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Güncel Yeni Sorunlar ve Çözüm Önerileri 1. Dış Pazar

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3. Sektörün Sorunları ve Çözüm Yolları

3.2. Güncel Yeni Sorunlar ve Çözüm Önerileri 1. Dış Pazar

Levando em consideração, neste passo, a vontade direta das partes ou, até mesmo sua participação, com relação à destinação da norma jurídica teremos as fontes do direito classificadas em heterônomas e autônomas.

Sobre o estudo das fontes denominadas heterônomas, afirma Ives Gandra da Silva Martins, serem elas “provenientes da vontade estatal, por qualquer de seus três Poderes57:”

Sergio Pinto Martins, por sua vez, transita pelo mesmo caminho e acaba confirmando que as fontes heterônomas são impostas por agente externo58.

Orlando Gomes destaca ainda que as fontes heterônomas também

55 Ibidem. p. 29. 56 Ibidem. p. 54. 57 Ibidem. p. 54. 58 Ibidem. p. 30.

possam ser chamadas de imperativas, estatais e indiretas, vislumbrando-se o fator de participação direta ou não do destinatário da norma jurídica59.

A fim de ressaltar a divergência que há na seara doutrinária, tendo como estrutura o acima relatado, passaremos a relacionar a hierarquia das fontes heterônomas conforme a doutrina de Orlando Gomes e de Arnaldo Süssekind.

De acordo com Arnaldo Süssekind, as fontes heterônomas estão dispostas na seguinte hierarquia60:

a) Constituição Federal;

b) Leis;

c) Decretos;

d) Sentenças Normativas;

e) Convenções Coletivas e os Acordos Coletivos de Trabalho;

f) Regulamentos de Empresas;

g) Súmulas Vinculantes;

h) Costume.

Orlando Gomes disciplina a matéria da hierarquia das fontes heterônomas noutro sentido. Veja-se que este autor inclui os tratados e convenções internacionais num primeiro plano escalonário e deixa de mencionar o costume, por exemplo. Segue sua classificação61:

59 Curso de direito do trabalho. p. 36. 60 Curso de direito do trabalho. p. 124. 61 Ibidem. p. 37.

a) Convênio e Recomendações Internacionais;

b) Constituição;

c) Leis;

d) Regulamento expedido pelo Executivo;

e) Sentença Normativa;

f) Convenção e Acordo Coletivos de Trabalho;

g) Regulamento de Empresa;

h) Contrato de Trabalho.

Verifique-se que o Ilustre doutrinador inclui em sua proposta hierárquica de fonte heterônoma a questão do contrato de trabalho, o que não foi relacionado na outra comparação doutrinária, dentre outras diferenças.

Para Carlos Henrique Bezerra Leite, as fontes formais merecem classificação diversa. Prefere o autor a subclassificação em fontes formais diretas, fontes formais indiretas e por fim em fontes formais de explicitação62.

As fontes diretas seriam aquelas abarcadas pela lei em sentido genérico, quer sejam os costumes e atos normativos e administrativos emanados pelo Poder Público.

As indiretas seriam as extraídas da doutrina e da jurisprudência. Neste campo, mais precisamente a jurisprudência, explanaremos mais detidamente, já que constitui assunto cujo seu objeto é ponto central desta pesquisa.

Por derradeiro, as fontes de explicitação referem-se à integratividade do direito processual, ou seja, a analogia, os princípios gerais de direito e a equidade.

Compartilhamos pois com a posição de Bezerra Leite que, aliás, é também o entender de Ricardo Teixeira Brancato63.

Não por outra razão senão unicamente por uma questão didática é que tomamos este posicionamento.

É que nos parece mais adequado a subclassificação das fontes formais dessa forma pois, em nosso ver, não se trata apenas e unicamente de o destinatário participar ou não da forma com que a norma será introduzida no ordenamento jurídico, mas vai além, é preciso melhor identificá-las, tipificativamente.

No caso das fontes formais diretas, nos parece mais adequada a nomenclatura, eis que o Poder Público lança no ordenamento jurídico a norma positivada através da publicação da norma.

Exemplificando com especificidade no âmbito trabalhista, são fontes diretas:

a) a Consolidação das Leis do Trabalho;

b) a Lei 5.584/70, que dispõe sobre normas de Direito Processual do Trabalho e disciplina a concessão e prestação de assistência judiciária na Justiça do Trabalho;

c) o Código de Processo Civil, que é aplicado subsidiariamente no Processo do Trabalho nos casos em que a CLT for omissa;

d) a Lei 6.830/80, que dispõe sobre a cobrança judicial da Dívida Ativa da fazenda Pública (Lei de Execução Fiscal), que se aplica nos casos de execução trabalhista principalmente;

e) a Lei 7.701/88, que dispõe sobre a especialização de Turmas nos Tribunais do Trabalho em processos coletivos e individuais.

As fontes indiretas tidas como exemplo a jurisprudência e a doutrina fazem cumprir papel importante em nosso ver, e conforme já dito trataremos desta questão mais adiante.

O Direito do Trabalho, especificamente, é carecedor muitas vezes de uma forma interpretativa da norma o que por certo faz nascer na jurisprudência e na doutrina um caminho tido como mais confiável para trilhar na busca da verdade real e com isso fazer valer o tão almejado princípio da segurança jurídica.

Quanto às fontes formais de explicitação como fator integrativo do direito processual e, sob este ângulo, voltado mais intrinsecamente ao direito processual laboral, temos a exemplo o teor do art. 769 da CLT que reza que o direito processual será fonte subsidiária do processo do trabalho.

Neste diapasão, sendo o art. 126 do CPC determinante no sentido de que ao juiz não é dado à negativa de julgamento alegando lacuna ou obscuridade da lei, vislumbra-se a necessidade de buscar a alternativa jurídica processual para que, instrumentalmente, seja o Direito entregue à legítima parte.

Falando-se na aplicação subsidiária do processo comum ao processo do trabalho conforme disposição do já mencionado art. 769 da CLT, vale acrescentar, como forma ilustrativa, tramita no Congresso Nacional o projeto de lei 7.152/2006, de autoria de Luiz Antônio Frury, que visa alterar o art. 769 da CLT, acrescentado parágrafo único ao dispositivo.

O art. 769 da CLT passaria assim a rezar na inclusão deste parágrafo único com a seguinte redação:

Permite a utilização das normas do Direito Processual Comum para aplicação no Processo Trabalhista, inclusive na fase recursal ou de execução, ainda que exista norma previamente estabelecida em sentido contrário, visando maior celeridade ou efetividade de jurisdição.

No que concerne à fonte de explicitação, tais como a analogia e princípios gerais de direito e os costumes, exemplifica Bezerra Leite no tocante ao costume no processo do trabalho o conhecido ‘protesto nos autos’, com a finalidade de impugnar a decisão interlocutória, já que não há a previsão de recurso de imediato64.

Benzer Belgeler