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5. ANALYSIS OF THE EFFECTS OF RENEWABLE ENERGY INVESTMENT

5.2. Renewable Energy Investment and Current Account Deficit Analysis

Na recolha da amostra foram tidos em consideração dois requisitos básicos: os sujeitos deveriam ter no mínimo 65 anos e residir na Unidade Territorial do Alentejo (UTA). Estes critérios foram previamente definidos, em virtude desta região ter a taxa de envelhecimento mais elevada do país (25,3%) (INE, 2011a).

A dimensão da amostra estratificada foi determinada em função da dimensão populacional do Alentejo existente nos três grupos etários. Como se pode verificar na Tabela 47, a amostra recolhida foi de dimensão mais reduzida do que o inicialmente previsto. Deste modo, efetuaram-se cálculos para analisar estatisticamente se a discrepância existente entre a dimensão da amostra inicial e a dimensão da amostra recolhida era significativa, tendo-se verificado que não.

Tabela 47. Distribuição da amostra projetada e da amostra real por grupos etários e sexo Sexo Faixa etária Amostra inicial* Amostra recolhida* % amostra inicial % amostra recolhida

Masculino 65 a 74 anos 320 167 21,0% 19,1%

Masculino 75 a 84 anos 258 174 17,0% 19,9%

Masculino 85 anos ou mais 68 39 4,4% 4,5%

Feminino 65 a 74 anos 404 204 26,6% 23,3%

Feminino 75 a 84 anos 353 228 23,2% 26,0%

Feminino 85 anos ou mais 115 64 7,5% 7,3%

Total 1.518 876 100% 100%

93 De referir que o 94,9% dos questionários foram respondidos pelo próprio (participante); 3,3% dos casos foi respondido pelo participante com a ajuda de um familiar e os restantes 1,8% foram respondidos por um familiar (Gráfico 11).

Gráfico 11. Quem respondeu ao questionário?

A amostra foi recolhida por enfermeiros e fisioterapeutas dos centros de saúde de quatro das cinco sub-regiões pertencentes à UTA: Alto Alentejo, Alentejo Central, Alentejo Litoral e Baixo Alentejo. Esta distribuição foi efetuada de acordo com a NUTS de nível III (Decreto-Lei n.º 244/2002, de 5 de novembro).

Observando a Figura 6 verifica-se que a maioria dos participantes reside na sub-região do Alentejo Central (36,9%).

Figura 6. Distribuição dos participantes em função do local de residência

Para a caracterização da amostra as variáveis foram agrupadas em fatores pessoais (idade, sexo, estado civil, escolaridade, doença crónica) e fatores ambientais (concelho de residência, prestação de cuidados pessoais, prestação de cuidados de saúde, agregado familiar/pessoas com vive, situação financeira, atividade física).

Familiar Participante (com ajuda) Participante (sem ajuda)

3,3% 1,8% N = 232 N = 257 N = 323 N = 64 N = 0 94,9%

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Os 876 idosos que participaram no estudo tinham idades compreendidas entre os 65 e os 96 anos (M = 76,43; DP = 6,50), sendo 56,6% do sexo feminino (N = 496) e 43,4% do sexo masculino (N = 380). No que respeita ao estado civil, 540 são casados ou vivem em união de facto (61,6%), 275 são viúvos (31,4%), 50 são solteiros (5,7%) e 11 referiram ser divorciados (1,3%). No que se refere à existência de filhos, 85.4% respondeu afirmativamente.

Através da análise da Tabela 48, podemos verificar que a maioria dos idosos vive acompanhado (e.g., cônjuge, filhos, netos) (71,1%). Foi, ainda, possível constatar que a percentagem de mulheres que vivem sozinhas (69,7%) é superior à dos homens (30,3%).

Tabela 48. Pessoas com quem os idosos residem (valores absolutos)

Masculino Feminino Total Sozinho

Acompanhado (e.g., cônjuge, filhos, netos) Instituição 63 300 17 145 323 28 208 623 45 Total 380 496 876

Relativamente ao nível de escolaridade, constatou-se que 69,2% dos idosos sabem ler e escrever. Importa referir que inicialmente os dados foram organizados de acordo com o estipulado pela Lei de Bases do Sistema Educativo19 (Lei n.º 46/86, de 14 de outubro),

mas devido à desigualdade da dimensão dos grupos foi necessário adaptar e agrupar as categorias às características da amostra (Gráfico 12).

