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2.3. Bir Kitle İletişim Aracı Olarak Televizyon

2.3.2. Televizyonun Çocuklar Üzerine Etkileri ve Çocuklara Yönelik Programlar

2.3.2.1. Reklam

A resposta para as questões apontadas nessa tese é parte concernente à integralidade dos conceitos. A identidade vista como um processo, proposta a partir de uma abordagem relacional, se constrói e se reconstrói constantemente nas trocas sociais. A identidade é objetivada sempre em relação a uma outra. Nesse sentido, vista como uma construção social ela é sempre (re)formada no interior de determinados contextos sociais que orientam as escolhas e determinações do ambiente no qual essa identidade está inserida. Assim, qualquer pessoa e/ou organização estarão sempre inseridos em um determinado ambiente e terão sempre a sua identidade sendo afetada também por ele.

O ambiente, sob essa prerrogativa, é entendido como o contexto geral da pesquisa e os fatores intrínsecos a ele, tais como culturais, políticos, legais, sociais, tecnológicos, físicos e econômicos são algumas das questões que afetarão a organização e, consequentemente, sua identidade.

A identidade abordada como um processo social e historicamente construído, a partir do relacionamento de um indivíduo ou organização com o ambiente (BERGER e LUCKMANN, 2008; CARRIERI, DE PAULA e DAVEL, 2008; FREITAS, 1999; NKOMO e COX JR, 1998; SODRÉ, 1999; EVERS, 1984; GARCIA- CANCLINI, 1995; MENDONÇA, 2000; MACHADO e CRUBELLATE, 2006). Ou ainda, uma ação social e estrutural, que não permite identificar isoladamente o que é identidade e o que é imagem (MACHADO e CRUBELLATE, 2006) é o núcleo central. É a partir dela e dos seus processos autoperceptivos que uma organização se autodefine, se autoconceitua e determina seu negócio, seus objetivos e seus valores. Diante dessa lógica, a autopercepção, a forma como as organizações se conceituam ou categorizam seu comportamentos, tanto suas condutas externas como seus estados internos, é o primeiro passo para o processo identitário. Em comparação com o outro eu me autodefino, pelas diferenças e semelhanças.

Em um nível intraorganizacional, a partir do momento que os fatores identitários sejam compartilhados, o próprio conceito de identidade se sobrepõe aos

conceitos de cultura organizacional. Assim, a identidade se expressa pelos entendimentos culturais e, em contrapartida, está fixada na cultura.

A cultura definida como um entendimento tácito da organização (crenças, valores, artefatos) que dão significado, incluindo o processo de autodefinição interna, ou autoconceito ou ainda, o material teórico importante para explicar a identidade organizacional e como as interpretações da imagem organizacional influenciadas culturalmente e formada pelos membros externos à organização (outsiders) afetam essa mesma identidade (HATCH e SCHULTZ, 1997) tornam os conceitos de cultura e identidade indissociáveis. Essa indissociabilidade dessas duas categorias exclui totalmente a perspectiva corporativa e gerenciável para qualquer abordagem.

A mera concepção linear da identidade, em que ela é abordada como o elemento estratégico responsável pela formação da imagem, que reflete todas as impressões que a organização deseja causar em seus públicos, sendo projetada através de uma variedade de ferramentas que representam como a organização gostaria de ser percebida se torna defasada. A identidade deixa de ser estratégica para ser política, negociada em determinados espaços de conversações e mediada pelo relacionamento.

Como núcleo central, a identidade permeada pelos processos perceptivos dos representantes organizacionais é (re)formada pelo relacionamento da organização com seus públicos e com o ambiente. Por meio da interação com o ambiente é que uma organização se legitima e (re)forma sua imagem.

Outro fator relevante para a integração dos conceitos é a questão da percepção. Abordada como o processo de seleção e síntese de natureza complexa – que se realiza com o auxílio de códigos já prontos (especialmente os códigos de linguagem) que servem para colocar o aspecto percebido no seu devido sistema e para conferir a ele um caráter geral ou categórico (LURIA, 1981) pelo qual as pessoas escolhem, organizam, interpretam, processam e reagem às informações do mundo que as rodeia – a percepção é um modo de formar impressões sobre si mesmo, sobre outras pessoas e sobre as experiências diárias da vida. Também é

uma peneira ou filtro, pela qual a informação passa antes de causar efeito sobre a pessoa (SCHERMERHORN, HUNT e OSBORN, 1999). Assim, qualquer processo de mediação e interação será sempre permeado pelos processos perceptivos, que ocorre em determinadas etapas:

(i) atenção: o fator responsável pela escolha dos elementos essenciais para a atividade mental, ou o processo que mantém uma severa vigilância sobre o curso preciso e organizado da atividade mental (LURIA, 1981);

(ii) Organização/Interpretação: reconstrução de atividades isoladas que constituem parte das operações requeridas. Quando isso ocorre, podemos dizer que o campo da atenção deslocou-se do campo perceptivo e desdobrou-se ao longo do tempo, como um componente de séries dinâmicas de atividades psicológicas (VYGOTSKY, 1998);

(iii) recuperação (memória): fase em que o indivíduo utiliza códigos de linguagem, signos e todo um complexo sistema cerebral para armazenar as informações que, num primeiro estágio, a sua atenção estava dirigida a elas (VYGOTSKY, 1998).

