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Saray, Meclis ve Yerel Yönetim Kademelerindeki Yozlaşmış

D. Savaşların Yozlaştırdığı Unsurlar

D.1. Saray, Meclis ve Yerel Yönetim Kademelerindeki Yozlaşmış

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Ao propor as espirais da subjetividade revelada na inteireza do educador para a construção do seu processo autoformativo, necessitamos penetrar no universo da originalidade do ser para compreendermos como os olhares passarão da contemplação a uma ação efetiva que proporcione as transformações necessárias para um novo modo de ver, sentir, significar e potencializar o conhecimento.

Moraes e Valente (2008) evidenciam que ao tomarmos como fonte de análise a dimensão subjetiva do ser humano, é preciso vincular essa ação à complexidade e conseqüentemente a um olhar transdisciplinar, pois:

[...] é uma realidade dinâmica, relacional, indeterminada, não- linear, difusa, e imprevisível. Uma realidade multidimensional, constituída de diferentes níveis: o macrofísico, microfísico e o virtual, e possuidora de uma natureza complexa. Assim a complexidade é responsável pela tessitura comum que integra e permeia os diferentes níveis da realidade. É também um fator constitutivo da vida e que permite essa tessitura comum e a existência de diferentes fluxos nutridores da vida e de seus processos relacionais, interdependentes e auto-organizadores. ( p.21)

35 MORIN, Edgar. Dimensão Metodológica. In MORAES, Maria Cândida, VALENTE, José

Armando. Como pesquisar em educação a partir da complexidade e da transdiciplinaridade? São Paulo: Paulus, 2008

Ampliando o olhar e procurando tecer os fios que unem os diversos conhecimentos e formas de perceber a realidade, carecemos de uma sustentação efetiva para nossa pesquisa. Para tanto, a dimensão transdisciplinar e os princípios metodológicos desenvolvidos por Morin (2000) estarão presentes ao longo desta pesquisa.

Para Morin36 (1996) a complexidade exige métodos de pesquisa

coerentes e abertos ao inesperado, ao acaso, e às emergências. Um método aberto à intuição, à imaginação e à criatividade. Enfim, um método mais de acordo com a dinâmica da vida e que não mais considere a realidade como imutável, estável ou fixa. Busca-se um método que já não despreze a subjetividade, a afetividade, nem as considere como fontes de erro. Almeja-se um método não como roteiro fixo, mas como referência que se transforme em prática, no exercício da própria pesquisa, percebendo que a realidade já não é tão previsível ou mesmo controlada por este ou aquele pesquisador ingênuo ou desavisado.

O olhar transdisciplinar que envolve o aporte da complexidade revela- nos que compreender a realidade em questão, carrega a cientificidade e todos os meios de comprovação e validação, tais como aquelas intituladas pesquisas quantitativas. Cabe ao pesquisador um compromisso, por meio da interpretação e análise assegurar o teor que a realidade desvela.

Sendo assim, para realizarmos essa pesquisa acadêmica sobre as interrogações que nos acompanham no contexto pessoal e profissional, a metodologia utilizada é o caminho que norteia as ações.

Neste contexto optou-se pelo paradigma naturalista, pois este parte do ambiente natural do objeto de estudo (LÜDKE, ANDRÉ, 1986). Percebemos a importância de encaminharmos o processo de investigação partindo do contexto educacional no qual está inserida, neste caso, a escola e o próprio educador.

A pesquisa proposta está sustentada numa abordagem qualitativa, com ênfase na pesquisa-ação. Carr e Kemmis (1988):

36 MORIN, Edgar. “Epistemologia da complexidade”. In:SCHNITMAN, D.F. ( org ) Novos

[...] recomendam aos professores uma oposição ao positivismo na prática, através de uma reflexão-ação permanente que também caracterizam como pesquisa-ação. A pesquisa-ação, assim compreendida, é simultaneamente, coletiva e individual, teórica e prática, envolvendo constante ação e reflexão em grupos de estudos que questionam seu trabalho e buscam aperfeiçoá-lo e aperfeiçoar-se. A interação que se estabelece entre teoria e prática e entre indivíduo e sociedade encontra-se no núcleo desse processo participativo e colaborativo de auto- reflexão. (p. 198)

Ao analisar como as espirais da subjetividade revelada na inteireza do educador podem construir processos autoformativos, desejo contribuir para uma reflexão que favoreça um novo olhar na forma de ser e estar no mundo e assim dar um novo sentido à construção do conhecimento e suas relações com os espaços subjetivos do ser humano, repercutindo em uma prática docente que faça a diferença e dando passos para promover uma cultura para a inteireza.

