2. TEMEL TANIM VE KAVRAMLAR
2.2 Riemannian Manifoldu
Meu nome completo é Regina Maria Rabelo Borges. Nasci em Porto Alegre/Rio Grande do Sul, no dia 22 de junho de 1946.
Meu pai e a minha mãe eram um casal muito apaixonado. É a marca que eu tenho, uma lembrança linda. Ela faleceu quando eu tinha oito anos, sou a mais velha de cinco irmãos. Meu pai não se casou de novo, está vivo com noventa e quatro anos agora. Minha mãe teve leucemia, faleceu quando estava no final da última gravidez. Fizeram uma cesárea e nasceu a minha irmãzinha, que é a quinta filha. Nasceu sem problemas, mas meu pai, depois desse período, só teve condições de viver por ter que ser pai e mãe. Minha mãe era professora. Embora não exercesse, era uma pessoa de quem eu tive uma influência grande nos estudos, quando criança. Uma vez, eu tive catapora, fiquei num quarto separado em que só ela entrava e saía, porque tinha os outros filhos pequenos. Ela não me deixou ficar nenhum dia sem estudar. Eu estava na 2ª série, na época, e ela possuía aquele empenho em valorizar o estudo. Eu me lembro que a Avó Geni, minha avó materna, que morava junto conosco e que continuou morando depois (ela sempre nos acompanhou, era muito querida), batia na porta e dizia: “madrasta, poupa essa criança!” E eu estudando. Tive uma grande alegria quando voltei para a escola, pois, depois do período fora, estava mais adiantada que as outras crianças da turma. Sempre me saía muito bem nos estudos! Minha mãe, embora eu fosse bem pequena, proporcionou-me uma iniciação à costura. Eu fazia roupinhas de boneca, algum trabalho na máquina. Foi uma influência muito positiva e marcante, embora num tempo curto. Além da parte afetiva, ela nos incentivava a desenvolver potencialidades em todos os sentidos. Depois que ela faleceu, senti-me e fui bastante responsável pelos menores. Tive quase uma quebra na infância, minha adolescência foi muito madura para uma jovem. Conservei uma parte da infância, junto ao amadurecimento precoce, e, assim, de certa maneira, falar nisso me faz chorar. Evito falar, não por tristeza, mas porque me emociono. Então, são coisas boas nas minhas raízes. Se você quer me conhecer pela entrevista, essa é marca muito importante.
Eu era muito tímida, mas sempre gostei de estudar e me saía muito bem nos estudos, era algo que me resgatava, me dava forças. Sentia-me fraca, impotente diante de muitas situações, e tinha uma sobrecarga grande, por ser a mais velha. Eu era a grande, independente da idade que tivesse. Tenho quatro irmãos que nasceram depois de mim. Quando eu tinha um ano e oito meses, vieram gêmeos, um casal de gêmeos. Lindo. Com cinco anos, tive outra irmã e, com oito, a menor. Somos todos muito unidos. Na família, encontro as minhas raízes, a minha maneira de ser, a capacidade de superação de limitações. Essas raízes da minha
infância são uma grande força, apesar do problema seriíssimo que nós vivemos. Na época, faziam as crianças ficar de luto também, com a roupinha em preto e branco, as janelas da frente fechadas, não nos falavam em morte. A avó Geni, às vezes, chorava nos cantos ou mexendo em algumas coisas. Eu perguntava: “Avó, por que você está chorando?” “Não estou chorando, minha filha, é porque eu estou resfriada”. Não nos falaram, deixaram uma coisa assim no ar, meio estranha, mas, à medida que conseguimos entender e superar, com o tempo, apesar de ter sido um problema grave, deu-nos forças diante de outras situações da vida. Cada vez que se consegue superar uma situação muito difícil, fica-se mais forte para outro momento. Se temos uma visão de que é importante, às vezes, tentarmos nos distanciar interiormente das situações, quando são situações difíceis, e olhar de longe, sabendo que tudo é transitório, e já pensar em um tempo melhor, já visualizar a superação de tudo naquele momento. Isso é relevante em situações difíceis, problemáticas, ou em algum acidente, como eu tive recentemente. Tudo vai passar! E já visualizar também um tempo normalizado.
