1.3. AZINLIKLARIN SINIFLANDIRILMASI
3.1.6. Resmi Uygulamaya Göre Türkiye’deki Azınlıklar
Silvia - Eu quero saber, na sua avaliação, como se caracteriza as políticas de saúde e
para saber se está dando resultados e qual o papel esperado, por esta Secretaria, dentro destas políticas?
Gilberto - Eu não acho, como a gente já está atuando, na área da saúde, há 28 anos,
aqui em Mirassol, eu acho que, no Brasil, quando surgem mudanças, parece que o Governo cobra muito rápido da gente e, às vezes, os municípios ficam com uma certa dificuldade de se organizar. Não nós, porque nós já, profissionais liberais, já somos um pouco mais organizados e quando se fala em setor público, nós temos uma certa dificuldade de funcionalidade didática para participar desses Conselhos e atuar também. E a gente notou também que há uma certa... do que eu me lembro, representando o setor público – eu faço parte desses Conselhos – que fica muito ligado à figura prefeito – para ele ainda não se deve ferir, eles estão ali para ajudar o prefeito e não se deve contrariar o prefeito. Eu acho que o Conselho é formado para vir ajudar o prefeito a comandar uma cidade e ele presta serviços e a gente tem observado, mas tem esse papel, que, com o tempo, você tem de
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consolidar, mas faz parte da conscientização dos conselheiros o verdadeiro papel que eles têm nos Conselhos. Ele ainda não foi conscientizado de qual é o papel real dele e isto aí é um pouco por falta de informação, que inclusive agora, nós devemos passar por um treinamento de conselheiros e todos os Conselhos, não só o Municipal da Saúde e os outros Conselhos também. Eu participo também do Conselho de Assistência Social, também desde o início, e eles confundiam muito assistência com paternalismo e estas coisas e uma das coisas que também, que se diz na boca, no Conselho de Assistência Social, é que o setor público não conhecia o que é ser assistente social, o que é incrível, não. Como o Brasil desconhecia o que era ser assistente social. Como a gente faz parte do Lions Club e de comunidade de paróquias, a gente já tem uma ligação mais direta com as comunidades carentes. Então, a gente tem uma experiência melhor neste sentido e, graças a isto a gente passou muito pelo setor público, tanto que em Mirassol, eu fui um dos primeiros conselheiros de assistência social, embora tenha saído de uma maneira geral e hoje estou mais no juizado também. Mas tem de ter mais conscientização. Agora, o que a gente espera, em todos os Conselhos, é a questão da participação do núcleo-bairro, que seria o mais interessado nos Conselhos. Então, a gente vê uma certa dificuldade para a comunidade estar participando.
Silvia - Por que isto?
Gilberto - Eu acho, que a questão hoje, é as pessoa ser mais politizada. As informações que chegam hoje nos chegam, através da televisão, e do ensino brasileiro, é de... você defender a sua pátria. Vestir a camisa da pátria. Eu sou muito ligado, assim, sei lá, parece a própria cultura. Por isso, o estado de São Paulo, eu sou de Minas e Minas é o mais conservador e conserva a questão, a gente já estuda mais, assim, mais no sentido, conserva mais a questão do sentido da família e tudo, mas a gente observa que os conselheiros têm muito medo de atuar. E, às vezes, é muito omisso. Eles, os conselheiros, muitas vezes, criticam o setor público, mas não ajudam o setor público a resolver os problemas. Então, a gente ainda observa isto aí e acho que precisa ser mudado. Eu acho que o brasileiro, eu acho que já tem, aqui em Mirassol, Mirassol é uma cidade que tem evoluído nesse sentido, através da educação. Da parte cultural, inclusive vai ser montado um Departamento de Cultura. Mirassol também tem problemas urbanos. Hoje, eu acho que a maior violência que nós temos, hoje, nas comunidades, é faltar cultura para o nosso jovem. É ensinar a ser estudante. Mas eu acho que está caminhando bem. Eu acho que agora com...
