundamentais tal como é posto ou deverá aguardar que o Poder Legislativo o faça? O Poder Judiciário auxilia não obstaculizado, a efetivação destas prerrogativas?
Sabemos que as respostas são de difícil solução. Aliás, respondê- las ou, até mesmo apontar possíveis soluções poderia soar como ingênuo.
Fato é que, a sociedade democrática capitalista tem buscado tais respostas e ou cobrando atitudes de seus governantes para que as soluções destas indagações sejam efetivamente colocadas em prática.
O processo é sem dúvida um fator importante a ser considerado, pois, é com este instrumento que se fará garantir que tempo seja tido como razoável. Sendo assim, o processo precisa atingir seu objetivo sem que seja fonte de decepções, conforme leciona magistralmente Cândido Dinamarco40:
Ora é preciso adequar o processo ao cumprimento de toda essa sua complexa missão, para que ele não seja fonte perene de decepções somadas a decepções (“toda decepção é muito triste”), nem permite que com isso se desgaste a legitimidade do sistema. Desse lavor, hão de participar o processualista e o juiz e de ambos se espera, para que possam chegar a bom termo, uma racional mas decidida mudança de mentalidade. É preciso implantar um novo “método de pensamento”, rompendo definitivamente com as velhas posturas introspectivas do sistema e abrindo os olhos para a realidade da vida que passa fora do processo. É indispensável colher do mundo político e do social a essência dos valores ali vigorantes, seja para a interpretação das leis que temos postas, seja para com suficiente sensibilidade e espírito crítico chegar a novas soluções a propor; o juiz e o cientista do direito são cidadãos qualificados, de quem a sociedade espera um grau elevado de participação política, revelando as mazelas do direito positivo e levando aos centros de decisão política os frutos de sua experiência profissional, com propostas inovadoras. Sem a sua participação, franqueado fica o caminho para os casuísmos legislativos. Com a plena tomada de consciência teleológica, que se propõe, teremos as desejadas
condições para orientar os rumos das condutas, seja no trato de casos concretos, seja na sistematização das normas e reconstrução do espírito do seu sistema, seja nessa esperada crítica. (grifamos)
Podemos concluir com isso, considerando ser o Judiciário o órgão estatal que cuja proximidade se estreita como cidadão e, sendo à ele apresentadas as primeiras reivindicações sobre desrespeitos aos direitos e liberdade fundamentais que, lhe é autorizado agir com o fito de garantir a liberdade e igualdade de direitos ao jurisdicionado, garantindo assim, a harmonização das relações sociais.
Considerando a necessidade da entrega da prestação jurisdicional em tempo razoável, a Convenção Européia para Proteção dos Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais, trouxe no inciso 1º do art. 6º que, a Justiça que não cumpre suas funções dentro de um prazo razoável é uma Justiça inacessível.
Importante retratar que instituiu a citada Convenção a criação e funcionamento da Corte Européia de Direitos Humanos, com sede na cidade francesa de Estrasburgo, que, por meio da sua jurisprudência estabeleceu alguns critérios para se aferir a razoabilidade da duração do processo, quais sejam:
a) a complexidade do caso;
b) comportamento das partes;
c) o comportamento dos juízes, dos auxiliares e da jurisdição interna de cada país, para verificação em cada caso concreto sobre violação do direito à duração razoável do processo.
Neste sentido, Paulo Hoffman afirma41:
Com essa previsão de um processo com um término em prazo razoável, a Convenção Européia dos Direitos do Homem já demonstrava, há mais de 50 anos, a importância de que o
41 O direito à razoável duração do processo e a experiência italiana. Jus Navigandi, Teresina, ano
10, n. 782, 24 ago. 2005. Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/7179>. Acesso em: 01/02/2012.
julgamento das causas judiciais fosse dotado de mecanismos que permitissem uma demora que não ultrapasse aquela estritamente necessária, isso quando nem sequer se imaginava que um processo pudesse durar 10, 20 ou até 30 anos, como infelizmente, ocorre atualmente em alguns casos.
Dessa forma, observa-se que não é atual a tendência universal da sociedade na busca por um processo justo e equânime, que tenha por objetivo concreto e capaz de solucionar em tempo hábil, o conflito de interesses postulados junto ao Poder Jurisdicional, cuja finalidade não é outra senão seu efetivo exame e após a justa solução temporal ideal.