Diante de situações na Educação, isso também é importante. Às vezes, em algumas escolas, nós vemos, lá no Rio Grande do Sul, um desânimo dos professores em relação ao trabalho, pela falta de valorização profissional. Mas eu fico achando que vai acontecer uma virada, pois eu já passei por várias, sou antiga: comecei a lecionar em 1970. Nesse sentido, eu já vivi períodos em que nós tivemos uma situação boa de valorização profissional, na rede pública Estadual, e outros, em que vivemos uma situação parecida com a que está aí agora, bem difícil. Mas as coisas são cíclicas e devem melhorar, porque um país não cresce sem investir na Educação fortemente.
Ah, fatos marcantes na vida escolar na infância? Algo marcante para mim foi quando eu tinha oito anos, estava na 2ª série e fiquei doente, mas a minha mãe me ajudou a estudar, e eu segui acompanhando a turma. Quando ela faleceu, eu continuei bem nos estudos, mas era quietinha na escola, era tímida. Então, uma vez, nós estávamos lendo um texto sobre um cordeirinho tímido conversando com um lobo, e um coleguinha perguntou: “professora, o que é tímido?” Ela ficou atrapalhada e respondeu: “tímido é alguém como a Regina”. Senti-me valorizada, porque eu não sabia o que era também, mas como era uma coisa do cordeirinho e não do lobo, eu pensei que era bom.
Na escola, eu mantinha bom desempenho em tudo, gostava de estudar e auxiliava os colegas. Quando eu tinha colegas com dificuldades e conseguia auxilia-las, eu me sentia muito bem. Mais ou menos, já era uma característica da vontade de ser professora, que eu tinha desde criança. Eu brincava de professora com os irmãos, antes, brincava com bonecas também. Sempre quis ser professora, tenho uma paixão por isso. E quando eu era criança, era
do tipo mais conciliadora. Havia brigas, às vezes, de grupinhos de crianças na rua onde eu morava, aquelas briguinhas de turma, e eu nunca me restringia a um grupo só, de “panelinha” eu não gosto até hoje. Se eu vejo que tem conflito, eu prefiro não estar dentro desse conflito e conseguir, se possível, fazer uma intermediação. Eu era capaz de conversar com um lado, conversar com o outro e ressaltar o lado bom que cada um explicava, não as críticas. E conseguia uma aproximação.
Agora, a Biologia, a escolha da Biologia não foi uma escolha racional, eu sempre tive paixão pela natureza, paixão! Eu tinha um tio que era juiz de direito e circulava pelo Rio Grande do Sul, nas cidades mais do interior. Ele era o único irmão da minha mãe. Eu nasci e me criei em Porto Alegre, mas sentia falta de contato com a natureza, e, quando o tio Gabriel estava em alguma cidade do interior e nós íamos visitá-lo nas férias, era ótimo. Mesmo depois que a mãe faleceu, as famílias eram muito unidas e nós íamos, passávamos, às vezes, um mês junto com eles. Isso influenciou na minha escolha. Fiz o curso que ainda não era Biologia, era História Natural: envolvia Geociências e Biociências. A minha escolha foi por isso, foi por essa paixão pela natureza, eu queria conhecer mais. Meu pai tinha coleções de livros sobre História Natural, e sempre fui muito apaixonada por essa área. Ele fez Direito e era advogado, porque, na época, não precisava ter frequência ao estudar naquele curso, senão ele iria para a Medicina, ele gostava mais dessa outra área.