(corte)
... hoje tem as leis, aqui, e o Conselho Tutelar, agora, a responsabilidade de cada conselheiro, eu acho que, hoje, é dentro da lei e tira um pouco da autonomia da prefeitura, que o setor público, dentro do Conselho, era cinqüenta por cento e cinqüenta por cento era da comunidade. Hoje, mudou. Hoje apenas vinte e cinco
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por cento da área pública e passou mais responsabilidade para o lado do setor privado e setor da comunidade mesmo. Isto daí, eu acho, que vai trazer um grande benefício para o povo se conscientizar das responsabilidades que ele tem na comunidade, que o brasileiro ainda tem uma socialização, que acha que o Governo tem de resolver os problemas dele e não é por aí. O Governo é pago para orientar, em certos setores. Agora, as próprias pessoas têm de se conscientizar do que ele é e tem de resolver os seus problemas, independente do apoio que ele tenha. Tem de parar de pensar que o setor público é o pai de tudo. Ele não é. Eu acho que a nossa concepção do Brasil e desse Governo, que passou aí e que está quase terminando é que o paciente somos nós. E não é. Nós temos de ser cidadãos brasileiros e brigar por nossa pátria, porque esse negócio aí de ser muito ligado ao americano, seguindo o padrão de vida americano, esquecendo-se que nós podemos ter o nosso próprio padrão de vida. Então, é uma coisa que nós temos de passar para a comunidade, nós que temos um poder de vida melhor e de um futuro melhor, nós temos de passar isto. Qualquer população tem esse problema.
Silvia - Mas mesmo, em Mirassol, que o senhor observa melhor o
funcionamento dos Conselhos?
GMira - É. Justamente. Na região de São José do Rio Preto, tem uns
municípios, que, inclusive, desenvolveram melhor do que em Mirassol.
Silvia - Mesmo além de Rio Preto ?
Gilberto - É, não, aí, não. Invariavelmente, nós estamos presos a Rio Preto, mas eu acho que Mirassol tem de ter uma independência de São José Rio Preto. Mirassol tem um passado que é maior que Rio Preto, em todos os sentidos. Gilberto - É. Muito maior que Rio Preto, embora não no tamanho de cidade, na questão da cultura e de hospitais públicos, depois, Rio Preto foi adquirindo e foi deixando Mirassol para trás, mas está na recuperação. Agora, o que os conselhos daqui, como nós, da iniciativa privada participamos, mesmo aqui na área da assistência social, na área da previdência social e na área de laboratório, desde 75. Eu tenho sediado eventos.
GMira - Então, nós atuamos, e nós, do Conselho Tutelar, temos muito
contato com o setor público e setor federal e a gente pede esta informação para ele e é muito importante o que vem daqui. Mas eu acredito Mirassol está caminhando bem.
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Silvia - E como que se dá, em termos de funcionamento, até o conjunto,
prestadoras de serviços e os usuários?
Gilberto - A gente nota que, na verdade, eles querem mudar esta estrutura. Praticamente, nós, prestadores, nós do Conselho, temos um trabalho duplo: De falar e de prestar informações sobre o nosso trabalho e, ao mesmo tendo defender os usuários também. porque eles têm medo de se manifestar. Porque, como aqui é um setor público, como eles acham, que acham que o que é de graça, e não é de graça coisa nenhuma, o governo está fugindo, eles têm medo de contradizer os médicos e contradizer o serviço e medo de que vão ser atingidos amanhã. E é simplesmente isto daí.
Silvia - Mas como que eles são escolhidos, os usuários?
Gilberto - Ah, os usuários, eles pegam nas camadas representativas da cidade. Nas associações de bairro, nos órgãos de serviços de prestadores, que têm por lá, do Lions Club, maçonaria, por aqui é isto mesmo. Mas, finalmente, tudo isto aqui é muito pouco. Eu acho ainda que o usuário participa muito poucos de todos os conselhos que se deve atuar. Eu acho que eles têm uma representação muito pequena, porque os Conselhos foram criados para que população dê opinião para ajudar o setor público, porque, senão, ele empaca. Porque hoje a política no Brasil mudou. Antigamente, o Governo mandava tudo pronto para os municípios. Hoje, não. Hoje os municípios têm de fazer os projetos e enviar para o Governo. Aí, depois se estes projetos forem aprovados, que o parceiro envolvido, manda as verbas. Então, hoje, o Governo passou até para os municípios terem criatividade e , então, em parte, eles estão tendo a dificuldade com isto daí., porque eles não estavam acostumados em passar por tudo isto daí. Já vinha tudo pronto para lá de cima para cá. Agora, não. O próprio município, pelas suas particularidades, eles têm de têm de se modernizar e tem também de se organizar. Então, o município que se organizar melhor e tiver mais criatividade, este vai se desenvolver mais rápido, em todos os sentidos.
