• Sonuç bulunamadı

2.7. Şarap ve Şarap Benzeri Diğer İçecekler

2.7.1.5. Reyhan Şarabı

Uma competência individual é composta por iniciativas e responsabilidades em situações de trabalho. Dessa forma, a competência pode ser explicada como uma “inteligência prática” das situações de trabalho, apoiada em outros conhecimentos que o indivíduo já possui, e que são utilizados e transformados à medida que vivencia as diferentes situações. A competência refere-se à capacidade individual de mobilizar pessoas e grupos em torno de uma situação, de compartilhar desafios e assumir áreas de responsabilidade (ZARIFIAN, 2003, p. 137).

Além da iniciativa, há outro componente da competência relacionado a assumir responsabilidade sobre problemas e eventos que o indivíduo enfrenta em situações de trabalho. Em outras palavras, o indivíduo responde por suas ações, suas iniciativas frente aos outros e a si mesmo. A responsabilidade também implica em demonstrar uma preocupação com o outro, com o impacto de sua atividade de trabalho sobre os colegas, clientes e fornecedores. Segundo o autor, a responsabilidade antecede a iniciativa, ou seja, ao tomar a iniciativa o indivíduo já sabe qual é a sua responsabilidade. Ao realizar uma atividade ou tomar uma iniciativa existe uma preocupação anterior com o seu impacto sobre as outras pessoas.

Segundo este autor, a competência se expressa em um “certo campo de responsabilidade”, ou seja, a área em que a iniciativa do indivíduo repercute, “o lugar de desenvolvimento da atividade do indivíduo e o lugar pelo qual ele responde.” (ZARIFIAN, 2003).

O indivíduo vivência situações no trabalho e demonstra competência frente aos problemas ou a um conjunto de problemas (eventos) que necessita enfrentar, isto é, deve tomar uma iniciativa para resolver a situação. Esta situação é um resultado que deve ser alcançado ou um desafio. Finalmente, para o autor, uma situação se compõe de todas as interações com outros atores que influenciam as iniciativas e concorrem para seu sucesso.

Outro aspecto para este autor, quando conceitua competência, é a questão da informação que possibilita especificar e discriminar as propriedades funcionais e os valores de utilização dos aspectos que compõe uma situação. Ela deve ser pertinente, facilitar a ação e a tomada de decisão. A iniciativa, a responsabilidade e a capacidade de buscar informações sobre a situação,

são os fatores que possibilitam que o indivíduo tenha essa inteligência prática que se baseia também no conhecimento, tanto o acadêmico como fruto das experiências e socialmente constituídos.

A partir do conceito de Zarifian (2003), a reflexão sobre as competências individuais necessárias aos trabalhadores que integram as cooperativas de reciclagem de resíduos sólidos, passa pela compreensão que os catadores possuem sobre suas responsabilidades frente às situações que ocorrem no ambiente das cooperativas e sobre quais as iniciativas que devem tomar para solucionar os problemas que surgem nessas situações.

A competência é a capacidade de “combinar e mobilizar adequadamente recursos já desenvolvidos”, ou seja, adequados à situação que é vivenciada pelo indivíduo que nada mais são do que conhecimentos, habilidades e atitudes. Dessa forma ela é baseada em um grupo de capacidades, entretanto, estas qualificações apenas assumem a condição de competência quando são mobilizadas para uma ação específica (RUAS, 2005, p. 40).

Se os recursos que foram mobilizados em uma determinada situação, solucionando-a, forem novamente combinados em outra situação, semelhante à primeira, porém mais complexa, eles não terão o mesmo resultado, ou seja, não possibilitarão que a pessoa seja competente nessa nova situação. Segundo o autor, esse fato significa que “a capacidade desenvolvida na experiência anterior não é necessariamente suficiente para responder a uma situação cuja resolução exige capacidade similar, mas em situação de maior complexidade.” (RUAS, 2005, p. 40).