Eu ingressei no Ensino Superior e fiz vestibular só na PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Quando eu tinha quinze anos, meu pai deu-me de presente um conjunto de cheques-matrícula para fazer um curso de graduação. Estavam construindo ainda o novo Campus da Universidade e fizeram uma campanha para ter fundos, e ele me deu esse presente, pois gostaria que eu estudasse lá. Eu só fiz vestibular na PUCRS, passei e fiz o curso. Gostei muito! Não gostava da Zoologia porque tinha que abrir animais em aulas práticas, mas, às vezes, eu fazia questão disso, porque eu conseguia executar de maneira mais rápida, evitando sofrimento maior ao animal como em algumas situações que presenciei. As excursões que fazíamos na época eram para coletar animais para as aulas práticas, eu não gostava dessa parte. Se a minha paixão era pela vida, não queria um curso que matasse. Hoje, é diferente, em coerência com orientações da Bioética. Isso foi em 1966, e eu me formei em 1970. Quando estava mais adiantada no curso, abriu vaga para monitoria de Petrologia e me candidatei, fui selecionada e gostava muito de Mineralogia e estudo de rochas, até porque esse estudo não envolvia sacrifício de animais. É uma área de que eu gostava muito. Na época, convidaram-me para cursar disciplinas como aluna especial, na Geologia e na Engenharia de Minas da URGS (Universidade do Rio Grande do Sul).
Professores que eu tinha na PUCRS trabalhavam lá também e estavam com dificuldades, porque havia falta de professores universitários nessa área. Quem fazia Geologia ou Engenharia de Minas ia para outra área e não para o Magistério no Ensino Superior. E eu me lembro que fiz, gostei e me saí bem, tinha propostas de frequentar, em seguida, um curso de Mestrado com bolsa de estudos, mas aí saíram notícias de seleção para as escolas polivalentes e eu me interessei. Porque a minha paixão era trabalhar com crianças, era voltar a trabalhar com crianças como agia com meus irmãos, meus vizinhos e tudo mais, não me atraía tanto o Ensino Superior. As pessoas que eram daquela área de Geociências, Petrologia e Mineralogia possuíam uma linguagem mais restrita, interesses bem delimitados, e eu sentia a necessidade de me abrir mais, de diversificar. Informei que ia sair, que eu iria fazer o curso de reciclagem do PREMEM155 já no final do ano. Um professor me chamou - era o Artur Schneider156, da PUCRS e da UFRGS, meu orientador, que me encaminhou nos estudos sobre Geociências. Ele explicou: “Regina, você não sabe o que está por trás de tudo isso, e o que significam os convênios MEC-USAID157”. Eu confirmei que realmente não sabia. “Você sabe que estrangeiros chegam ao Brasil e enchem o lastro de navios com areias monazíticas, levam como se não fosse nada, não pagam nada. Levam o nosso quartzo ametista, que é tremendamente abundante no Sul do país, e na Alemanha, por aquecimento, transformam em quartzo citrino, que é aquele amarelo, lapidam e vendem como topázio, muitas vezes, mais caro. Então, não há interesse de que os brasileiros conheçam sobre os próprios recursos minerais.” Isso aí realmente aconteceu e várias coisas assim. Eu até refleti sobre isso e pensei muito. Mas eu queria ser professora de Ciências independentemente de qualquer orientação política, acreditando que isso sempre será necessário. E, naquele momento, bem jovem, preferi isso a seguir carreira universitária. E realmente eu fiz assim.
O que me levou a optar por ensino é paixão. Minha paixão era por trabalhar com crianças do Ensino Fundamental, só não podia trabalhar com os bem pequenos por não ter feito curso do Magistério. Trabalhava de 5ª a 8ª série, de preferência com a 5ª. Eu gostava de trabalhar com os pequenos, trabalhava com desafios. Eles adoravam as aulas de Ciências. Eu estava sempre rodeada de alunos à minha volta em qualquer lugar, no recreio, eles falavam: “professora, vem na nossa turma também. Nós te queremos no ano que vem”, ou coisa assim.
155Programa para a Expansão e Melhoria do Ensino Médio.
156 Arthur Wentz Schneider: Professor de Geologia Aplicada do Curso de Geologia da UFRGS e de Petrologia
do Instituto de Geociências da UFRGS.