A partir desse conceito de percepção, qualquer processo de interação e mediação que ocorra em um nível individual ou organizacional de análise será sempre afetado por um processo perceptivo. Entendida como um filtro ou modo de formar impressões sobre si mesmo, sobre outras pessoas e organizações a percepção é o fator que permite o compartilhamento e a sensação de unicidade entre representantes organizacionais para a formação da identidade e cultura organizacional. Além disso, há uma relação diretamente proporcional entre identidade e cultura e aspectos perceptivos. Quanto mais similares forem os processos perceptivos, maior a unicidade, mais forte serão a identidade e a cultura organizacional.

Porém, a percepção precisa de algo a ser percebido. Durante um processo de relacionamento, informações – a ação de dar forma a uma série de dados, formando uma mensagem, compartilhada dentro de um determinado sistema social com um propósito, um objetivo pré-determinado por quem elabora a mensagem – são trocadas e percebidas pelos sentidos humanos. Assim, a informação,

interpessoal ou com a utilização de um veículo como intermédio, é a matéria-prima do relacionamento.

O relacionamento, por sua vez, visto como os processos de mediação e interação que ocorrem entre a organização e seus públicos e função de relações públicas entendida como uma atividade de relacionamentos estratégicos das organizações, públicas ou privadas, com seus públicos que tem como objetivo gerenciar de maneira adequada esses relacionamentos (FRANÇA, 2004) é o que permite que haja uma dinâmica de troca de informações e que possibilite a formação da identidade organizacional. É por meio do relacionamento que uma organização interage com o ambiente e se (re)adapta e (re)formula suas ações. Também é por meio do relacionamento e da troca com o ambiente que as organizações conseguem dar sentido às suas ações.

Por fim, é no ambiente em que está inserido que a organização consegue formar uma imagem. Entendida, assim como a identidade, como um processo social e historicamente construído, a imagem é formada e concebida pelos membros externos à organização, suas próprias percepções (suas imagens) e não definida a partir do que os membros internos acreditam que os membros externos percebem (HATCH e SCHULTZ, 2002). É a totalidade das percepções de todos os públicos da organização em relação à maneira como ela se apresenta, tanto deliberadamente quanto acidentalmente. É formada através do encontro das características de uma organização. O resultado líquido da rede de interações de todas as experiências, crenças, sentimentos, conhecimentos e impressões que as pessoas têm a respeito da organização (MARKWICK e FILL, 1997).

Assim, do núcleo central, da identidade, a partir do relacionamento que uma organização mantém com seus públicos, permeada pela percepção, a organização consegue se legitimar e formar uma imagem.

A premissa apresentada é retratada no modelo (figura 10). Busca-se, com isso, compreender como a formação da identidade de uma IES ocorre e, da mesma maneira, como ela é percebida. Nesse estudo, considera-se que isso ocorre a partir do relacionamento que uma determinada IES mantém com seus públicos. Assim, o

modelo proposto evita a linearidade e sugere um processo cíclico de formação da identidade, simultâneo e contínuo, socialmente construído, a partir do relacionamento da instituição e seus representantes com seus respectivos públicos.

O modelo apresenta quatro etapas para a formação da identidade. São elas:

(i) a autoidentidade, baseada no autoconceito, é construída internamente a partir de aspectos formais (missão, visão, planejamentos estratégicos, objetivos, valores, comunicação e procedimentos formais) e aspectos informais, tais como crenças e pressupostos. Neste caso, permeados pela cultura organizacional. Afeta o relacionamento, pois por meio dele tenta refletir em seus públicos aquilo que é percebido e pré-concebido internamente;

(ii) a forma de se relacionar afeta a identidade que é efetivamente percebida. Não necessariamente aquela determinada pelos processos formais de comunicação preconizados e determinados pela instituição. Em síntese, a autoidentidade projetada pode não ser igual a identidade percebida;

(iii) a identidade percebida pelos agentes externos à organização afeta as respostas e, consequentemente, o relacionamento que uma instituição mantém com seus públicos;

(iv) por fim, o relacionamento impacta no autoconceito e na autoidentidade da instituição gerando um novo processo social e historicamente construído. Esse processo sem início e fim é retratado nesse modelo formando o símbolo do infinito, que visualmente define bem a concepção da identidade organizacional (re)construída e (re)formada a partir do relacionamento. A identidade é resultado e resultante do relacionamento.

Figura 10 – Modelo Proposta de Pesquisa Fonte: Elaborado pelo autor.

Ambiente Identidade Organizacional

Autoidentidade Relacionamento Identidade percebida

I

II III

3 AS CONCEPÇÕES EMPÍRICAS DOS CONCEITOS DE IDENTIDADE E

Benzer Belgeler