• Sonuç bulunamadı

Metin İlkin'in Edebî Kişiliği

O Plano Municipal de Educação no município de Manaus foi aprovado por intermédio da Lei Municipal nº 2000, de 24 de junho de 2015. A elaboração dos Planos de Educação tanto estaduais quanto municipais vai ao encontro do que é legislado no artigo 8º PNE, que prevê que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE, no prazo de um ano contado da publicação da Lei nº 13.005/2014.

As Diretrizes do Plano Municipal de Educação (PME) são semelhantes às do PNE e do Plano Estadual de Educação (PEE), permanecendo no texto de forma inalterada. No artigo 3º do texto, define-se que as metas previstas no plano sejam cumpridas durante o prazo de vigência.

O parágrafo único do artigo 4º cria o Instituto Municipal de Estudos e Pesquisas em Educação (Imepe) vinculado à Semed. De acordo com o PME, o Imepe tem como finalidade:

[...] identificar mérito e valor das instituições, áreas, cursos e programas nas dimensões da educação básica, orientar a expansão da oferta e o

acompanhamento das matrículas, do financiamento da educação, entre outras informações que subsidiem a implementação das metas deste Plano, divulgando os resultados desse acompanhamento nos sítios institucionais da Prefeitura e da Secretaria de Educação do Município (MANAUS, 2015. Art. 4º).

Para o município, a implementação do Imepe é pertinente para monitorar a execução tanto das metas estaduais quanto municipais. O estudo das políticas públicas educacionais é fator primordial para compreensão da dinâmica regional, de modo que o Estado possa fomentar mais políticas públicas de modo que possa minimizar as desigualdades educacionais.

O artigo 5º do PME dispõe que o cumprimento das metas será objeto de monitoramento contínuo e de avaliações periódicas, a serem realizadas pela Semed, pela Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus, pelo Conselho Municipal de Educação e pelo Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb;

O Fórum Municipal de Educação, fundamentado na Lei nº 13.005/2014 também busca incentivar que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios constituam Fóruns Permanentes de Educação, com o intuito de coordenar as conferências municipais e estaduais bem como efetuar o acompanhamento da execução deste PNE e dos seus planos de educação (BRASIL, 2014).

De acordo com o PME, o Fórum Municipal de Educação possui as seguintes competências:

I – divulgar os resultados do monitoramento e das avaliações nos respectivos sítios institucionais na internet;

II – analisar e propor políticas públicas para assegurar a implementação das estratégias e o cumprimento das metas;

III – analisar e propor a ampliação progressiva do investimento público em educação, podendo ser revista, conforme o caso, para atender às necessidades financeiras do cumprimento das demais metas deste Plano.

Dentre as competências atribuídas pela lei, cabe ao Fórum a divulgação dos resultados do monitoramento, a análise e proposição de políticas públicas e proposição da ampliação do investimento público na educação do município. Como previsto no PNE e PEE, a meta de investimento deve ser revista no quarto ano da vigência do Plano, podendo ser revista de acordo com o orçamento do município.

O artigo 8º do PME é destinado propriamente à modalidade da Educação Especial, como pode ser visualizado no trecho a seguir: “Para garantia da equidade educacional, o Município deve considerar o atendimento às necessidades específicas da

Educação Especial, assegurando um sistema inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino” (MANAUS, 2015, art. 8º).

O mesmo artigo garante apoio financeiro para o cumprimento do PEE, ao dispor que o Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais dos municípios devem ser formulados de modo que o orçamento seja compatível com as diretrizes, metas e estratégias oriundas do PME (MANAUS, 2015, art. 11).

A meta 4 prevista no anexo único do PME dispõe sobre:

Universalizar, para a população de quatro a dezessete anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. (MANAUS, 2015, anexo único)

O anexo único da Lei destaca a oferta do AEE aos estudantes da Educação Infantil, bem como a oferta de tecnologias pedagógicas que articulem a organização do tempo, do currículo e atividades didáticas contextualizadas com a escola e ambientes comunitários, considerando as especificidades da educação especial.

A estratégia para implantação de SRM passa a considerar o período de três anos. O mesmo prazo é dado para a formação continuada dos professores para o AEE. A estratégia 4.4 dispõe sobre:

[...] garantir atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, nas formas complementar e suplementar, a todos os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na Rede Pública Municipal de Educação, conforme necessidade identificada por meio de avaliação. (MANAUS, 2015, p. 4)

A legislação municipal do município abre precedente para a oferta do AEE em classes, escolas ou serviços públicos, conveniado com o Poder Público. A coexistência do público e do privado é prevista no PNE, no PEE e é mantida no PME. Dessa forma, mesmo que os estudantes estejam matriculados na rede pública municipal de ensino, a oferta do AEE pode ser realizada nos locais especificados pelo Decreto Federal nº 7.611/2011, ratificada pelos planos nacional, estadual e municipal de educação.

Dentre as iniciativas da Semed e que foram inseridas no PME está a implementação da musicoterapia como ferramenta para o AEE dos estudantes público- alvo da Educação Especial. Além disso, há a proposição de que para cada criança com

deficiência inserida na sala comum sejam reduzidos três alunos sem deficiência por sala de aula, além da antecipação do período de matrícula de estudantes PAEE. A partir desse contexto, pode-se visualizar inúmeras vertentes para futuras pesquisas em torno do PME e sua implementação no município.

Benzer Belgeler