Silvia - Então, é assim, quando você saiu, aqui novo, no Conselho Municipal de
Saúde de Mirassol, é fácil de se chegar a um consenso, porque não há tanto embate entre os usuários.
Gilberto - Mas depende da (...), porque a participação deles é muito pequena, aliás, a
gente sempre luta para aqueles que vão. Geralmente quem toma mais parte do Conselho, até o momento, são quem é responsável pela a Saúde do município e até o diretor já saiu, que é o Secretário da Saúde, os funcionários que estão ligados em todos os setores da
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saúde, no setor público e nós, prestadores de serviços. E nós, a gente, tem os projetos que vêm, a gente dá apoio, quando a gente nota que é bom para o município e para a população, a gente apoia todos os projetos que a Prefeitura faz. Quando a gente tem contato. Quando a gente não aprova, porque, eu acho, que tem de ser assim. Porque, muitas vezes, o que o prefeito acha que é bom, às vezes, não é para a comunidade. Às vezes, quando é com muita gente - é coisa rara – mas, às vezes, pode ser que tenha interesse de algum grupo e não é por aí. Tem de ser em benefício de toda a comunidade. Não pode priorizar apenas um setor. Tem setores que vão ser beneficiados, ao mesmo tempo, senão, eles não funcionam, né.
Silvia - Exato e como que o senhor observa a atuação da Secretaria. Têm visão, uma
abertura ou, então, eles impõem mais os projetos para serem aprovados...
Gilberto - Depois que a gente observou, que eles puseram profissionais, sempre na
área de enfermagem, com curso superior aí, eu acho que... com pessoas com idéias diferentes, eu acho que a coisas começou a se organizar melhor. Primeiro, tomando como base Mirassol, quando você... começou em 88 mesmo, não existia nada de saúde. Era desorganizado o setor público. Aí, à medida em que a gente foi passando eles, o setor privado é mais organizado neste sentido, a gente foi passando informações para eles e eles foram se modernizando e o Governo também cobra deles agora. E hoje, não existe diferença, setor privado e setor público, todos os dois têm de atuar na mesma direção e com a mesma capacidade, que, hoje, com estas leis federais de responsabilidade fiscal, o prefeito não pode gastar dinheiro à toa mais. Para gastar, ele tem de apresentar os recursos que ele vai usar. Então, hoje eles têm de ser gerenciados como uma empresa particular. Eu acho que, neste sentido, às vezes, eu acho que o Governo também espera isso de todos os municípios, que ele seja gerenciado como uma empresa e tem setores em que não pode haver este apadrinhamento aí, senão, o prefeito fica sobrecarregando muitas despesas, agora, e os recursos, cada vez, são menores. Pelo menos, eu estou observando isto daí.
Silvia - Mas a Secretaria, dá autonomia para os Conselhos...
Gilberto - Perfeitamente. Ela dá toda a autonomia; ela abre espaço; ela abre espaço para
que você participe dos projetos que está em criação; passa pelos Conselhos; tudo que ela pretende, ela está revisando. Ela vai revisar e a gente põe uma participação nisto. É uma pena que poucas pessoas têm este contato, por falta de participação das reuniões. Agora, com formação do novo Conselho, as reuniões deverão ser mensais.
Silvia - Como que era?
Gilberto - Eram, geralmente, quando as leis ou um assunto interessava para a comunidade e a Prefeitura e tinha de ser aprovado o projeto, o Conselho se reunia. Agora,
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não. Periodicamente ele vai ser reunido. Vão ser discutidos os assuntos e também criar este respeito e ajudar a fazer mais projetos para a prefeitura e conciliar com os seus recursos. Eu acho que vai ajudar bastante.
