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Sınırlı Sorumlu İstanbul Yapı Kooperatifleri Birliği

1. KOOPERATİFÇİLİK

3.1. Kooperatiflerde Derinlemesine Mülakat Uygulaması

3.1.6. Sınırlı Sorumlu İstanbul Yapı Kooperatifleri Birliği

Muito embora saibamos que existe uma distância significativa entre a oratória e a realidade concreta, a globalização política consiste no avanço de ideologias e regimes democráticos e individualistas, baseados na competitividade e independência da economia nacional, diminuição das diferenças das classes sociais, maior proteção dos direitos humanos, pluripartidarismo, etc.

O Brasil, pela extensão do seu "território verde", não poderia ficar alheio à globalização da política ambiental. Com a redução das barreiras alfandegárias (criação da Organização Mundial de Comércio em 1994) e conseqüente atração de investimentos estrangeiros, houve uma abertura progressiva dos mercados financeiros, resultando numa aceitação crescente das imposições ambientais na relação com os países desenvolvidos, além de maior abertura à cooperação internacional com respeito aos problemas ambientais, em particular na Amazônia.

As preocupações políticas não se centram apenas na Amazônia, nas reservas indígenas, cenários do assassinato de ecologistas como Chico Mendes em

1988 e, mais recentemente, da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang; mas também a extração de minérios no garimpo, a atividade predatória da indústria madeireira, as controvérsias quanto à biopirataria141.

Considerando que a participação do Estado, por seus governantes assume fundamental importância na elaboração de leis, na alocação de recursos para preservação do meio ambiente, sem ter a pretensão de esgotar o assunto, vale fazer uma pequena abordagem e contextualização do cenário político nos últimos quinze anos, abrangendo os governos dos ex-presidentes da República: Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso142 e uma visão ainda que parcial da gestão do atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

No governo de Fernando Collor de Mello (1990-1992), o ambientalismo encontrava-se em alta popularidade, ciente da escolha do Brasil para sediar a importante ECO-Rio 92, feita pela Assembléia Geral da ONU, o governo promoveu a globalização da agenda ambiental, bem como as ONGs mediante incentivo ao movimento ambientalista.

141 De modo geral, biopirataria significa a apropriação de conhecimentos e de recursos genéticos de comunidades de agricultores e comunidades indígenas por indivíduos ou por instituições que procuram o controle exclusivo do monopólio sobre esses recursos e conhecimentos. Por enquanto, ainda não existe uma definição padrão/legal sobre o termo biopirataria (baseado no relatório final da Comissão sobre direitos de propriedade intelectual - CIPR).

142 VIOLA, Eduardo. A globalização da Política Ambiental no Brasil, 1990-98. In Anais do XXXVII Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural Danilo Aguiar e J. B. Pinton (edit.). O Agronegócio do Mercosul e a sua Inserção na Economia Mundial. Brasília: SOBER, 1999, pp. 83-97.

Dentre as medidas de maior destaque ambiental, cita-se: a prorrogação da suspensão dos subsídios e incentivos fiscais para agropecuária na Amazônia; a suspensão do programa de ferro-gusa da Amazônia oriental; um maior monitoramento e fiscalização do desmatamento com queda de 50% nas queimadas, nos períodos entre agosto/outubro de 1990 (comparadas com o ano anterior); O início da elaboração do macro-zoneamento ecológico-econômico; O fim do programa nuclear paralelo dos militares e adesão do Brasil à política ocidental de não- proliferação nuclear.

Embora com contenções das despesas públicas, o BNDES apoiou projetos de despoluição, entre os quais destacam-se os da Baía da Guanabara e dos Rios Tietê e Guaíba; esSes projetos refletiram a conscientização pública, já que pela primeira vez obras de saneamento ambiental ocuparam um lugar central no gasto público de vários Estados.

No governo de Itamar Franco (1992-1994), devido à forte crise e instabilidade macroeconômica advindas também por conta do impeachment do Collor, as questões ambientais perdem o foco de atenção e são colocadas num segundo plano, gerando um declínio do movimento ambientalista e um questionamento da globalização.

Durante esse governo, foi criado o sofisticado Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), com a finalidade de controlar o espaço aéreo na Amazônia, bem como, um ministério em caráter extraordinário para a coordenação das ações governamentais na Amazônia, que poucas semanas depois foi fundido com o atual Ministério do Meio Ambiente.

No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), observa-se uma preocupação muito forte com a retomada da economia e aceleração da globalização e, novamente, as questões ambientais ficam num plano bastante secundário.

Embora ocorridas algumas mudanças na legislação ambiental, tais como a Lei de Recursos Hídricos e Crimes Ambientais, com a nova política industrial implementada os investidores estrangeiros entraram no país sem qualquer preocupação com o meio ambiente, e o resultado foi sensivelmente notado pelo aumento do congestionamento de trânsito nas cidades, e, em conseqüência, o aumento de emissões de CO2 (gás carbônico) e, como decorrência, a diminuição da qualidade de vida; além da provocação de uma predatória guerra fiscal entre os Estados.

