2. INCONEL 718’e UYGULANAN KAYNAK YÖNTEMLERİ
2.1. TIG Kaynağı
2.1.5. Koruyucu gazlar
Manuel Rodrigues de Almeida foi testemunha no processo de habilitação para familiar do Santo Ofício de José Ferreira, assinando o respectivo auto e sendo aí mencionado como livreiro, tendo na altura (22 de Janeiro de 1665) trinta e seis anos de idade135. José Pinto Loureiro, seguindo Joaquim Martins de Carvalho136 dá-o como nascido no lugar de Arrancada, freguesia de São Pedro de Valongo, concelho de Águeda, e defende que «já em 1661 era mercador de livros, com loja na primeira casa
do lado direito, logo ao princípio da Rua das Fangas (Rua Fernandes Tomás), quando se sobe»137, contígua à casa do mercador de livros José Ferreira. Indica, igualmente, que Manuel Rodrigues de Almeida era familiar do Santo Ofício138. Nas mesmas casas onde vivia instalaria a sua oficina de impressão, activa a partir de 1679.
Casou com Ana Lamega em data incerta, como consta do assento de óbito da sua esposa, falecida a 24 de Junho de 1700:
Em os vinte e quatro dias do mes de Junho de Mil e sete Centos annos faleceo nesta freguesia de s. Cristóvão Com todos os sacramentos Anna Lamega Molher de Manoel Rodrigues de Almeida não fes testamento seu corpo está sepultado dentro da Jgreia do Cruzeiro pera sima
em fee de que fiz este termo que asignei dia Mes e anno ut supra,
a) O Prior Manoel Simões dos Sanctos139
Manuel Rodrigues de Almeida sobreviver-lhe-ia cerca de três anos, falecendo a 26 de Setembro de 1703:
Em os vinte e seis dias do mês de 7bro de mil e setecentos e tres annos faleceo Manuel
Rodriguez de Almeida dessa freguesia com todos os sacramentos seu corpo foi sepultado dentro na Jgreia defronte do altar de Nossa senhora acima do cruzeiro
em fee de que fis este termo que asigney dia mes e anno vt supra
a) O Prior encomendado Antonio Ferreira dos
Sanctos140
135 Lisboa, ANTT, Habilitações do Santo Ofício, «José», Maço 2, diligência n.º 31.
136 Cf. Joaquim Martins de Carvalho, Apontamentos [...], pp. 301-302. J. Martins de Carvalho refere que
Manuel Rodrigues de Almeida era natural de Arrancada, freguesia de São Pedro de Valongo, concelho de Águeda, filho de Manuel Francisco e Madalena Rorigues de Almeida. Diz, além disso, que esse impressor estabeleceu a sua oficina nas casas onde vivia, no ano de 1680, informação repetida por José Pinto Loureiro, «Livreiros e livrarias de Coimbra», Arquivo Coimbrão, pág. 128.
137 José Pinto Loureiro, «Livreiros e livrarias de Coimbra», Arquivo Coimbrão, pág. 128.
138 Lisboa, ANTT, Habilitações do Santo Ofício, «Manuel», Maço 19, diligência n.º 492. Agradeço à
Professora Doutora Maria Fernanda de Olival a indicação deste processo.
139 Coimbra, Arquivo Distrital, Registos Paroquiais, Livro Misto da Freguesia de São Cristóvão (1614-
1652), fl. 66v.º.
140 Coimbra, Arquivo Distrital, Registos Paroquiais, Livro de óbitos da freguesia de São Cristóvão (Sé
A sua obra tipográfica decorre de 1679 a 1702, iniciando-se com a Breue
explicaçam dos casos reseruados nas Constituiçoens deste Arcebispado de Lisboa, & em algas dos outros Arcebispados deste Reyno de Portugal […], único livro impresso
no primeiro ano de actividade. Em 1680, no entanto, imprime-se já quatro obras, todas de parenética: o Sermam da Dominga Sexta da Quaresma […], de Cristóvão de
Almeida, o Sermaõ do Mandato […], o Sermam da Confissam […] e o Sermam das penitentes lagrimas da Santa Magdalena […], todos de João de Carvalho. Em 1681, o
número de obras desce, mas a sua tipologia mantém-se, imprimindo-se o Sermam do
desgrauo de Christo […] e o Sermam do Sabbado Sexto da Quaresma […], ambos de
Cristóvão de Almeida.
Em 1682, imprimiu-se, apenas, a obra jurídica de Álvaro Vaz, ou Valasco,
Reperiuntur in initio summa quaestionum capita, & duo locupletissimi, indices, alter legum juris communis […], que apresenta duas variantes.
No ano seguinte nada parece ter sido imprimido e, por isso, só em 1684 se retoma a produção da oficina, com duas obras de João Nunes Freire sumamente conhecidas: as Annotaçoens ad rudimenta grammaticae …] e as Annotaçoens aos
generos e preteritos da arte noua […].