Silvia - Ah, sim. E como que está organizado, aqui no município, o atendimentos
primário, secundário e terciário?
Gilberto - Do setor da saúde? Para mim, Mirassol, hoje, é um exemplo neste setor. Eu
falo isto, porque já trabalho com isto há 28 anos e nosso laboratório, é um dos lugares das seis cidades de Rio Preto, é o laboratório mais antigo, que nós começamos desde o INPS/Inamps e chegamos ao SUS. A maioria, por causa de questões, a maioria desistiu. Não quiseram mais atender, em seu setor público, a Previdência Social, e nós continuamos. Então, hoje eu sou pioneiro, nesta área, aqui na região. Agora, outro prestador está pensando em voltar para o sistema, mas antes, o que atrapalhou muito a nós, foi que nós estamos congelados. Este foi o grande problema nosso, que, desde 94, nós não temos reajuste em nossa tabela de preços. É isto que tem atrasado demais e tem trazido sérias conseqüências para nós, então, muitas vezes a gente quer se aprimorar, quer se modernizar em questões de aparelhos, e nós ficamos meio parados por causa da questão de financeira e aqui é só o que nós temos. Temos é... eu tenho uma filha que também é formada na mesma área de mim, tanto é que o pessoal já está me olhando para uma especialização, para votar amanhã, quando a situação ficar melhor. Mas, hoje, o setor de saúde, isto é geral, é muito crítico, tanto que Mirassol, que neste setor é muito crítico, justamente porque, eu acho que o Governo não deu prioridade para o problema da saúde.
Silvia - Não deu?
Gilberto - Não deu. Eu acho que ele omitiu muito o problema da saúde. Como que a
educação está reagindo, o setor da saúde é o setor mais crítico do Governo, hoje. Praticamente há poucos prestadores de serviços, hoje, ligados ao setor público. Em Mirassol, para você ter uma idéia, de toda a verba gasta na saúde, hoje, apenas 4% é gasto pelo setor privado. Eu acho que é muito pouco. Nós chegamos a ocupar 80% de todo o acervo da saúde e era setor privado. Hoje, o gasto, em questão financeira, apenas chega a 4%. Agora eu acho que o município gasta muito no setor. Ele gasta muito em saúde e, às vezes, o dinheiro, não é muito bem colocado, porque, em certos setores, está havendo muito gasto com funcionários e isto diminui muito os recursos com a população em si e isto, eu acho, que tem de ser mudado.
Silvia - Mas, assim, ... no nível primário e secundário, que, eu acho que são as mais e
menos complexas, a Prefeitura implanta o Programa de Saúde da Família dela... no território...
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Gilberto - Perfeitamente. Como já foi gravado aqui, já tem duas equipes montadas e já funcionando, inclusive, e com o resultados muito bons, porque a gente tem observado aqui, de vez em quando, vem pessoas de 70, 60 anos, que nunca entrou em um laboratório para fazer um exame de sangue. A gente tem observado, porque está aqui diretamente e como o nosso laboratório é de porte médio pra pequeno, a gente tem contato direto com estas pessoas, então, isto daí, graças ao Saúde da Família, que esta pessoa está tendo acesso à saúde primária, porque, antigamente, eles não tinham acesso. Hoje, não. Graças à Saúde da Família e graças ao convênio que a gente tem com a Secretaria da Saúde, este pessoal está com acesso também à medicina de ponta, porque aqui nós damos recursos para ele, fica o custo que ficar e antigamente ele não tinha. E, eu acho, que foi graças ao Medicina da Família. Eu acho que este plano foi uma das coisas boas desse Governo. Eu acho que depois que ele for implantado em todo o território nacional, juntamente com a Pastoral da Criança, eu acho que vai melhorar muito a questão da saúde do brasileiro, porque a análise química que eu sempre falo com vocês é a Medicina preventiva e no Brasil não é encarado como Medicina Preventiva ainda. Aqui, é usado como medicina curativa, com recursos. Através das análises químicas, nós podemos descobrir doenças, muito