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Sürdürülebilir Kalkınma Ve Sosyal Boyut

1.4 SÜRDÜRÜLEBİLİR KALKINMANIN BİLEŞENLERİ

1.4.4 Sürdürülebilir Kalkınma Ve Sosyal Boyut

Taylor (1911) radicaliza o conceito de controle do trabalho ao advogar que nenhuma decisão sobre o trabalho deveria ser atribuída aos trabalhadores, mas sempre à gerência. Defende que, quando o trabalho se torna um fenômeno social mais do que individual, as atividades de concepção devem ser separadas daquelas ligadas à execução. Em outras palavras, o fator subjetivo do processo produtivo deve ser transferido aos gerentes e diretores.

Dentro dos princípios que Taylor (1911) criou no começo do século XX, designando- os "gerenciamento científico", a ideia de desqualificação do trabalhador é, portanto, um elemento central.

A implantação dessa proposta exige, em primeiro lugar, a sistematização do conhecimento produtivo, ou seja, a coleta do conhecimento que os trabalhadores detêm. Nesse sentido, o autor procurou criar métodos voltados para o emprego da informação estratégica na organização de times, monitoramento e controle do trabalho. Defendeu que era atribuição da gerência "a função de reunir todos os conhecimentos tradicionais que os trabalhadores tinham no passado e, então, classificá-los, tabulá-los, reduzi-los a normas, leis ou fórmulas, grandemente úteis ao operário para execução do seu trabalho diário" (TAYLOR, 1911).

Taylor (1911) enaltece a administração da empresa pautada pelo cientismo e tece críticas à administração por incentivo e iniciativa, ou seja, a gratificação e a recompensa dos trabalhadores que propõem aprimoramentos nos processos produtivos. Segundo o autor, esse tipo de estratégia torna o administrador dependente da iniciativa e das ideias dos trabalhadores.

Esses pontos de vista de Taylor mostram que não é novo o debate acerca da necessidade de converter o conhecimento tácito em explícito para aprimorar os processos

produtivos e a eficiência das instituições, discussão esta muito em voga na Ciência da Informação.

Conforme explica Braverman (2011), o taylorismo pode ser resumido em três princípios. O primeiro recomenda que o processo de trabalho seja dissociado das habilidades dos trabalhadores. Em segundo lugar, as atividades ligadas à concepção devem ser separadas daquelas voltadas para a execução. Adicionalmente, Taylor defende o uso do monopólio do conhecimento para controlar cada passo ao longo do processo de trabalho e seu modo de expressão.

Foster (1997) destaca que, ao enfatizar a necessidade de ampliar o controle da gerência sobre o processo de trabalho, Taylor busca romper com o conhecimento do trabalhador, concentrando-o nos níveis hierárquicos superiores, de maneira que mesmo as tarefas mais simples sejam supervisionadas.

Conforme afirma Braverman (2011), quando Taylor propõe a separação da unidade dialética do trabalho de concepção e de execução, ele reduz os trabalhadores ao nível do trabalho em sua forma animal.

O mérito de Taylor, segundo Perelman (1998), não está no campo do gerenciamento de trabalhadores, mas sim em seu esforço para descobrir informações sobre os processos de produção que fossem superiores àquelas que os trabalhadores qualificados tinham. Ele pretendeu, por meio de ensaios e pesquisas metódicas, superar o conhecimento dos trabalhadores, almejando que o conhecimento advindo desse método tornasse o conhecimento tradicional obsoleto. Porém, não pretendia criar, com o gerenciamento que chama de científico, uma forma alternativa de direito de propriedade intelectual. Seu objetivo era, na verdade, quebrar o monopólio dos trabalhadores em relação ao conhecimento por eles dominado.

Braverman (2011) afirma que Taylor se empenhou em aplicar métodos da ciência aos problemas complexos e crescentes ligados ao controle do trabalho em empresas capitalistas que estavam em rápida expansão. No entanto, conforme critica Braverman, esse construto teórico carece de características de uma verdadeira ciência, pois suas pressuposições refletem apenas a perspectiva do capitalismo em relação às condições de produção.

O gerenciamento científico proposto por Taylor não parte do ponto de vista humano, mas sim do ponto de vista do capitalista, ou seja,

do ponto de vista da gerência de uma força de trabalho refratária no quadro das relações sociais antagônicas. Não procura descobrir e confrontar a causa dessa condição, mas aceita, como um dado inexorável, uma condição "natural". Investiga não o trabalho em geral, mas a adaptação do trabalho às

necessidades do capital. Entra na [empresa] não como representante da ciência, mas como representante de uma caricatura de gerência nas armadilhas da ciência (BRAVERMAN, 2011, p.83).

Empregando os termos de Urwick e Brech, Braverman (2011) alega que Taylor não criou algo inteiramente novo, o que ele fez foi

sintetizar e apresentar ideias num modo razoavelmente coerente, que germinaram e ganharam força na Inglaterra e Estados Unidos durante o século XIX. Ele deu uma filosofia e título a uma série desconexa de iniciativas e experiências (URWICK E BRECH, 1945, p.17 apud BRAVERMAN, 2011, p.85).

Moulier-Boutang (2011b) afirma que, atualmente, tanto a divisão do trabalho smithiana, quanto a de Taylor estão sendo abandonadas porque elas não seriam capazes de capturar o que existe de mais forte e vibrante na criação de valor. Argumenta que o capitalismo cognitivo é incompatível com o chamado gerenciamento científico, pois, segundo a lógica taylorista, a divisão do trabalho é incorporada dentro de um sistema hierárquico e rígido, que controla agentes subordinados, de baixa qualificação, que têm níveis mínimos de autonomia e iniciativa.

Contrariando as diretrizes tayloristas, Moulier-Boutang (2011b) advoga que o capitalismo cognitivo exige a produção de soluções que não estão previamente dadas, ou seja, soluções baseadas em processos inovativos e de aprendizado. Em outras palavras, a inteligência atualmente consistiria em apresentar respostas que não haviam sido programadas para questões imprevistas. Nesse contexto, seria necessária a transmissão de informações em tempo real, a partir das quais cada agente é livre e capaz de modificar suas ações a partir da cooperação com seus pares. A cooperação seria o elemento que garante a eficácia da coordenação, e não mais a restrição e o controle.

O autor postula que a divisão cognitiva do trabalho, ao contrário da antiga divisão do trabalho, não se baseia na codificação de procedimentos e nas regras rígidas a serem seguidas. Ela pressupõe uma desespecialização e circulação transversal do conhecimento. "A essência da atividade cerebral e da cooperação coletiva é aplicar, contextualizar e ir além do conhecimento codificado" (2011b, p.71).

Nota-se, portanto, que não é nova a percepção do conflito entre empregador e empregado - ou entre gerente e executor - visando à busca pelo domínio da informação e do conhecimento que permite o controle da produção. Esse debate se desdobra em outro que também tem merecido a atenção de alguns autores desde o século XIX, quando começa a ser questionado a quem pertencem a informação e o conhecimento.