A edição de parenética é retomada em 1685, com dois sermões da autoria de Francisco de Santa Maria, o Sermam da primeira oytava da Paschoa […] e o Sermam
da Visitaçam […]. Nada mais se imprime nesse ano, mas no seguinte imprime-se sete
sermões: o [...] do Glorioso Martyr Sam Sebastiam [...], de Amador da Conceição; o [...] da Quarta Dominga da Quaresma [...] e o [...] na celebridade de N. Senhora de la
Antigua [...], de Jerónimo Ribeiro de Carvalho; o que foi pregado [...] na Festa da
Coroa de Espinhos de Christo N. S. [...], por Manuel da Conceição; o que foi feito [...]
As Religiosas do Mosteiro do Salvador [...] por de Álvaro Leitão; o da [...] Sexta feira
do Paralitico [...], de José de Faria Manuel; e o pregado [...] A Justiça na Bahia [...] por António de Sá. O repertório das obras impressas em 1686 fica completo com o segundo tomo do Consultationum ac rerum judicatarum in Regno Lusitaniae [...], de Álvaro Vaz (ou Valasco), e com uma edição da Luz da Medicina [...], de Francisco Morato Roma.
Em 1687, dá-se continuidade à impressão de parenética, que constituiu o maior grupo tipológico de obras produzidas na oficina de Manuel Rodrigues de Almeida, uma tendência que, aliás, se verifica em todas as outras oficinas operantes em Coimbra neste período. No entanto, esta oficina, no referido ano, imprime somente um sermão,
simultaneamente a sua única obra: o Sermão da Gloriosa Santa Luzia [...], de Manuel de Azevedo, que apresenta duas variantes diferenciadas através do rosto e das assinaturas dos cadernos.
No ano seguinte, 1688, volta a imprimir um só sermão, o Sermam das Almas [...], de Amador da Conceição, mas imprime também uma edição da Arte do cantochão [...], de Matias de Sousa Vilalobos, e um volume contendo os Villancicos que se
cantaram na See do Illustrissimo Senhor Dom Ioam de Mello Bispo Conde, Nas Matinas, & festas dos Reys de 1688, que saiu sem data. A edição de um volume deste tipo é repetida em 1689, com os das [...] Matinas, & festa do Natal de 1689, única obra que sai dos prelos de Manuel Rodrigues de Almeida nesse ano.
Em 1690, imprimem-se três obras de diferentes tipos: um sermão (o Sermão na
Primeira Sesta feira da Quaresma [...] de António de Sá), um fascículo referente a provas académicas (o Pontificum [...], de Manuel Moreira da Costa) e uma edição de vilancicos ([...] Nas Matinas, & festas dos Reys de 1691). Logo no ano seguinte, surge nova edição destes cantos, para as [...] Matinas, & festa do Natal de 1691, mas a obras mais importantes impressas nesse ano de 1691 são o Inchiridion de Missas Solemnes e
Votiuas [...], de Matias de Sousa Vilalobos e o Processionarium Monasticum [...] da Ordem de São Bento.
Novas edições de vilancicos surgem nos anos de 1692 e 1693, correspondentes às celebrações do Natal ou dos Reis Magos, como se verifica pelos títulos:
1692 [...] Nas Matinas, & festa do Natal de 1692 1692 [...] Nas Matinas, & Festas do [sic] Reys de 1693 1693 [...] Nas Matinas, & Festa dos Reys de 1694
A diferença que existe entre os dois referidos anos tem a ver com o facto de, em 1692, nada mais se imprimir além das duas citadas edições, enquanto que, em 1693, parece ter-se impresso uma edição da Pratica de Barbeiros [...], de Manuel Leitão, embora não tenhamos conhecimento de qualquer exemplar que tenha subsistido.
Em 1694, só se imprime o Sermam de S. Gonçalo [...], de Cristóvão de Lisboa e, no ano seguinte, a obra tipográfica da oficina resumir-se-ia à edição de parenética, não fora a impressão do Processionarium ad usum [...] no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Em 1695, imprimiu-se, também, o Sermam do Santissimo Sacramento [...] e o [...] na Festa do Rosario [...], ambos da autoria de Jerónimo Ribeiro de Carvalho.
Os anos de 1696 e 1697 caracterizam-se pela impressão de edições de vilancicos, repartidos da seguinte forma:
1696 [...] Nas Matinas, & Festa de Natal de 1696. 1696 [...] Nas Matinas, & Festa dos Reys de 1697. 1697 [...] Nas Matinas, & Festa do Natal de 1697. 1698 [...] Nas Matinas, & Festa dos Reys de 1698.
Em 1698, parece que nada se imprimiu e, em 1699, temos apenas o De Munere
Judicis Orphanorum [...], de Diogo Guerreiro Camacho de Aboim. A obra tipográfica de Manuel Rodrigues de Almeida completa-se, já em pleno século XVIII, com a impressão, em 1702, do Estatuto da Irmandade dos Clerigos do Appostolo Sam Pedro
Sita na Cidade de Braga [...].