antes delas acontecerem e prevenir muito antes, com o detalhe de evitar internar. Mas nós não somos e sentimos hoje, que nós não temos muito apoio da parte do Governo. Eu acho que o próprio Governo teria de dar um apoio melhor nós. Eu sempre critico muito e em 88, quando foi criado o SUS, deveria ter passado isto antes para a saúde. Eu acho que, isto é opinião minha e eu não abro logo, eu acho que deveria ter passado a saúde para o Inamps, porque o Inamps é ministério de órgão federal e tinha recursos e já estava super organizado. Eu, como trabalhei no Inamps, um ano depois ficou... é uma das medicinas mais organizadas do mundo, inclusive eu critico muito o sindicalismo que não deveria ter aceitado isto daí e também acho que este Governo, se quer resolver o problema da Previdência, ele tem de voltar a dar assistência médica às pessoas que pagam INPS, se não há motivação, porque pagar só para requer aposentadoria, eu acho que isto aí não motiva funcionário a trabalhar com carteira assinada ou senão, se sujeitar à baixa remuneração só para registrar no emprego. Eu acho que o grande problema da Previdência, hoje, do enfoque, foi tirar o associado do Inamps do INPS. Foi uma grande perda para a classe trabalhadora do Brasil, porque o Governo achava que com a ampliação desses planos de saúde iria resolver o problema da saúde no Brasil e não resolveu. Os planos de saúde não dão conta do recado. Eles apenas monopolizaram, inclusive, abusaram, porque, de muitos planos criados, depois que tinha a carência, eles desapareciam do mercado. Então, um dos grandes problemas dessa revisão nossa. Um dos planos que, hoje, para nós, funciona muito bem, são os planos maiores, como a Unimed, eu acho que uma cooperativa médica. Isto aí funciona muito bem. Estes planos são planos que, realmente, ainda estão aí e com um bom trabalho. Mas teve muito planinho que surgiu apenas para explorar o usuário e só atinge um nicho da população. Agora, aliás, eu queria só usar isto. Eles planos não surtiram o efeito esperado, então, aí é que o associado era enganado.
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Silvia - E o nível terciário, que é o mais complexo, aqui, em Mirassol, não tem,
ainda, esta infra-estrutura?
Gilberto - Não. Não. Hoje, aqui, por causa de... o setor hospitalar nosso aqui, para esta
política econômica do Governo, ele realmente teve de sair de todo o sistema hospitalar.
Silvia - Só na cidade...?
Gilberto - Não só na cidade como no Brasil todo. O setor hospitalar do Brasil, por
esta... que atende pelo Sistema SUS, ele está totalmente concentrado, arrebentado e destruído. Eu acho que isto aí, o Governo ainda... e vai ser um dos grandes problemas do próximo Governo, recuperar o que foi perdido. E nos hospitais fechados, em Mirassol nós tínhamos dois hospitais...
Silvia - De grande porte...?
Gilberto - ... que atendia a população daqui. Estes hospitais vieram a fechar.
Silvia - Por falta de dinheiro?
Gilberto - Por falta de recursos financeiros e isto não foi uma questão de magnetização
não. Eu acredito que foi falta de apoio do Governo. É que nós não temos financiamento de maneira nenhuma. Nós sempre convivemos com recursos próprios.
Silvia - Não tem repasse do governo estadual?
Gilberto - Não. Nunca. Eles só fazem o repasse para a área filantrópica, mas a área
particular que prestar o serviço, nós não temos acesso ao que precisa. Isto aí, eu acho, que é uma grande falha do Governo atual, porque eu acho que se eles acham a gente, eu acho que a gente tinha possibilidade de desenvolver bastante e prestar um serviço melhor do que nós prestamos. A gente vai mais. É o ‘amor à camisa’, como diz o outro. Nós somos sobreviventes desse cenário, mas, eu acho que o sistema tem de ser repensado. Eu acho que os problemas vão ser cada vez mais complexos. São doenças novas surgindo e este setor nosso de análise química e na parte de laboratório de hospital, eu acho que ele vai