Os alunos eram apaixonados por mim! Eu era uma estranha no ninho, nas escolas onde eu trabalhava, porque eu era apaixonada demais por esses contatos com crianças, pelo trabalho com educação. Tive colegas que contavam o tempo para aposentadoria e me criticavam na sala dos professores, pois a hora do recreio era o momento de se isolar um pouco dos alunos, e eu ia para o meio deles.
Eu orientava trabalhos para Feiras de Ciências e acompanhava os alunos, inclusive, aqueles cujos trabalhos eram orientados por colegas, pois precisava ir alguém da escola, e eu sempre ia. Viajava com eles e ficava em alojamentos. Divertia-me com isso, não era cansativo! Era prazeroso, porque é uma coisa em que eu acreditava e acredito muito ainda, na potencialidade das crianças, dos adolescentes, dos jovens. Eu asseguro para os meus estagiários de Ciências Biológicas: “não liguem quando uma turma é rotulada como má, não existe isso”. Se o professor que entra nessa turma confia, olha nos olhos e tem uma expectativa favorável sobre a turma, perceberá que as pessoas tendem a corresponder às expectativas. Eu presenciei situações assim em aulas dos meus orientandos nos estágios.
Trabalhei em escolas polivalentes, fiz a reciclagem do PREMEM logo depois que me formei. Havia estabilidade, boas condições de trabalho e salários muito bons nas escolas do PREMEM. Fui muito bem classificada na seleção e poderia ter ficado em Porto Alegre mesmo, que era só para os primeiros colocados. Mas eu troquei com uma colega e fui para Rio Pardo, cidade no interior do Rio Grande do Sul, porque, nessa época, o meu noivo, que era professor de História, fez também a seleção e foi designado para Rio Pardo. Aí eu troquei, fui para lá, casamos e ficamos lá. É bem interior do Rio Grande do Sul, uma cidade histórica, antiga. Ficamos um tempo lá e, em 1974, pedimos transferência de volta.
Quanto a reivindicações da categoria, naquela época, havia uma ilusão de que os salários eram muito altos, parecia tudo bem nos acordos MEC/USAID, mas não sabíamos o que estava acontecendo, o que estava por trás, até um determinado momento. Eu ainda estava nos primeiros anos como professora e faziam aquelas comemorações da Revolução Redentora, de colocar os alunos em fila para o Hino Nacional e depois alguém falar. Um horror aquilo ali! Um horror! Eu ficava indignada com isso e o meu ex-marido, nós nos separamos há um tempo, ele era professor de História, de Educação Moral e Cívica, era coordenador do Centro Cívico e organizava essas coisas, para mim, era algo meio chocante na época, mas tudo bem, era cada um na sua área. Nunca me envolvi com a dele, detestava. Na época, nós participávamos de grupos da Igreja Católica, e eu me lembro das conversas,
quando nos reuníamos em grupo, porque o nome de Dom Hélder Câmara158 era proibido de ser citado no Brasil. E fora do Brasil, havia revistas que publicavam entrevistas com ele, os artigos dele, a que os padres tinham acesso, então, internamente, os padres falavam sobre isso. Esses grupos informavam sobre o que acontecia no Brasil e que não se via, porque ficava escondido, mas todas as prisões, os desaparecimentos, isso aí me chocava muito. Mas acontecia assim, não havia como fazer alguma coisa contrária na época. Havia uma repressão tão velada, que perpassava o ambiente. As Delegacias de Educação eram escolhidas pelo pessoal que era da ditadura mesmo e supervisionava as escolas, que tinham que ter um Centro Cívico, tinham que efetuar as tais comemorações da revolução. Havia colegas mais politizadas do que eu e que conseguiam organizar movimentos contrários para impedir isso aí, mas, na época, eu queria ao menos que respeitassem o professor que não quisesse participar. Os alunos não tinham escolha, eram colocados em fila e tinham que participar, mas esperávamos que, ao menos, não acontecesse nada e não fossem denunciados os professores que não participassem. Na nossa escola, em Rio Pardo, não chegou a haver problemas nesse sentido. Mas foi um período muito difícil!
