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4.5. Eleştirel Söylem Çözümlemesi

4.6.1. Saldırı ve Şiddet Kaynağı Olarak Kürtler

A estabilização da Lei do Direito Autoral reforça os conceitos humanistas que contribuíram para a sua formação inicial e tem como conseqüência uma lei mais forte que, de fato, protege o autor, o criador da obra.

A busca de novos acordos bilaterais, unida ao crescimento da classe média e ao crescimento econômico do país, reflete a projeção do Brasil no âmbito mundial, ratificando assim, a força de sua economia interna, mesmo em tempos de crise.

Reafirmada a doutrina humanista do Direito Autoral, o Estado decide por não criar um órgão que fiscalize o ECAD e passa a exigir mais cautela e dedicação do Poder Judiciário ao julgar os processos judiciais, atuando de forma mais construtiva.

Dessa forma, os Poderes Legislativo e Judiciário protegem e garantem a estabilidade dos direitos do autor. Esse, por sua vez, vive o momento de democracia

profissional por estar legalmente amparado, com possibilidades de participar desse mercado economicamente favorável a todos os autores os públicos, não exigindo potencial criativo nem tampouco a banalização cultural em prol do comércio.

5.4 Questões para o Futuro e algumas considerações

Ainda sob a luz dos conceitos da Prospectiva, o pesquisador sugere alguns questionamentos e apontamentos para reflexão e consideração do campo explorado nesse estudo.

É possível antecipar a arrecadação de direitos de um compositor?

Ao desenvolver esse estudo, o pesquisador vislumbrou a possibilidade de desenvolver uma ferramenta que relacione prospectiva com projeção de números, através da análise, mensuração e comparação da perspectiva da vida do direito autoral de cada autor. Essa ferramenta se baseará em dados de Arrecadação e Distribuição de Direitos de um compositor de um determinado perfil para estipular projeções junto com as informações prospectivas obtidas para os cenários de um outro compositor de perfil semelhante.

A pergunta pesquisa para a elaboração dessa ferramenta e desenvolvimento do estudo seria: "É possível antecipar a arrecadação de direitos de um compositor?". Essa ferramenta poderá ser utilizada como fundamento para profissionais do mercado da música que possuem constante disputa de representação de catálogos musicais e visam barganhar autores e artistas com antecipações financeiras. Com essa ferramenta, os empresários terão maior conhecimento sobre o potencial de seus artistas e, saberão até que ponto uma oferta de adiantamento financeiro é válida.

A Participação do Autor e a Agência Reguladora

Uma das variáveis mais importantes do âmbito endógeno analisado foi a participação que o autor exerce sobre o sistema de arrecadação e distribuição do Direito Autoral. Uma vez que o autor transfere a responsabilidade administrativa de seus direitos para seu empresário, ele acaba se esquivando da transferência de informações relevantes sobre seu patrimônio. Dessa forma, ele acaba deixando de lado o conhecimento das normas, regras e procedimentos que devem ser considerados e seguidos à risca para que suas expectativas com relação a esse sistema sejam alcançadas. Conseqüentemente, a falta de informação sobre as normas desse sistema e a falta de interesse fortalecem o desacordo e a inconformidade que o autor tem em relação a esse, levando o mesmo a crer que o ECAD não possui regulamentação, o que já foi propriamente esclarecido no capítulo 2.4 anterior.

Um dos principais objetivos do Ministério da Cultura, com o fomento do Fórum Nacional do Direito Autoral foi discutir o papel do Estado no intuito de regulamentar os critérios de arrecadação e distribuição dos direitos autorais. Conforme ressaltado anteriormente, essencialmente, não é necessário nenhum tipo de intervenção reguladora, uma vez que os próprios compositores, representados por suas associações, participam da regulamentação da arrecadação e distribuição do ECAD, definindo inclusive os preços a serem cobrados.

