A. Birey Düzeyinde Savaşın Etkileri
A.2. Savaş İçinde Kadın Figürü
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Quantos olhares desenvolvemos ao longo da vida sobre nós e de que forma isto reflete na maior parte dos relacionamentos de compartilhamos? Por
21 JUNG, Carl Gustav. Ab-reação, análise dos sonhos, transferência. Obras Completas de C.G.
vezes, olhamos repentinamente e julgamos ser aquela imagem, contudo o que parece, na maioria das situações não é o que imaginávamos.
Quando nos lançamos na aventura do viver, não sabemos o que exatamente encontraremos, e muito menos se esta experiência será agradável, favorável ou significativa, se tocará o canal da sensibilidade ou simplesmente não nos permitirá extravasar as energias que carregamos em nosso interior.
Podemos fazer uso de uma metáfora, na qual veremos que dentro do interior da pessoa, há um abismo, no qual, quanto mais queremos conhecer, mais nos distanciamos da borda e escalar as profundezas não é uma ação fácil. Parece que toda vez que nos aproximamos do cume, lá estamos nós a despencar ou derrapar e temos que começar novamente a escalada.
O ser humano, realmente, é um ser imprevisível, pois poderão vir a existir pesquisas extensas ou com os maiores dados estatísticos ou comparativos, mas creio que não conseguiremos descrever quem é este homem, que da fragilidade se torna um gigante ou desafia as suas próprias limitações.
Por isso, que ao longo da existência nos revezamos em inúmeros papéis, somos, por vezes, artistas magníficos e em outros perecemos, sem vida, sem forças. A alma ou a energia que necessariamente nos constitui, se anula, pela tristeza, depressão, omissão, medo ou frustração. As teorias psicológicas apontam que não se pode ser plenamente equilibrado, entretanto, o projeto para sentir-se pleno deve fazer parte do cotidiano.
Beláustegui22 (2007) considera que a presença associada ao interior e ao exterior, envolve os sentidos humanos e por eles, o homem pode compreender a sua existência e a difusão dos papéis que vivencia ao longo de sua vida.
[...] esta co-presencia de todos los sentidos en el sentido común, y por la confluencia en él de todos los datos actuales de sus actos, éste adquiere una importancia fundamental en la función perspectiva. La evidencia mayor se da en tanto que, cada uno de los sentidos, como sus actos singulares, no puede existir independendientemente de la unión que tienen. ( p. 137 )
22 BELÁUSTEGUI, Gustavo Daniel. Psicólogo Argentino e Professor na Pontifícia Universidad
Católica Argentina. Seus estudos versam sobre as representações interpessoais e imagens e marcas do self.
Para tanto, a percepção e tudo o que os sentidos captam, irão nortear essa aventura pelo universo desconhecido da subjetividade humana, uma vez que está interconectada com o contexto intersubjetivo social ao qual pertence.
As imagens ou representações que serão tecidas pela vida humana, dependem do espaço subjetivo, como demonstram os estudos de Beláustegui (2007), contudo é justamente a expressão que determinará os desenhos mais representativos da condição humana e as conexões estreitadas no cotidiano, levarão a outra forma de perceber o seu estar no mundo. Nenhuma condição humana sustenta-se em um único prisma, ela será vista e analisada na ótica da perspectiva, que favorece olhares dos mais diversos e todos particulares, mas mediados pela riqueza das percepções.
Os espelhos da alma surgem como o confronto inevitável entre um ser e o não ser que busca justamente a interlocução entre estes dois universos, mas que ao mesmo tempo, almeja o espaço para que este ser também tenha os momentos de um não ser. A subjetividade, como o termo pontua, instala-se entre estes dois pólos para que possam co-existir e recriar um novo eu, assumindo uma experiência que ultrapassa os limites do próprio self.
Jung (1999), já apontava em seus estudos sobre o inconsciente, que há duas formas de analisá-lo, a dimensão pessoal e a coletiva e na interlocução dos dois, o espaço para o não-eu encontra elementos para tornar-se o que deseja por meio da vivência.
