5. ANALYSIS OF THE EFFECTS OF RENEWABLE ENERGY INVESTMENT
5.3. Economical Sustainability and Social Stability Analysis
Por último, recorreu-se a uma análise de regressão – Regressão ordinal – para averiguar quais as variáveis que mais influenciam a funcionalidade das pessoas com doenças crónicas (6º objetivo específico).
2. População e amostra
A população deste estudo é constituída por adultos com doença crónica e idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos. Importa referir que foram excluídos os indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos, por fazerem parte da população alvo do Estudo B; e a população com idade inferior a 18 anos, porque o desempenho funcional previsto para crianças e jovens difere do dos adultos.
As amostras foram selecionadas consoante a fase da investigação e o método utilizado na mesma: (1) revisão sistemática da literatura: 17 artigos; (2) grupo de discussão (focus
group): dez peritos; (3) painel Delphi: 16 peritos; (3) aplicação do questionário: 308
pessoas com pelo menos uma doença crónica (Tabela 75).
Tabela 75. Amostras definidas para os diferentes objetivos específicos e critérios de inclusão e exclusão
Método de recolha de informação
Critério de exclusão
da amostra Critérios de inclusão na amostra Amostra
Revisão sistemática da literatura
Artigos com metodologia pouco clara, repetidos nas duas bases de dados, com data anterior ao ano 2001 e todos os que não se relacionam com o objeto de estudo.
Artigos científicos publicados em texto integral, nas bases e dados da EBSCO, entre 2000 e 2011; artigos que descrevem as categorias ou códigos de 1º e 2º nível da CIF, utilizados para caracterizar a funcionalidade da população com doença crónica.
17 artigos
Grupo de
discussão Profissionais de saúde com menos de 10 anos de experiência na área da doença crónica e da CIF
Profissionais com experiência de investigação em população com doença crónica; conhecimento da CIF; experiência profissional na área da gestão ou direção de serviços; experiência na atividade de docência; publicação ou apresentação de trabalhos nas áreas da doença crónica ou CIF.
10 peritos
Painel Delphi
Profissionais de saúde com experiência inferior a sete anos na atribuição de certificados de incapacidade.
Profissionais de saúde com mais de sete anos de experiência em “Sistema de Verificação de Incapacidade” identificados pelo Instituto de Segurança Social, IP em todo o país; conhecimento da tabela nacional de incapacidade
16 peritos
Questionário Homens e mulheres com menos de 18 e mais de 65 anos, em 31 de Janeiro de 2011; sem registo nos sistemas de saúde; e sem doença crónica declarada.
Homens e mulheres com mais 18 anos e menos de 65 anos, em 31 de Janeiro de 2011 (inclusive); registados nas bases de dados dos sistemas nacionais de saúde e nas
associações de doentes, com pelo menos uma doença crónica
309 pessoas
127
Para o pré-teste nacional a amostra foi aleatória, estratificada e por conglomerados. Os critérios de estratificação da amostra foram a existência de uma distribuição proporcional da população geral pelas regiões de saúde, por sexo e grupo etário (18 a 34 anos; 35 a 49; 50 a 64 anos). Para um nível de confiança de 95% e uma precisão absoluta de 1%, o tamanho da amostra inicialmente preconizado foi de 1.200 pessoas, o que permitiria um intervalo de confiança inferior a um ponto ou um erro inferior a 0,5 pontos, para um valor médio, numa escala a variar entre 0 e 100 pontos. Todavia, apenas responderam 308 indivíduos, o que confere uma precisão do intervalo de confiança de 95% inferior a dois pontos ou um erro inferior a um ponto, ou seja, apenas se conseguiu cerca de metade da precisão inicialmente desejada.
As dimensões de estratificação da amostra por patologia crónica incluíram: o diagnóstico confirmado das 15 patologias crónicas, a mais prevalentes e as mais incapacitantes (AVC, artrite reumatoide, cancro da mama, depressão, diabetes mellitus, doença cardíaca isquémica crónica, doença oncológica, doença pulmonar obstrutiva crónica, dor generalizada crónica, espondilite anquilosante, lombalgia, obesidade, osteoartrose, osteoporose, paralisia cerebral); sexo; idade; possuir um CIT prorrogado no último ano; sem nenhum CIT no último ano; estar registado(a) num dos dez ACES aleatorizados/estratificados. Para robustecer o espectro de aplicação da tabela incluíram-se, ainda, doentes com patologia crónica mais incapacitante, tendo-se, para o efeito, recorrido às seguintes organizações: Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatoide, Associação Nacional de Espondilite Anquilosante, Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa e Instituto Gama Pinto. Assim foram incluídas as 11 doenças mais frequentes e as quatro mais incapacitantes.