Para Ruas (2005), é possível compreender as habilidades, conhecimentos e atitudes como potenciais de competências que estão disponíveis para serem combinados em determinadas situações. Estas capacidades somente fazem parte de uma competência quando forem mobilizadas em uma determinada situação na qual os resultados alcançados são aqueles que eram realmente esperados para tal situação. Estes atributos podem ter sido adquiridos e desenvolvidos por meio da formação familiar, escolar e por intermédio de experiências.

Existem diferentes categorias de competências individuais. Vários autores analisaram tais categorias que são apresentadas no quadro a seguir. Esta categorização vincula-se a diferentes orientações da ação: comportamentais - que são as habilidades relacionadas à interação

interpessoal, as técnicas que se direcionam à execução das atividades de trabalho, as organizacionais ou negociais - que se referem a quanto o profissional é capaz de atuar de forma coerente com a natureza do negócio, estratégia e cultura da organização, além daquelas que se inserem na categoria de gestão, ou seja, a capacidade de gerir recursos, processos e resultados esperados.

Quadro 1 - Categorias de competências

Woodruff Fandt American Society for Training

and Development Fundamentais

(conhecimentos e habilidades)

Interacionais

(capacidade de motivar, escutar e estimular ideias).

Técnicas

(informática, teorias específicas para o trabalho).

Diferenciais

(aptidões pessoais, comportamentos e motivações).

De solução de problemas

(percepção, capacidade de planejar e organizar).

Negócios

(compreender o negócio, dominar o projeto estratégico da empresa).

De capacitação

(orientação para a ação, flexibilidade para a mudança).

Interpessoais (realimentação, negociação, questionamento). Intelectuais (versatilidade intelectual, observação, autodesenvolvimento). Intelectuais (habilidade de negociação, dinamismo e energia, nível

educacional). Fonte: Baseado em RUAS (2005).

De acordo com Le Boterf (1998), os vários componentes de uma competência são desenvolvidos em processos específicos. Nesse sentido, o conhecimento teórico é desenvolvido, por meio da educação formal e continuada e possibilita o entendimento e a interpretação de situações observadas ou vivenciadas. O conhecimento sobre os procedimentos é necessário para proceder de forma adequada e ajustada ao ambiente, podendo ser desenvolvido por meio da educação formal e pela experiência profissional.

Para esse autor, o conhecimento social é aquele que facilita ao indivíduo comportar-se socialmente de modo a integrar-se aos grupos em que atua. Finalmente, o conhecimento cognitivo refere-se ao saber como lidar com a informação e saber como aprender, que é adquirido por meio da educação formal e continuada e também pelas vivências profissionais e sociais. A seguir, estes tipos de conhecimentos são apresentados no Quadro 2.

Quadro 2 - Aspectos constituintes das competências e processo de desenvolvimento

Tipo Função Como desenvolver

Conhecimento teórico Entendimento, interpretação Educação formal e continuada

Conhecimento sobre os procedimentos

Saber como proceder Educação formal e experiência profissional

Conhecimento empírico Saber como fazer Experiência profissional

Conhecimento social Saber como se comportar Experiência profissional e social

Conhecimento cognitivo Saber como lidar com a

informação, saber como aprender

Educação formal e continuada e experiência profissional e social Fonte: FLEURY; FLEURY, 2001, p. 28.

É possível concluir, a partir da análise desses tipos de conhecimentos e dos processos para desenvolvê-los, que parte considerável desses conhecimentos é adquirida por meio da educação formal. Nesse sentido, enfatiza-se que a grande maioria dos catadores pesquisados nesse estudo não possui essa educação formal, como será detalhado posteriormente, na análise do perfil demográfico e socioeconômico desse grupo. Assim, as habilidades e conhecimentos que possuem e que garantem a sustentação do empreendimento são aqueles denominados conhecimentos empíricos que são desenvolvidos por meio da experiência de trabalho.