TOPLUMSAL CİNSİYET EŞİTSİZLİĞİ KURAMI
Şema 1.1 : Sürdürülebilirliğin Kesişen Dairelerle (Üçlü Alan) İfade Edilmesi
Ao realizar este estudo sobre Gabriel García Márquez e sua obra Cem anos de
solidão, tive o imenso prazer de mergulhar no vasto e rico universo de Macondo, além de entrar em contato com outros livros magníficos do escritor, mas principalmente com livros de contos como Doze contos peregrinos e A triste história da cândida Erêndira e
sua avó desalmada. Ao conhecer mais sobre o estilo desse escritor tive ainda mais motivos para admirá-lo e para sentir-me realizada com esse trabalho. Entender que a escrita de Márquez dialoga com os principais preceitos estéticos e ideológicos do Real Maravilhoso latino-americano foi indispensável para que eu pudesse lançar um novo olhar para sua trajetória literária e principalmente para seu mais renomado romance.
Um dos principais objetivos desta pesquisa como foi possível ver girava em torno das conceituações de Realismo Mágico, Real Maravilhoso e de Realismo Maravilhoso, pensando no modo como a teoria literária aborda essas noções. Cabe ressaltar que compreender tais noções tornou-se uma de nossas prioridades, pois ao longo da história as obras de Gabriel García Márquez vão sendo “rotuladas”, principalmente pelo selo mágico-realista. No intuito de compreender melhor esses conceitos dialogamos com as ideias dos principais estudiosos do tema, dentre eles o cubano Alejo Carpentier. Em contato com sua teoria do Real Maravilhoso Americano foi possível chegar à conclusão de que a escrita de Márquez traz essa essência cultural de que nos fala Carpentier, carregada de misticismo e de fé. Ao concluir que a escrita de Márquez é uma escrita de valorização dos traços históricos e culturais da Colômbia e da América Latina foi possível analisar seu romance Cem anos de solidão sob outro viés, que extrapola a “magia” e a natureza exótica. Com esta conclusão passamos a designar seu romance Cem anos de solidão e seu estilo sob a alcunha de “real-maravilhosos”.
Após chegar à conclusão de que Márquez partilhava do pensamento de Alejo Carpentier e de que atuava como importante representante da vertente do Real Maravilhoso latino-americano foi possível realizar um mapeamento dentro de sua principal narrativa dos elementos que mantinham uma relação direta com essa estética. No decorrer do segundo capítulo, portanto, é possível encontrar as imagens predominantes em seu romance, não somente às imagens sobrenaturais, mas as imagens míticas e milagrosas que fazem referência direta aos mitos e às crenças colombianas, as imagens que representam acontecimentos históricos e políticos da Colômbia e da
América Latina, além das imagens insólitas e hiperbólicas que estão arraigadas à fé e as tradições do povo que habitava a região próxima ao mar do Caribe assim como o próprio escritor.
Ao propor uma aproximação entre as narrativas fílmicas Como água para
chocolate e A casa dos espíritos estas deveriam de algum modo retomar esse estilo do escritor e de alguma forma algumas das imagens recorrentes em seu romance. Como se pôde notar a narrativa fílmica mexicana, é exemplar nesse sentido, pois representa de modo fabuloso a cultura desse povo, representando tradições milenares, crendices e representando o cotidiano de latino-americanos comuns que se vêm em meio a acontecimentos do plano do sobrenatural. Alfonso Arau capta a mesma atmosfera existente em Cem anos de solidão,a “maravilha” toma conta de toda a narrativa. A conclusão a que se pôde chegar nesse momento é que o “ser latino-americano” contribuiu de forma decisiva para que essa produção fílmica olhasse tudo sob a ótica do Real Maravilhoso. Enquanto que em A casa dos espíritos torna-se visível uma ruptura com essa estética e mais se torna visível a opção do diretor Bille August por não se aprofundar neste novo “mundo”. Ele preserva, portanto, sua postura e mentalidade eurocêntrica, racionalizando os acontecimentos metaempíricos e retirando o espectador da beleza do universo “maravilhoso” para atirá-lo à realidade.
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