Gráfico 12. Distribuição dos participantes em função do nível de escolaridade (valores absolutos)

Nota: 1º CEB = 1º Ciclo do Ensino Básico

19 1º Ciclo do Ensino Básico, 2º Ciclo do Ensino Básico, 3º Ciclo do Ensino Básico, Ensino Secundário e Ensino

Superior

Não sabe ler, nem escrever 1º CEB incompleto (antiga 4ª classe) 1º CEB completo (antiga 4ª classe) Superior ao 1º CEB (antiga 4ª classe)

270 221

315 70

95 A análise dos dados demonstrou que apenas 3,5% dos inquiridos (N=31) ainda, desenvolve algum trabalho remunerado. No entanto, só 9,4% (N=82) dos idosos beneficia do complemento solidário, apesar de 29,7% (N=260) ter referido que a sua financeira não satisfaz as necessidades básicas, nomeadamente as que dizem respeito à alimentação, habitação e saúde (Tabela 49).

Tabela 49. A situação financeira satisfaz as necessidades básicas

N % Sim Não Não responde 596 260 20 68.0 29.7 2.3

Relativamente às doenças, verificou-se que a hipertensão arterial (25,2%) é a mais frequente entre os participantes e as menos comuns são as doenças renais (1,2%) e as doenças da tiroide (1,4%) (Gráfico 13).

Gráfico 13. Diagnóstico médico das principais condições de saúde existentes

Nota: *Esta categoria inclui várias doenças, entre as quais: Insuficiência venosa, Obesidade, Cefaleias, Síndrome vertiginoso

Dos 876 idosos que participaram no estudo, 84% sofre pelo menos de uma doença, no entanto apenas 19,4% recebe cuidados pessoais e 60,7% recebe ou recebeu nos últimos seis meses cuidados de saúde (e.g., médicos, enfermeiros).

Quando questionados acerca da sensação de dor, a maioria dos idosos referiu que a mesma é moderada a intensa (26,3%), sendo os valores mais elevados nas idades compreendidas entre os 75 e os 84 anos. É importante mencionar que para facilitar a

1,4% 11,0% 25,2% 3,0% 16,1% 3,9% 1,7% 1,4% 1,5% 3,5% 1,2% 2,0% 2,5% 7,9% 7,3% 10,5% Outras doenças* Perturbações depressivas HTA Doenças respiratórias Doenças músculo-esqueléticas Doenças gastrointestinais Doenças do olho Doenças da tiroide Doenças da próstata Doenças cerebrovasculares Doença renal Doença oncológica Doença neurológica Doenças isquémicas do coração Dislipidémia Diabetes

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leitura dos dados as idades dos participantes foram agrupadas em três faixas etárias: (1) dos 65 aos 74 anos; (2) dos 75 aos 84 anos; (3) e mais de 85 anos (Tabela 50).

Tabela 50. Sensação de dor em função da idade dos participantes

65 aos 74 anos 75 aos 84 anos Mais de 85 anos Total

Nenhum problema 0 0 0 0

Problema moderado ténue 61 108 9 178

Problema moderado intenso 79 117 34 230

Problema completo 79 61 39 179

Não responde 152 116 21 289

Total 371 402 103 876

Procurámos, ainda, saber se a sensação de dor interfere ou interferiu na prática de atividade física organizada pela comunidade (e.g., Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Centros de dia), pois 86,3% dos idosos que participaram no estudo referiu que não pratica qualquer tipo de exercício. Os resultados obtidos revelam que 8.6% dos idosos com problemas moderados ténues, intensos ou completos continuam a praticar atividade física (Tabela 51).

Tabela 51. Prática de atividade física em função da sensação de dor

Sensação de dor Não Pratica atividade física Sim

Nenhum problema 0 0

Problema moderado ténue 153 25

Problema moderado intenso 199 31

Problema completo 160 19