O currículo de Biologia, nesse período aí, eu não sei dizer por que eu trabalhei muito tempo só com o Ensino Fundamental, Biologia no Ensino Médio foi mais recente. O que eu sei é que houve a reforma universitária e desapareceu o curso de História Natural. No lugar, ficaram as Faculdades de Biociências. As Geociências que eu tive, elas desapareceram, porque argumentavam “já tem a Geografia”, só que Geografia é outra área. Lembrava-me do que os meus professores já previam antes de acontecer. Não havia interesse em que os brasileiros mexessem nos seus próprios recursos minerais, não havia mais disciplina de Geologia no Ensino Médio, que eu era habilitada para lecionar. Não havia mais! E continuaram a acontecer essas coisas sem que a população soubesse.
Quanto ao preparo das aulas, eu sempre considerei que não existe ninguém, em nenhuma Delegacia de Educação ou Secretaria de Educação, que possa impor um determinado currículo. Por lei, o professor tinha e tem liberdade de escolha e, mesmo que haja uma lista de conteúdos a cumprir, o professor pode enfatizar aquilo que considerar mais importante para os seus alunos e trabalhar de maneira que os alunos tenham uma base forte para compreender conteúdos básicos. Outros conteúdos podem ser dados mais rapidamente, até porque precisam ser dados ou inseridos em alguns projetos. Então, eu nunca fui assim uma
158 Dom Hélder Pessoa Câmara. Foi Bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife. Um dos fundadores da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar
professora certinha, que seguia currículos, nem me repetia de uma turma para outra. Livros didáticos eu utilizava todos, porque as editoras nos davam livros. Eu deixava à disposição, havia uma sala para isso na escola. Quando havia necessidade de utilizar livros, eu gostava que os alunos usassem livros diferentes para que fizessem comparações. Não seguia estritamente um livro, mas gosto do livro didático como fonte de consulta. Quanto mais diversificadas as fontes de consulta, incluindo outros livros, além dos didáticos, melhor.
Para a avaliação, eu não fazia só testes, embora precisasse aplicá-los. Mas, nos testes, eu preparava questões em que os alunos pudessem colocar interpretações e compreensões sobre o que tínhamos trabalhado. Por exemplo, em uma determinada situação, poderia ser questionado o que o aluno faria, porque nós tínhamos trabalhos práticos, não só experimentais, mas trabalhos dentro de uma linha de projetos, como trabalhávamos em Feiras de Ciências. Mas o trabalho era realizado em sala de aula, não era extraclasse, era em sala de aula. Feira de Ciências era só culminância. Eu trabalhei muito tempo dessa maneira. E as avaliações tinham que ser correspondentes, eu já usava a autoavaliação e a avaliação cooperativa. Em cada apresentação de trabalhos pelos alunos, os outros faziam sugestões, trocas, discussões, de modo construtivo. A avaliação é um momento alto de aprendizagem, em que a pessoa pode também avaliar o caminho que já percorreu e o que está faltando. Era criticada por isso também. A avaliação deve ser realizada ao longo do processo. Meus alunos eram alunos muito bons para quem pegava depois, mas poucas colegas, às vezes, aceitavam trabalhar de uma forma semelhante.
Quando percebemos o desenvolvimento, a autoconfiança que está crescendo, a autonomia dos alunos, ao serem mais independentes para fazer determinadas coisas, isso implica mais do que simplesmente a memorização de um determinado conteúdo de Ciências ou Biologia, porque, quando os alunos têm uma ligação afetiva com o professor eles gostam da disciplina, eles estudam e aprendem.
Quanto às discussões para implementação do currículo e às reformas educacionais, muitas vezes, eram um faz de conta de democracia. Os próprios PCN, quando chamaram os professores para iniciar a discussão, já estava tudo decidido, aquilo era só para validar um processo que fora colocado de cima para baixo. Faziam uma espécie de validação. Chamavam os professores e, em pouco tempo, num prazo muito curto, tínhamos que sugerir