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Êzidi İsminin Kaynağı ve Êzidiliğin Doğuşu İle İlgili İddialar

1.3. AZINLIKLARIN SINIFLANDIRILMASI

4.1.1. Êzidi İsminin Kaynağı ve Êzidiliğin Doğuşu İle İlgili İddialar

SILVIA Como se caracteriza as políticas de saúde da Secretaria Estadual e qual seria o papel desejado para a Secretaria dentro dessa política?

E - Vou colocar a minha opinião. A Secretaria de Estado em Saúde é lógico que nesse processo de implantação da NOAS ela tem trabalhado nesse sentido de tentar fazer formar os módulos de saúde, regionalizar, hierarquizar os serviços e tem trabalhado em consonância com os propósitos da NOAS e com as diretrizes do Ministério da Saúde e do SUS, porém com algumas diferenças ao meu ver, uma dificuldade que eu acho que tem condição da Secretaria de Estado hoje é com relação à diretriz que é básica para a implantação da NOAS que é do comando único de prestadores. Com relação à Secretaria do comando único acho que a posição do Secretário que está lançando agora está com uma posição muito clara inclusive liberando todo um processo junto ao CONAR lá no Ministério da Saúde contra esta questão do comando único principalmente com relação aos grandes prestadores, grandes estados que tem uma relevância regional. Então o SUS acho que é dificuldade num município como São Paulo com essa possibilidade de interferência nesse processo dada à dimensão isso acho que acaba tendo problemas. Não sei como isso vai ficar na prática na hora que o Estado se qualificar pela NOAS e os agentes começarem a se habilitar, mas enfim acho que é uma dificuldade que a gente tem dada essa posição e uma outra questão também com relação ao serviços mais de média para alta complexidade poderiam já estar na gerência dos municípios e que ainda estão sobre a gestão e gerência do Estado Quanto a municipalização todos os grandes prestadores ainda continuaram mesmo nos municípios com o sistema ainda continuaram sobre a gestão e gerência do Estado, quer dizer, foi uma dificuldade e uma outra questão é com relação a financiamento, é sempre bom, está certo que o governo tem um programa sério de financiamento a nível federal e de nível estadual também. Eu acho que embora o estado aplique o recurso previsto em Lei há uma séria discussão sobre a transparência na

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priorização desses recursos como aplicar, com que critérios, assim como é um problema na Secretaria de Estado na relação com aos seus municípios. Não há uma discussão de onde investir, como é dividido no colegiado do Ministério para isso, em parceria Bipartite . Eu acho que esses dois pontos são os principais de dificuldade. No restante eu acho que a Secretaria de Estado tem acertado muito tem trabalhado para isso, tem trabalhado com a regionalização, hierarquização, do sistema, está tentando fechar um processo na CPI, está com plano de regionalização acho que tudo isso está encaminhado.

SILVIA - E nesse papel da Secretaria Estadual você vê. mais como uma prestadora de serviço ou ela está assumindo um papel mais regulador? E se está tendo essa mudança como está sendo? E - Foi uma beleza , foi feita uma transição, a Secretaria de Estado viveu um momento de crise nos primeiros anos de gestão para enfrentar esse novo papel, deixar de ser prestador e aprender a ser gestor enfim o que lhe cabe ainda como papel dessa inserção no contexto do SUS. Tivemos dificuldades no início na Secretaria de Estado de descobrir esse novo papel e alguns chefes se até se apegando na gerência de alguns serviços, como todo mundo sabia fazer outro, pelo menos aqui eu sei, então se apega na gerência de um ou outro serviço que tinha e tinham dificuldade de municipalizar por conta disso também. Acho que a Secretaria evoluiu bastante nesse período hoje tem aí uma gerência que está se organizando melhor o próprio sistema de regulação embora regule só as urgências não faça uma regulação de maior exigência, mas de qualquer forma está começando a descobrir esse novo papel mais particularmente no interior do que na Grande São Paulo. Na Grande São Paulo a dificuldade é maior. Tem vários fatores, a característica, primeiro são Municípios maiores , mais populosos, tem serviços de maior complexidade e ainda na vontade, tem gente que fala que o ônus de gerenciar serviços, seja grande , então quando você gasta sua energia gerenciando serviços, você não tem energia para fazer as outras funções e particularmente aqui no Município de São Paulo, O Município de São Paulo ele entrou no SUS em março do ano passado com a gestão plena de Atenção Básica , durante todo o ano passado foi negociado o processo de municipalização da rede, municipalizar a rede de São Paulo, nós tomamos, no interior são 200 unidades básicas de saúde, mais ambulatórios, alguns ambulatórios de especialidades, enfim, então é uma coisa de fôlego a gente fez isso no ano passado, no decorrer do ano com um cronograma de implantação então a gente sente que os Núcleos da Dir I no caso eles ainda estão descobrindo esse papel, com as regionais do interior já diferente de tempos atrás, já tinham entregue a rede, já estavam procurando esse papel de gestão e tal, e a parte aqui, a regional do estado aqui na cidade até o ano passado eles gerenciavam unidade básica de saúde e então até por uma questão de fôlego você não consegue, acho que o papel atrasou aí por oito anos por conta da implantação do PAS no Município, aquela responsabilidade no município mesmo, nas gestões anteriores e isso atrasou todo o processo. Então eu vejo no Núcleo ainda está engatinhando nesse processo de gestão e também fica mais complicado você tem prestadores de grande porte que nem a própria DIR, não é nem na DIR né , um prestador como a USP, a Unifesp, Beneficência Portuguesa são grandes prestadores que

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quem faz a gestão as vezes não é a gerência é o Gabinete do Secretário, muitas vezes até, complicado mesmo.

