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Sekülerleşme Teorisinin Eleştirisi

dinâmica da atividade turística desenvolvida no litoral do estado do Piauí, precisamente nos municípios de Cajueiro da Praia, Luís Correia, Parnaíba e Ilha Grande. O lugar singular de grande beleza paisagística natural dos 66 km de litoral do Piauí em contraponto aos 240 km de extensão do litoral do Maranhão e os 576 km do litoral do Ceará.

1.3 Território

Uma análise geográfica compreende os conceitos de espaço geográfico e território como indissociáveis, pois o território é formado a partir do espaço. Nesse sentido, através do conceito de território, pressupõe-se avaliar o espaço a partir de relações de poder (DALLABRIDA, 2011, p. 15).

Entende-se que essas relações de poder são desempenhadas pelos sujeitos que produzem o espaço e têm o objetivo de criar territórios, aos quais se denominam de sujeitos territoriais.

Tratando-se de território, Souza (1995) o entende como sendo "(...) definido e delimitado por e a partir de relações de poder" (p. 78). Ainda: "um campo de força, uma teia ou rede de relações sociais a par de sua complexidade interna, define, ao mesmo tempo um limite, uma alteridade: a diferença entre nós e os outros." (p. 86).

Os conflitos e contradições inerentes às sociedades têm íntima relação com a constituição de territórios, pois segundo Souza, "o território está, igualmente, presente em toda a espacialidade social ao menos enquanto o homem também estiver presente" (SOUZA, 1995, p. 96).

1.4 Região

O conceito de região, assim como as demais categorias de análise da Geografia, assumem significados diferentes, de acordo com o método utilizado para sua interpretação. A região natural, por exemplo, é definida por França e Leite (2008) como uma parcela da superfície terrestre, onde é caracterizada pela uniformidade, combinação e integração dos elementos da natureza, ou seja:

[...] a região natural, influenciada pela corrente determinista, que se caracterizava pela uniformidade dos resultados da combinação ou integração em áreas dos elementos da natureza, justificando a

35 exploração dos recursos naturais por interesses econômicos; [...] (FRANÇA e LEITE, 2008, p. 3).

Esse conceito de região considera os aspectos físicos e naturais. Por outro lado, a região geográfica, apesar de não se diferenciar em muitos aspectos da região natural, considera também a participação do homem com relação à natureza. O homem constitui parte ativa da região, conforme se verifica em:

[...]. Segundo essa perspectiva, “possibilista”, as regiões existem como unidades básicas do saber geográfico, não como unidades morfológica e fisicamente pré-constituídas, mas sim como o resultado do trabalho humano em um determinado ambiente (CASTRO, GOMES e CORREIA) 1995, p. 56).

A partir dessas discussões conceituais, surge a Nova Geografia, uma região abstrata, baseada em dados estatísticos quantitativos. Essa região não é concebida por meio de métodos empíricos, mas as intenções do pesquisador é que irão definir os critérios a serem utilizados na divisão regional:

[...]. Em outras palavras, é a técnica estatística que permite revelar as regiões de uma dada porção da superfície da Terra. Nesse sentido, definir regiões passa a ser um problema de aplicação eficiente de estatística: considerando-se os mesmos território, propósitos e técnica estatística, duas divisões regionais deverão apresentar os mesmos resultados, independentemente de terem sido feitas por dois pesquisadores distintos. [...] (CORRÊA, 2007, p. 32-33).

Dessa forma, região no contexto contemporâneo pode e deve ser trabalhada na perspectiva social. A importância dessa categoria para a análise do espaço geográfico, uma vez que regionalizar não significa apenas delimitar áreas, mas verificar quantitativa e qualitativamente de maneira concreta tudo o que constitui e/ou caracteriza uma região.