Para tanto, encontro respaldo na investigação que envolve a pesquisa- ação, pois esta considera os problemas que ocorrem em contextos nos quais os sujeitos estão envolvidos, procurando modificá-los, além de valorizar a participação e autonomia no processo, para assim transformar a realidade a qual está sendo investigada.

Serrano (1990) enfatiza e complementa esta proposta afirmando que:

[…] el proceso de investigación participativa que hemos descrito no termina con la planificación de determinadas acciones que se consideran prioritarias, pues el análisis continúo de la realidad, la ejecución de determinadas acciones con un carácter sistemático, nos llevan al descubrimiento de nuevas necesidades y problemas desde diferentes dimensiones de la realidad. De este modo se establece un proceso de retroalimentación permanente y la acción puede convertirse en fuente de conocimiento y en el camino para generar nuevas hipótesis. ( p.152).

O processo descrito por Serrano (1990) envolve as seguintes etapas:

[...] identificação das necessidades, formulação das estratégias de solução, inventário dos recursos disponíveis, encaminhamento das possíveis soluções e elaboração de uma retroalimentação permanente que possa contribuir para uma melhoria social e educativa da comunidade. ( p. 152).

Para proceder à realização da investigação na perspectiva da pesquisa- ação, utilizou-se a pesquisa cooperativa.

A pesquisa cooperativa envolve um trabalho conjunto e uma interação progressiva entre o pesquisador e os pesquisados. O objetivo da pesquisa cooperativa é contribuir para modificar as concepções das pessoas que participam da pesquisa, gerando inovações educacionais.

Reason exemplifica que a dimensão da pesquisa cooperativa consiste em uma idéia simples: “consiste fundamentalmente em que as pessoas

trabalhem juntas, como co-pesquisadoras, explorando e modificando seu mundo.”(1988, p.18)

Nesse tipo de pesquisa, a comunicação entre os participantes da investigação é muito importante, a evolução da mesma está condicionada ao crescimento de todos que estiverem envolvidos no processo de reflexão.

Serrano (1990) esclarece que

[…] la investigación colaborativa implica el trabajo en equipo de investigadores, técnicos y profesores, que juntos, caminan hacia la búsqueda de soluciones a un determinado problema. Exige un trabajo en equipo desde el comienzo del proceso hasta el final del mismo. Esto significa que todos tienen la misma responsabilidad en la toma de decisiones, pues al trabajar de forma conjunta, es decir cooperativa, todas las decisiones afectan a la totalidad de los miembros. Ahora bien, como cualquier equipo que funcione con una cierta organización, cada miembro deberá desempeñar unos determinados roles con el fin de que los resultados obtengan un carácter positivo para todo el equipo. ( p. 153).

O desafio da pesquisa cooperativa é que o trabalho reúna os recursos em comum, os interesses e a capacidade profissional, para alcançar a construção de propostas que venham beneficiar o ambiente no qual se está inserido.

Nos estudos desenvolvidos por Moraes (1991) sobre a pesquisa cooperativa percebe-se a influência na ação dos educadores:

[...] assumir novos riscos, de produzir constantemente transformações no próprio trabalho, esse espírito inovador parece ser um elemento muito importante nessa fase da vida dos professores. [...] é importante salientar que, pelo que os professores falam parece que há duas forças agindo sobre o professor: uma tendendo para a segurança de um trabalho já dominado pela prática anterior, o que leva à constância e manutenção de determinadas propostas de trabalho. Outra, movida pela necessidade de avançar e de se realizar, o impulso criativo e auto-realizador, que faz com que o professor permanentemente ponha em xeque idéias já estabelecidas na tentativa de aperfeiçoar suas propostas e a si próprio. ( p. 173)

A proposta da pesquisa cooperativa, na qual todos trabalhem em prol de um objetivo maior, acredito ser adequado para o propósito desta investigação.

Moraes ratifica esse pressuposto ao afirmar “sem mudanças não há

possibilidade de o professor avançar em sua educação. E, como as mudanças não podem ser feitas individualmente, transparece novamente a importância dos grupos de estudos.” (1991, p.179)

Quando educadores, por meio de sua subjetividade encontram um espaço para falar das suas dimensões auformativas, inevitavelmente o processo reflexivo se alarga e provoca transformações na ação cotidiana.