3. ORTAOKUL (5-8 SINIFLAR) TÜRKÇE DERS KİTAPLARINDA YER
4.4. Sekizinci Sınıf Türkçe Ders Kitabında Yer Alan ve ‘Metin Türü
No âmbito federal, conforme exposto, as agências reguladoras foram constituídas como autarquias sob regime especial, para isso, dotadas de maior grau de autonomia em relação ao Poder Público, mediante a outorga de prerrogativas e características próprias.
No entanto, conforme se pode observar, a autonomia das agências é muito maior do que a normalmente conferida às demais autarquias especiais, por fazer parte da concepção e
9.961/2000; art. 4º, inciso IV, da Lei nº 9.984/2000; arts. 24, inciso V, 26, incisos II, III e VII, 27, inciso V, 35, inciso XVII, e 39, inciso XII, da Lei nº 10.233/2001.
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Art. 3º, inciso IV, da Lei nº 9.427/1996; art. 19, inciso VI, da Lei nº 9.472/1997; art. 8º, inciso IV, da Lei 9.478/1997; art. 4º, incisos XXIII, XXIV e XXVI da Lei nº 9.961/2000; arts. 24, incisos V e VIII, 25, incisos I e IV, 26, incisos I, VI e VII, 27, incisos V e XV, da Lei nº 10.233/2001.
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Art. 3º, inciso X, da Lei nº 9.427/1996; art. 19, inciso XVIII, da Lei nº 9.472/1997; art. 8º, incisos I, VII e XV, da Lei 9.478/1997; art. 4º, incisos XXIX e XXX, da Lei nº 9.961/2000; arts. 3º, caput, e 4º, incisos V e XII, da Lei nº 9.984/2000; art. 35, inciso XVII, e 39, inciso XII, da Lei nº 10.233/2001.
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Art. 11 da Lei nº 9.427/1996; art. 19, inciso XXI, da Lei nº 9.472/1997; arts. 15 e 16, da Lei 9.478/1997; art. 4º, inciso XXXVIII, e 17, da Lei nº 9.961/2000; arts. 4º, inciso IX, da Lei nº 9.984/2000; art. 77 da Lei nº 10.233/2001.
das normas que as regem a existência instrumentos que lhes conferem acentuada independência em relação aos Poderes centrais do Estado, em especial, frente à Administração Pública central.
A autonomia acentuada é conferida por institutos como o mandato a termo para a sua diretoria, pela vedação de exoneração ad nutum pelo Presidente da República; pelo estabelecimento de período de quarentena após o término do mandato dos dirigentes e pela autonomia político-administrativa e econômico-financeira. Verifica-se também pela inexistência da possibilidade de interposição de recursos administrativos hierárquicos impróprios contra as decisões das agências, ou seja, por inexistir a possibilidade de revisão de suas decisões pela Administração central; por fim, pelo poder normativo a elas atribuído, conquanto que para a edição de normas as agências tenham que se cingir aos limites previstos nas leis formais, ante o dever de observar o princípio da legalidade.
Cabe também lembrar que, ao se falar em autonomia das agências reguladoras, deve- se frisar que essa deve ser vista em relação ao Chefe do Poder Executivo (e a seus subordinados), não em relação ao Poder Executivo em si, considerando que as agências, como autarquias, fazem parte da estrutura desse Poder. Porém, como ressalta Alexandre Aragão, não na feição clássica ou napoleônica de Poder Executivo, mas em seu atual perfil organizacional pluralista.255
Vale ressaltar que uma das maiores fontes de disputa acerca da temática das agências reguladoras deriva da indeterminação semântica da palavra autonomia. Um dos motivos da disputa seria o significado do próprio vocábulo, outro seria a discussão do significado de autonomia, partindo-se de ângulos de visão diversos. Outro motivo seria a absolutização da
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ARAGÃO, Alexandre Santos de. Agências reguladoras e a evolução do direito administrativo econômico. Rio Janeiro: Forense, 2006, p. 341.
qualidade de autonomia, numa visão de extremos, a qual defende que ou há ou não há autonomia das agências, sem possibilidade de variações entre os externos.256
Sem entrar na discussão sobre o grau de autonomia dos entes reguladores, vale repetir que a instituição de um regime jurídico especial para as agências visou protegê-las de ingerências indevidas. Procurou-se demarcar um espaço de legítima discricionariedade, com a predominância de juízos de ordem técnica sobre as valorações políticas. Ante a constatação da necessidade de essas autarquias especiais serem resguardadas de injunções externas inadequadas, foram-lhe outorgadas autonomias político-administrativa e econômico- financeira.257
A autonomia político-administrativa caracteriza-se por um conjunto de procedimentos, garantias e cautelas, destacando-se a nomeação de diretores com lastro político, sendo no âmbito federal nomeados pelo Presidente da República, com aprovação pelo Senado Federal; mandato fixo de três ou quatro anos e impossibilidade de exoneração desses dirigentes, salvo em caso de falta grave apurada mediante devido processo legal.