1.5 Paisagem

Já a noção de paisagem tem sido, para os geógrafos e cientistas de outras áreas (biólogos, agrônomos, ecólogos, arquitetos, entre outros), o ponto de partida para o entendimento das complexas relações entre o homem e a natureza, buscando, através dela, uma compreensão global da natureza, bem como possibilita

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projeções de uso, gestão de espaço e planejamento territorial. De acordo com essa premissa, “paisagem é o conjunto de formas, em um dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre o homem e a natureza. Ou, ainda, a paisagem se dá como conjunto de objetos concretos” (SANTOS, 1988).

Nesse sentido, pode-se conceber que a paisagem constitui-se como resultado do estabelecimento de uma inter-relação entre a esfera natural e a humana, na medida em que a natureza é percebida e apropriada pelo homem, que historicamente constitui o reflexo dessa organização.

Inicialmente, o embate acerca da conceituação da paisagem deu-se na dicotomia estabelecida pelos geógrafos que a diferenciavam entre paisagem natural e paisagem cultural. “A paisagem natural refere-se aos elementos combinados de geologia, geomorfologia, vegetação, rios e lagos, enquanto a paisagem cultural, humanizada, inclui todas as modificações feitas pelo homem, como nos espaços urbano e rural” (SANTOS, 1998).

Por outro lado, o geógrafo norte-americano Carl Sauer destaca:

Não podemos formar uma ideia de paisagem a não ser em termos de suas relações associadas ao tempo, bem como suas relações vinculadas com o espaço. Ela está em um processo constante de desenvolvimento ou dissolução e substituição. Assim, no sentido corológico, a alteração da área modificada pelo homem e sua apropriação para o uso são de importância fundamental. A área anterior à atividade humana é representada por um conjunto de fatos morfológicos. As formas que o homem introduziu são um outro conjunto (SAUER, 1998, p. 42).

Na visão de Sauer (1925), essa premissa sugere uma separação de paisagem natural e cultural, pois identifica o homem como agente transformador da natureza, vislumbrando na sua ação duas naturezas: uma anterior e outra posterior à ação humana. Dessa forma, a paisagem é concebida como uma representação cultural.

Para a Sociologia e a Economia, a paisagem é a base do meio físico, onde o homem em coletividade a utiliza, ou não, e a transforma, segundo diferentes critérios. Para a Botânica e a Ecologia, a paisagem significa um conjunto de

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organismos em um meio físico, cujas propriedades podem ser exemplificadas segundo leis e modelos, com ajuda das ciências físicas e ou biológicas.

A paisagem não se cria de uma só vez, mas por acréscimos, substituições; a lógica pela qual se fez um objeto no passado era a lógica da produção daquele momento. Conforme Milton Santos (1998), paisagem “é uma escrita sobre a outra, é um conjunto de objetos que têm idades diferentes, é uma herança de muitos diferentes momentos. A cidade é essa heterogeneidade de formas, mas subordinada a um movimento global.”

Segundo Morin (2009), a configuração da paisagem depende dos elementos, relações, atributos, entradas (inputs) e saídas do sistema (output) considerando uma análise espaço-temporal.

Para Rodriguez (2010), a análise se baseia no conceito de paisagem com um “todo sistêmico” em que se combinam a natureza, a economia, a sociedade e a cultura, em um amplo contexto de inúmeras variáveis que buscam representar a relação da natureza como um sistema e dela com o homem. Os sistemas formadores da paisagem são complexos e exigem uma multiplicidade de classificações que podem, segundo o autor, enquadrar-se perfeitamente em três princípios básicos de análise: o genético, o estrutural sistêmico e o histórico, que se fundem numa classificação complexa.

Considerando que o turismo é uma atividade que envolve deslocamento no espaço e presença de políticas públicas para viabilizar este deslocamento, os conceitos discutidos a partir deste momento, nesta Tese, têm como objetivo despertar para a importância de uma base teórica no campo do entendimento do turismo, tais como: litoral e praia, turismo e turismo sustentável, desenvolvimento sustentável e políticas públicas.