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Milletler Cemiyeti Döneminde Azınlık Hakları

1.3. AZINLIKLARIN SINIFLANDIRILMASI

2.1.2. Milletler Cemiyeti Döneminde Azınlık Hakları

SÃO PAULO (SISVAN/SP)

Este item do relatório busca realizar o estudo da implantação do SISVAN no Estado de São Paulo. A escolha desse programa se deve ao fato de ser uma iniciativa que é implementada pelos municípios, mas é o estado, através da DIR, que tem a tarefa de coordenar o programa em sua região. A metodologia utilizada nesse item foi a entrevista à Coordenadora do Programa no Instituto de Saúde e a pesquisa a documentos e publicações sobre o programa.

Embora a metodologia adotada não permita fazer avaliações sobre resultados do programa, nem é esse o intuito da pesquisa, podemos afirmar que a implantação do

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programa vem crescendo de forma considerável. Em 2000, ano da implantação do programa, havia cerca de 200 municípios utilizando o sistema de vigilância, já no final de 2002 havia mais de 400 municípios. Sem entrar em detalhes qualitativos, a quantidade crescente de municípios que estão implantando o SISVAN representa um resultado importante no sentido de verificar de que forma vem se desenhando a relação entre estado e municípios e, principalmente, como está o papel do estado como coordenador e articulador do sistema.

O SISVAN e outras práticas relacionadas a questão da nutrição é uma iniciativa que parte do governo federal (Ministério da Saúde), mas que entretanto é implantada pelo nível estadual.

“ ... esta política de alimentação e nutrição no Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição, ela foi inserida na política nacional de saúde, isso facilitou o entendimento dos Estados com quais são as atribuições dos níveis, do nível estadual e do municipal, como é que nós podemos interagir.”

Embora seja uma política sob responsabilidade da área da saúde requer uma ação bastante intersetorial:

“...Há uma necessidade que a saúde converse e atue junto com a Secretaria da Educação, com a Secretaria da Agricultura, com a Secretaria do Meio Ambiente, com a Secretaria de Planejamento, enfim, haveria uma necessidade de uma, de um projeto intersetorial”

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No caso do estado de São Paulo, o SISVAN tem como coordenador central o Instituto de Saúde (IS) uma organização pertencente ao Governo do Estado de São Paulo, que por possuir uma estrutura desenvolvida na área de nutrição recebeu tal incumbência.

Segundo Maria Lúcia, diretora do programa, a implantação buscou ser feita de forma que agregasse todos os atores envolvidos no processo, respeitando a hierarquia. Isto é, o SISVAN vêm sendo construído por um grupo de profissionais que representam as seguintes instâncias:

• Coordenadoria de Planejamento em Saúde (CPS) – área de técnica de alimentação e

nutrição e saúde da criança;

• Coordenadoria de Saúde do Interior (CSI);

• Coordenadoria da Região Metropolitana da Grande São Paulo (CRM); • Coordenação dos Institutos de Pesquisas (CIP)

• Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (COSEMS-SP)

“.. Vamos formar um grupo em que as pessoas que comporão esse grupo, elas estarão representando a instância na secretaria que lidam com os municípios e que elas se integrem inicialmente no nível estadual. Então nos formamos um grupo com o Instituto da Saúde que é da CIP , da Coordenação, de Institutos de Pesquisa com a Coordenadoria de Planejamento da Saúde, com a Coordenadoria de Saúde do Interior, com a Coordenadoria de Saúde da Região Metropolitana e Grande São Paulo, e com os COSEMS, Conselho de Secretários Municipais de Saúde que lida diretamente com os municípios, mesmo essas Coordenadorias. Então é, pessoas, representantes, representando essas instituições do nível estadual acabaram formando um grupo pra discutir a importância, teve toda uma sensibilização dessas pessoas, pra que serve o Sistema de Vigilância Nutricional, e como nós podemos trabalhar isso. Sensibilizamos

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realmente com essa atuação e motivados também, envolvemos as Diretorias Regionais de Saúde e chagamos aos municípios.”

Observando esse atores verifica-se o envolvimento dos gestores municipais e estaduais neste processo, cuja a articulação principal que ocorre nesse caso é a seguinte: o SISVAN é implementado pelo município, entretanto é a DIR, a instância responsável pela articulação e sensibilização dos municípios quanto a implantação do programa. O IS descentraliza às DIR(s) o papel de regulação do sistema na sua área de atuação.

O SISVAN vêm sendo implementado desde o início de 2000 no estado de São Paulo de forma gradativa mas constante sendo que no final de 2002, cerca de 58% dos municípios desenvolvem o sistema. Entretanto, a adesão varia de acordo com a regional, enquanto algumas apresentam uma adesão de 100% por parte dos seus municípios, outras apresentam menos de 5%. Segundo Maria Lúcia isso ocorre devido a vários fatores como, o não envolvimento da regional no programa, implicando em não fazer a articulação adequada com seus municípios, outra possibilidade relaciona-se ao fato de que algumas regionais não apresentam uma estrutura adequada, quer seja por falta de recursos humanos ou materiais de atender às demandas dos municípios quanto a participação no sistema.