A política agrícola federal continuou sem enfrentar os três problemas fundamentais do campo brasileiro: o desperdício de produtos na colheita, estocagem e transporte; a falta de incentivos econômicos para a conservação dos solos e mananciais; e o uso excessivo e irracional de agroquímicos.

Aliada à preocupação voltada ao crescimento econômico, os problemas de difícil governabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) agravaram-se frente à péssima distribuição geográfica e funcional dos recursos humanos, além do excesso de funcionários em atividades-meio em Brasília e nas capitais, a par de uma dramática carência de funcionários em atividades-fim

notadamente no campo,constituem uma das causas fundamentais do aumento das queimadas e desmatamento na Amazônia.

Um dos registros de pico do desmatamento na Amazônia ocorreu em 1988: a superfície desmatada foi de aproximadamente 28.000 Km2, equivalente a 0,82% da área total. No período entre 1989-94 houve uma queda significativa do desmatamento, correspondente à média de aproximadamente 0,35% ao ano. Em 1995 o desmatamento teve um novo pico com 27.000Km2, equivalente a 0,77% da área total. Em 1996 verifica-se uma nova queda do desmatamento com uma média de 0,40%. A partir de 1997 verificou-se um novo crescimento: 0,40% em 1997 e 0,47% em 1998.

Muitas são as críticas apontando a falta de compreensão do Estado na importância de se preservar a Amazônia, coibindo atividades econômicas, visando a impedir o avanço do crime organizado, principalmente do Narcotráfico.

Muito embora no atual governo do Presidente Luis Inácio Lula da Silva (2003-2006) as prioridades sejam as questões econômicas e sociais, alguns acontecimentos na área ambiental marcaram a história do Brasil.

Em 16 de fevereiro de 2005, depois de longos anos de discussão e tratativas internacionais143, entrou em vigor o Protocolo de Kyoto. Dentre os muitos

143 Desde a reunião de chefes de Estado e ministros, em Kyoto, Japão, em 1997, na qual foi firmado oficialmente o Protocolo de Kyoto, cujos signatários se comprometiam a reduzir as emissões de CO2 em 5%, os EUA se recusaram a assinar, alegando que, a redução de emissões iria prejudicar a economia norte-americana. O texto do acordo

aspectos relevantes, vale mencionar os tão falados créditos de carbono144, que é uma commodity passível de ser negociada, inclusive, em Bolsa de Valores.

A maior parte da emissão de gases no Brasil145 deve-se à derrubada e queimada da floresta amazônica para dar espaço a supostos projetos de desenvolvimento da pecuária e cultivo da soja, além das atividades industriais, transporte, mineração, entre outras.

Igual fator registrado pelo mundo todo, em total descompasso com o discurso apresentado pelo governo Lula, foi a ampla divulgação do aumento dos desmatamentos e queimadas na Amazônia de 6,2%.

estipulava que ele só se tornaria efetivo quando fosse ratificado por, pelo menos, 55% dos países signatários e que somassem 55% das emissões totais. E nesse contexto, os EUA, até 1990, eram responsáveis por 36,1 % do total das emissões de gases de efeito-estufa do mundo.

144 Os países desenvolvidos que não obedecerem ao acordo poderão adquirir dos países em desenvolvimento a quantidade de gases poluentes não emitidos. Em suma, esse é o significado do tão falado crédito de carbono. A legislação brasileira ainda não definiu claramente quem será considerado o proprietário das reduções de emissões, nem tampouco a previsão expressa na Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima, nem no Protocolo de Kyoto. Em todos esses documentos existe apenas a menção às formas de registro e contabilização estabelecendo o relacionamento entre os países participantes. Essa indefinição aumenta o grau de insegurança dos contratos de compra e venda de redução de emissão, prejudicando a implementação e crescimento efetivo desse mercado.

145 No Brasil existe uma pressão muito grande junto ao governo por parte dos produtores e exportadores de soja, carne, milho, algodão e, sobretudo, de madeira, com o objetivo de relaxar a fiscalização e as exigências de licenciamento ambiental, argumentando que estes constituem obstáculos ao crescimento econômico. A dificuldade de lutar contra o desmatamento decorre, entre outros motivos, dos generosos financiamentos conseguidos pelos grandes plantadores de soja no Mato Grosso do Sul junto ao Banco Mundial, sob a argumentação de que o agronegócio contribui para o desenvolvimento brasileiro.

Mais de 26,130 km2 de floresta amazônica foram desmatados, o que equivale ao tamanho do Estado de Alagoas, dentro de um quadro geral de 680 mil km2. O ritmo do desmatamento apresentado em um ano (agosto de 2003 a agosto de 2004) foi três vezes maior que o previsto pelo governo. Tanto que a imprensa mundial divulgou amplamente esses dados, questionando o cuidado dado pelo governo brasileiro ao chamado "pulmão do mundo".

Infelizmente, esta breve análise mostra que o governo brasileiro ainda não se compenetrou da importância político-social no combate à degradação ambiental e na luta pela preservação do meio ambiente, culminando na triste conclusão de que ainda está enraizada em nossa cultura a frenética busca pela tecnologia, pela modernização em massa a qualquer custo ou, melhor dizendo, à custa do povo brasileiro.