INDUSTRIALIZATION IN THE TURKISH ECONOMY
2.2. Sanayileşme Stratejiler
A origem do Batalhão Policial é a Companhia Independente Provisória, organizada pelo Capitão Gordiano Pereira, em 22 de janeiro de 1942. Em março desse ano, ele instalava a companhia junto a 9º Delegacia de Polícia, em Santana. O efetivo fixado era de 283 policiais. Dois anos depois, em 1944, o Decreto 14.162/44 a transformava em Primeira Companhia Independente. Seu efetivo foi aumentado para 898 pessoas e sua sede foi transferida para a Rua Ribeiro de Lima n. 140.118
Em 29 de julho de 1948, a Primeira Companhia Independente é convertida em Batalhão Policial (SILVA, 1950, 106). Conforme determinação do Coronel Eleutherio Brum Ferlich, então comandante-geral, o batalhão era para ser organizado
115 Em princípios de 1951, havia pesado câmbio negro na comercialização de carvão vegetal. Falseava-se
no peso e no preço. O diretor do Departamento, Capitão Jaime dos Santos designou o sargento investigador Ozar de Oliveira para averiguar a situação. Assumindo a figura de um comprador, ele começou a fazer levantamentos sobre as vendas ilegais. Na madrugada do dia 19 de maio de 1952 ele logrou efetuar a prisão de oito indivíduos que não obedeciam os preços tabelados. (Conta a lenda que ele os prendeu com um cachimbo que estava em seu bolso de paletó, fingindo ser ele um revólver.) (SERRAT FILHO, 1952, 30-33).
116 Esse setor era conhecido no interior da Força Pública por Departamento de Policiamento Econômico.
―Comovente preito de gratidão‖. Militia n. 52, Set/54, 48-49.
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As críticas feitas pela imprensa à situação de violência que existia em São Paulo, tanto quanto à condição da Força Pública, que era acusada de estar distante do policiamento, eram tão incisivas que o comando do 8º Batalhão de Caçadores (Campinas) resolveu, em fins de 1951 e início de 1952, receber um grupo de jornalistas e repórteres da região. A palestra acabou se tornando um artigo da revista Militia. Acerca das acusações atribuídas à Força Pública, assim se manifestou o comando da unidade: ―Não é de hoje, porém, que existe a lenda de que a Fôrça Pública de São Paulo é uma tropa militar, que vive aquartelada, cuidando só de instrução militar, sem fazer policiamento, e sem ser mesmo capaz de fazê-lo por falta de instrução adequada de seus elementos‖. E conclui: na ―execução de sua missão precípua tem a Fôrça Pública empregado todos os seus meios, quer nas funções de vigilância e garantia da ordem pública, quer na garantia da lei, da segurança das instituições e do exercício dos poderes constituídos‖ (BRITO, 1952, 68, 74, grifos nossos).
118 Atualmente, neste endereço, localiza-se o mais importante órgão de coordenação, controle e
em caráter ―provisório‖, a ―título experimental‖, com a finalidade precípua de concorrer aos ―policiamentos urbano, auxiliar, de trânsito e de rádio-patrulha no município da Capital‖.119
A criação do Batalhão Policial mereceu grande importância da elite governamental da época, o que demonstra como esta também estava ávida por achar uma nova destinação para a Força Pública. Apesar de seu ―caráter experimental‖, compareceram o Governador Ademar de Barros, o Prefeito Paulo Lauro, secretários de Estado e autoridades militares da 2º Região Militar. Era comandante geral o Coronel do Exército Eleutherio Brum Ferlich, que tanto incentivo fez para que a Força Pública fosse dirigida para o policiamento.120
O Batalhão Policial tinha a seguinte organização: a) Comando;
b) Pelotão Extranumerário;
c) Companhia de Policiamento de Trânsito; d) Companhia de Radio Patrulha;
e) Companhia de Policiamento Urbano; f) Companhia de Policiamento Auxiliar; g) Companhia de Escolta e Capturas.
A Companhia de Comando era a encarregada pelos assuntos administrativos do batalhão. A Companhia de Policiamento de Trânsito tinha por objetivo a fiscalização do trânsito na capital121, dividida em sete setores.122 A
119 Bol Ger n. 157, 16Jul48, p. 1386. Em 29 de julho, a corporação transferia aproximadamente 600
homens para completar o Batalhão Policial. Bol Ger 168, 29Jul/48, p. 1489-1496.