“... A gente observa características diferentes de atuação da DIR, tem DIR com um trabalho já há mais tempo e está trabalhando com os municípios, então você encontra uma receptividade maior, a sensibilização, tem uma facilidade maior eu acho, que a formação das equipes da DIR, a motivação, a própria direção daquela, da DIR eu acho, que é fundamental, com ela se compõe e como ela atua. Então, não é um problema, não é uma questão isolada, assim, a nutrição não, em alguns locais ela (a DIR) não

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conseguiu implantar o Sistema de Vigilância Nutricional porque não houve resposta mesmo, ela não tem resposta pra outras ações, não era a Vigilância Nutricional só. Nós temos dificuldades em algumas DIR.”

Para resolver tais impasses o modelo proposto pelo SISVAN aponta alguns caminhos:

• A hierarquia de níveis governamentais é sempre respeitada, ou seja, quando um

município apresenta algum problema ou esta reclamando por falta de apoio da DIR, a coordenação do SISVAN, fala primeiramente com a DIR para saber mais sobre o problema para então intermediar a solução a ser encontrada entre o município e DIR:

“...Então esse respeito à hierarquia é fundamental pra que qualquer ação tenha algum tipo de sucesso e seja reconhecida, a gente não aceita, mesmo porque não acha lógico, se você quer um sucesso numa determinada ação, você tem que envolver todos os níveis do sistema, você não pode ir direto. Tivemos já várias, vários pedidos dos municípios de nos estarmos indo, resolvendo porque a própria DIR não responde, mas nós evitamos fazer isso de todas as maneira, porque você quebra a sua interlocução com a coordenação, o que a gente faz quando os municípios reclamam, a gente colocar, fazer uma reunião com todos presentes pra eles se queixarem á DIR.”

• A reunião de vários atores na construção do sistema (citados acima) vem

contribuindo para aumentar esse diálogo entre as diferentes instâncias de forma que todos se sintam parte do processo e também tenho o seu papel mais definido

“Como é que nós temos feito esta interlocução com o Estado e com os municípios, pra gente chegar nisso? Então, nos consideramos fundamental o envolvimento, de ordem ligadas à secretaria nós não podemos trabalhar em instituto de saúde sozinho, com os

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municípios nem tem cabimento, nós temos que trabalhar num conjunto e que os municípios tenham uma atuação e sintam qual é realmente o objetivo desse sistema a gente procura sempre ter um interlocutor da Vigilância Nutricional no município, um interlocutor na Diretoria Regional.”

• A implantação do sistema adaptado para a realidade de cada região, não a partir de

um postura de imposição de cima para baixo, mas sendo construída em conjunto com os atores locais e estaduais

“...que nós não montamos um sistema e fomos implantar, como se fosse uma coisa pronta, nós queremos sentir como é que as Diretorias Regionais de Saúde, com órgãos se comunicam com os municípios, com é que elas enxergam. E a gente ficou muito satisfeito porque eles estavam, detectaram que havia muita necessidade de melhor conhecimento nessa área, de uma sensibilização mesmo dos municípios para o Sistema de Vigilância Nutricional, porque o Ministério, por sua vez, estava repassando recursos fundo a fundo pros municípios pra eles trabalharem a questão da desnutrição, só que os municípios não estavam preparados, como eles poderiam estar respondendo ao Ministério e alocando recursos.”

• A diretora cita ainda o amplo apoio recebido por parte da CSI (interior) para

desenvolver a relação com as DIR(s) do interior

“... da coordenadoria da saúde do interior que nos trabalhamos muito bem com ela, porque são municípios menores, menos complexos que têm uma unidade, então nós trabalhamos muito bem com a Coordenadoria de Saúde do Interior, que é ela que chama as diretorias.”

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• Finalmente, algo que parece contribuir, de forma fundamental, para o

desenvolvimento do sistema, a partir da relação entre estado e município, é a valorização do papel do estado coordenador por parte da diretoria do SISVAN

“... esse papel do estado, de estar colaborando com essa descentralização toda do sistema e dando subsídios pro município atuar com segurança, com material educativo, com discussões, com seminários, enfim, e dando também apoio e instrumentalizando o município e coordenando esse processo, o estado, ele não pode perder o seu papel de coordenador nesse processo, até pra ele fazer a vigilância. Dentro do estado de São Paulo, o que existe de desnutrição, o que existe de obesidade, o que existe de problemas cardíacos, enfim, o que existe de perfil dentro da população que a saúde pode estar atuando e melhorando essas condições, acho que é nesse sentido que nós temos trabalhado, é uma experiência muito rica.”