2. INCONEL 718’e UYGULANAN KAYNAK YÖNTEMLERİ
2.3. Sürtünme Karıştırma Kaynağı
Acerca de António Simões, sabemos somente aquilo que é transmitido pelo seu registo de óbito, que ocorreu a 4 de Abril de 1717:
Aos coatro dias do mes de Abril da era de mil e setecentos e dezassete annos faleceu da vida prezente Antonio Simões Livreiro morador que foy nesta minha freguezia e foy cazado com Brizida da Conceyçam nam fez testamento foy sepultado dentro nesta Jgreia do cruzeiro pera baixo
e por assi medes fiz este termo que asignei mês e era ut supra
a) Prior Matheus Nogueira Candido,149
Na verdade, nada atesta que este António Simões seja o mesmo que possuiu oficina tipográfica em Coimbra, já que é citado somente como livreiro; por outro lado, o local escolhido para a sua sepultura, do cruzeiro pera baixo da igreja de São Cristóvão, pode indicar que não se tratava da mesma pessoa, já que os outros impressores com oficina própria, que encontraram sepultura na mesma igreja, foram todos inumados em frente a altares de santos ou do cruzeiro para cima.
Não obstante, Joaquim Martins Carvalho aceita que o livreiro casado com Brígida da Conceição teve oficina tipográfica na Rua das Fangas e foi impressor privilegiado da Universidade, tomou o hábito da Ordem Terceira em 1615 e faleceu dois anos depois, o que condiz com o assento de óbito transcrito150.
Apesar de ser consensual a data da morte de António Simões, a sua actividade tipográfica parece ter terminado uns anos antes, em 1709, quando imprime o Sermão […] na transladação da milagrosa imagem de Santo Christo de Santa Justa para a Igreja de São-Tiago […], de José Delgarte.
Podemos, assim, estabelecer que a obra tipográfica da oficina de António Simões se baliza entre 1696 e 1709, um período não muito vasto se o compararmos com outros impressores de Coimbra da mesma época; permite, mesmo assim, a execução de um conjunto de obras com alguma importância, além do serviço feito para a Universidade de Coimbra.
A primeira obra de que temos conhecimento é, precisamente, um pequeno caderno contendo o projecto para a defesa de provas académicas em direito canónico: as
149 Coimbra, Arquivo Distrital, Registos Paroquiais, Livro de óbitos da freguesia de São Cristóvão (Sé
Velha) (1651-1732), fl. 98.
Pontificias conclusiones […], de Manuel Correia Vasques, impressas em 1696; no ano seguinte, 1697, é impressa outra obra do mesmo tipo, as Pontificias conclusiones […],
de Manuel Álvares de Carvalho. Mas neste ano imprime-se duas outras obras: a
Doutrina Christam […], do Cardeal Durazzo, acrescentada por Inácio de Jesus Maria, e
o primeiro tomo do De Iure Lusitano [...], uma obra de direito civil da autoria do jurista Mateus Homem Leitão.
Em 1698 imprime-se um sermão de Manuel de São José, o Sermão das
Lagrimas da Madalena […], e um conjunto de obras ligadas a provas universitárias do
tipo que já apontámos: as Caesareas conclusiones […], de Luís Freire de Andrada; as Pontificias conclusiones […], de João Pereira de Carvalho; as Caesareas, conclusiones
[…], de Inácio de Moraes Madureira; as Caesareas conclusiones […], de António
Pereira Monteiro; finalmente, as Pontificias conclusiones […], de Francisco Simões da
Veiga.
Este conjunto de obras aumenta em 1699 com mais catorze obras deste tipo: as
Pontificii juris conclusiones […], de Inácio Pires de Almeida; as Conclusiones pontificias […], de António da Silva Barros; as Caesareas conclusiones […], de José Pereira de Beja; as Iuris pontificii resolutiones […], de Francisco de Évora Caldeira; as
Pontificias theses […], de João Baptista de Carvalho; as Pontificias conclusiones […], de Pedro Falcão; a proposta de defesa de provas académicas de Francisco Trigueiro de Góis sobre direito civil, cujo título começa por Caesaream legatorum classem inaeque
immenso, ac profundo juris ciuilis occeano […]; as Pontificias conclusiones […], de Valério da Costa e Gouveia; as Philosophiae certamina […], de António de Miranda
Henriques; o Imperium philosophicum […], de Francisco Machado; as Pontificias conclusiones […], de Manuel de Matos; as Philosophiae certamina […], de Henrique de
Meneses; as Pontificias conclusiones […], de Manuel Gomes Soares; o Fasciculum ex uniuersa philosophia […], de José Rodrigues dos Reis. A estas obras, acrescente-se uma
edição do Repertorio das Ordenaçoens do Reyno de Portugal […], de Manuel Mendes
de Castro, e o Viriato Tragico […], de Brás Garcia de Mascarenhas.
Em 1700, por não termos encontrado obras ligadas a provas académicas, ficamos com a ideia de que a oficina de António Simões só imprimiu uma nova edição do primeiro tomo do De iure lusitano […], de Mateus Homem Leitão; a realidade é que a
oficina parece só uma vez ter voltado a ser contratada para imprimir obras daquele género. Em contrapartida, entre 1701 e 1706, dá à estampa uma colecção de Villancicos que começaram a ser cantados na Sé do bispo conimbricense D. João de Melo, mas cuja
tradição se manteve enquanto a cátedra episcopal esteve vaga e depois da entrada de D. António de Vasconcelos e Sousa:
[...] Nas Matinas, & Festa do Natal de 1701. 1701
[...] Nas Matinas, & Festa dos Reys. de 1702 1701
[...] Nas Matinas, & Festa do Natal. de 1702 1702
[...] Nas Matinas, & Festa do Natal. de 1703. 1703
[...] Nas Matinas, & Festa dos Reys de 1705 1704
[...] Nas Matinas, & Festa dos Reys de 1705. 1705
[...] Nas Matinas, & festa dos Reys de 1707. 1706
[...] Nas Matinas, & Festa do Natal de 1706 1706
Para além destes Villancicos poucas obras a oficina produziu no período compreendido entre 1701 e 1706. As excepções são a Rupes parnasia […], de Roque
Ribeiro de Abreu, que consiste na sua proposta para a defesa de provas académicas em 1701, mas que saíu sem a data de impressão, e a Medula mystica […], de Francisco de
Santo Tomás, impressa em 1705. Em 1706 imprime-se, ainda, a Oraçam funebre nas
honras posthumas que dedicou a Irmandade dos Italianos na sua Casa do Loreto, às Cinsas do Santissimo Padre Innocencio XII […], pregado pelo cónego regular de Santo
Agostinho D. Gaspar da Encarnação.
As restantes obras da carreira de António Simões situam-se, efectivamente, no campo da parenética, imprimindo o Sermão de Nossa Senhora dos Anjos com o
admirauel jubileu da Porciuncula […], do capucho Nicolau da Conceição em 1707 e
uma colectânea de sermões do Padre Francisco Vieira, sob o título Voz euangelica […], em 1708. Em 1709 imprime somente o sermão do Padre José Delgarte, que atrás referimos.