O cálculo da amostra teve os seguintes pressupostos estatísticos: de acordo com a informação existente e assumindo que a escala a usar varia entre 0 e 100 pontos/unidades, considera-se que, em teoria Gaussiana, 99,99% destas pontuações se estendem ao longo de seis desvios-padrão. Considerando as classes definidas, a partir daquelas pontuações são esperadas algumas assimetrias (o que aponta para maior dispersão das pontuações). Deste modo, estima-se que o desvio-padrão da pontuação seja, no mínimo, 16,7 unidades, permitindo a assunção de 20 unidades para alojar alguma assimetria.
Sabendo que a missão dos ACES é garantir a prestação de cuidados de saúde primários à população de uma área geográfica determinada, definiram-se critérios de estratificação/aleatorização de dez ACES com o objetivo de ter uma representação nacional da amostra onde se irá testar a TNF para as 12 doenças crónicas mais
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prevalentes. Para o efeito, realizou-se uma aleatorização de duas ACES por ARS (Administração Regional de Saúde), uma para a região litoral, outro para a região interior de cada ARS.
2.1. Caracterização da amostra
Participaram no pré-teste 308 sujeitos de todo o país, com idades compreendidas entre os 24 e os 65 anos (M = 52,66; DP = 8,95) (Tabela 76), sendo a maioria do sexo feminino (62,3%).
Tabela 76. Caracterização sociodemográfica dos participantes
N % Género Masculino Feminino 116 192 37,7 62,3 Escalão etário (M = 52,66 ; DP = 8,95) Menos de 52 anos 53 anos ou mais 129 179 41,9 58,1
Local da consulta (ARS) Algarve
Alentejo Centro
Área Metropolitana de Lisboa
73 105 12 118 23,7 34,1 3,9 38,3 Certificado de incapacidade
Não tem certificado de incapacidade Certificado de incapacidade temporária Certificado de incapacidade permanente Certificado de incapacidade prorrogado
158 8 97 45 51,3 2,6 31,5 14,6 Doença crónica Diabetes mellitus
Doença pulmonar obstrutiva Osteoporose
Artrite reumatoide Espondilite anquilosante Paralisia cerebral
Outras doenças oncológicas Osteoartrose
Obesidade Lombalgia Depressão
Dor crónica generalizada Cancro da mama
Acidente vascular cerebral
Doença cardíaca isquémica crónica
38 4 10 41 20 28 16 22 21 30 32 9 17 10 10 12,3 1,3 3,2 13,3 6,5 9,1 5,2 7,1 6,8 9,7 10,4 2,9 5,5 3,2 3,2 Nota: N = número de inquiridos; % = percentagem
Para facilitar a leitura dos dados, as zonas do país foram agrupadas de acordo com a NUTS de nível III (Decreto-Lei n.º 244/2002, de 5 de novembro), tendo-se constatado que a maior parte dos sujeitos pertence à Área Metropolitana de Lisboa (38,3%). Relativamente ao certificado de incapacidade, verificou-se que 2,6% das pessoas o possuem temporariamente, 31,5% a título permanente e 14,6% dos participantes têm um certificado de incapacidade prorrogado. No que às doenças crónicas diz respeito,
129
foi possível apurar que a Artrite reumatoide é a que apresenta valores mais elevados (13,3%), seguindo-se a Diabetes mellitus (12,3%) e a Depressão (10,4%).
Com base nestes resultados, averiguou-se a distribuição das doenças crónicas em função da idade. Com o objetivo de facilitar o tratamento estatístico e a leitura dos dados, as idades dos inquiridos foram recodificadas em dois grupos: menos de 52 anos e 53 anos ou mais. Para a sua dicotomização foi considerado o valor médio (M = 52,66).
Tabela 77. Distribuição das doenças crónicas em função da idade
Menos de 52 anos 53 anos ou mais Total Diabetes mellitus
Doença pulmonar obstrutiva Osteoporose
Artrite reumatóide Espondilite anquilosante Paralisia cerebral
Outras doenças oncológicas Osteoartrose
Obesidade Lombalgia Depressão
Dor crónica generalizada Cancro da mama
Acidente vascular cerebral
Doença cardíaca isquémica crónica
10 1 2 10 9 19 12 2 8 18 23 5 4 3 3 28 3 8 31 11 9 4 20 13 12 9 4 13 7 7 38 4 10 41 20 28 16 22 21 30 32 9 17 10 10 Total 129 179 308
Observando a Tabela 77 verifica-se que as doenças crónicas mais prevalentes no grupo que inclui os sujeitos mais novos (menos de 52 anos) são a Depressão, a Paralisia cerebral e a Lombalgia. Ao passo que nos indivíduos mais velhos (53 anos ou mais) as doenças crónicas predominantes são a Artrite reumatóide, a Diabetes mellitus e a Osteoartrose.
3. Apresentação dos resultados
O objetivo Geral – Construir um instrumento para a caracterização da funcionalidade dos adultos com doenças crónicas – foi operacionalizado através da construção e validação da TNF. O foco foi o componente Atividades e Participação, por ser o que reúne os domínios da funcionalidade, tanto na perspetiva individual como na perspetiva social.
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