SILVIA Com relação a delegação da prestação de serviço para Entidades sem Fins Lucrativos. Qual seria a relação dessa delegação com a municipalização, ou seja , porque o Estado optou por delegar e não optou pela municipalização nesse caso? Pretende-se uma municipalização posterior ou vai ficar mesmo sob a responsabilidade do governo Estadual e também em relação a essa questão dos Consórcios. Qual seria o papel da Secretaria Estadual em relação aos Consórcios?

E - Bom, primeiro em relação as OSS a melhor pessoa para responder esta pergunta é o próprio Guedes, sem dúvida. Eu acho que tem uma posição política clara, tinha uma decisão que nem era dele próprio, era uma decisão do governo mesmo de investir nos hospitais, diagnóstico de falta de leitos, alguns hospitais foram iniciados em gestões anteriores, abandonadas e então teve uma decisão política do governo de concluir estas obras e optou-se por esta forma de gerência através de organizações sociais. Porque que não municipalizou-se? Pelo mesmo motivo que não é política desse governo municipalizar hospitais, tem que ter uma política, inclusive eles investiram pesado, grande parte do tesouro estadual, do orçamento estadual foi investido nisso, então uma forma que me parece ser até bem interessante de gerência, eles fizeram por metas, os hospitais tinham metas a serem atingidas e eles são remunerados a partir do cumprimento ou não dessas metas. Era uma forma até interessante de gerenciar os hospitais. Agora como é que ficam esses hospitais com uma municipalização, no caso o município virar pleno do sistema, eu acho que certamente uma forma que os outros hospitais que não são OSS considera como se fossem hospitais próprios do Estado, quer dizer, o Estado é dono de uma organização social mas tem hospitais públicos estaduais e ao meu ver não está na agenda municipalizar esses hospitais, acho que o que se pensa até para tentar dar alguma resposta à questão do comando único que a NOAS prevê, o que se pensa é alguma coisa do co-financiamento que a gente tem alguma coisa parecida com as OSS que você tem metas a serem atingidas, não fica na dependência de que faturou ou deixou de faturar unicamente. Lá se faz uma avaliação de quem faturou mas nada no sentido de atingir ou não as metas e esses hospitais eles continuam sobre a gerência do Estado, agora a gestão tem que ser municipal. E não tem muito o que discutir. Está na NOAS é a posição do Ministério hoje pelo menos, o ano que vem pode ser outra mas hoje a regra do jogo é essa, município com gestão plena do sistema, a gestão passa a ser municipal. A gerência continua sendo do Estado e acho que não tem a intenção de municipalizar, Qual a diferença disso? No caso, por exemplo, um hospital, vou citar um exemplo bem prático, o Hospital Vila Alpina inaugurado ha pouco tempo, gerenciado pelo estado, nós estamos tendo uma dificuldade muito

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própria secretaria tem tentado conversar que serviços tem que ter, que papel, isso é fazer gestão do hospital, que caráter você quer ter nesse hospital, que papel ele vai ter no sistema, colocar numa central de vagas, enfim, você poder auditar, isso é papel de gestor, isso acho que uma hora ou outra vai ter que ficar para o município, agora a gerência eu acho que vai continuar sendo do Estado, através das organizações sociais ou não.

SILVIA - E com relação aos consórcios?

E - Até quando eu estive lá o papel da secretaria não é de estimular consórcio, não tem sido de estimular. Os Consórcios que apareceram mais no interior até, não tenho conhecimento de nenhum consórcio aqui na região metropolitana. Os que tem no interior é por iniciativa própria das realidades próprias regionais, acho que não há um reforço um incentivo nessa questão de consórcio.

SILVIA - Você imagina porque seria isso de não incentivar o consórcio?

E - As vezes eles geram dificuldades, tivemos algumas experiências, embora teoricamente eram municípios muito pequenos você poderia estar abrindo consórcio até para eles se comporem. O problema é que o consórcio muitas vezes ele vira uma entidade que tem mais poder do que todos os municípios juntos, ele é um prestador que acaba tendo mais poder do que os gestores, em dados municípios e que na prática as vezes gera dificuldades em colocar muito clara as regras, as vezes isso gera dificuldade, acho que um pouco por isso.

SILVIA Qual seria o papel dos municípios dentro da política estadual. Como isso criaria um conflito se a secretaria tem esse papel de coordenação entre os municípios mas por outro lado os municípios também tem essa autonomia. Você vê aqui em São Paulo esse tipo de conflito ou não?

E - O conflito acontece desde que começou esse projeto de implantação do SUS. A autonomia Municipal é garantida constitucionalmente, não é nem o município que preconiza isso, é garantia constitucional. Agora o papel do Estado a meu ver ele é fundamental e insubstituível e é justamente esse papel de regulador do sistema, coordenador, prestando assessoria muitas vezes ao município. Agora o limite é muito tênue até que ponto essa assessoria ou esse controle não interfere na autonomia municipal, ele é muito tênue, eu acho que varia de município para município.

SILVIA - Mas você vê na secretaria um pouco isso dela estar atuando como coordenadora dos municípios?

E - Eu acho que esse papel é o que ela tem aprendido a fazer durante esses anos, acho que hoje ela esta melhor do que estava ha alguns anos atrás, aprendendo nesse processo e como eu falei antes a área metropolitana ela tem mais dificuldade do que o interior.