120―Batalhão Policial‖. Militia n. 48, Jul/Ago/1948, p. 99-100. 121
O trânsito já era um problema em fins dos anos 1940 e início dos 50. Os oficiais da Força Pública, com a mudança de enfoque que se verificava por esses idos, também começavam a se preocupar com assuntos mais correlatos ao policiamento. É o caso do trânsito na cidade de São Paulo. Relatórios do período indicavam o aumento da frota. Em 1925, das 07:00h as 19:00h, cerca de 14.500 veículos deixavam o centro em direção aos bairros. Essa média subiu para 28.000, em 1939, com um detalhe, apenas das 14:00h as 21:00h. Em 1948, no mesmo período, das 14:00h as 21:00h, transitavam 55.000 veículos. Os problemas já eram de tal monta que se sugeriam: vias subterrâneas; alargamento de pistas; construção de metrô; cruzamentos em planos diferentes (túneis e viadutos); novas ligações entre bairros; interligações entre rodovias, evitando que veículos com destinos que não sejam a capital passem por dentro da cidade (SERRAT FILHO, Monte, 1952, 36-40).
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No ano de 1949, essa companhia produziu 32.506 multas (com total de Cr$ 1.408.680,00) além de outras 14.145 multas cujo valor foi arbitrado pela Comissão de Julgamento de Infrações. ―Estatisticamente, em cada 10 minutos um carro é multado pela C.P.T. (SILVA, 1950, 108). Em 1951, a mesma companhia produziu 41.339 multas, num total de Cr$1.971.340,00. Nas rodovias, a Companhia de Policiamento Rodoviário produziu outras 42.522 multas, totalizando Cr$2.482.570,00. A Companhia de Policiamento de Rádio-Patrulha atendeu a 27.401 ocorrências. In ―Anuário Estatístico. Um resumo das atividades da Fôrça Pública, através de dados e gráficos expressivos, organizados pela 2ª EM do QG‖, Militia n. 31, Nov/Dez/1952.
Companhia de Policiamento de Rádio Patrulha trabalhava em estreita colaboração com o Departamento de Comunicações e Serviços de Rádio Patrulha (6ª Delegacia Auxiliar), cujo titular era o Delegado Laudelino de Abreu. O serviço policial mantinha 13 viaturas nas ruas da capital, as 24 horas do dia, sem interrupção, e era orientado pelo Delegado Manoel de Freitas, Diretor do Policiamento do Departamento de Comunicações e Serviços de Rádio Patrulha (DCS). À época, cada viatura era composta por quatro policiais: um motorista, um encarregado e dois auxiliares (SILVA, 1950, 108-109).123
A Companhia de Policiamento Urbano atuava no policiamento na 9ª Delegacia (Santana) e 10ª Delegacia (Penha). Dispunha de 3 postos móveis, rebocados por jipes. Estes postos podiam ser armados onde se fizesse necessário, especialmente nos serviços de fiscalização rodoviária. Na fiscalização dos divertimentos públicos, havia um pelotão com uniforme especial (SILVA, 1950, 109).
A Companhia de Policiamento Auxiliar era a encarregada por debelar tumultos ou motins. Ela mantinha um pelotão de prontidão durante as 24 horas do dia. Esta companhia dispunha de viaturas, armamento, equipamento e material especiais para debelar tumultos.124 Ela trabalhava estreitamente ligada ao
Departamento de Investigações e ao Departamento de Ordem Política e Social. Ela colaborava com o Serviço de Repressão ao Porte de Armas, tendo, no ano de 1949, aprendido um total de 5.738 armas. Esta companhia possuía uma
organização ‗típica de polícia militar‘ quer em armamento, ou organização. Provàvelmente, no futuro, grande parte da Fôrça será organizada nestes moldes, pois a eficiência comprovada no serviço não deixa dúvida quanto à sua superioridade sôbre a organização clássica (SILVA, 1950, 110).
A Companhia de Escoltas e Capturas colaborava com o Departamento de Investigações (DI). Ela fornecia efetivos para: guarda do DI e do presídio do Hipódromo; escolta no fórum e a escolta de presos da Penitenciária do Estado (não apenas em território paulista).125 No ano de 1949, a Companhia realizou: 855
diligências, no Estado; 60 diligências em outros Estados; 1.589 remoções de presos. ―É elevado o número de heróis desta companhia, tombados no cumprimento do dever, na luta insana de combate ao crime‖ (SILVA, 1950, 110).
123 Em 1950, a companhia atendia, em média, 1.443 ocorrências mensais, ou uma a cada 30
minutos (SILVA, 1950, 109).
124 A Companhia de Policiamento Auxiliar é, muito provavelmente, o embrião do atual Comando de
Policiamento de Choque ( CPChq) da Polícia Militar de São Paulo.
125 Mesmo sem ser institucionalizada, a Força Pública sempre teve um serviço de capturas. É exemplo o
lendário Tenente Galinha, apelido dado para João Antônio de Oliveira. Ele foi o comandante do Pelotão de Capturas da Força Pública nos princípios do século 20. A lenda diz que ele não trazia presos quando de suas incursões pelo interior do Estado, à procura de criminosos. Voltava apenas com as ―orelhas enfiadas num arame‖. Foi morto enquanto dormia pelo amante de sua esposa (MENEZES, 1951, 10-12).