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2.3. Şahıs Kadrosu

2.3.2. Ruhsal Boyut

Na perspectiva de que o AEE deve integrar a proposta pedagógica da escola (BRASIL, 2008, 2011), cabe ao professor da SRM em articulação com os demais professores do ensino regular, a elaboração e a execução do Plano de AEE (BRASIL, 2009).

Sendo assim, o próprio projeto pedagógico da escola já deve definir itens como: (a) espaço físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e equipamentos das salas de recursos multifuncionais; (b) matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular; (c) cronograma de atendimento aos alunos; (d) professores para o exercício da docência do AEE; (e) outros profissionais da educação para suporte e; (f) redes de apoio no âmbito da atuação profissional (BRASIL, 2009).

Referente ao Plano de AEE, o questionário dispunha de perguntas sobre a existência de um plano de AEE e como ele seria construído. P1 informou que mantinha contato com a professora do ensino regular para averiguar os conteúdos ministrados e o a situação na qual os estudantes encontravam-se. Com base no que era observado, a

participante realizava o seu planejamento para desenvolver as atividades. Para ela, essa estratégia se daria "[...] para o aluno acompanhar também as atividades do ensino regular. Para que ele não se distancie do conteúdo dela" (P1, 2016).

P2 informou aproveitar dados provenientes da súmula encaminhados pelo CMEE e relatos do professor do ensino regular para realizar seu planejamento. A participante informou que cada criança possui um plano específico e que o material que vem do Complexo sinaliza as dificuldades e ao mesmo tempo sugere algumas atividades que podem ser realizadas:

Aí tem as indicações do psicopedagogo, do pedagogo, da assistente social, e do psicólogo. Então assim, eu uso aquela súmula nessa avaliação que eles fazem (ela tem validade de dois anos) para me planejar. Eu tenho como base a súmula. Eu tenho relatos da professora. Eu estou sempre em contato né, com o professor do ensino regular. [...]. Eu planejo sempre junto com eles. O meu planejamento eu não faço isolada. Eles se reúnem e eu também estou lá. (P2 - 2016)

Com base no discurso de P2 podemos observar a relevância de uma equipe interdisciplinar para a proposição de melhorias no processo educativo. Ao mesmo tempo, pode-se visualizar também aquele esvaziamento do trabalho pedagógico. A súmula, por mais que apresente intensa relevância a fim de ser utilizada na sala de aula, não poderia ser o único documento utilizado para que fosse realizado o planejamento.

Já P3 considerou a necessidade de realizar um plano para cada estudante e informa que esse plano é bimestral e é construindo levando em consideração as necessidades de cada um. De acordo com a participante:

[...] Cada aluno tem o seu plano. Ele é semestral, aliás, bimestral o plano. Segue a mesma carga horária daqui. Quando tem planejamento para as outras salas regulares eu participo e construo o meu plano. E assim, eu coloco no plano as minhas atividades pertinentes à cada aluno, à cada demanda. Cada um tem a sua demanda, então, eu não posso fazer um único plano para todos os alunos. Cada aluno tem o seu plano. É bimestral. (P3 - 2016)

Com base no relato, pode-se verificar que esse planejamento é realizado bimestralmente. Assim sendo, a professora da Educação Especial participa juntamente com os demais professores. Sendo assim, enfatiza-se mais uma vez nas informações transmitidas por P3 a questão da individualidade do plano.

A Resolução CNE/CEB nº 4 de 2009 atribui ao professor do AEE, a elaboração do Plano de Atendimento Educacional Especializado, de modo que seja possível "acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de

acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola;" (BRASIL, 2009).

Nesse âmbito, as atividades de planejamento são importantes no sentido de garantir o intercâmbio de informações entre os professores e a socialização de ações que vem sendo desenvolvidas na sala de aula e na SRM.

Assim, quanto melhor os professores participarem dos cursos de formação inicial, mais possibilidade eles terão para que atuem de forma efetiva identificando, elaborando, produzindo e organizando serviços e recursos para o alunado da Educação Especial.

Ainda sobre a estruturação de um planejamento sistêmico para atendimento aos estudantes PAEE, a representante da GEE elenca o seguinte:

Aqui nós construímos um projeto para o funcionamento da sala do AEE. Para que haja um roteiro, uma programação de como é o trabalho. Dentro desse projeto tem a construção do plano de atendimento pedagógico, que o professor dá aula de segunda a quinta. A sexta feira é para ele planejar, porque esse planejamento é praticamente individual. Porque ele tem que fazer, como ele atende um cronograma de atendimento, ele tem que fazer também um plano individualizado porque cada aluno requer um atendimento diferenciado. Então na sexta ele não dá aula, ele prepara o material, ele planeja. (P5 - 2016)

A representante da Gerência afirma que há um cronograma de atendimento aos estudantes PAEE e para que isso seja desenvolvido há um planejamento individualizado. Os atendimentos são organizados pelo professor da SRM, podendo ocorrer de forma individualizada ou mesmo em grupo.

A Resolução CME nº 010/2011 assegura que o atendimento em salas de recursos ou salas de recursos multifuncionais será realizado por um profissional capacitado, que poderá realizar o AEE em pequenos grupos ou de forma individual, desde que o horário seja diferente do qual o estudante frequenta o ensino regular (MANAUS, 2011).

A Semed disponibiliza um tempo semanal para que os professores possam realizar seu planejamento. A representante afirma que sugere que nesse dia eles construam material didático, façam visita ao domicílio dos alunos que estão deixando de frequentar e façam seu planejamento das atividades a serem executadas.

Benzer Belgeler