[...] se realmente existe um inconsciente que não é não pessoal, isto é, que não seja constituído de conteúdos adquiridos individualmente (esquecidos, percebidos subliminalmente, reprimidos), então deve haver necessariamente processos intrínsecos a esse Não-Eu, acontecimentos arquetípicos espontâneos, que só podem ser captados pela consciência através de projeções. É o primordial desconhecido e, simultaneamente, o primordial conhecido, do qual emana um enorme fascínio. Ele cega e ilumina, atrai e apavora ao mesmo tempo. Ele se manifesta nas fantasias, nos sonhos, nas alucinações, bem como em certos estados de êxtase religioso. (p. 155)
Provavelmente seja este fascínio, que observa Jung, um dos responsáveis por conectar o desconhecido com a experiência e com o autoconhecimento do eu, vislumbrando o que os olhos veem, porém por vezes fingem não compreender, e na medida em que se expandem, podem gerar fantasias ou aproximações com vivências místicas, que tendem a ampliar a consciência do homem.
As vivências místicas, por outro lado, nos permitem compreender a razão ou os motivos pelos quais, queremos ser pessoas melhores e naturalmente, agir juntamente aos outros, considerando as potencialidades que todos carregam em seu interior. A riqueza a qual se faz referência está no âmago de nossa essência, mas que tolhemos porque agimos pela lógica mercadológica, ofuscando o eu amoroso e terno que habita em cada um.
Jung23 (1999) elucida nossas reflexões, ao discorrer sobre o processo que o inconsciente pessoal faz para agregar o inconsciente coletivo, vinculando-se ao animus e a anima, a alma e o corpo, o particular e o universal, sendo que esse apropriar-se da liberdade ou do aprisionamento, é o confronto que possibilita a ruptura e o autoconhecimento do eu e do não-eu frente às vivências místicas que tendem a revelar o ser e o outro co-existindo.
[...] a “alma” que se une de novo ao “corpus” é o Um que nasce do Dois como “vinculum” comum a ambos. A alma aparece, portanto, como uma essência de relação. Em sua qualidade de representante do inconsciente coletivo, a anima psicológica também possui um caráter do “coletivo”. O inconsciente coletivo tem existência óbvia e universal; assim sendo, toda vez que aparece, ele acarreta uma identificação inconsciente, ou seja, uma “participation mystique”. Na medida em que a personalidade consciente nisso estiver aprisionada e não opuser resistência a esse envolvimento, este último vai personificar-se como anima (por ex. no sonho), como uma personalidade parcial relativamente autônoma que exerce influências essencialmente perturbadoras. Mas depois que uma profunda e demorada critica e uma dissolução das projeções permitiram que se realizasse uma diferenciação entre o eu e o inconsciente, a anima vai pouco a pouco deixando de ser uma personalidade autônoma. Desse momento em diante, ela se torna a função de relação entre o consciente e o inconsciente. ( p. 157, 158 )
Os caminhos para ultrapassar as projeções que se estabelecem na experiência do ser e do outro, podem ser os mais diversos, entretanto, não podemos ignorar que somente pela aproximação entre o que conhecemos culturalmente, nossa subjetividade e a relação que se constrói a partir desses três pilares, será possível, revelar quem queremos ser e o que não queremos ser.
O parecer ser e o vislumbrar não ser, se imbricam entre essas duas premissas, uma não consegue se estruturar sem a outra, justamente porque a partir delas, o homem, tem condições de perceber-se tal como é, interagindo e descobrindo suas limitações e dimensiona um novo eu, pois toda a experiência de confrontamento, nos modifica e mesmo que o inconsciente não revele, nos tornamos diferentes do que estávamos no inicio da experiência.
Um espelho jamais nos parecerá o mesmo, não pela sua condição estática e imutável, mas porque nos colocamos diante dele de uma outra forma e é isto que faz do homem um ser que não se contenta com o permanente e o definitivo, ele nasceu com a imanência do corpo, mas sua alma necessita transcender para prover e transgredir as suas próprias limitações e certezas, uma vez que somos aprendizes ao longo de toda a existência.
5 - AS TESSITURAS DO HUMANO NO UNIVERSO E AS CONEXÕES