Ainda no que se refere à autonomia político-administrativa, há o instituto da quarentena, pelo qual os diretores ficam impedidos de prestar qualquer tipo de serviço, direta ou indiretamente, a empresas sobre sua regulamentação ou fiscalização, inclusive controladas, coligadas ou subsidiárias, ao longo de determinado período (geralmente de doze meses), após o término do mandato. Durante a quarentena, é assegurada ao ex-dirigente sua remuneração equivalente ao cargo de direção que exercia.258
Reitere-se que um dos marços do fortalecimento da autonomia das agências reguladoras deu-se quando o Supremo Tribunal Federal entendeu constitucional a vedação da
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JUSTEN FILHO, Marçal. O direito das agências reguladoras independentes. São Paulo: Dialética, 2002, p. 396.
257
BARROSO, Luís Roberto. Agências reguladoras, constituição, transformações do estado e legitimidade democrática. Revista de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Renovar, vol. 229, jul/set. 2002, p. 296.
258
BARROSO, Luís Roberto. Agências reguladoras, constituição, transformações do estado e legitimidade democrática. Revista de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Renovar, vol. 229, jul/set. 2002, p. 296-297.
exoneração ad nutum de seus dirigentes. Tal se deu quando do julgamento da Medida Cautelar pedida na ADIN nº 1949-0, no qual o decidiu o STF que a vedação da exoneração ad
nutum não viola as competências do Chefe do Executivo, admitindo o Supremo que a
exoneração apenas pode dar-se por justa causa, apurada mediante procedimento administrativo, no qual sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, ou se advier mudança da lei criadora da agência.259
No que tange à autonomia econômico-financeira, buscou-se dotar as agências reguladoras tanto de receitas orçamentárias próprias, como decorrentes da arrecadação de receitas oriundas de outras fontes, tais como taxas de fiscalização e regulação (às quais constituem importantes fontes de recursos), e taxas de participações em contratos e convênios.260
No entanto, verifica-se que a autonomia financeira das agências poderá ser tolhida, em face dos contingenciamentos orçamentários frequentemente realizados pelo Poder Executivo. Isso porque, conquanto esteja previsto nas leis de instituição ou criação dessas entidades que a fixação das dotações orçamentárias das agências na Lei de Orçamento Anual e sua programação orçamentária e financeira de execução não sofrerão limites nos seus valores para movimentação e empenho (por exemplo, o art. 15 da Lei nº 9.472/1007), tal disposição legal deve sofrer limitações ante o princípio da unidade orçamentária. Por meio de tal princípio, em face do interesse público, em casos de escassez na arrecadação de tributos, impõem-se contingenciamentos orçamentários até mesmo aos demais Poderes da República, (o que não dizer das agências?), as quais pertencem ao Poder Executivo.
259
ARAGÃO, Alexandre Santos de. Agências reguladoras e a evolução do direito administrativo econômico. Rio Janeiro: Forense, 2006, p. 242.
260
BARROSO, Luís Roberto. Agências reguladoras, constituição, transformações do estado e legitimidade democrática. Revista de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Renovar, vol. 229, p. 285-311. jul/set. 2002, p. 300.
Isso posto, voltando a vislumbrar o tema autonomia das agências reguladoras em termos mais gerais, mesmo considerando o elevado grau de independência de que são munidas, há de se ressaltar que a ordem jurídica nacional não comporta órgão político dotado de competências para organizar-se e atuar sem o concurso ou a interferência de outros órgãos. Caso contrário, seria incompatível com o princípio da separação dos poderes. Assim, não se vislumbra juridicamente possível que a autonomia das agências implique a atribuição a elas de poderes originários, de qualquer natureza, com subtração a um sistema de controles.261
Nesse contexto, embora as agências sejam dotadas de destacada autonomia, verifica- se que não estão isentas do sistema de freios e contrapesos característicos dos regimes democráticos, materializado pelas diversos mecanismos de controle presentes em nossa ordem constitucional. Tais mecanismos efetivam-se mediante os controles judicial (art. 5º, inciso XXXV); do Ministério Público (art. 127 e 129, incisos II e VI); do Legislativo (art. 70), incluindo-se o exercido pelo Tribunal de Contas, em auxílio ao Parlamento (art. 71); do sistema de controle interno do Poder Executivo (arts. 70 e 74), além do controle popular (art. 5º, inciso LXXIII, art. 72, § 2º).
Em arremate, pode-se concluir que a autonomia das agências reguladoras é um dos importantes instrumentos para possibilitar que sua atuação possa dar-se mediante critérios técnicos, desvinculados das ingerências político-eleitorais. Desse modo, a autonomia possibilita a melhoria da eficiência da atuação do Estado na regulação dos setores julgados sensíveis.
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JUSTEN FILHO, Marçal. O direito das agências reguladoras independentes. São Paulo: Dialética, 2002, p. 399.
5. AS ATIVIDADES-FIM DAS AGÊNCIAS REGULADORAS E OS ATOS