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1.6. Çalışmanın Kuramsal Çerçevesi

1.6.2. Metin ve Metin Türleri

As atribuições constitucionais do TCU são conseqüência do estabelecimento de sua missão de auxílio ao Congresso Nacional na realização do controle externo da Administração Pública Federal, pela conjugação dos seguintes artigos:

Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.

Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União (...).

Cabe, pois, ao Congresso Nacional, com o auxílio do TCU, o exercício do controle externo da Administração federal, estando sujeito ao referido controle não somente os órgãos e entidades da Administração Pública direta e indireta, mas também todas aquelas pessoas, físicas ou jurídicas, que tenha manipulado recursos financeiros, bens e valores públicos.

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SOUTO, Humberto Guimarães. Congresso nacional, tribunal de contas e controle externo. Revista do

Verifica-se, assim, a ampliação do rol dos denominados jurisdicionados ao TCU, em relação à Constituição de 1967 e à Emenda Constitucional nº 01/1969, passando a prever a submissão à fiscalização de um leque maior de legitimados, incluindo-se pessoas físicas e jurídicas fora da órbita da Administração. Tal ampliação demonstra o caráter democrático da Carta de 1988, que buscou eliminar eventuais hipóteses de não sujeição à atuação do controle externo.

Evandro Martins Guerra, ao comentar a ampliação do rol de jurisdicionados ao TCU, afirma que a regra geral estabelece que o controle atinja todos aqueles que, de uma forma ou de outra, administrem recursos públicos. Assim, estão aí incluídas as entidades paraestatais e as subvencionadas, isto é, aquelas que recebam algum tipo de auxílio pecuniário de determinado ente público. Incluem-se, também, os particulares responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos, ou seja, os que, mediante quaisquer meios, tais como convênio, contrato, subvenção, subsídio, recebam repasse do erário. Também estão incluídas as empresas ou sociedades subsidiárias e as concessionárias e permissionárias de serviços públicos.198

Os particulares que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário, também são alcançados pela Carta Fundamental. Dessa sorte, o controle externo, destinado precipuamente à Administração Pública, atinge a pessoa que cause dano ao erário, pois esta, ao manipular ou administrar recursos públicos, foi inserido no conceito mais amplo da Administração Pública, mesmo que de forma efêmera.

Verifica-se, também, que a fiscalização a ser realizada abrange diversas áreas da Administração, a contábil, a financeira, a orçamentária, a operacional e a patrimonial, para que seja analisada a conformidade dos atos ao ordenamento jurídico, a persecução do interesse público e a economicidade na utilização dos recursos do Erário. Assim, ficou para

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GUERRA, Evandro Martins. Funções e atividades do controle externo. Fórum de contratação e gestão

trás a época em que o controle externo apenas tinha como alvo a legalidade stritu sensu. Atualmente e cada vez mais, cresce em importância a verificação da eficiência e eficácia das despesas e políticas públicas, sem o que o Estado brasileiro não dará o saldo de que precisa rumo à melhoria da prestação dos serviços à população.

Quanto às atribuições do TCU, propriamente ditas, encontram-se basicamente elencadas nos dispositivos dos art. 71 e 72 da Constituição Federal e detalhadas em sua Lei Orgânica (Lei nº 8.443, de 16/07/1992). Para fins de melhor visualização, serão classificadas em funções, oito no total, quais sejam: fiscalizadora, consultiva, informativa, judicante, sancionadora, corretiva, normativa e de ouvidoria, conforme apresentadas por Humberto Guimarães Souto:199

a) função fiscalizadora: realizar auditorias e inspeções nas unidades de todos os órgãos e entidades da Administração direta e indireta dos três Poderes da União; examinar a regularidade de atos de admissão de pessoal e aposentadoria, reforma e pensão; fiscalizar as contas nacionais de empresas supranacionais de que a União participe; fiscalizar a aplicação de recursos federais repassados a Estados e Municípios, mediante convênio; controlar declarações de bens e rendas de autoridades públicas; calcular percentuais de participação de Estados e Municípios no Fundo de Participação dos Estados e no Fundo de Participação dos Municípios, além de fiscalizar a respectiva entrega e controlar arrecadação e renúncia de receitas;

b) função consultiva: analisar as contas do Presidente da República e emitir parecer prévio, a fim de subsidiar seu julgamento pelo Congresso Nacional; responder consultas feitas por determinadas autoridades sobre dúvidas atinentes a assuntos de competência do Tribunal;

c) função informativa: prestar informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por suas Casas ou suas respectivas Comissões; representar ao Poder competente sobre

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SOUTO, Humberto Guimarães. Congresso nacional, tribunal de contas e controle externo. Revista do

irregularidades apuradas; encaminhar ao Congresso Nacional relatórios trimestrais e de atividades;

d) função judicante: julgar contas de administradores públicos e de outros responsáveis por bens e valores públicos ou por prejuízos ao erário;

e) função sancionadora: condenar o responsável ao recolhimento do débito ou da multa; afastar do cargo dirigente responsável por obstrução de auditoria; declarar a indisponibilidade de bens; declarar a inabilitação para exercício de funções de confiança por 5 (cinco) a 8 (oito) anos; declarar a inidoneidade para participar de licitação por até 5 (cinco) anos; solicitar à Advocacia-Geral da União providências para o arresto de bens de responsável em débito;

f) função corretiva: fixar prazo para adoção de providências para cumprimento da lei; sustar ato impugnado quando não forem adotadas as providências determinadas;

g) função normativa: expedir instruções e atos normativos sobre matéria de competência do Tribunal e sobre organização de processos que lhe devam ser submetidos;

h) função de ouvidoria: receber denúncia oferecida por responsável pelo controle interno, por cidadão, partido político, associação ou sindicato; bem como representação feita por órgão ou autoridade e representação sobre irregularidades em licitação.

Assim, ante a tamanha amplitude das atribuições do TCU, verifica-se a relevância do papel por ele desempenhado perante o Estado e a sociedade brasileira.