Nesse sentido, entende se que há regulamentação e que, a proposta de criação de uma agência reguladora seria inválida, senão dispensável. Vale ressaltar o próprio manifesto de Marisa Gandelman durante a entrevista: "a regulamentação já é feita pela própria lei 9610 de 1998. O que talvez seja viável é a fiscalização do Estado".

Ainda assim, o Escritório passa por diversas auditorias a cada ano e procura ser o mais transparente com suas contas25.

A Participação dos Poderes Legislativo e Judiciário

A susceptibilidade da arrecadação dos direitos autorais, literalmente, é tida como reflexo do rigor legislativo. A Estabilidade trazida ao setor, depende do vigor da lei e de sua aplicabilidade, o que depende, respectivamente dos Poderes Legislativo e Judiciário. Contudo, o discurso nos Fóruns de que é necessário criar uma Agência Regulatória não apresenta consistência suficiente. Há alternativas mais saudáveis, mais dinâmicas e menos dispendiosas ao próprio governo do que a criação de uma Agência Regulatória. Uma alternativa seria a criação de conselhos formados por compositores e juristas de diversas associações e participações no setor, que, se reuniriam junto à Superintendência do ECAD, debateriam e atuariam de forma mais incisiva na Gestão Coletiva dos Direitos Autorais no Brasil.

Outra alternativa, ainda, seria a auto regulamentação do setor como o temos o excelente exemplo do CONAR (Conselho de Auto Regulamentação Publicitária)26, que reúne todos os interessados no desenvolvimento e prosperidade do setor publicitário de forma transparente.

Verificando ainda as influências sobre a atuação dos atores legais (Poderes Legislativo e Judiciário), não pode ser ignorado o argumento trazido pela ONG Creative Commons, que diz que o autor de uma obra não pode ceder seus direitos, tentando assim, corrigir um suposto erro com outro erro, uma vez que, a própria lei do direito autoral (9610/98 Art° 49) ressalta que os direitos de autor poderão ser total ou parcialmente transferidos a terceiros. Em outras palavras, o argumento de que o autor não consegue liberar as suas obras é uma blasfêmia: grandes eventos como o próprio Cirque du Soleil, negociam os direitos com seus produtores musicais a ponto de obterem a liberação de suas obras para execução pública sem ônus.

O Trabalho de campo

O Trabalho de campo feito com profissionais e personalidades do meio musical permitiu explorar variáveis pertinentes ao interesse operacional da gestão coletiva dos direitos autorais, dentre as quais destacam se o conhecimento da população sobre o direito autoral, a questão da inadimplência do usuário e a falta de transparência do ECAD.

Embora não tenham destaque no estudo de cenários, chama se atenção para a mais simples e plausível solução para esses problemas: investimento em Marketing Estratégico.

Ao contrário de muitas empresas, ONG's e órgãos públicos, o ECAD é constituído sob a forma de Associação, cabendo qualquer decisão vir de seus membros: os autores. Dessa forma, ele não possui um foco na sua imagem, mas sim, na satisfação dos autores que acabam se conformando com a imagem negativa onerada ao ECAD e não se preocupando com as conseqüências dessa imagem errônea. Não existe um trabalho publicitário focado na essência do ECAD, na relevância de sua atuação para a cultura e para a sociedade.

De acordo com o próprio organograma visto anteriormente, o ECAD possui departamento de Marketing, contudo, a questão não é 'ter ou não ter o departamento?', mas sim 'como é a atuação desse departamento?'. O Escritório não investe de forma expressiva em sua imagem porque seu foco é mais voltado para o endomarketing, na comunicação institucional realizada entre ele, os autores e as associações do que com a mídia, do que com a sociedade.

Como conseqüência, de certa forma até presumível, o ECAD sofre com o peso de uma imagem propalada pelos usuários que, insatisfeitos com as taxações e regulamentos do escritório, utilizam o poder que possuem na mídia para desvirtuar o conceito defendido por esse: defender os direitos do autor e, naturalmente, defender a nossa cultura.